![]() |
Jongo: palestras com Délcio Teobaldo às terças no Centro (grátis) |
|
| Página principal » Notícias » Notícias antigas | ||
|
Se você gosta de nosso trabalho, nos apóie se tornando um Amigo do Samba-Choro. |
|
Nos dias 6, 13 e 20 de novembro, serão proferidas palestras musicadas sobre jongo no "Caixa Cultural", o centro cultural da Caixa Econômica Federal. Os encontros, gratuitos, são responsabilidade de Délcio Teobaldo, uma das maiores autoridades do país no assunto. Confira a programação completa abaixo enviada. Parece bem completo o evento, pena que o horário é ingrato (15 horas)...
Voltar para Manchetes de Novembro de 2007
Comentários dos leitores"JONGÁ - Cantos de fé, de trabalho e de orgia
Dia 06/11/07 PRIMEIRO ENCONTRO/CANTOS DE FÉ ABERTURA: Neste segmento composto de 6 pontos ("Bendito louvado seja", "Ô Maria, ô Iaiá", "Nego que tá fazendo", "Tambor, tambor", "Já caminhei", "Tira o pé"), saúdam-se os santos do céu e os da terra. Seja a terra de origem, a terra herdada ou o desterro. TEMA: Fé. Onde termina o sincretismo e começa a concessão. Antes do ritmo e da dança, a dinâmica dos Jongos se concentra na palavra. No verbo. Um elemento com que os praticantes dessa cultura dialogam, desafiam e se igualam com o os seus e com o mundo. Nos Jongos, diz-se que a palavra tem peso, tem força, tem forma, socorre, mas também mata. Tudo passa pela fé, pela comunhão coletiva própria dessa cultura que até hoje encobre, sob a fragilidade visível do Sincretismo, a grandeza dos seus fundamentos. DOCUMENTÁRIO/SINOPSE: "Morre Congo, fica Congo". Memória da terra, saudades do local de origem, recuperação da auto-estima e magia, revelados pelos últimos mestres praticantes do Jongo Rural de Angra dos Reis: Carmo Moraes, na época, com 82 anos de idade; Dona Luisa, 67; Zady Rita, 62; Rosalvo Bernardo, 57 e Zé Adriano, 78. Documentário exibido em Rede Nacional (TV Cultura, São Paulo), programa Zoom; encerrou a mostra "Da chanchada à feijoada – O cinema negro no Brasil" (Museu da Imagem e do Som, São Paulo); encerrou o "II Festival de Arte Negra – FAN" (Belo Horizonte – MG); convidado para exibição no Encontro Latino Americano de Culturas, México; na IPCTV, de Tóquio; no "III Discovering Latin America Film Festival; Festival de Cinema e Video de Udine (Itália) e no "16º The International Documentary Film Festival of Marseilles" (França, 2005). "Morre Congo, fica Congo" já foi matéria nos programas "Revista do cinema Brasileiro" (Rede Brasil, DirecTV) e "Canal Brasil" (GNT). Abriu em novembro 2004, no Cine Olido, São Paulo, O "Seminário Diversidade Cultural Brasileira; Interculturalidades (UFF/05); XV Festival de Documentários Latino Americano (Londres, 2005). Ficha: "Morre Congo, fica Congo", (Die Congo, remain Congo). (www.dgtfilmes.com.br). 2001, DV, 15 minutos, cor, legendado inglês. Délcio Teobaldo, pesquisa, argumento, roteiro final e direção geral; Toni Nogueira, diretor de fotografia; Jorge Pessano, roteiro; Nair Borges, produção; Guará Rodrigues e Marco Túlio, som direto; Otávio Costa, edição; Badu Nogueira e Thiago Teobaldo, assistentes. Dia 13/11/07 SEGUNDO ENCONTRO - CANTOS DE TRABALHO ABERTURA: Estes cantos ("Com Deus me deito", "Acorda Maria", "Dona Maria Mucama", "Pega a vassoura", "Cativeiro taí") servem para identificar grupos, fazer firula à mulher amada ou entoar lamentosos para exorcizar a memória do trabalho compulsório. TEMA: Terra e plantas. Os saberes relacionados aos ritos de plantio, de cuidados e de colheita. Se morre alguém e o corpo não é encontrado, oficializa-se o enterro, substituindo o defunto por um tronco ou cacho de bananas. Mas a mesma bananeira que leva para o túmulo a energia em transformação, cede seus talos, fibras e folhas, para a confecção de brinquedos e outros ornamentos. A bananeira é a planta mítica dos Jongos, porque, assim como eles, ela tem as faces do choro e do riso; da morte e da vida. INÉDITO DOCUMENTÁRIO/SINOPSE: Ladainhas, rezas e ofícios de fé e de cura... registra um ofício da Ladainha de Promessa, na cidade de Maricá (região metropolitana do Rio de Janeiro), com depoimento dos seus últimos apontadores. Aos contos e casos de magia, comuns a esta cultura, somam-se outras práticas comuns na região, como as rezas, os banhos e a medicação com ervas, também feitas com a intenção de restabelecer a harmonia física e social das famílias e dos grupos. É curiosa a inter-relação das três culturas (a Ladainha, a Reza e a Medicina Popular) a partir de um elemento comum: o porco. No primeiro caso, o animal aparece como a representação do desordeiro e do maligno; no segundo, ele é o necessitado e, no terceiro, é o bendito, quando é revelado o poder curativo das suas entranhas (o fel). As Ladainhas (no plural porque existem dois tipos: a Ladainha de Defunto, para encomendar um corpo e a Ladainha de Promessa, para agradecer uma graça alcançada), que têm uma liturgia marcada pelo sincretismo, eram uma prática comum na cidade até as últimas três décadas. A partir de então começaram a perder seus fiéis para as igrejas evangélicas e o interesse das gerações mais novas que as desconhecem e, por isto, "não acreditam na eficiência delas". Quem revela é Gilberto Ferreira da Silva Filho, o "Betinho", o último é único apontador (rezador) de Ladainhas de Maricá. Ficha: "Ladainhas, rezas e ofícios de fé e de cura...", DGT Filmes (www.dgtfilmes.com.br) 2004, DV, 27 minutos, cor. Délcio Teobaldo, pesquisa, roteiro, produção executiva e direção geral; Toni Nogueira, diretor de fotografia e câmera; Maurício Falcão, som, luz e edição; Gabriel Góes, mixagem de som; Thiago e Felipe Teobaldo, assistentes de produção. Dia 20/11/07 TERCEIRO ENCONTRO/CANTOS DE ORGIA ABERTURA: Os pontos ("Eu vim de Angola", "Tem pau no mato", "Casa comigo", "Moça bonita", "O galo e o pinto", "Tatu tá véio", "Tô procurando peixe") louvam a folgança, o gozo, o alcance do êxtase e da santidade através do prazer. TEMA: Tradição x mercado Cultura autóctone e simulacro. Em menos de cinco décadas, o carro de bois que movimentava a economia pastoral-agrícola e inspirava quase toda a criação popular, foi substituído pelos bens disponibilizados no mercado global. Ao contrário do que muitos pensam, essa mudança não causou danos irreversíveis nas culturas populares. Sejam nos Jongos, que se mantêm pela palavra, cuja dinâmica é capaz de recriar o mundo ou em culturas similares onde vale a lição de que "o novo não se firma se não se apoiar no velho". INÉDITO DOCUMENTÁRIO/SINOPSE: Cantos de Calamboteiros. O registro foi feito nos bairros de Fátima e São Pedro, no município mineiro de Ponte Nova, onde ex-cortadoras de cana-de-açúcar relembram a vida na roça, antes de se mudarem para a cidade. Eles ilustram as lembranças com os cantos que falam do trabalho compulsório, do amor e da amizade. Ficha: "Cantos de Calamboteiros". DGT Filmes (www.dgtfilmes.com.br) 2007, DV, 27 minutos, cor. Délcio Teobaldo, pesquisa, argumento, produção executiva e direção geral; Toni Nogueira, diretor de fotografia e câmera 1; Maurício Falcão, edição; Nicodème de Renesse, som direto; Nathalie Joiris, assistente técnica; Virgínia Siqueira, coordenação de produção; Ricardo Motta, coordenador de produção local; Paulo Henrique de Carvalho, produção; Felipe Teobaldo, assistente de produção e câmera 2; Milena Campos, assistente. CONVIDADAS: Grupo formado por 7 mulheres (Raimunda Silva dos Santos, Maria Antônia Domingues, Maria das Graças Hipólito, Maria Cecília Guilherme, Neusa da Silva Luz, Maria da Conceição Lopes, Antônia Aparecida Rogério), que guardam na memória os cantos de trabalho entoados nos canaviais e cafezais de Ponte Nova, Zona da Mata mineira." |
Índice
<< Anterior
Próxima >> » Envie esta notícia para um amigo » Imprima esta notícia |