Agenda do Samba & Choro

Festival da Globo e as furadas da Agenda

Google
Web samba-choro.com.br
 
 Página principal » Notícias » Notícias antigas

Receba grátis nosso informativo:


43878 assinantes
Exemplo | Cancelar | Trocar email Notícias enviadas às terças e sextas.


Assine em um leitor de notícias RSS


Se você gosta de nosso trabalho, nos apóie se tornando um Amigo do Samba-Choro.

Por Paulo Eduardo Neves
Publicada em 29 de Agosto de 2000 
Assunto: TV e Rádio

Essa não, foi só me meter a falar do festival da Globo para dar duas pisadas na bola. Ainda bem que temos nossos leitores para nos dar as devidas broncas.

A Branca Americano nos chamou a atenção por ter deixado de falar da bonita música "Tempestade e Calmaria" de Pedro de Hollanda. Pedro é assíduo das rodas de samba do Rio, tocando sempre no Emporium às quartas com o Gallotti. Pena que já foi desclassificada:-(, os versos "Pulei de peito aberto/ No poço da paixão/ E quando estava perto/ Vi que era raso pra o meu coração" são bem bonitos.

Pior ainda foi eu ter desclassificado antecipadamente a música "Imaginária" de Mário Sève e Suely Mesquita. O próprio Mário comentou a notícia, me deu a merecida bronca e ainda nos presenteou com os dados da turma da pesada que vai defendê-la. E ainda descobrimos que a música, interpretada belamente pela Carol Saboya, é um "choro futurista". Já tem mais um torcedor.

Legal o Moacyr Luz ter se classificado com seu samba/jongo/lundu. Triste foi ver o jumento do técnico de som dando sumiço na voz das pastoras da Portela. Ao contrário da maior parte das opiniões que tinha ouvido, gostei bastante do nível do festival. Foi uma boa oportunidade de ver vários artistas interessantes que nunca havia visto ao vivo. Muito mais prós do que contras. A Globo merece elogios, claro que não se pode falar o mesmo de seus repórteres/animadores.

Se você quiser ver as letras da próxima eliminatória, confira no site da Época. Muito melhor do que as letras minúsculas do site oficial.

Voltar para Manchetes de Agosto de 2000

Enviar por email | Imprimir

Comentários dos leitores

Nunca vi nada tão sem emoção. Certamente que com tamanhã preocupação de mostrar que é F...
em termos de tecnologia, a Globo acabou comprometendo o sucesso do festival já na escolha das músicas/compositores/interpretes.
Olha os interesses comerciais das gravadoras aí!!!
Eu, cinseramente, não me surpreendo.
Com algumas gratas surpresas, será que não houve renovação do nossa vocação criativa? Onde estão os novos?
No final, durante o show do Jorge Ben Jor, nos bastidores o que se via era o encontro de velhos amigos(sem desmerecer a qualidade de nenhum deles). Mas onde estavam, como se propõe um festival, um novo Miltom, ou um Chico ou um Cesar Costa Filho, um Gonzaguinha ou Marcos Valle ou um Dori, um Jobim, Ivan Lins, Caetano, Gil, Geraldo Vandre, Um Taiguara, Rui Mauriti, Antonio Adolfo, Paulinho da Viola ou até mesmo um Chico Evangelista, Eduardo Gudin etc, etc,etc...
A cobertura dos apresentadores é...
Quanto a organização,...O excesso de organização é a morte.
José Pires
30 de Agosto de 2000 #


Não podemos esquecer que teremos neste festival um cantor e compositor conhecido em algumas rodas de samba, aqui de São Paulo, cujo nome é Carlinhos do Cavaco, interpretando uma de suas composições.
Música: Pra se juntar a nós


Refrão: "... Pra se juntar a nós
é preciso usar a voz
se embalar numa canção
ter amor no coração,
pra que o samba sobreviva, então..

Um grande abraço a todos do Samba e Choro e parabéns pelo retorno do Site.
Halysson Araujo da Silva
31 de Agosto de 2000 #

Outro dia vi uma cena na televisão dum lance dos antigos festivais da Record: o Chico cantando com acompanhamento do MPB4, todos em volta de dois ou três microfones, um dos MPBquatristas com um atabaquezinho e uma música do cacete de bonita! Comparo isso com a megaprodução global de cenário milionário, tecnologia de primeira, todo mundo globalizadinho, dos músicos (com raras excessões) aos repórteres e principalmente as músicas, cada uma mais fuim (não encontrei outro adjetivo)que a outra... que tristeza... que sôdade dos antigos festivais...acho que tô véio!!!
Jamil Ferreira
1 de Setembro de 2000 #

Tá bom! Tá Bom! Eu sei que vocês vão dizer: “ Lá vem mais um ressentido. Não se classificou nem entre as 48 finalistas e agora quer meter o pau.” É verdade, inscrevi uma música nesse chamado Festival da Música Brasileira e estou quase comemorando o fato de não estar lá. Eu digo quase, porque acho que não devo engrossar o coro dos detratores da nossa música e o único sentimento que me ataca nessa hora é o de vergonha. Alardeei pelos corredores, para os meus amigos, para conhecidos: “Preparem-se, vem aí um novo festival, finalmente vocês irão conhecer a música brasileira de primeiro nível que reverbera na portaria das grandes gravadoras, mas só encontra espaço nos pequenos selos heróicos.” Ledo engano! A nobilíssima comissão de seleção do festival conseguiu, de um universo de mais de 24.000 composições, retirar 48 músicas de nível mediano, sendo que destas, as melhores foram compostas por autores maiores de 40 anos. Conclusão:
A música brasileira vive uma crise e os jovens talentos não são talentosos (ops!).
Será?
Comecemos pelos não tão Jovens. Vejam o caso do Chico César. Ele tinha um compromisso ou não priorizou o festival por já ter conhecimento da armação.? Ou seja Pulou fora antes do barco afundar. Onde estão Lenine, Zeca Baleiro, Ana Carolina, Cassia Eller, Célso Viáfora, Zélia Duncan, Adriana Calcanhoto, Nação Zumbi, Mundo Livre S/A, O Rappa, Renato Motha, Paulinho Moska, Totonho Vileroy, e outros?
Pergunto, por que essa geração de compositores e interpretes não foi contemplada nesse festival.? Será que eles realmente não se interessaram pelo evento? Ou será que o evento é apenas um “é vento”?
Me explico.
Os Grandes Festivais do passado(não os da Globo mas os da Record) tinham uma relação intima com a cena musical do Brasil à época. Estavam umbilicalmente ligados aos movimentos espontâneos da geração de compositores da época. Não eram senão a ponta do iceberg (ou fireberg como preferirem) dos movimentos legítimos da nossa música, música de qualquer classe, estudantil ou popular, proletária ou burguesa alienada.
Os Festivais foram apenas o porto de escoamento dessa produção e o ponto de encontro dessas tendências. Eles não foram inventados de uma hora para outra como o foi este atual globo de ouro descompassado. Aqueles foram gestados em festivais estudantis, em rodas de samba e choro em reuniões na casa de intelectuais e outros espaços. Além disso, a televisão e o rádio priorizavam a boa música. Havia programas de boa música. Havia espaço.
Hoje temos a novela e o clip do fantástico. E o resto é o todo: Rauls Gils, Gugus, Faustãos, Galisteus, Xuxas com suas músicas pausterizadas fabricadas por cifras.
Enfim, a verdadeira geração criativa da música brasileira ficou de fora do festival e belisca fatias magras do mercado fonográfico.
Fica registrado, no entanto, que essa farsa Global não representa de maneira alguma a nossa música e apenas representa o delírio dos senhores Solano e Roberto Talma.
Fica também a pergunta: Porque não um festival NÃO COMPETITIVO nos moldes do Rock in Rio para a pós moderna música brasileira? Por que temos que nos digladiar enquanto os estrangeiros irmamente colonizam nossos ouvidos? Por que Jazz , Rock e Reagge tem eventos não competitivos mesclando novos e velhos talentos,e a nossa música, a maior e melhor do mundo, não tem direito a um megaevento?
Não somos vira-latas musicais. Nunca seremos. Apesar dos festivais da música da Globo.
Juvenal Ranos
4 de Setembro de 2000 #

Acho bastante interessante o corpo de jurados do festival, também acho as músicas com bom nível principalmente quando vemos a comemoração dos brasileiros que moram em N.Y. tocar só é o tcham , e Erimar Santos.Espero que o festival aumente o nível musical brasileiro. Senti falta também de um músico de frente que cante e seja realmente instrumentista faça solos e arranjos diferentes, que tal um novo Hermeto. Por fim o mais estranho é mais de 15.000 trabalhos enviados do sul do brasil e nenhum classificado?!!!. Espero que as coisas melhorem.
Abraço para todos amantes da real Música Brasileira.....
Armando Oliveira(Violão,Voz, eclético)
5 de Setembro de 2000 #

Embora não tenho dúvida de que não irá surgir desse festival nenhum novo Chico Buarque, Gonzaguinha, Caetano, Gil, etc., também é certo que as músicas não são ruins! O problema é que a Globo supervalorizou o espetáculo em detrimento do essencial, que era a música!

Não havia a menor necessidade de um cenärio (eletrônico) diferente para cada música.

Mas era importante dar mais espaço para os compositores, com reapresentação das músicas vencedoras de cada etapa. Caso cotrário, como o público pode conhecer verdadeiramente as músicas competidoras e realmente torcer por suas favoritas? O que vemos são torcidas compostas exclusivamente por parentes e amigos dos compositores ou intérpretes, não havendo chance para os verdadeiros admiradores das músicas, que não conseguem sequer conhecê-las.

Que saudades das torcidas que fazíamos em casa nos tempos dos festivais da Record!!!

Paulo Antunes
Paulo Sergio Antunes
10 de Setembro de 2000 #

Fiquei p. da vida com os comentários de um senhor jornalista da Veja - "Festival para que?". Ao final do artigo esse jornalista fez o seguinte observação: - "Se o que está aí é uma mostra das 23.800 canções inscritas, imagina o resto." O resto uma ova! Nós os bons compositores, (sem falsa modéstia), não temos culpa de que nossas músicas não tenham sido classificadas.

Só quero isso Rolan Crespo/ Hélio Matheus

o tempo passa, o céu brilhando
eu sonhando e tenho que acordar
dizem que o trabalho enobrece
mas tem gente que esquece que viver é sonhar.
Quero lenha na lareira,o andar de mulher prenha,
coração grávido de amor
adormecer num sono profundo
esquecer do mundo, cheio de dor
vou entorpecer minha mente
com o cheiro da mata e da terra molhada
Sentir o frescor do riacho
Eu digo não acho, não quero mais nada
Quero uma roda de amigos
Conversa fiada, café de caneca, cigarro de palha
E uma boa rede pra me balançar
Quero a viola caipira
O som da toada, uma cama macia, a mulher amada
Eu só quero isso, não quero mais nada


BRASILEIDADE A TODA PROVA, 500 ANOS DEPOIS
Roberto de Mello

Meu Brasil sol e céu verde mar
Mora dentro do peito
Beleza que faz suspirar
Pelo clima perfeito

Uma terra que o que plantar dá
Cresce e surte efeito
Que pena quem manda e desmanda
Não entendeu direito

Meu Brasil quando tudo mudar
E houver mais respeito
Feliz quero o povo a cantar
Alegre e satisfeito

Sem fome ou miséria a rolar
Livre de preconceito
Mais justo, bem menos humilhado
Orgulhoso e refeito

É hora do povo acordar
Ser sensível pra não se enganar
Com promessas furadas,
faltosas de alguns sujeitos

É hora do povo mandar
Políticos praquele lugar
Pra que haja mais Ordem e Progresso
Entre outros conceitos

TE AMO BRASIL


Certamente não somos os melhores, mas jamais seriamos resto.
rolan crespo
11 de Setembro de 2000 #

Índice
Manchetes de Agosto de 2000

<< Anterior
O samba e o choro no festival de música da Globo

Próxima >>
Projeto Rumos Musicais aberto para mapear a boa música brasileira


» Envie esta notícia para um amigo

» Imprima esta notícia


Notícias | Casas com música | Artistas | Tribuna Livre | Artigos e debates | Fotos | Partituras | Compras | Amigos do Samba-Choro | Busca

Receba notícias sobre samba e choro por email:

Contato | Privacidade | Sobre este sítio
©Copyright 1996-2012
Samba & Choro Serviços Interativos LTDA
(Todos os direitos reservados).