![]() |
Funarte promove oficinas abertas de choro com músicos da Acari |
|
| Página principal » Notícias » Notícias antigas | ||
|
Se você gosta de nosso trabalho, nos apóie se tornando um Amigo do Samba-Choro. |
|
Projeto bacana para músicos amadores e profissionais que querem se desenvolver nos seus instrumentos. A Funarte promove de setembro a dezembro a Oficina do Choro com os músicos Luciana Rabello, Maurício Carrilho, Paulo Sérgio Santos, Pedro Amorim e Álvaro Carrilho. As oficinas consistirão de atividades essencialmente práticas, como as velhas rodas de choro dos subúrbios cariocas. É aberta a praticantes de todos os instrumentos.
Voltar para Manchetes de Setembro de 2000
Comentários dos leitoresComeçou no último sábado a Oficina de Choro na Funarte.
A iniciativa da Luciana Rabello, com o apoio de Maurício Carrilho, Pedro Amorin e Celsinho Silva, merece todos os aplausos. A conquista de novos talentos é fundamental para a sobrevivência de qualquer arte, principalmente a popular. E essa briga não é fácil, não. Creio que a Oficina acabará atraindo para o choro uma garotada muito boa. A sala estava cheia de jovens, sinal de que o neo-axe-pagode não destruiu todos os corações. Compareceram cerca de 40-50 pessoas. Violões, cavaquinhos, clarinetes, flautas, pandeiros, bandolins, saxofones, piano e muita animação. A Oficina promete, e muito. Além do caráter didático, a Oficina surge como um fator de agregação para aqueles que gostam de choro no Rio de Janeiro. A integração proporcionada pela Oficina abre a perspectiva para o surgimento de novos grupos. A organização do evento estava impecável: ficha de inscrição clara e objetiva, pranchetas para evitar garranchos, canetinha de brinde, água gelada, banheiro limpo, ar gelando, enfim, aquela competência de sempre que nós encontramos na Sala Sidney Miller. O primeiro encontro foi de reconhecimento, mas foi muito bonito assistir, ao final do dia, 40 pessoas tocando juntas uma polca. Para o primeiro ensaio, até que a Orquestra Acari se saiu bem. :-) As inscrições continuam abertas, e podem ser feitas no próprio local. Basta comparecer no próximo sábado, às 11h. Abraços, Luis Fernando Fui sábado lá na oficina de choro da Funarte.
Havia mais ou menos umas 40, 50 pessoas, a maioria oriundos de conservatório e uns poucos intuístas (ou será intuitivistas ?), iniciantes em relação ao domínio de seus instrumentos e mais ainda em relação ao choro. De minha parte fui com o objetivo de beber na fonte," roubar " aquelas dicas que ninguém ensina numa roda de choro. Como o Choro não se aprende na escola e nas rodas ninguém dá mole p'ra ninguém (é quase um desafio), achei que seria uma boa oportunidade pra mim. Mas não deu não. O pessoal tinha níveis bastante diferentes e eu acabei foi funcionando como monitor (o apelido foi ele quem deu) do Pedro Amorim, que me pediu para ajudar aos outros "alunos" pois a demanda estava grande e ele não dava conta de atender a todos. O que devemos destacar na verdade é o desprendimento do Maurício, do Pedro,da Luciana e do Celsinho, que na verdade estavam ali num sábado com a maior boa vontade. Realmente ter a paciencia de ensinar à molecada as coisas mais elementares do choro, convenhamos, há que ter um saco enorme, e eles pareciam que estavam ensinando na Pós Graduação da Escola Nacional de Música, tal a paciência e o entusiamo e atenção com que se dedicaram. (pra vcs terem uma idéia eles passaram 3 horas tentando ensinar o pessoal a tocar Flor Amorosa). Fiz um acordo de cavalheiros com o Pedro e fiquei de voltar para ajuda-lo com a turma em troca de algumas dicas sobre as valiosíssimas técnicas do nosso instrumento. Acho que é um acordo justo. Só o papo com o Pedro já valeria a troca. Como curiosidade vale registrar os instrumentos que se inscreveram. Ai vai um chute aproximado. Piano: 1 Bandolins: 4 (comigo) Pandeiro: uns 8 Cavaquinho: uns 13 Sopro: uns 6 (inclusive uma gringa Norueguesa ou Escandinava(acho) ) Violão: Um arraso, uns 15, talvez mais. O encontro musicalmente apresentou algumas limitações, mas confesso que fiquei contente e até emocionado ao ver a molecada que, quando eu comecei no choro ainda nem tinha nascido, lá tentando descobrir e aprender este gênero que é extremamente difícil de ser bem tocado. Talvez a maioria das pessoas não tenha se dado conta da oportunidade que eles estavam tendo de aprender com aqueles que são hoje a nata do choro. Parabéns à Funarte pela iniciativa, só precisa encontrar agora um espaço para poder separar os instrumentistas. Valeu Luciana, Pedro, Maurício e Celsinho, mostraram uma grandeza e desprendimento só comparável ao seu brilhantismo musical. Paulo Mota Parabens! O samba e o choro tem que continuar.
Fiquei contente de saber que até em acari o samba e o choro come solto.... juan. |
Índice
<< Anterior
Próxima >> » Envie esta notícia para um amigo » Imprima esta notícia |