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Nicolas Krassik de volta ao Clube do Choro de Brasília |
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O Clube do Choro de Brasília, nos dias 07, 08 e 09 de junho, recebe dentro do projeto "Radamés Gnatalli - 1OO Anos -", dando prosseguimento à programação 2006, o violinista francês NICOLÁS KRASSIK, acompanhado do grupo Choro Livre.
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Comentários dos leitoresPublicado no Caderno C do Jornal Correio Braziliense, de 07.06.2006
Choro erudito O violinista Nicolas Krassik une o clássico à paixão pelo Brasil Irlam Rocha Lima Da equipe do Correio Todos os franceses, com certeza, vão torcer por Zinedine Zidane, Thierry Henry e companhia na Copa do Mundo da Alemanha. A exceção, porém, será o violinista Nicolas Krassik. Há quase cinco anos radicado no Brasil, o músico não titubeou ao ser perguntado por quem torceria no mundial de futebol. “Pelo Brasil, meu irmão”, disse em português fluente – ou melhor, em carioquês explícito. Isso mesmo: o violinista francês de formação erudita atualmente tem duas paixões: o Rio de Janeiro e a música popular brasileira. O encantamento por ritmos brasileiros, Nicolas descobriu ainda em seu país, assistindo em Paris a shows de artistas como João Bosco. No mesmo dia em que chegou ao Rio, em setembro de 2001, participou de roda de choro no Bar Semente, no bairro da Lapa, e lá conheceu o violonista Yamandú Costa, com quem tocou 1x 0, de Pixinguinha. Desde então, só aumentou a identificação de Nicolas com o choro, o samba e os ritmos nordestinos. De volta a Brasília, onde se apresentou em outras três ocasiões, o instrumentista de 35 anos é a atração do projeto Radamés Gnattali 100 Anos. De hoje a sexta-feira, às 21h30, o violinista faz show no Clube do Choro, acompanhado pelo grupo brasiliense Choro Livre, formado por Henrique Neto (violão sete cordas), Rafael dos Anjos (violão seis cordas), Márcio Marinho (cavaquinho) e Tonho (pandeiro). Nicolas faz questão de lembrar das duas vezes em que tocou no Clube do Choro. “Primeiro, fui como convidado do Yamandú; e depois em show solo, com meu grupo. Foram duas experiências fantásticas, assim como a apresentação no Teatro Nacional, na qual acompanhei o grande violinista Zé Menezes”, recorda. O violonista francês diz estar na maior expectativa pela oportunidade de tocar com os jovens músicos do Choro Livre. Celeiro de músicos “Brasília transformou-se em celeiro de grandes músicos. Conheço vários, entre os quais o Hamilton de Holanda, com quem toquei algumas vezes, inclusive na gravação do disco Nome sagrado, de Beth Carvalho, em homenagem a Nelson Cavaquinho.” Nicolas tocou também com o violonista Marco Pereira, que iniciou a carreira na capital para depois brilhar nacional e internacionalmente. “Acredito que vou me entrosar com a garotada do Choro Livre, pois, pelo que sei, são músicos com ótima formação.” Mesmo antes de ser convidado a participar do projeto, Nicolas pesquisava a obra de Radamés Gnattali. Com modéstia, explica: “Ainda conheço pouco do legado do maestro. A princípio, a única música definida para o roteiro do show é o choro Remexendo. Vou conversar com o pessoal do Choro Livre durante o ensaio para escolher outras composições do Radamés”, adianta. Outro tema certo no programa é Desvairado, de Garoto, “que tocou com o maestro”. RADAMÉS GNATTALI 100 Anos Show do violinista francês Nicolas Krassik, acompanhado pelo grupo Choro Livre. De hoje a sexta-feira, às 21h30, no Clube do Choro (Eixo Monumental, ao lado do Centro de Convenções). Ingressos: R$ 20 e R$ 10 (meia). Informações: 3327-0494. |
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