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Funarte promove oficinas abertas de choro com músicos da Acari

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Por Paulo Eduardo Neves
Publicada em 6 de Setembro de 2000 
Estado: RJ 
Assunto: Outros

Projeto bacana para músicos amadores e profissionais que querem se desenvolver nos seus instrumentos. A Funarte promove de setembro a dezembro a Oficina do Choro com os músicos Luciana Rabello, Maurício Carrilho, Paulo Sérgio Santos, Pedro Amorim e Álvaro Carrilho. As oficinas consistirão de atividades essencialmente práticas, como as velhas rodas de choro dos subúrbios cariocas. É aberta a praticantes de todos os instrumentos.

As oficinas acontecerão semanalmente no palco da Sala Funarte Sidneu Miller. Para participar é moleza, basta comparecer no dia 16 de setembro, sábado, às 11h, levando seu instrumento. O preenchimento da ficha de inscrição e o pagamento da taxa mensal de manutenção de R$20 acontecerá no local. Estão previstas também apresentações públicas dos participantes, em grandes rodas de choro, propiciando a todos a oportunidade de atuar ao lado dos "bambas" do gênero, numa casa de espetáculo profissional.

A Sala Funarte Sidney Miller fica na Rua da Imprensa, 16,
Térreo (Metrô Cinelândia, saída Pedro Lessa). Mais informações nos tel. (21)279-8108 / (21)279-8107 .

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Comentários dos leitores

ESTES PROJETOS DEVERIAM ACONTECER TAMBÉM EM PORTO ALEGRE!

É UMA GRANDE SACADA!!
Messias Soares
15 de Setembro de 2000 #

Começou no último sábado a Oficina de Choro na Funarte.

A iniciativa da Luciana Rabello, com o apoio de Maurício Carrilho,
Pedro Amorin e Celsinho Silva, merece todos os aplausos.

A conquista de novos talentos é fundamental para a sobrevivência de
qualquer arte, principalmente a popular. E essa briga não é fácil, não. Creio que a Oficina acabará atraindo para o choro uma garotada muito boa. A sala estava cheia de jovens, sinal de que o neo-axe-pagode não destruiu todos os corações.

Compareceram cerca de 40-50 pessoas. Violões, cavaquinhos, clarinetes, flautas, pandeiros, bandolins, saxofones, piano e muita animação. A Oficina
promete, e muito. Além do caráter didático, a Oficina surge como um
fator de agregação para aqueles que gostam de choro no Rio de Janeiro. A integração
proporcionada pela Oficina abre a perspectiva para o surgimento de novos grupos.

A organização do evento estava impecável: ficha de inscrição clara e objetiva, pranchetas para evitar garranchos, canetinha de brinde, água gelada, banheiro limpo, ar gelando, enfim, aquela competência de sempre que nós encontramos na Sala Sidney Miller.

O primeiro encontro foi de reconhecimento, mas foi muito bonito assistir, ao final do dia, 40 pessoas tocando juntas uma
polca. Para o primeiro ensaio, até que a Orquestra Acari se saiu bem.
:-)

As inscrições continuam abertas, e podem ser feitas no próprio local. Basta comparecer no próximo sábado, às 11h.

Abraços,

Luis Fernando


Luis Fernando Marques dos Santos
18 de Setembro de 2000 #

Fui sábado lá na oficina de choro da Funarte.
Havia mais ou menos umas 40, 50 pessoas, a maioria oriundos de conservatório e uns poucos intuístas (ou será intuitivistas ?), iniciantes em relação ao domínio de seus instrumentos e mais ainda em relação ao choro.

De minha parte fui com o objetivo de beber na fonte," roubar " aquelas dicas que ninguém ensina numa roda de choro. Como o Choro não se aprende na escola e nas rodas ninguém dá mole p'ra ninguém (é quase um desafio), achei que seria uma boa oportunidade pra mim.

Mas não deu não. O pessoal tinha níveis bastante diferentes e eu acabei foi funcionando como monitor (o apelido foi ele quem deu) do Pedro Amorim, que me pediu para ajudar aos outros
"alunos" pois a demanda estava grande e ele não dava conta de atender a todos.

O que devemos destacar na verdade é o desprendimento do Maurício, do Pedro,da Luciana e do Celsinho, que na verdade estavam ali num sábado com a maior boa vontade.

Realmente ter a paciencia de ensinar à molecada as coisas mais elementares do choro, convenhamos, há que ter um saco enorme, e eles pareciam que estavam ensinando na Pós Graduação da Escola Nacional de Música, tal a paciência e o entusiamo e atenção com que se dedicaram. (pra vcs terem uma idéia eles passaram 3 horas
tentando ensinar o pessoal a tocar Flor Amorosa).

Fiz um acordo de cavalheiros com o Pedro e fiquei de voltar para ajuda-lo com a turma em troca de algumas dicas sobre as valiosíssimas técnicas do nosso instrumento. Acho que é um acordo justo. Só o papo com o Pedro já valeria a troca.

Como curiosidade vale registrar os instrumentos que se inscreveram. Ai vai um chute aproximado.
Piano: 1
Bandolins: 4 (comigo)
Pandeiro: uns 8
Cavaquinho: uns 13
Sopro: uns 6 (inclusive uma gringa Norueguesa ou Escandinava(acho) )
Violão: Um arraso, uns 15, talvez mais.

O encontro musicalmente apresentou algumas limitações, mas confesso que fiquei contente e até emocionado ao ver a molecada que, quando eu comecei no choro ainda nem tinha nascido, lá tentando descobrir e aprender este gênero
que é extremamente difícil de ser bem tocado.

Talvez a maioria das pessoas não tenha se dado conta da oportunidade que eles estavam tendo de aprender com aqueles que são hoje a nata do choro. Parabéns à Funarte pela iniciativa, só precisa encontrar agora um espaço para poder separar os instrumentistas. Valeu Luciana, Pedro, Maurício e Celsinho, mostraram uma grandeza e desprendimento só comparável ao seu brilhantismo musical.

Paulo Mota
Paulo Cesar Mota dos Santos
18 de Setembro de 2000 #

Parabens! O samba e o choro tem que continuar.
Fiquei contente de saber que até em acari o samba e o choro come solto....
juan.
juanjuan
19 de Setembro de 2000 #

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