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II Semana do Choro de Londrina

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Por Yolanda Cipriano
Publicada em 24 de Abril de 2007 
Estado: PR 
Assunto: Shows e Rodas

Está acontecendo a II Semana do Choro em Londrina – começou no domingo (22/04) – e irá até o próximo sábado (28/04), sempre às 20h30, na Associação Médica da cidade. O ingresso tem valor único de apenas R$ 3,00. O evento tem patrocínio da Associação Médica de Londrina, UEL - Casa de Cultura, Sercomtel, Brasiliano Bar & Cozinha, Restaurante La Francines, Poligraf, Life Bureau, Blue Tree Premium e Imobiliária Santamérica. Realização da Oficina de Música.

Segue a programação para os próximos dias:
Na terça (24/04), apresentação do grupo Maracutaia (Londrina) e do grupo carioca Novos Cutubas.
Na quarta (25/04), apresentação do grupo vocal londrinense Acorde Torto, com repertório de sambas. Em seguida o duo de Campinas, Rui Kleiner e Israel Laurindo, representando a nova geração do choro paulista.
Na quinta (26/04), apresentação do músico londrinense Robertinho de Souza e de Beto 7 Cordas e Paulinho Siqueira, jovens chorões de Londrina.
Na sexta (27/04), apresentação do Trio de Sopros, formado por flautas e em seguida do grupo Choro na Mão, formado por piano, violino, baixo elétrico e regional de choro. Ambos os grupos, de Londrina.
E no sábado (28/04), apresentação da pianista Ana Paula Miqueletti e Silva, que executará um choro estilizado de Mário Loureiro e para fechar a Semana, o grupo Café no Sangue, representando a nova geração do choro londrinense.

Nos comentários está a programação dos primeiros dias.

Associação Médica de Londrina - Praça 1º de Maio, 130 (em frente a Concha Acústica – Londrina – Paraná.

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Comentários dos leitores

Domingo (22/04), apresentação do duo Luciana Gastaldi (piano) e Cícero Cordão (trompete). Em seguida a velha guarda do choro londrinense, representada pelo Clube do Choro de Londrina.

Segunda (23/04), Dia Nacional do Choro – Homenagem a Pixinguinha. Apresentação do Quinteto de Cordas de Londrina e de Naomi Kumamoto (Japão/ Rio de Janeiro), flautista da Acari Records e professora da Escola Portátil de Música.
Yolanda Cipriano
24 de Abril de 2007 #

Parabens a todos chorões de Londrina pela belíssima programação, produção e realização deste evento tão importante p'ra nossa música instrumental brasileira.

José Arimatéa
(Recife-PE)
José Arimatéa
24 de Abril de 2007 #

Aos amigos de Londrina,

Viva nossa afinadade musical:

SABIÁ NA RODA ANIMA CHORO DE PIXINGUINHA
Palácio Gustavo Capanema
(de graça)

O violonista Fabio Thomaz e o grupo Sabiá na Roda participam das homenagens a Pixiguinha, na próxima sexta-feira, dia 27 de abril, no Palácio Gustavo Capanema.
Antes dos shows, a professora Marília T. Barboza, (biógrafa de Cartola, Paulo da Portela, Silas de Oliveira e Pixinguinha) faz palestra, a partir das 15 horas, no auditório Muniz Aragão (7º andar) do Ministério da Cultura - Rua da Imprensa - Centro. O República do Samba Especial tem direção e apresentação do jornalista Mauro Viana (8648-4736).
Entrada Franca.

República do Samba Especial
PIXINGUINHA
dia 27 de abril, 15 horas, Minc-Rio - Palácio Gustavo Capanema - 7º andar - Rio de Janeiro

programa
15 h - abertura: Professor Adair Rocha (Minc-Rio)
15:30 violonista Fábio Thomaz
15:45h - Palestra - Professora Marília Barboza -
16:45h - Grupo Sabiá na Roda

produção e apresentação: Mauro Viana
assistente de produção: Dalva Beltrão
fotografia: Jorge Ferreira
designer: Italmar Vasconcellos
relações públicas: Vilma Piedade
edição de imagens: Paulo China
mauro viana
24 de Abril de 2007 #

Uma beleza tudo isso. O Brasil inteiro dando conta de sua principal música instrumental, sua mais ampla linguagem neste grande universo que é o choro. O choro é mesmo uma música emblemática, corre em paralelo sem precedentes, alheio aos improdutivos e insistentes bairrismos que nem de longe retratam a latitude e a complexidade do choro diante da nação brasileira. Se alguns insistem em minimizá-lo por obra do bairrismo, sob a grita de sustentadores implacáveis dessa manifestação eminentemente brasileira, dos quatro cantos do Brasil, o choro passa longe desse gueto mental. Nas histórias pouco oxigenadas que dão conta minimamente de uma parcela de sua história. A representatividade do choro se expressa aí quando lemos suas manifestações de carinho por todo o território nacional de grande e múltiplos compositores e instrumentistas. O processo da recriação não para, seja na composição, seja numa nova visão de clássicos.

O choro é tão grande e corre tão alheio aos rótulos que querem lhe impor e, mais grave ainda, ao abandono institucional pela incompreensão da importância que ele representa. Mesmo que lamentemos, e muito, a ausência de uma linha sequer sobre o aniversário de Pixinguinha e o Dia Nacional do Choro no site oficial do Ministério da Cultura, lamentamos muito mais pelo que o choro representa do que propriamente pela música que ele é, pois nada mais neste país tem a capacidade de agregar, em seu corpo, tantas manifestações e durante tanto tempo do povo brasileiro. É uma pena que o Minc não compreenda o choro como uma aura do povo brasileiro. É uma pena que a visão das nossas instituições ainda esteja voltada para a europa. O choro, lógico, dá de ombros pra isso, pois está aí vivo, ecoando os cantos e sons do nosso povo, mas temos que lamentar sim o fato de uma leitura mais aprofundada dessa expressão, o choro. Nenhuma música no mundo traz elementos tão amplos, tão antropofágicos quanto o choro. jamais o choro ficou um único dia desde de que se revelou, sem ter caminhado em direção à novas propostas.

Podemos retratar o Brasil através do choro, na área econômica, social, política, está tudo ali e de leitura fácil. Seus ares melódicos, rítmicos e harmônicos vão se mutando ao sabor do homem brasileiro. Na Semana de 22, Mário de Andrade sentencia que "A MÚSICA POPULAR BRASILEIRA É A MAIS COMPLETA, MAIS TOTALMENTE NACIONAL, MAIS FORTE CRIAÇÃO DE NOSSA RAÇA ATÉ AGORA".

O grande mentor da Semana de 22 e uma espécie de patrono da nossa música, ouvia também na Semana de 22, o que ouvimos hoje, choro, de Villa Lobos, Pixinguinha e Oito Batutas, Nazareth, enfim, os nacionalistas tinham a paz da certeza de estarem fazendo uma música essencialmente brasileira.

Mesmo estando nos poros, não só do músico, mas do povo brasileiro, o choro que muitas vezes é negado pelo seu próprio executante, quando ele nega, por puro preconceito, que está a executar o mais autênctico e original choro brasileiro. Tentando traçar um paralelo entre ele, músico, e o universo erudito ou jazzístico, sem perceber que é traído pelo seu próprio sentimento que não se desprende do seu corpo por obra de sua vontade.

Enfim, mesmo que no dia do choro, o Ministério da Cultura tenha colocado em destaque o dia mundial do livro, mesmo que, mui justamente honrado, São Jorge tenha sido cantado em várias partes do Brasil, os organizadores desses eventos esqueceram-se de outro santo que sempre andou de mãos dadas com São Jorge na alma do povo brasileiro, São Pixinguinha. Tem nada não, ele jamais deixará de fazer milagres. Mesmo se decepcionando com o estado brasileiro por não dar à música brasileira, caráter oficial, como mostra o mesmo site do Ministério, onde aparecem as instituições vinculadas e nada para a nossa música. O cinema está lá, e muito. Com ações, premiações, assim como o teatro e a literatura, nada de mal, o mal é que o Cartola enquanto música, amargou períodos bastante duros. Já Cartola filme, encontrou, digamos, céu de brigadeiro.

É isso meus amigos. Viva o choro brasileiro!!! Que segue o seu próprio rumo para ser ouvido nos próximos mil anos institucionalizado ou não.
Abraços.
Carlos Henrique Machado.
Carlos Henrique Machado
24 de Abril de 2007 #

Parabéns a toda organização pela realização deste evento, que sem nenhuma dúvida é um alento e tanto para a música Londrinense!!
Luiz Carica (Mov. Cultural Eterna Chama-Uberlândia)
25 de Abril de 2007 #

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