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Luciana Rabello recebe Amélia Rabello no Paço Imperial

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Por Paulo Eduardo Neves
Publicada em 14 de Agosto de 2000 
Estado: RJ 
Assunto: Shows e Rodas

Luciana Rabello é a estrela do mês do ótimo projeto "Compasso - Choro e Samba" do Paço Imperial. Nesta terça feira fica tudo em família, com ela recebendo como Convidada a cantora Amélia Rabello. Luciana mostrará as músicas do seu primeiro CD solo lançado pela Acari Records.

Quer uma boa notícia? O show da Amélia resultará no primeiro disco do novo selo de Olivia Hime, dedicado especialmente ao samba e ao choro.

Para quem não sabe, o Paço fica na Praça XV de Novembro, 48 ­ Centro. O show acontece na Sala dos Archeiros, sempre às 19h. Ingressos a meros R$5,00.

A divulgação do Paço sempre manda um texto bem bacana sobre os artistas que lá se apresentam. Mais uma vez, estou colocando-o como comentário desta notícia.

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Comentários dos leitores

Aos 6 anos seu avô a introduziu na arte do violão. Aos nove já estudava piano e teoria musical com Maria Alice Salles. Autodidata no cavaquinho, Luciana Rabello teve como principais referências os mestres Canhoto e Jonas Pereira da Silva, este último do conjunto Época de Ouro. Há 24 anos na estrada, tornou-se a primeira mulher a tocar cavaquinho profissionalmente e hoje é uma das maiores expressões do choro contemporâneo.

Seu primeiro disco, Os Carioquinhas no Choro, data de 1977. Tinha 16 anos e gravou ao lado de outros jovens, como seu irmão Raphael Rabello e o também violonista Maurício Carrilho, no grupo Os Carioquinhas. Ali começava então uma era de intensa dedicação à música instrumental brasileira.

Um ano depois Luciana Rabello e seu conjunto já levava o chorinho brasileiro ao Japão. Com o fim do grupo em 1979, Luciana aceitou o convite do bandolinista Joel Nascimento e surgia a Camerata Carioca. Lançaram o Tributo a Jacob do Bandolim no mesmo ano; o reconhecimento de seu talento foi imediato.

Fez participações especiais como solista na temporada do violonista Toquinho na Itália, França e Suíça, em 1980. Aplaudida de pé em casas como o Teatro Sistina, de Roma, e o Olympiá, em Paris, também aclamada pela crítica especializada, Luciana retornou aos mesmos países em 1982 para saciar o desejo dos fãs.

A partir de então, não parou mais de chover convites. Luciana passou a ser o cavaquinho preferido de vários maestros do primeiro time da nossa música, entre os quais Maurício Carrilho, Cristovão Bastos e Francis Hime. O consagrado Radamés Gnattali, inclusive, lhe dedicou a peça Variações Sem Tema para cavaquinho e piano.

Luciana costurou sua história ao lado dos maiores nomes da música brasileira. Seu cavaquinho está em discos de Paulinho da Viola, Francis Hime, Chico Buarque, Elton Medeiros, Nana Caymmi, Baden Powell e muitos outros. Seu dom para a composição de choros, sambas, valsas e canções desenvolveu-se paralelamente, em parcerias com Raphael Rabello, Cristovão Bastos e, sobretudo, Paulo Cesar Pinheiro, com quem está casada faz 15 anos.

Luciana Rabello lança seu primeiro CD pela recém inaugurada Acari Records, a primeira gravadora especializada em choro, criada pela própria Luciana junto a Maurício Carrilho e o produtor João Carlos Carino. Com um time de grandes músicos, de repertório inédito e quase todo autoral - 8 das 12 músicas são assinadas por ela, sendo 6 dessas em parceria com Cristovão Bastos - o disco traz também uma leva respeitável de choros dedicados à instrumentista. Em No Balanço da Luciana, de Avena de Castro, Beliscando o Cavaquinho, de Sérgio Régis, e Morena, de Cristovão Bastos, Luciana retribui essas homenagens e se junta aos mestres, expondo a força do choro na marca inconfundível da sua palheta.
Paulo Eduardo Neves
14 de Agosto de 2000 #

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