![]() |
Festival da Globo e as furadas da Agenda |
|
| Página principal » Notícias » Notícias antigas | ||
|
Se você gosta de nosso trabalho, nos apóie se tornando um Amigo do Samba-Choro. |
|
Essa não, foi só me meter a falar do festival da Globo para dar duas pisadas na bola. Ainda bem que temos nossos leitores para nos dar as devidas broncas.
Voltar para Manchetes de Agosto de 2000
Comentários dos leitoresNunca vi nada tão sem emoção. Certamente que com tamanhã preocupação de mostrar que é F...
em termos de tecnologia, a Globo acabou comprometendo o sucesso do festival já na escolha das músicas/compositores/interpretes. Olha os interesses comerciais das gravadoras aí!!! Eu, cinseramente, não me surpreendo. Com algumas gratas surpresas, será que não houve renovação do nossa vocação criativa? Onde estão os novos? No final, durante o show do Jorge Ben Jor, nos bastidores o que se via era o encontro de velhos amigos(sem desmerecer a qualidade de nenhum deles). Mas onde estavam, como se propõe um festival, um novo Miltom, ou um Chico ou um Cesar Costa Filho, um Gonzaguinha ou Marcos Valle ou um Dori, um Jobim, Ivan Lins, Caetano, Gil, Geraldo Vandre, Um Taiguara, Rui Mauriti, Antonio Adolfo, Paulinho da Viola ou até mesmo um Chico Evangelista, Eduardo Gudin etc, etc,etc... A cobertura dos apresentadores é... Quanto a organização,...O excesso de organização é a morte. Não podemos esquecer que teremos neste festival um cantor e compositor conhecido em algumas rodas de samba, aqui de São Paulo, cujo nome é Carlinhos do Cavaco, interpretando uma de suas composições. Música: Pra se juntar a nós Refrão: "... Pra se juntar a nós é preciso usar a voz se embalar numa canção ter amor no coração, pra que o samba sobreviva, então.. Um grande abraço a todos do Samba e Choro e parabéns pelo retorno do Site. Outro dia vi uma cena na televisão dum lance dos antigos festivais da Record: o Chico cantando com acompanhamento do MPB4, todos em volta de dois ou três microfones, um dos MPBquatristas com um atabaquezinho e uma música do cacete de bonita! Comparo isso com a megaprodução global de cenário milionário, tecnologia de primeira, todo mundo globalizadinho, dos músicos (com raras excessões) aos repórteres e principalmente as músicas, cada uma mais fuim (não encontrei outro adjetivo)que a outra... que tristeza... que sôdade dos antigos festivais...acho que tô véio!!!
Tá bom! Tá Bom! Eu sei que vocês vão dizer: “ Lá vem mais um ressentido. Não se classificou nem entre as 48 finalistas e agora quer meter o pau.” É verdade, inscrevi uma música nesse chamado Festival da Música Brasileira e estou quase comemorando o fato de não estar lá. Eu digo quase, porque acho que não devo engrossar o coro dos detratores da nossa música e o único sentimento que me ataca nessa hora é o de vergonha. Alardeei pelos corredores, para os meus amigos, para conhecidos: “Preparem-se, vem aí um novo festival, finalmente vocês irão conhecer a música brasileira de primeiro nível que reverbera na portaria das grandes gravadoras, mas só encontra espaço nos pequenos selos heróicos.” Ledo engano! A nobilíssima comissão de seleção do festival conseguiu, de um universo de mais de 24.000 composições, retirar 48 músicas de nível mediano, sendo que destas, as melhores foram compostas por autores maiores de 40 anos. Conclusão:
A música brasileira vive uma crise e os jovens talentos não são talentosos (ops!). Será? Comecemos pelos não tão Jovens. Vejam o caso do Chico César. Ele tinha um compromisso ou não priorizou o festival por já ter conhecimento da armação.? Ou seja Pulou fora antes do barco afundar. Onde estão Lenine, Zeca Baleiro, Ana Carolina, Cassia Eller, Célso Viáfora, Zélia Duncan, Adriana Calcanhoto, Nação Zumbi, Mundo Livre S/A, O Rappa, Renato Motha, Paulinho Moska, Totonho Vileroy, e outros? Pergunto, por que essa geração de compositores e interpretes não foi contemplada nesse festival.? Será que eles realmente não se interessaram pelo evento? Ou será que o evento é apenas um “é vento”? Me explico. Os Grandes Festivais do passado(não os da Globo mas os da Record) tinham uma relação intima com a cena musical do Brasil à época. Estavam umbilicalmente ligados aos movimentos espontâneos da geração de compositores da época. Não eram senão a ponta do iceberg (ou fireberg como preferirem) dos movimentos legítimos da nossa música, música de qualquer classe, estudantil ou popular, proletária ou burguesa alienada. Os Festivais foram apenas o porto de escoamento dessa produção e o ponto de encontro dessas tendências. Eles não foram inventados de uma hora para outra como o foi este atual globo de ouro descompassado. Aqueles foram gestados em festivais estudantis, em rodas de samba e choro em reuniões na casa de intelectuais e outros espaços. Além disso, a televisão e o rádio priorizavam a boa música. Havia programas de boa música. Havia espaço. Hoje temos a novela e o clip do fantástico. E o resto é o todo: Rauls Gils, Gugus, Faustãos, Galisteus, Xuxas com suas músicas pausterizadas fabricadas por cifras. Enfim, a verdadeira geração criativa da música brasileira ficou de fora do festival e belisca fatias magras do mercado fonográfico. Fica registrado, no entanto, que essa farsa Global não representa de maneira alguma a nossa música e apenas representa o delírio dos senhores Solano e Roberto Talma. Fica também a pergunta: Porque não um festival NÃO COMPETITIVO nos moldes do Rock in Rio para a pós moderna música brasileira? Por que temos que nos digladiar enquanto os estrangeiros irmamente colonizam nossos ouvidos? Por que Jazz , Rock e Reagge tem eventos não competitivos mesclando novos e velhos talentos,e a nossa música, a maior e melhor do mundo, não tem direito a um megaevento? Não somos vira-latas musicais. Nunca seremos. Apesar dos festivais da música da Globo. Acho bastante interessante o corpo de jurados do festival, também acho as músicas com bom nível principalmente quando vemos a comemoração dos brasileiros que moram em N.Y. tocar só é o tcham , e Erimar Santos.Espero que o festival aumente o nível musical brasileiro. Senti falta também de um músico de frente que cante e seja realmente instrumentista faça solos e arranjos diferentes, que tal um novo Hermeto. Por fim o mais estranho é mais de 15.000 trabalhos enviados do sul do brasil e nenhum classificado?!!!. Espero que as coisas melhorem.
Abraço para todos amantes da real Música Brasileira..... Embora não tenho dúvida de que não irá surgir desse festival nenhum novo Chico Buarque, Gonzaguinha, Caetano, Gil, etc., também é certo que as músicas não são ruins! O problema é que a Globo supervalorizou o espetáculo em detrimento do essencial, que era a música!
Não havia a menor necessidade de um cenärio (eletrônico) diferente para cada música. Mas era importante dar mais espaço para os compositores, com reapresentação das músicas vencedoras de cada etapa. Caso cotrário, como o público pode conhecer verdadeiramente as músicas competidoras e realmente torcer por suas favoritas? O que vemos são torcidas compostas exclusivamente por parentes e amigos dos compositores ou intérpretes, não havendo chance para os verdadeiros admiradores das músicas, que não conseguem sequer conhecê-las. Que saudades das torcidas que fazíamos em casa nos tempos dos festivais da Record!!! Paulo Antunes Fiquei p. da vida com os comentários de um senhor jornalista da Veja - "Festival para que?". Ao final do artigo esse jornalista fez o seguinte observação: - "Se o que está aí é uma mostra das 23.800 canções inscritas, imagina o resto." O resto uma ova! Nós os bons compositores, (sem falsa modéstia), não temos culpa de que nossas músicas não tenham sido classificadas.
Só quero isso Rolan Crespo/ Hélio Matheus o tempo passa, o céu brilhando eu sonhando e tenho que acordar dizem que o trabalho enobrece mas tem gente que esquece que viver é sonhar. Quero lenha na lareira,o andar de mulher prenha, coração grávido de amor adormecer num sono profundo esquecer do mundo, cheio de dor vou entorpecer minha mente com o cheiro da mata e da terra molhada Sentir o frescor do riacho Eu digo não acho, não quero mais nada Quero uma roda de amigos Conversa fiada, café de caneca, cigarro de palha E uma boa rede pra me balançar Quero a viola caipira O som da toada, uma cama macia, a mulher amada Eu só quero isso, não quero mais nada BRASILEIDADE A TODA PROVA, 500 ANOS DEPOIS Roberto de Mello Meu Brasil sol e céu verde mar Mora dentro do peito Beleza que faz suspirar Pelo clima perfeito Uma terra que o que plantar dá Cresce e surte efeito Que pena quem manda e desmanda Não entendeu direito Meu Brasil quando tudo mudar E houver mais respeito Feliz quero o povo a cantar Alegre e satisfeito Sem fome ou miséria a rolar Livre de preconceito Mais justo, bem menos humilhado Orgulhoso e refeito É hora do povo acordar Ser sensível pra não se enganar Com promessas furadas, faltosas de alguns sujeitos É hora do povo mandar Políticos praquele lugar Pra que haja mais Ordem e Progresso Entre outros conceitos TE AMO BRASIL Certamente não somos os melhores, mas jamais seriamos resto. |
Índice
<< Anterior
Próxima >> » Envie esta notícia para um amigo » Imprima esta notícia
|