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Crítico da Folha afirma que o samba morreu e Caetano é culpado |
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O crítico de música da Folha de São Paulo, Pedro Alexandre Sanches, acaba de lançar o livro "Tropicália, Decadência Bonita do Samba". No livro, ele afirma que o samba morreu e que os culpados disso foram os tropicalistas, principalmente Caetano Veloso. Parece que achamos alguém que dá tanta importância ao Caetano quanto o próprio:-). "Que coisa ridícula esta história do Pedro A. Sanches escrever um livro pra dizer que o samba morreu depois da tropicália. Nos anos 70 explodiram nas paradas Martinho da Vila, Clara Nunes, Beth Carvalho, Alcione, Roberto Ribeiro, Luiz Ayrão, Paulinho da Viola, etc...Cresci ouvindo estes cantores, que tocavam absurdamente em rádio de nas trilhas de novela. Na década de 80 surge Zeca Pagodinho, Almir Guineto, Jovelina Pérola Negra, etc... Tudo bem que nos anos noventa prevaleceu os grupos de pagode bunda e os grupos de Axé, mas isto gerou um movimento e uma reação em contrário daqueles que primam pelo samba de raiz. Em 96 Paulinho da Viola lança BebadoSamba e ganha seu primeiro disco de ouro. Jorge Aragão vende mais de 500 mil cópias. Zeca Pagodinho reune multidões pelo Brasil inteiro. "Tudo Azul" da Velha Guarda da Portela, "Mangueira e Convidados" da Velha Guarda da Mangueira, "Ganha-se pouco mas é divertido", a série "Boteco do Cabral" lotando os SESC de São Paulo e São Carlos a cada novo show. Onde está a morte do samba? "
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Comentários dos leitoresAssim como Eduardo Carniel acho ridículo essa história da morte do samba. Talvez o pesquisador (?!) observe somente o que está na midia, pois só assim é possível explicar tamanha idiotice.Não valorizem essa história!!!
Olha, imagino que a maioria do pessoal da Agenda é do Rio... então, amigos, nem percam seu tempo com as críticas de música popular da Folha... Eles se acham mais importantes do que os artistas, e seja lá o que for, vão ser 'do contra'.
Só um complemento: A década de 90 trouxe realmente aquelas bandas podres de pagode, mas não sejamos tão pessimistas, com ela surgiu Marquinhos de Oswaldo Cruz, Dorina, Dudu Nobre já está na midia e até o Wilson das Neves nos presenteou como cantor e compositor, isso dentre tantos outros nomes que poderia vir a citar, e sem falar nas rodas de raiz que estão pipocando por toda a cidade.
E impossível fazer comparações entre tempos distintos,nunca o samba vai morrer ou acabar.Ele apenas não é moda como deveria ser antigamente,mas continua sendo admirado e apreciado por quem o entende,pena que são poucos.
O Pedro A Sanches deve morar em outro planeta.Ele é um grande brincalhão.
O samba é imortal: "Podam-se os galhos, colhem-se as frutas e outra vez se semeia". Deixo meus comentários a cargo do nosso ilustre Nelson Sargento "Samba, agoniza, mas não morre. / Antes do suspiro derradeiro / alguém sempre te socorre(...)". Precisa falar mais?
Não gosto de 99% dos pagodes de hoje (note que ainda gosto de alguma coisa). Como também não gosto das músicas sertanejas.
Mas não podemos reconhecer o bem que esses grupos fizeram, e estão fazendo, à MPB. Eles foram a defesa da música brasileira contra a invasão americana. Foram o "firewall", na linguagem computês. E, apesar de reverenciar os sambistas de outrora - principalmente o mestre Paulinho da Viola, observo que o ressurgimento da grande maioria na mídia é reflexo da abertura da mesma ao estilo ( devido aos mal-amados grupos de pagode ) Um bufão, esse Pedro Alexandre Sanches. E não me cobrem por não ter lido o livro dele! Tenho mais que fazer. Cutucar meu bicho de pé, por exemplo - enquanto ouço a faixa 8 do último disco da Marisa Monte.
E, claro, um grande abraço pros não-paspalhos que estão fazendo coisa parecida! Ainda não li o livro de Pedro Alexandre Sanches, mas devo desde já reconhecer que ele, como a maioria dos críticos da FSP, merecem o benefício da dúvida por conta da ousadia. Sinceramente, prefiro os críticos jovens, algo deslumbrados mas ousados da FSP do que a empáfia e o academicismo dos medalhões do Globo, como o João Máximo, que adora samba, MPB e bossa nova, mas é incapaz de produzir uma critica socialmente relevante que demonstre as relações de poder que sempre marcaram a produção cultural no Brasil em todas as épocas.
No final das contas, a tese do livro é interessante mas incompleta. Porque é mais rico e porque existe socialmente, o samba sobrevive ao assassinato cultural que lhe é imposto da mesma forma que os ritmos nordestinos. Embora não haja uma razão de mercado, os artistas continuam a produzir samba e isto é o que lhe garante a sobrevida e a renovação. O mesmo não acontece com a bossa-nova, por exemplo, que tem mais status mas está literalmente morta pois nem João Gilberto é capaz de renová-la. É interessante que a lógica de PAS não se aplique a BN, socialmente inócua, mas que tem alto efeito simbólico para uma parcela poderosa em termos de formadores de opinião. Assim sendo, o samba atualmente tem artistas importantes e produtivos como Xangô da Mangueira e Nei Lopes, provavelmente os dois nomes mais importantes do genêro junto com Paulinho da Viola. A Bossa Nova só tem João Gilberto, mas sem uma produção equivalente. A MPB, o principal alvo da crítica de PAS, se encontra no mesmo caminho. Nos últimos 5 anos, não houve um único disco de MPB que possa ser considerado inovador no genêro (artistas como Guinga e Viáfora são ótimos mas não renovam o genero). A produção exemplar de Chico não renova o genero. Pior de tudo, a influência maléfica da MPB em todo artista com menos de 35 anos não renova o genero. Se gente como Marisa Monte, Adriana Calcanhoto e aquele dos Titãs que me foge o nome vivesse em plenos anos 70, ficariam relegados ao circuito barzinho-festival universitário pois são imitações pálidas da melhor MPB daquela época. No final das contas, o que PAS faz é marcar oficialmente o início da morte artística e da irrelevância social de Caetano e da MPB, que já vinham se anunciando há alguns anos. " Cegos e incultos são aqueles que não vêem a beleza do nosso samba que sempre estará nos guetos e na memória daqueles que o realmente conhece...será preciso muito mais que um texto para apagar da memória aqueles que se foram... muito menos essa mídia sangue-suga impedirá que apareçam novos, talentosos e verdadeiros Sambistas "
Faço minha as palavras do Nelson Sargento:
"O Samba agoniza mas não morre. Alguém sempre te socorre antes do suspiro derradeiro..." Que panacéa!! Hoje temos grandes nomes do samba e gente jovem, como eu, ouvindo e cantando samba (não estou me referindo aos pagodes minha-loura-fugiu-e-não-voltou). Graças ao samba consigo suportar o trânsito de SP. Ave samba! Concordo com as palavras do leitor Athayde Motta, de que a morte do samba se dá pelo mercado que o assassina e sua sobrevivência se faz pelos artistas que, à revelia de uma indústria que sufoca o gênero, ainda assim encontram motivações para produzir. Quanto ao jornalista autor do livro, Pedro Alexandre Sanches, cabe lembrar que é um dos poucos na mídia brasileira a fazer uma crítica que aponta injustiças históricas e põe o dedo na ferida, ao vociferar contra as gravadoras e suas práticas condenáveis. Aqui mesmo já vi alguns dos participantes da Tribuna Livre elogiarem matérias publicadas na Folha, com artistas como a cantora Maricenne, ou o compositor Guilherme de Brito. Acredito que a tese do livro tem sua razão de ser e que o objetivo seja justamente questionar a postura, ao longo das últimas décadas, de alguns artistas que se transformaram em continuadores de si mesmos, como Caetano Veloso, por exemplo. Segundo a notícia da Folha sobre o livro, há nele um capítulo inteiro dedicado ao Paulinho da Viola. Bem, é esperar para ver...
O ilustre(?) crítico despeja em mal traçadas linhas todo o mau humor que tem quem vive em SP. O samba é alegria e paixão, e, quando tristeza, embeleza e emociona. Há de se ter uma alma infantil e contente para se entender o samba; para quem nasce em SP (existem exceções, por favor) fica difícil...
A revista Notícia e Opinião escreveu um texto a respeito do livro, onde disponibiliza um capítulo completo.
Concordo parcialmente com o que diz o Athayde mas sinceramente nao entendo o radicalismo. Se Guinga e Celso Viáfora, na minha modesta opiniao as melhores coisas que aconteceram nos últimos anos, nao renovam a MPB, entao estamos realmente em maus lençóis. Quanto aquele 'titã cujo nome me escapa', chama-se Arnaldo Antunes e é músico e poeta de primeira. Sobre a 'polêmica' morte do samba, nao creio que haja mais o que dizer: é bobagem pura e simplesmente.
Marcio Acselrad O jornal Correio da Bahia publicou uma entrevista com o autor do livro, tem a primeira parte e a continuação.
Ha Ha Ha Ha!!! O samba morreu??? Bom dizem que SP é o "túmulo do samba" (basta ver a transmissão das "escolas de samba" da paulicéia que a Globo nos envia goela abaixo no carnaval!!!)
Agora, aparece um crítico para anunciar a morte do samba. Concordo com vários leitores e com seus exemplos, mas apenas uma única coisa serviria de argumento para rebater esta "tese" do crítico: UM GÊNERO MORTO JAMAIS PODERIA PRODUZIR UM CD COMO O BEBADOSAMBA DE PAULINHO DA VIOLA!!!!!!!!!! O resto é balela. Quanto ao CV, este sim, está há muito tempo morto, reciclando as duas ou três canções que compôs (?) durante a Tropicália Abraços O samba não morre nunca (o que irrita os urubus de plantão), ele se recicla de vez em quando. Antenado que é, incorpora novos elementos mas mantém sua essência.
Pensando bem, acho que o samba vai morrer um dia, sim...mas antes dele vão ter que acabar com os cariocas, as praias, as favelas, o chopp e as mulheres bonitas... O maior problema de críticos como Pedro Alexandre Sanches (e infelizmente a maioria é assim) é a não aceitação de que ainda sobrevive um gênero popular como é e sempre foi o samba. Enquanto a bossa nova e a tropicália se resumiram à classe média burguesa carioca, se expandindo depois via Rede Globo, o samba se manteve na alma do brasileiro, mesmo com todas as dificuldades.
Antigamente João da Baiana dizia que "batuque na cozinha sinhá não quer"; hoje pode-se dizer que quem não quer o batuque na cozinha é a elite pseudo-intelectual nacional, ansiosa por deixar de ser brasileira. Assim, decreta-se que o samba não morreu, e VIVA O BATUQUE NA COZINHA!!! Pedro José Floriano Ribeiro Ribeirão Preto - SP O samba não tem cor, o samba não tem hora nem tem lugar...
Seja aqui em SP,no Rio ou qualquer lugar do Brasil, o samba sempre vai tocar... A cada ano perdemos bambas(haja visto este ano!!):-( Mas, quando vejo um Quinteto em branco e preto tocar....fico feliz e certo de que o samba nunca vai acabar!! Obs.: O carnaval da REDE GLOBO aqui ou aí nunca foi samba e nunca vai ser. (Festa pra Gringo) Li o livro do Pedro Alexandre Sanches. recomendo a todos que ainda
preservam imagens-clichês de seus ídolos musicais como o Chico Buarque poeta, Caetano e Gil revolucionários antenados , Jorge Ben bom de bola e Tim Maia loucão. Pessoal não é nada disso ! O autor analisa muito os anos 70 ( e como sabemos foi nos 70 que o narcisismo musical se fez mais forte: carreiras solos, fim de bons grupos como Beatles, etc...) e o início da profissionalização da indústria fonográfica. O grande mérito do autor é mostrar que existiu um momento que o sonho acabou ("The dream is over) e escolas estéticas e engajamento à parte o que mais valia era o contrato renovado e o dinheiro no bolso. Nada diferente do que acontece hoje. Acho que o Sr. Sanches esta muito enganado,pois tenho 22 anos, sou mineira, não fui criada ouvindo samba, no entanto é meu estilo musical favorito.Adoro samba de raiz e chorinho, até pouco tempo achava que era uma das poucas pessoas na minha idade que gostava de samba, ate encontrar um "monte" de gente na minha faculdade que sempre que pode vai para o Rio para curtir uma boa roda de samba.
Acho que o samba não moreu e nunca vai morrer, pois quer seja no norte ou no sul sempre vai haver alguem cantando Noel, Cartola, Pixinguinha,Zeca Pagodinho entre outros(SEMPRE SAMBA) Caetano pensa que tem uma certa importância na cultura brasileira, que na verdade ele não tem.
ele não chega nem na sola do sapato de Chico Buarque de Hollanda O endereço do capítulo do livro está inválido. Para baixá-lo clique aqui. A Matéria da revista a respeito pode ser lida aqui.
Comentário extra !!! Em meio a todos estes bombardeios e comentários, uma observação ainda me deixa muito triste: quando será que conseguiremos quebrar este tabu entre Rio E São Paulo, no que diz respeito ao nosso samba? Por que este protencionismo musical? Por que os meios de comunicação(e os próprios sambistas),ainda insistem em defender o samba como cultura exclusiva dos cariocas?
Tobias(Vai-Vai), Geraldo Filme, Germano Matias(exelente),Eduardo Gudin,Carlinhos Vergueiro, Paulo Vanzoline, Adoniran, Seu Nene,Oswaldinho da cuíca etc. Será que estas pessoas não representam nada para a nossa cultura e comunidade? Por que dar tanta atenção para Dudu nobre (que realmente não está com essa bola), enquanto temos Quinteto em Branco e Preto? O assunnto em questão, não são os artistas aclamados pela "mídia", mas sim aqueles que tem capacidade em dar seguimento ao nosso BRASILEIRO SAMBA. Vi muitas críticas a respeito da análise de Paulo Eduardo Neves, críticas injustas porque creio que o pesquisador põe o dedo na ferida e se atreve a alertar sobre o futuro da Música Brasileira (que desde os ultimos 10 anos tem sido um eterno "recordar é viver"), ainda que, como os demais, também discordo da visão pessimista da morte do samba. O samba não morreu, nem vai morrer (para a infelicidade dos que tentam matá-lo), no entanto é verdade que está agonizando, sobretudo frente a tirania exercida "pelos superbacanas" que se sentaram no trono das gravadoras, que ganham os mais altos cachês do Brasil (e ainda reclamam da sua realidade, privilegiada se comparada com os músicos que estão começando!), para os "velhos bacanas" da realidade e do PASSADO só interessa o que lhes favorecem na mídia. Gosto da música do Caetano, ainda que devo reconhecer que gostava muito mais daquele Caetano frenético, agitado, contestador, que desfilava "bem acompanhado" nos anos 70. Gosto do Caetano quando canta (assim se cala e não fala da política) e devo reconhecer que gosto ainda mais do SAMBA, mas do novo samba que deve nascer em resposta a tudo o que está estagnado, estruturado no poder e impondo um padrão de comportamento e tendências políticas de sectarismo nacional.
O que falta é lembrar um pouco as raízes, ainda que sejam miseráveis, e ver que como muitos brasileiros o samba "nasceu lá no morro", ou melhor ainda, "o morro foi feito de samba e o samba pra gente sambar"! Voces não sabem como vibrei ao ler a quantidade de "pauladas" no tal critico , não li o que ele escreveu e nem vou perder meu tempo. Mas acho que ele só escreveu tal besteira por não ter conhecido JOAÒ NOGUEIRA, PAULO CESAR PINHEIRO, NEI LOPES, LUIS CARLOS DA VILA,etc.. , e EU porque se ele fala isso pessoalmente dou uma paulada de fato.
"O samba morreu e os culpados forwam os tropicalistas....."
Se a premissa do livro é essa, não li e não gostei. Nem é preciso ler para ver que se trata de mais um amontoado de merdas produzidas por esse tipo de gente que abunda na Folha. Com toda certeza, o cara não é sério, nem um pouco. A compositora Joyce deu a seguinte declaração em virtude do lançamento de seu novo disco: que o formato que virou padrão para as canções (parte A ou B e refrão) já deu o que tinha que dar. Que se faz necessário outras invenções.
Vai de acordo um pouco com que escreveu Athayde Motta aqui na Agenda. Cadê a renovação da MPB? Mas, me fica uma dúvida que peço para opinarem : será que não existe muita coisa boa escondida? Você pega um disco do Jackson do Pandeiro e é só músicas maravilhosas que pegam sua alma pra dançar, vai ler os autores e eles não tem tanto reconhecimento assim, ou como é comum dizer: não são conhecidos. Compositores com mais de oitocentas músicas com raríssimas gravações, gente que nunca foi descoberta. Sem falar no que não chega à "grande imprensa". A música de Teresa Cristina CANDEEIRO, apresentada no musical O SAMBA É MINHA NOBREZA é belíssima! Para provar que o samba, e desconfio profundamente que a MPB também, continua vivo! ""Na década de 80 surge Zeca Pagodinho, Almir Guineto, Jovelina Pérola Negra, etc.. Nos anos 70 explodiram nas paradas Martinho da Vila, Clara Nunes, Beth Carvalho, Alcione, Roberto Ribeiro, Luiz Ayrão, Paulinho da Viola, etc Em 96 Paulinho da Viola lança BebadoSamba e ganha seu primeiro disco de ouro. Jorge Aragão vende mais de 500 mil cópias. Zeca Pagodinho reune multidões pelo Brasil inteiro. "Tudo Azul" da Velha Guarda da Portela, "Mangueira e Convidados" da Velha Guarda da Mangueira, "Ganha-se pouco mas é divertido", a série "Boteco do Cabral" lotando os SESC de São Paulo e São Carlos a cada novo show. Onde está a morte do samba? "" Uso as observaçoes do nosso amigo:PauloEduardo Neves, para comentar a IDIOTICE de certas pessoas que gostam criar uma polêmica para com isso, tentar ganhar alguma notoriedade. Coisa de crítico despeitado e sem imaginaçao, se a tivesse seria um bom escritor e deixaria de ficar tentando aparecer na foto alheia. O Caetano é um raro exemplo de talento e dedicação,mantendo, por mais de 30 anos, uma grande qualidade poética e musical. Os caras da Folha querem, como muitos intelectualóides, pegar carona no merecido amor que o Brasil tem por ele. Mas pelo avesso, pelo não,pela melancia no pescoço. A mídia não pode parar, tem de se alimentar nem que seja de si mesma, das besteiras que inventa e sugando o sangue das coisas cheias de vida. O Caetano é só um exemplo.
Roberto Prado,de Curitiba Ainda sobre a "morte do samba, assassinado por Caetano Emanuel Viana Teles Veloso" Quero lembrar o seguinte: Existe um preconceito muito grande contra os Nortistas e nordestinos. Principalmente por parte de alguns habitantes e nem sempre nascidos em São Paulo. O que é sabido por muitos. Toda essa gente não suporta a idéia de o homem mais produtivo da Música Brasileira, ser um Baiano do interior. Estão sempre fazendo comparações entre Caetano e Chico quando na verdade os dois se respeitam e são indispensáveis à música e à cultura brasileiras, cada um fazendo a sua parte. Papinho cacete este. há muito tempo eu escuto este mesmo papo furado dizendo que o samba morreu e sempre digo a mesma coisa:
"So se foi quando o dia amanheceu". desculpa Paulinho , mudei a sua letra em homenagem a esse idiota, que não deve te-la ouvido. Pra vocês verem como é a coisa, chega um cara qualquer cheio de teorias sobre o que é certo ou não
pra falar sobre um gênero que faz parte da alma do brasileiro; não pode morrer o samba, pois ele vive dentro de nós e pulsa podemos senti-lo. Vem da nossa mistura de raças está no nosso sangue é nossa raiz. Se o referido critíco quer dizer que o samba morreu baseado só no que está na midía, ele não deixa de ter certa razão, parece mesmo ser falta de renovação, mas devemos lembrar que a midía so toca o que é comercial e não o que realmente é belo e bom. Se ele pudesse saber de fato de tudo o que é bom e que rola por aí sem tanta divulgação, justamente por ser espontaneo e verdadeiro; ele mesmo diria "O samba não morreu ao contrário ele está bem vivo e pulsante". tem pessoas que gostam de aparecer,se tem razão tudo bem,se não tudo mal. Acho que toda MPB originou-se do SAMBA se o samba morreu.....
Morreu? O samba é parte de uma cultura que nasceu à margem das pessoas que se consideravam "a sociedade". Nasceu como toda cultura forte nasce, vindo de pessoas que buscam uma maneira sincera de expressão. Por isso é tão forte.
Quando o samba fica à margem dessa "nossa sociedade eletrônica", é como se fosse beber na fonte. Quer ver o bom samba vivo? Não olhe para fora, olhe para dentro! *** Vejam menos Gugus e Faustões. Desliguem um pouco a TV e o rádio, peguem dicas em diversos lugares diferentes e saiam de casa. Vá nos lugares da moda sim, mas tire um dia pra escolher um lugar diferente e ouvir novos talentos. A surpresa pode ser muito boa... Quem não gosta de samba bom sujeito não é, é ruim da cabeça ou doente do pé, ja dizia os grandes compositories de samba, agora esse parasita da midia quer na verdade é vender o seu livro contando umas das maiores mentiras do seculo contra um dos maiores gênios da nossa musica popular brasileira.
claudio/vitoria Concordo que nossa música entrou em decadência após o golpe de 64, nada de novo surgiu no cenário brasileiro que possamos dizer esse tem qualidade! Fico com a frase de Vinicius de Moraes no final dos anos 60: De novo só Chico Buarque de Holanda! Que o grande Millor Fernandes Dizia a unica Unaminidade Viva. Se fosse burra, inventaria outro Chico. E essa nova juventude que não pesquisa livros sobre a música popular ou busca os velhos discos ainda se limita dizer que a bossa se resume em João Gilberto. É nesse acomodação que leva o deixa pra lá que tudo está bom e descartável. Gente presivamos rever os conceitos, pois se existiu Bossa Nova, Chorinho e Samba é porque algo maior existiu, não simplesmente o que a midia impõem, basta fazer uma pesquisa na internet japonesa, européia e vai ver que a nossa música ultrapassou as fronteiras e nós ficamos a ver navios, e verá que existe cds de músicos tão antigos como novos que nem passa pela nossa cabeça, ou será que os japoneses que relança lps em cds da nossa melhor música estão errados, precisamos reconhecer que a nossa cultura nem reconhece os seus valores o que tem por um pequeno erro dos nossos melhores músicos como João Gilberto, Wilson Simonal, tornamos assassinos culturais, será que só Frank Sinatra tem direito a ser reconhecido mundialmente, o fato é que as suas manias lá fora não leva em contra com a arte e é isto que nós brasileiro precisamos aprender. (Obs.: Frank Sinatra já foi acusado de estar envolvido com a máfia, mas a sua arte não impede de estar morta como acontece no Brasil)
Cesar Augusto Taques Saldanha |
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