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Polêmica sobre a demissão de Edino Krieger do MIS-RJ

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Por Paulo Eduardo Neves
Publicada em 25 de Abril de 2006 
Assunto: Outros

O secretário de cultura do estado do Rio de Janeiro demitiu o presidente do Museu da Imagem e do Som, o maestro Edino Krieger e em seu lugar empossará Nilcemar Nogueira, neta de Cartola, e a vice será Lygia Santos, a pesquisadora filha de Donga. O maestro soube da demissão de forma bem deselegante, pelas páginas do jornal.

Sendo o maestro uma pessoa admirada e com uma gestão elogiada, estão chovendo manifestações contra esta demissão. Publico aí abaixo nos comentários algumas das mensagens que estão rolando na Internet sobre o assunto, inclusive o texto de um abaixo assinado.

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Comentários dos leitores

Texto do abaixo assinado:

Em nome dos músicos, artistas, escritores e intelectuais desta cidade, nós, pessoas e instituições abaixo-assinadas, vimos, através da presente, repudiar a inaceitável demissão de Edino Krieger e Valéria Peixoto no Museu da Imagem e do Som, onde estavam prestes a encerrar uma brilhante e profícua gestão, tendo seu presidente, inclusive, só tomado conhecimento de sua exoneração através da imprensa.

Todos sabemos que a Cultura, em nosso país, além de desprezada pelo Estado, é usada como moeda política. Mas existem limites, os quais não podem ser ultrapassados sem danos reais à vida institucional e aos esforços realizados para a construção de nossa civilização e identidade.

A demissão do Presidente do MIS representa não só uma afronta à pessoa deste grande e reconhecido músico brasileiro, Edino Krieger, mas sobretudo às nossas instituições, cuja estabilidade demanda continuidade e manutenção do que foi construído, como condição de sua existência, e prosperidade. Elas não podem ficar reféns do voluntarismo político e de políticas provisórias e clientelistas: ao contrário, precisam ter seus requisitos básicos de funcionamento assegurados pelo próprio governo.

Não existem argumentos aceitáveis para a demissão de uma gestão competente e altamente produtiva em final de trabalho. O Sr. Noca da Portela, malgrado os limites de sua formação musical, é um músico que, ao ser convidado para o exercício de um mandato-tampão e temporário, não se envergonha de inicia-la com a demissão, sumária e sem razões consistentes, de um outro músico, só que com a envergadura de Edino Krieger, numa demonstração agressiva e explícita de falta de respeito e conduta ética.

Com uma ação devastadora e repulsiva deste porte, o Sr. Noca da Portela reduz-nos à uma república de bananas do tamanho de um Haiti. Com uma canetada, presta-se ao desmonte predatório de um trabalho sério e consequente, cujos esforços foram responsáveis, em menos de três anos, por inúmeras realizações, entre elas a recuperação de 20 mil partituras do antigo acervo da Rádio Nacional, com arranjos de músicos da estatura de Guerra-Peixe, Radamés Gnattali e tantos outros. Foram digitalizados centenas de discos de acetato em estado de literal decomposição, sendo que em vários deles a agulha entrou pela última vez - justamente a que garantiu o resgate do áudio. Imaginem que, entre estes, incluem-se vários discursos de Getúlio Vargas, além de outros inúmeros documentos de vital importância para a história de nosso país. E isto sem falar da recuperação física da sede do Museu, na Lapa.

Devemos lembrar-lhe que foi a Senhora quem rogou, através do então Secretário de Cultura Arnaldo Niskier, para que o Mo. Krieger assumisse paralela e temporariamente a direção da Sala Cecília Meireles no momento em que o antigo diretor Ronaldo Miranda foi levado a pedir demissão, deixando a imagem da Secretaria bastante comprometida.

Governadora, a imagem e a credibilidade de nossas instituições dependem diretamente das autoridades que a dirigem e, por isso, pedimos que a Senhora reveja esta iniciativa que já denigre a sua gestão. Depois de uma ação dessas, quem vai confiar em receber um convite do Governo para atuar ou dirigir uma importante instituição, à exceção dos laranjas e oportunistas? Ora, mesmo mudando os políticos e a política no Palácio Guanabara, ficaremos sempre desconfiados de tudo e de todos. Não pode ser assim, já que sem confiança não se constrói nada!

Sem mais, caberia apenas dizer que a Cultura prevê, como consequência natural aos que à ela estão ligados, educação, ética e bons costumes. E o que aconteceu neste caso foi muito mais do que falta de educação. Então, por favor, reconheça a gravidade e as conseqüências do ocorrido e tome as medidas cabíveis para o encerramento normal da gestão do Mo Krieger à frente do MIS, onde precisa levar a termo os projetos em final de implementação.



Desrespeito imperdoável

Pelos acontecimentos que assistimos nos últimos dias no que diz respeito ao comando da cultura fluminense pelas vias estatais, parece que chegamos ao mais baixo nível possível e imaginável de desrespeito.

Empossado como novo secretário de cultura pelos próximos oito meses (ainda bem que não são oito anos), o sambista Noca da Portela, num pronunciamento mais do que infeliz, comunica que, segundo a Governadora, a pasta não terá verba. E o secretário emenda, para perplexidade de todos que lutam pela cultura neste estado, que a mesma não precisa de verba e que este problema se empurra com a barriga.

Não satisfeito com essas pérolas verbais e para espanto e revolta da classe musical, o senhor Noca da Portela demite sumariamemte, sem sequer comunicá-lo de forma oficial ou mesmo informal, o maestro Edino Krieger da direção do Museu da Imagem e do Som. O maestro soube de sua demissão pela imprensa, em nota que também anunciou a nomeação da senhora Nilcemar Nogueira para o cargo, cujo atributo principal parece ser seu parentesco com Cartola, de quem é neta.

Como sabemos, já é tradição na combalida e desprestigiada política brasileira, acabar com tudo o que de bom se faz por antecessores. Parece que os brios pessoais de cada \u201chomem público\u201d é mais importante que seguir atendendendo adequadamente a população. O senhor Noca da Portela pode então demitir e admitir quem ele bem entender, o que, em si, já é uma má notícia.

Acontece, porém, senhor Noca, que o maestro Edino Krieger, além estar fazendo um execelente trabalho no MIS com sua equipe, não é um burocrata qualquer. Trata-se de um dos maiores nomes da música brasileira, cujo trabalho é reconhecido e respeitado no Brasil e no exterior.

Edino Krieger, embora o senhor e a senhora governada não saibam ou se esqueçam, construiu , em seus muitos anos de trabalho árduo e sério em prol da cultura brasileira, uma história a ser imitada. A vida e a obra erigidas por Edino são exemplos, não só para nós, artistas, mas para todos os cidadãos brasileiros, de coerência, esperança, persistência, consciência cívica, entrega, seriedade e, sobretudo, despreendimento do poder.

Não só o compositor Edino Krieger é admirado e respeitado pela classe artística e pelo público brasileiro, mas também o cidadão Edino Krieger. Ele é dono, senhor secretário, e isso ninguém pode dele tirar, de um passado ilibado, de um histórico de vida exemplar, que deve ser para nós, de gerações posteriors, um exemplo a ser seguido, um norte, um objetivo a ser alcançado.O maestro Edino Krieger, cara governadora, deveria é ser homenageado pelo poder público no lugar de ser desrespeitado de forma tão vil e irresponsável.

Não consigo imaginar qual venha a ser a estratégia cultural adotada pela governadora, se é que existe alguma, para agir desta forma. Cremos, visto que o secretário é seu subordinado, que a senhora apoiou suas atitudes. Como a governadora não se pronunciou publicamente sobre o fato até agora, é isso que pode concluir.

A imprensa tem se referido à nomeação de Noca da Portela e de sua equipe como se isso significasse a chegada do samba no poder. Mas não me parece que seja assim. O samba, um dos nosso maiorfes tesouros, como dizia o título de um festejado show apresentado recentemente na cidade, tem nobreza. E isso, definitivamente, os novos ocupantes de importantes cargos públicos, não parecem ter.

Resta-nos, diante desse fatos desagradáveis, confirmar nossa adimiração, apreço e fidelidade ao trabalho desenvolvido pelo maestro Edino Krieger no MIS. Vamos festejar sua bela história de vida ao mesmo tempo que lamentar as irresponsabilidade de quem não tem ou não se preocupa em construir história nenhuma.

Podemos também torcer para que nas próximas eleições a população tenha mais consciência na hora de votar e não perpetue no poder pessoas que não têm o menor respeito pelo que se faz de bom para a nossa população.

E podemos também, seguindo a tradição carioca de louvar o bom humor em momentos difícies, colaborar com o novo secretário, dando sugestões para que ele complete seus quadros. Eu dou minha colaboração, sugerindo que uma passista assuma a direção do bale do Theatro Municipal. Por favor, colegas, colaborem com mais sugestões.

Gostaria muito de ouvir também o que a nossa governadora tem a dizer sobre o caso, mas parece que, seguindo a maré da nomeação da neta de Cartola para o MIS, \u201c as rosas não falam\u201d.


Luiz Augusto Rescala (Tim Rescala),
compositor




enho por meio desta repudiar a atitude irracional do Governo do Estado
(através de seu atual secretário de cultura, Sr. Noca da Portela) em demitir
o maestro e compositor Sr. Edino Krieger da presidência do MIS.
É inaceitável e desrespitosa a maneira como este grande músico e grande
figura da música brasileira foi sumariamente desligado de suas funções,
tendo em visto os incontáveis serviços prestados à nossa cultura.
Edino Krieger é com certeza um homem idôneo, honesto, com uma carreira
brilhante , que nunca se aproveitou de nenhum de seus cargos para seus
próprios interesses. Edino é um homem que não faz política: trabalha e
sempre trabalhou duro, muito duro para poder realizar, produzir,
criar,incentivar, sem jamais deixar que sua imagem seja alvo de qualquer
crítica ou comentário maldoso. Os governos vem e vão, os políticos vem e
vão, e Edino se mantém de cabeça erguida perante toda esta pouca vergonha
que, infelizmente, tem imperado em nosso cotidiano. A cultura, pra muita
gente, virou favor. A moral virou oportunidade. A amizade virou interesse. A
sinceridade virou ofensa. E a bagunça generalizada se banalizou, ou seja,
está tudo ruim, "então vamos piorar".
Acredito que Edino, com seus 78 anos, sua lucidez, sua inteligência e sua
capacidade de agir deve realmente ser alvo de muita , mas muita inveja de
muita, mas muita gente. E dessas pessoas , eu tenho pena, pois elas jamais
saberão reconhecer em suas vidas pessoas tão brilhantes como o Edino e com
isso elas perdem uma ótima oportunidade para ter uma bela lição de vida.

MARIA TERESA MADEIRA, pianista
Paulo Eduardo Neves
25 de Abril de 2006 #

Grande Noca!!!
Parabéns pela grande burrada que fez!!!

Quando eu comentei antes (na noticia da posse do Noca) que a cultura deveria ser maior que o samba, choveram criticas a mim, mas agora vemos a besteira que ele fez, ao tirar uma pessoa tecnica, mas que não é ligada ao samba e sim à musica de forma geral, para colocar alguem politicamente ligada ao samba.

O maestro estava fazendo um ótimo trabalho no acervo do MIS, e isso tudo corre o risco de ir por agua abaixo, por total incompetencia do Noca.
E o pior de tudo foi a "molecagem"(palavra que combina com os patrões governadores) dele ao nem avisar do forma digna o maestro de sua demissão.
Uma vergonha!!

Abraços
Tiago
Tiago
25 de Abril de 2006 #

A noticia de demissão do maestro Edino que recebi através da rede ICOMOS de discussão, ofereceu-me uma grande oportunidade para reflexão: urubu é preto em tudo quanto é lugar!

Com isso quero dizer que o desvario e o arbítrio na administração pública não mede conseqüências e muito menos respeita a qualificação profissional de ninguém.

Só entendem que “manda quem pode e obedece quem tem juízo” e como não tenho juízo e quero uma pátria livre, não só assino o abaixo assinado, como solicito à todos que assinem também.

Aqui em Goiânia, os desastres na área cultural são a tônica,alimentados pela troca de favores entre academias e o poder público, o silêncio criminoso da imprensa local sobre o assunto, e o acobertamento de atos lesivos aos legitimos produtores da cultura na cidade, tais como o "assalto" ao Fundo de Cultura Municipal, a fraude da 3ª Conferência Municipal de Cultura, o abandono de prédios históricos a própria sorte, investimentos de recursos públicos em prédios de particulares...E por ai vai...

Conclamo a todos trabalhadores da área cultural a se manifestarem contra esse estado de coisas. E que o façamos enquanto podemos, enquanto o Brasil ainda é um Estado de direito!

Todo meu apoio à Edino e ao seu trabalho no MIS.
Deolinda Conceição Taveira Moreira
Conservadora Restauradora de Bens Culturais
Goiânia - GO
Para assinar o abaixo assinado:
http://amigosdemuseu.blogspot.com/2006/04/mis-rj-canetada-no-diretor-causa.html
Deolinda
25 de Abril de 2006 #

Quando o Noca assumiu a Secretaria senti cheiro de politicagem no ar. Mesmo sendo excelente sambista ele não tem nenhum predicado que o leve a assumir tal cargo. Noca é gente simples, gente do povo, que está sendo usado politicamente. Num outro comentário eu dizia que iriam derramar sobre os sambistas todas as culpas e armações políticas, chamando-nos ao final de incompetentes. Eu gostaria de saber com que autoridade, inclusive musical, o Noca demitiu o maestro Edino Krieger.
Nilcemar Nogueira, neta de Cartola, e a vice Lygia Santos, a pesquisadora filha de Donga, escolhidas pelo Noca, são pessoas da mais alta extirpe. Elas deveriam ser incluídas no processo sem que fosse preciso demitir o maestro Edino Krieger e sua equipe. É isso aí... Política, politicagem, e nós sambistas vamos pagar o pato da incompetência.
Mestre Affonso - BH/MG
25 de Abril de 2006 #

Noca continue compondo bem como sempre fez (e espero que continue fazendo...), mas você não tem absolutamente nenhuma competência para assumir este cargo como já disseram ai nos comentários recheados de decepção com sua pessoa.
Vc conhece bem do Samba (embora não seja também um daqueles compositores de maior importância nesse cenário).
Por favor peça demissão logo, antes que volte a destruir mais um ambiente de cultura como fez com o MIS.
Dê licença, vc não se encontra no seu ambiente de trabalho, essa é minha opinião.
Fausto.
Fausto Reis
25 de Abril de 2006 #

É, gente, seria cômico se não fosse trágico, mas infelizmente, pelo o que estou vendo temos aqui o cenário perfeito para o velho jargão: " Eu te disse, não disse!?".
Como já expressou o nosso estimado Mestre Affonso isto é o resultado da politicagem, e como nem todos do nosso povo estão vacinados, olha aí o resultado: o samba e os sambistas é que acabarão pagando o pato pela nefasta fórmula política da senhora governadora e seu marido Molequinho, digo, Garotinho.
Cuidado, meus amigos, o homem quer ser presidente da República. Olha lá, hein?!
Émerson Felix
25 de Abril de 2006 #

Projetinho em baixo do braço
Dinheiro público no bolso
Reunião no botequim
(A beleza tudo engana)
Há alguma coisa de podre
No mar de Copacabana

A baía de Guanabara
poluída
O rio Maracanã
poluído
Mas a natureza corrige (até quando)
nosso constante desleixo

Somos faceiros, malandros
E quem não é carioca
A gente zomba e xinga
Cadê seu samba, sua bossa
Aqui até Deus tem ginga

É o famoso jeitinho
brasileiro em decadência
Ser carioca é uma forma
De elogio à inconsistência

À FIOCRUZ que pratica
a pior biologia
E ao MIS em que o samba
Faz sambar a museologia...
Música de pancadaria
26 de Abril de 2006 #

As pessoas ligadas ao meio musical repudiaram, veementemente, a demissão
de Edino Krieger da Secretaria de Cultura. Por tudo que me foi possível
apurar, o trabalho do grande maestro foi notável naquela secretaria. Mais uma vez as arrumações políticas se sobrepõem ao bom andamento das coisas.
Lamentável, por outro lado, a forma
como a medida foi tomada, sem a preocupação de informar ao atingido pessoalmente. Volta ligeiro p'ro samba
caro Noca, que lá você é competente.
Edison Bastos de Carvalho
26 de Abril de 2006 #

Temos de um lado o Maestro Edino Krieger, ultra-qualificado, queridíssimo no meio, e, do outro, uma burocrata cujo mérito maior é ser neta (torta) de Cartola. Ser neto de alguém importante é currículo?
Rodrigo
26 de Abril de 2006 #

Ode odiosa ao espírito carioca

Projetinho em baixo do braço
Dinheiro público no bolso
Reunião no botequim
(A beleza tudo engana)
Há alguma coisa de podre
No mar de Copacabana

A baía de Guanabara
poluída
O rio Maracanã
poluído
Mas a natureza corrige (até quando?)
nosso constante desleixo

Somos faceiros, malandros
E quem não é carioca
A gente zomba e xinga
Cadê seu samba, sua bossa?
Aqui até Deus tem ginga...

É o famoso jeitinho
brasileiro em decadência
Ser carioca é uma forma
De elogio à inconsistência

À FIOCRUZ que pratica
a pior biologia
E ao MIS em que o samba
Fez sambar a museologia...
Música de pancadaria
26 de Abril de 2006 #

Infelizmente no nosso país ser neto de alguem importante pesa muito no curriculo, basta dar uma olhada no política....
Ricardo
26 de Abril de 2006 #

O Excelentíssimo Senhor Secretário de Estado de Cultura do Estado do Rio de Janeiro,
Osvaldo Alves Pereira, Noca da Portela, nomeou para a Presidência e Vice do Museu da Imagem e do Som, respectivamente, Nilcemar Nogueira, 47 anos, Formada em Nutrição, Letras ;Curso de Gestão e Planejamento pela Universidade Gama Filho e Mestre em Gestão de Bens Culturais e Projetos Sociais pela Fundação Getulio Vargas. Nas duas últimas administrações da instituição – Marília Barbosa e Edino Krieger –ocupa o cargo de Diretora Técnico Operacional, está à frente das ações propostas e realizadas de armazenamento e integridade de acervo, catalogação, identificação e preservação do acervo do MIS. Lygia Santos, 73 anos, Museóloga, Advogada, Professora Universitária, Pesquisadora de Música Popular Brasileira, co-autora do Livro Paulo da Portela - Traço de União Entre Duas Culturas, Secretária do Conselho de Música do MIS na década de 70 e integrante dos jurados do Estandarte de Ouro do Jornal O Globo.
No intuito de questionar a substituição do Edino Krieger, exonerado de um cargo de confiança do Governo do Estado, alguns poucos signatários de um abaixo assinado pela permanência do Maestro cometeram indelicadezas que deveriam ser corrigidas como o fez o elegante Secretário de Cultura ao se desculpar com o colega.
“..... o descompromisso com uma política cultural, em que os projetos pessoais estão acima do interesse público.”(A C)
“..... jogo de comadres, em que nem sempre a capacidade e a qualificação são postas em questão! Noca da Portela precisa conhecer um pouco de gestão cultural, assim como conhece o samba!”(LC)
Voluntarismo político, Políticas provisórias e clientelistas, laranjas, oportunistas, limites de formação musical foram algumas das muitas agressões dirigidas aos atuais gestores. Cargo de confiança é transitório. Competência se demonstra com trabalho. Aguardemos os nove meses para avaliação da nova administração.
Por fim,mudanças são feitas nas pasta, nos cargos das mais diferentes instâncias governamentais. Por que tanta indignação? Por que tanto barulho? Ou terão outros motivos camuflados?
Zilmar Basilio
Jornalista e administradora pública






---.
Zilmar Basilio
26 de Abril de 2006 #

Li na sua coluna de hoje manifestações contrárias à saída do maestro Edino Krieger do comando do Museu da Imagem e do Som. Concordo que o Edino é um compositor extraordinário e tem uma fabulosa folha de serviços prestados à cultura brasileira. Tudo bem. Mas a sucessora indicada, Nilcemar Nogueira, é hoje uma das fomentadoras fundamentais do samba carioca, à frente do Centro Cultural Cartola, e ponta de lança de diversas campanhas para a preservação da nossa memória etnográfica e musical. Não foi à toa que a escolhemos, o diretor Antonio Pedro Borges e eu, para ser uma das protagonistas de Mulheres de Deus, um futuro espetáculo sobre as provedoras da alegria do Rio de Janeiro, que se rebelam, através da música e da celebração da vida, contra as violências que lhes foram impostas, desde que seus ancestrais foram aprisionados e exilados da África, até os guetos em que hoje vivem seus companheiros de fado e de infortúnio. Não faria o menor sentido que mulheres como Nilcemar Nogueira, Lygia Santos, Tia Surica e Mart’nália fossem de novo expostas à desqualificação e a uma nova diáspora, por originárias do mundo do samba. Não podemos continuar pensando a cultura do Brasil com esse dualismo elitista, que desqualifica o popular, em nome de uma erudição que muitas vezes é rala como um dourado de alegoria.
Que não se ignore a importância do Edino, mas não se queira com isso menosprezar a força do samba carioca, tão esplendidamente encarnado por Nilcemar e seus avós,
Zica e Cartola.

Geraldo Carneiro
Escritor
Enviou para o jornalista João Pimentel - O Globo
Zilmar Basilio
26 de Abril de 2006 #

Recebi agora a carta pública que o Edino Krieger escreveu a respeito de sua demissão. Para informar o debate, publico-a aqui.

CARTA ABERTA A NOCA DA PORTELA

Prezado Noca,

Permito-me o tratamento informal porque no momento em que lhe escrevo já não sou seu subordinado, mas apenas um colega músico, embora militando em outra vertente da criação musical.

Confesso que fiquei perplexo ao tomar conhecimento de minha demissão pelo jornal. Penso que o meu passado de trabalho em todas as instituições pelas quais passei mereceria um tratamento menos indigno – como de resto qualquer subordinado.

Não discuto o seu direito de substituir qualquer ocupante de cargos de confiança de sua Secretaria, tanto que coloquei o meu à sua disposição tão logo soube de sua nomeação. Mas não aceito a forma grosseira com que isso foi feito. E nem posso levar em consideração as desculpas que me apresentou por telefone (depois de reações e críticas que recebeu em sua própria Secretaria) de que a notícia “vazou” para a imprensa antes da hora, porque você sabe tão bem quanto eu QUEM ligou para a coluna do jornal passando a informação.



Perplexo também fiquei porque essa medida desmentia a sua própria afirmação, na cerimônia de sua posse, de que todos ficassem tranqüilos porque não haveria mudanças nas equipes competentemente formadas por seu antecessor e que, segundo suas palavras, estavam tendo um excelente desempenho, pois, segundo afirmou, “como em campeonato de futebol, em equipe que está vencendo não se mexe”.

Você disse uma coisa e fez outra – o que não significa que palavra de sambista não mereça crédito, mesmo porque eu jamais duvidaria da palavra de amigos portelenses como Monarco (com quem tive o prazer de conviver e até mesmo oportunidade de escrever na pauta musical, a seu pedido, um e outro samba de sua autoria, quando éramos colegas no JB), ou o grande Paulinho da Viola, exemplo de talento e de caráter, ou ainda do salgueirense Haroldo Costa, doutor em samba e carnaval. Tampouco duvidaria da palavra de meu pai, chorão e sambista em sua juventude, e nem dos meus dois filhos profissionais do samba e da MPB, e que também são exemplos de retidão e caráter.

Considero, portanto, o seu ato como de responsabilidade estritamente pessoal, não obstante as justificativas que me apresentou por telefone, de que obedecia a “injunções de natureza política” – certamente não da maiúscula Política Cultural, mas da minúscula política do apadrinhamento, do interesse pessoal e do corporativismo. Lamento que uma Secretaria como a de Cultura, para mim a mais importante não por seu minguado orçamento, mas por sua abrangência e significação no contexto da Sociedade, possa estar à mercê desse tipo de política.



Finalmente, quero confessar que me entristece ser atropelado em meio a um trabalho amplamente reconhecido de modernização do MIS, e que vem sendo realizado graças não aos recursos orçamentários, diminuídos em quase 50% nos últimos dois anos, mas ao aporte financeiro de instituições de apoio à cultura como a Petrobras, que investiu mais de um milhão em projetos de recuperação da sede da Lapa (com o apoio do INEPAC) e de digitalização de partituras e acetatos históricos da Rádio Nacional – recursos captados diretamente ou através de parcerias – e a Fundação Vitae de São Paulo, que possibilitou o restauro e a digitalização de mais de uma centena de negativos panorâmicos da Coleção Augusto Malta.

Aliás, no mesmo dia em que saía a notícia de minha demissão na coluna de Ancelmo Góis, o Diário Oficial do Estado publicava a liberação, pela Petrobras, de um recurso suplementar de R$80.000,00, por nós solicitado para completar a reforma também dos espaços internos da sede da Lapa.

Com esses recursos, aplicados rigorosamente, cada centavo, na execução dos projetos a que se destinavam, foi possível adquirir dezenas de equipamentos, criar estações de digitalização de acervos, promover o tratamento e a transferência para suporte digital de 20 mil partituras e mais de uma centena de acetatos cujos originais corriam o risco de se perder pela ação deletéria do tempo e do manuseio direto.

E em parceria com o Instituto Jacob do Bandolim, centenas de gravações históricas desse grande músico foram restauradas e digitalizadas. Para dar continuidade a esse trabalho, uma equipe de funcionários recebeu orientação técnica de profissionais da área, de modo a permitir que, a médio prazo, todo o acervo do mais importante centro de memória audiovisual do país possa ser digitalizado e assim preservado definitivamente. Todo esse trabalho tem sido realizado com carinho, dedicação e persistência pela pequena, mas valiosa, equipe de museólogas, técnicos e estagiários, além de técnicos terceirizados, especialmente contratados com recursos dos próprios projetos. O espírito de equipe prevaleceu durante toda a gestão da administração que agora se despede, e que sai com a consciência tranqüila pela certeza de haver dado o melhor de si num trabalho voltado exclusivamente para os interesses da instituição.

Ao deixar a FMIS, acredito ter cumprido o compromisso que assumi ao ser convidado pela então Secretária Helena Severo, de priorizar o tratamento e a preservação do acervo, que representa a própria razão de ser da instituição. Fundamental, para o cumprimento dessa tarefa apenas iniciada, foram a competência e a dedicação das museólogas responsáveis pelas diversas coleções e da Gerência de Acervos, a seriedade, firmeza e determinação da Diretoria Administrativa e Financeira e sua equipe de apoio, e a total dedicação, inteligência e capacidade de planejamento e execução da Vice-Presidência.

É toda essa estrutura, em pleno funcionamento não obstante as muitas limitações e dificuldades, que agora se desmonta – e oxalá isso não comprometa o projeto de modernização de que a instituição necessita para sua própria sobrevivência.

No sonho, ficam também outros projetos que não foram realizados por falta de recursos e condições, como a restauração da sede histórica da Praça XV, a recuperação do Cine MIS e a digitalização de todo o acervo da extraordinária coleção de Depoimentos para a Posteridade (projeto recentemente encaminhado à CAIXA para apoio financeiro e em fase de análise), a formação de uma coleção de Instrumentos Musicais Brasileiros, para reunir, numa mostra permanente de caráter didático e musicológico, todos os instrumentos utilizados em manifestações populares de todo o país, a realização de exposições temporárias e permanentes uma vez concluída a reforma da sede histórica, a implantação de um Plano de Cargos e Salários, a organização de uma Associação de Amigos e a retomada dos depoimentos e das edições gráficas e fonográficas para divulgação do acervo. Projetos que, esperamos, possam ser realizados pelas próximas administrações.

Por último, assinalo, por curioso, o fato de que um músico, que talvez exerça pela primeira vez uma função administrativa, tenha feito de seu primeiro ato a destituição de outro músico, sem se preocupar em conhecer o seu trabalho e sem aviso prévio. Como disse um dos meus filhos, “o Noca desafinou... na ética”. Formulo, apesar de tudo, os melhores e mais sinceros votos para que sua gestão não se paute por ações como essa, mas que atenda efetivamente aos reais interesses da Cultura em todas as suas vertentes.

Rio de Janeiro, 26 de abril de 2006

Edino Krieger
Paulo Eduardo Neves
26 de Abril de 2006 #

Pois eu estou inteiramente a favor desta demissão pois conheci pessoalmente o tão decantado maestro e minha experiência foi bastante negativa. O superbadalado rapsodo acabou se revelando um consumado elitista, com uma visão bem rígida e delimitada do que seja a música "da galera", "do povão", "do populacho" e aquela outra que ele venera, "de gente fina", "de pessoas elegantes" e de "refinados cultores" da música erudita. Uma pessoa de gostos tão apurados e maniqueístas de maneira nenhuma pode comandar um órgão que é por natureza ecumênico, que visa à preservação do som e da imagem, independente das "origens", de filigranas eruditas e de "pedigrees". Convidado por mim, certa vez, de participar, com seus comentários e sugestões, de um programa que tinha por objetivo congregar todas as formas musicais num só programa (popular, jazz e erudita), após ter inicialmente aceito esta participação, nos corredores da Rádio Ministério da Educação voltou atrás, ao conhecer os detalhes da finalidade do programa virou as costas, dizendo que já que o objetivo era esse, que ele preferia ficar fora do que chamou "esta porcaria".
Parabéns, senhor suíno, por sua imorredoura gestão à frente do MIS, que sem dúvida daqui para frente será sempre lembrada como "modelar" e "referencial", como ficaram sendo, para a posteridade, pelas vozes dos historiadores oficiais, a "administração Lacerda na Guanabara", ou a visão "pragmática e agregadora" de Castelo Branco nos primeiros anos do Golpe.
Para cúmulo do absurdo, não tenho motivos para não continuar gostando das suas criações, como "Ludus Symphonicus", "Três imagens de Nova Friburgo" e outras porcalhadas. O senhor devia selecionar melhor os seus inimigos.
Ruy Maurício de Lima e Silva Neto
27 de Abril de 2006 #

Cuidado com a inveja, com o olho grande... o inferno já está cheio, gente!!! Se alguém deseja tanto o status do Maestro Edino Krieger, como certas pessoas, lutem para conseguir tal feito de maneira bonita, ética. Se é preciso usar meios sórdidos e "politicais" para tentar, sem sucesso, conseguir chegar aos pés do Maestro, cuidado!!! "Aqui se faz, aqui se paga". E quando menos se espera o jogo inverte, porque Deus existe para alguns, e quanto mais se está no alto, maior é o tombo!!! Nesses 9 meses de "gestação" da nutricionista é preciso ficar com olhos bem abertos, porque inaugurar projetos conquistados, qualquer analfabeto pode fazer e destruí-los também.
ana amaral
27 de Abril de 2006 #

Pelo aspecto da polêmica envolvendo a exoneração de Edino Krieger, só posso entender, pelo teor das defesas em prol de sua permanência a frente do órgão público, Museu da Imagem e do Som, que esta deveria ser efetiva, ou quem sabe, vitalícia.
Méritos não faltariam ao veterano maestro, mas certamente quem chega tem o direito de ter e exercer uma leitura diferenciada do projeto de cultura para o Estado do Rio de Janeiro, mesmo com o curto tempo para intervenções mais arrojadas.
Nenhuma das intervenções a favor do maestro esboçou qualquer consideração aos predicados de sua sucessora como gestora e articuladora de cultura, seja como Mestre pela FGV ou como diretora do Centro Cultural Cartola.
Por menosprezo ou desinformação, os atributos de Nilcemar Nogueira ficaram restritos a sua descendência do grande sambista, como se este fosse o valor imperativo para este tipo de operação. O grande maestro, sendo assim, só poderia ser substituido por alguém de seu naipe ou calibre, ou quem sabe, altura, o que denota, isto sim, a mais desprezível intolerância ou de forma mais simplificada, "compositor de samba e agregados deveriam guardar seu lugar". Lamentável.
Alexandre Ribeiro de Carvalho
27 de Abril de 2006 #

O que eu acho lamentável é que certas pessoas que aqui escrevem não estão entendendo o ponto central da questão, que é o fato de o novo Secretário de Cultura, Noca da Portela, não ter tido a dignidade e decência de comunicar formalmente ao maestro Edino Krieger sua demissão da presidência do MIS. Estão tentando criar um clima de rivalidade tipo samba X música erudita. Tipo povo X intelectuais. E não é nada disso. O próprio Edino, em sua carta aberta, demonstra seu apreço e sua admiração pelo samba e pelos sambistas, muitos dos quais seus amigos pessoais. E a dona Nilcemar pode, sim, ter todos os atributos para ocupar o cargo, a questão não é essa. A vergonha, única e exclusiva, é o Noca da Portela demitir o Edino pela imprensa. E depois ficar dizendo que a notícia vazou, blá, blá, blá. Ora, é sabido que foi o próprio Noca quem ligou pro Ancelmo Góis para passar a informação. Viva o samba, viva a cultura popular, viva o povo, viva Edino que, em mais de cinqüenta anos de bons serviços prestados à cultura, nunca fez um papelão desses. É exemplo de caráter. E abaixo esse tipo de postura canalha do Noca. Se quiser ser respeitado, tem que saber respeitar seus colegas. O novo Secretário de Cultura pode mudar quem quiser de qualquer cargo, na hora em que quiser, mas com ética. Demitir pela imprensa é canalhice.
Carlos Rodrigues
27 de Abril de 2006 #

Esse tal Ruy Maurício, ali em cima, só pode estar brincando... aprendi a amar a cultura popular com meu pai, Edino Krieger, que sempre ouviu em casa jazz, choro, samba, bossa nova, MPB, maracatu, frevo, jongo etc. Tornei-me um profissional da música e hoje faço parte do movimento musical da Lapa (RJ), onde toco toda semana meu violão de sete cordas, com muito orgulho. Já acompanhei Nei Lopes, Luiz Carlos da Vila, sou da banda do Sivuca há seis anos... Seu Ruy Maurício, me desculpe, mas SEU PROGRAMA devia ser realmente uma porcaria, por isso meu pai não quis participar. E, sinceramente, eu acho ótimo que meu pai tenha agora mais tempo pra dedicar-se à composição, ele realmente estava muito envolvido e empolgado com a revitalização do MIS. Só lamento que tenha sido tratado de forma tão grosseira e anti-ética pelo Noca da Portela (um dos meus ídolos).
edu Krieger
27 de Abril de 2006 #

Continuo a defender meu ponto de vista, partindo do seguinte princípo: estes cargos vão e vem, as pessoas são indicadas e demitidas. Todos nós sabemos disso. Política é assim.Cargo de confiança funciona assim. Mas , PELO AMOR DE DEUS!!!. SE CONVIDOU PESSOALMENTE, "DESCONVIDA" PESSOALMENTE, afinal estamos lidando com pessoas.Boa educação é o mínimo que se espera numa hora dessas.
Maria Teresa Madeira
27 de Abril de 2006 #

Belissimos parabéns a Nilcemar Nogueira, nova diretora do Museu da Imagem e do Som, de nossa cidade, o Rio de Janeiro.
Alexandre Ribeiro de Carvalho
27 de Abril de 2006 #

A justiça de fato é cega, não é a toa que a deusa Vênus está com uma venda nos olhos. Mas, nada como 9 meses para se demonstrar o quanto certas opiniões irão cair por terra. Uma hora sei que a máscara "venda" vai cair. E coitados daqueles que não sabem o que dizem. Não terão aonde esconder o rosto coberto pela vergonha!!! Mas, quem sabe esse filho pobre, sórdido não possa ser abortado, privada a fora?? Coitado do MIS!! Até lá vai comer o pão que a diaba amassar... e nutricionistas devem entender bem de pães... ai, ai. "A voz do povo é a voz de Deus": se fossemos parar pra contar o número de pessoas conscientes a favor do trabalho lindo do nosso grande maestro com o número ínfimo de pessoas viciadas em suas manifestações de vontade a favor da "neta" do Cartola, seria uma verdadeira goleada, fazendo jus ao velho ditado. "Justiça tarda, mas não falha".
ana amaral
28 de Abril de 2006 #

Venho por meio desta informar que os comentários do Sr.Geraldo Carneiro
Escritor e da Sra Zilmar Borges Basílio - Jornalista, foram enviados para este site no dia 26 de abril de 2006, utilizando indevidamente meu email, sem minha autorização e conhecimento.
Assim sendo, solicito ser informada, via email, o(s) nº(s) do(s) IP(s)da(s) máquina(s) que enviou e/ou enviaram estes comentários para o Samba-Choro para que eu possa tomar as devidas providências.
No aguardo, sem mais.

Marcela Canegal
Marcela Canegal
28 de Abril de 2006 #

Respeito as manifestações positivas e maravilhosas prestadas ao Maestro Edino à Cultura brasileira, como bem colocou o poeta Geraldo Carneiro.Concordo, também, com o que escreveu a jornalista Zilma Basilio, que cargo de confiança é transitório.Acertou a Sr.a Governadora na nomeação do Sr.Secretário de Cultura que por conseguinte chamou a Sra. Nilcemar Nogueira e Lygia Santos para dirigir o MIS.Parabéns Sr. Secretário pela excelente escolha.Boa sorte aos que saem. Voces já deram sua valiosa contribuição à musica. Boa sorte aos que entram e aos que permanecem no MIS, após sofrimentos, humilhações, preconceitos, exclusões, ameaças, e toda a sorte de retaliação. Um verdadeiro caos. Que os que saem, possam aprender como tratar as pessoas e não somente acervos.Que venha a origem, o samba, o povo, a qualidade de trabalho, o reconhecimento, a estima, a igualdade,a sensatez,o positivismo.Que a nova Direção do MIS, seus funcionarios e colaboradores, possam calar os preconceituosos.Que venham muitos Ministros da Cultura, Secretarios de Cultura e Presidentes do Mis, negros, do samba, do povo e que deem chances aos menos privivegiados, aos competentes, aos nutricionistas, aos professores, as museologas, aos poetas, aos sambistas,aos negros, aos menos favorecidos.
Fatima Menezes-Advogada
28 de Abril de 2006 #

E, pelo visto, Fátima, aos anti-éticos, né? Aos que demitem pela imprensa. Aos que não tem dignidade e coragem para olhar no olho de seus subordinados. Aos que agem na calada da noite. Aos que são dissimulados, como o Noca da Portela está sendo, ao fingir que não foi ele que "vazou" a notícia para os jornais. Se teve alguém que desrespeitou o samba, esse alguém chama-se Noca da Portela, com seu comportamente indigno e indecente. Não por demitir o Edino, mas pela forma grosseira como o fez. É muita hipocrisia esse papo de ficar defendendo a dona Nilcemar, porque ela é mulher, negra, do samba, coisa e tal. Até porque ela não está sendo acusada de nada. Se ela tem ou não competência para assumir a presidência do MIS, o tempo mostrará. Não está havendo nenhum tipo de preconceito contra ela. O único vilão da história chama-se Noca da Portela, que, mesmo pertencendo ao honrado mundo do samba (e não apesar disso), mostra-se totalmente sem noção do que seja ética e respeito. Demita quem quiser, Secretário, mas não dessa forma. Não pela imprensa. É muito feio e não condiz com a nobreza do samba e da nossa cultura popular.
Carlos Rodrigues
28 de Abril de 2006 #

Manifesto do Instituto Jacob do Bandolim:

O Instituto Jacob do Bandolim vem a público reconhecer o excelente trabalho que o Maestro Edino Krieger vem desempenhando à frente do Museu da Imagem e do Som/RJ, recuperando suas instalações e dotando a instituição com uma estrutura tecnológica que vem permitindo a recuperação de seus acervos, fato inédito na trajetória da instituição.

Nesse aspecto, merece destaque a recente digitalização dos 122 rolos de fita magnética que fazem parte do Arquivo Jacob do Bandolim, acervo musical histórico, que há 35 anos esperava por esse tratamento.

Seguem alguns itens de sua gestão:

Instalações
- Reforma total do prédio da Lapa (o MIS tem duas sedes, uma na Praça XV e outra na Lapa, onde se encontra a parte principal do acervo do museu)

Recuperação do acervo:
- instalação do laboratório de digitalização;
- criação de duas salas informatizadas de atendimento aos pesquisadores;
- recepção informatizada com um mezanino para exposição permanente da Rádio Nacional;
- recuperação e digitalização os 118 negativos panorâmicos do Augusto Malta;
- restauração dos 23 álbuns da coleção de imagens do RJ, de Augusto Malta;
- digitalização de 20.000 títulos de partituras da Rádio Nacional e da coleção Almirante;
- editoração de 114 partituras manuscritas para orquestra;
- lançamento do Catálogo de Partituras do MIS;
- digitalização em CD de 5.000 acetatos raros da Rádio Nacional;
- recuperação e digitalização das 122 fitas de rolo do Arquivo Jacob do Bandolim, acervo musical histórico, que há 35 anos aguardava esse tratamento.

Nesse sentido, o Instituto Jacob do Bandolim acredita que a divulgação da notícia do afastamento do Maestro Edino Krieger da direção do MIS não passa de infeliz equívoco que será revertido em curto prazo, em favor da preservação da cultura carioca.


Assinado

Diretoria Executiva do IJB
Christiane de Assis Pacheco
1 de Maio de 2006 #

Prezados leitores, tenho acompanhado isso tudo aí e humildemente posto minha reflexão sobre o fato.

O grande problema dessa discussão é que estão querendo criar uma clima maniqueísta nessa estória.

É inaceitável a maneira deselegante como o Maestro Edno Krieger foi demitido, pois NINGUÉM merece um tratamento desses. Isto só mostra o despreparo total desse Secretário de Cultura e como nós estamos mal servidos pelo casal "greve de fome" Garotinho.

Falar de seus feitos na administração do Museu não vem ao caso, pois mesmo um administrador medíocre mereceria ser exonerado com o devido respeito.

Quanto a "inteligentíssima" sra. Zilmar Basílio, gostaria de ressaltar que, na tentativa de defender a - provavelmente sua amiga presidente do MIS - a senhora mencionou que ela já ocupava a diretoria técnica do Museu na gestão do Maestro. Então isso só mostra que além da deselegância sofrida por Edino, ela também foi vítima de um "golpe", se levarmos em consideração o qão bizarro deve ter sido para ele saber que, além da deselegância seria substituído por um colaborador...provavelmente ven DAÍ a origem da tal deselegância, talvez do constragimento em informá-lo de que na verdade ele estava sendo traído.

Além do mais, sra Zilmar, não baixe o nível utilizando desse subterfúgio que a senhora insinuou que me resrvo a nem repetir.

Quanto a capacitação da atual presidente, ninguém questiona. O que se questiona é que, capacitada ou não, ele parece não ter a mínima vergonha de "faturar" em nome do "avô", já que frequentemente é vista em programas e eventos EM FUNÇÃO DISSO, e não por causa de seus feitos profissionais.

Mas ela tem oito meses pra provar ao contrário.

No mais, tudo vem e tudo vai.
Fabiano
1 de Maio de 2006 #

GREVE DE FOME DO BOLINHA ??????
NOSSA FOME É DE CAPACIDADE, COMPETÊNCIA E MAIS RESPEITO À CULTURA.


Esta greve de fome do ex-governador Bolinha dá vontade de rir. Logo após a nomeação de Noca da Portela para a Secretaria de Cultura e a destituição do Maestro Edino Krieger do Museu da Imagem e do Som, por sua esposa, o sr. Anthony Bolinha vem com mais essa bobagem “marketeira” que na sua curta capacidade lhe beneficiaria, mas o tiro está saindo pela culatra. Nunca um político fez um papel tão ridículo como nesta greve de inteligência do seu Bolinha.
A última medida de sua esposa, Ms. Pink (não a do Caco, mas do sapo bola) foi um acinte à cultura do Rio de Janeiro. Ms. Pink através de seu recém empossado Secretário de Cultura Noca da Portela interrompeu um trabalho primoroso que vinha sendo executado no já combalido Museu da Imagem e do Som. Este texto é um apelo para tentar reverter este quadro, não apenas no âmbito da presidência, mas aproveitar o fato para iniciar um movimento para dissociar museus da maior importância como o MIS, das garras de imbecis como Bolinha e Ms. Pink, e de novos imbecis que às vezes o sufrágio universal nos vitima.
Infelizmente o MIS está ligado ao Governo do Estado. Falo com total liberdade, pois não faço parte de seus quadros, mas vi o problema de perto, quando no ano passado convidado por uma empresa de renome do Áudio no Brasil, recuperei mais da metade do acervo da Rádio Nacional dos anos 40 e 50. O MIS não consegue crescer, mesmo com um acervo que bem utilizado traria sustento não apenas para a instituição, como até lucro para implementar novos projetos. O MIS vem sendo recuperado com verba da Petrobrás, não apenas em sua parte arquitetônica, mas em seu acervo, que guarda preciosidades da cultura e da história brasileira. Por estar ligado aos governos que se sucedem, preciosidades como o acervo da Rádio Nacional se perderam em mais de 30%. Espaço sem climatização, estantes deficientes danificaram registros importantes que seriam muito úteis até para populistas dementes como este casal, como discursos de Getúlio Vargas e outros políticos. Ao ter acesso a este material, dediquei-me além de minhas possibilidades, deixando minha loja até fechada e me prejudicando pessoalmente. Me orgulho de ter recuperado pelo menos 400 acetatos que estariam totalmente perdidos em outras mãos. Muitos dos programas tocaram pela última vez, em seu derradeiro suspiro. Entretanto pelo menos 20 % deste acervo estava irremediavelmente perdido, fruto da irresponsabilidade de governos estaduais que se sucederam.
Os funcionários do MIS, assim como sua competente presidência de então agüentaram poeira durante um ano e meio das obras de recuperação da sede. Não podiam imaginar que estavam construindo uma obra para ser usufruto do apadrinhamento e de mais incompetência. Sou terminantemente contrário a esta mudança, dando a presidência do MIS à neta do Cartola, apesar de não conhecê-la, pois entendo que carga genética não é curriculum de ninguém. Afinal, não acho que as netas de Garrincha ou o filho preso de Pelé seriam bons administradores da CBF. Esta nomeação representa uma interrupção em um trabalho que pode prejudicar ainda mais seu acervo.

Para conhecer melhor os personagens desta comédia vou contar 2 historinhas :

BOLINHA – Anthony Matheus era radialista em Campos. Seu estilo era muito parecido com o do famoso radialista José Carlos Araújo, o verdadeiro Garotinho. Ao vir para o Rio, foi estagiário do Garotinho verdadeiro. Ao levantar vôo, começou a usar o apelido de José Carlos Araújo, não se importando com o conflito de imagem. Não satisfeito com o roubo de nome, processou José Carlos Araújo para que ele fosse impedido de usar o nome Garotinho, sua marca pessoal. Para evitar problemas, os advogados de JCA orientaram que um acordo limitaria o uso do apelido de Garotinho feito por Anthony Bolinha não o permitindo de usa-lo no rádio, ou como profissional de imprensa. Este relato foi feito por JCA em uma entrevista a Jô Soares, há uns 2 ou 3 anos. Isto dá uma boa medida do caráter de Anthony Bolinha.

NOQUINHA – Em 98, o cantor e compositor brega Antônio José, investiu pesado em um estúdio, criando uma gravadora, a Bahamas Songs, para gravar só brega e popular. Registrou artistas então sem gravadora como Odair José, Bartô Galeno, e até Sebastião Tapajós e Noca da Portela. Fora os dois últimos, o trabalho artístico de qualidade duvidosa da gravadora, não depunha contra a honestidade e principalmente o idealismo de uma pessoa que veio do povo como Noca e acreditou em seu objetivo. Andando pelo Planetário da Gávea vi um CD do Noca da Portela desta gravadora no quiosque de um livreiro que ali trabalhava. Fiquei primeiramente feliz com o fato, por ter um CD independente de samba naquele lugar, em seguida estupefato ao notar que o CD era uma cópia grosseira, um CD-R, e depois indignado ao saber que era o próprio Noca que distribuía a cópia. É o primeiro caso de auto-pirataria de que tenho notícia. Em vez de comprar a produção da gravadora, de um cara que tinha a mesma origem que ele, preferiu copiar e vender um produto inferior. Por problemas administrativos e casos como este, a gravadora foi a falência em um ano.

O meio cultural tem que se manifestar. Não podemos continuar a perder nossa memória. A cultura é o embrião de grandes revoluções e em contrapartida de grandes tragédias também. Não esqueçamos o poder da contra-cultura na derrocada dos EUA na guerra do Vietnã, ou em contrapartida das exposições de arte degenerada feitas por Hitler na Alemanha nazista. O país que tem uma cultura bem cuidada é um país forte. Rezo para que algum sambista convença Noca que ele está sendo usado e fazendo um triste papel, se juntando a gente que não tem a mínima consideração pelo samba, pois afinal o quer eles gostam mesmo é de música americana com letra em português falando Jesus, Jesus, Jesus, como se eles soubessem o que este homem realmente representou. Este por exemplo é outro perigo que o país corre com o avanço do poder cultural estrangeiro travestido de crença religiosa, com um tipo de música que nada tem a ver com o Brasil, e que infestou as rádios do Brasil. Todos fazem parte do mesmo grupo as gravadoras crentes que estão abafando, Bolinha, Ms. Pink, e os vendilhões do templo deste milênio.

PROTESTO

PELO EXÍLIO POLÍTICO DEFINITIVO DESTE CASAL DE IMBECIS

PELA READMISSÃO IMEDIATA DE EDINO KRIEGER NO MIS

PELA INDEPENDÊNCIA DO MIS NA GERAÇÃO DE SEUS RECURSOS

Sérgio Lima Nascimento
Sérgio Lima Nascimento
2 de Maio de 2006 #

Eu também venho repudiar a forma grosseira com que o Maestro Edino Krieger foi demitido pelo jornal, isso não pode ser feito por uma pessoa que também é músico.

No mais, o tempo dirá se a substituição foi política ou não, espero que não. Por que o MIS está acima de qualquer pessoa, ele representa toda a cultura, da popular à Erudita, e torço para que o trabalho excelente do Maestro tenha continuidade.
Nano Ribeiro
2 de Maio de 2006 #

Estranho, mas não temos a menor idéia de como trabalha um secretário de cultura do estado do Rio de Janeiro. Para mim, é novidade saber que tínhamos um. Para o interior, secretário de cultura do Rio de Janeiro é piada de mal gosto, portanto, quem vai sair, quem vai entrar, quem já foi ou quem nunca foi, quem não foi muito, nunca fez a menor diferença. Repito, tudo isso para o interior é piada. O que existe no interior, é uma massa enorme de contribuintes, completamente exilados de uma discussão sobre gestão pública de cultura na esfera estadual.
Carlos Henrique Machado
2 de Maio de 2006 #

Seu Edu Krieger,
lamento frustrar o ilustre germanófilo, mas de todo não vou querer Krieg com kriegers.Vejam só como a atitude preconceituosa é atávica e contagiosa.Vinte e tantos anos depois, o ilustre rebento, a exemplo do edificante (ou eduficante) pai, sem conhecer o meu programa, sai-se com essa de que o meu programa devia ser mesmo uma porcaria."Devia ser", não é, seu isento e imparcial analista? Pois eu faço um desafio público a você e a qualquer leitor deste espaço que de fato aprecie e se dedique à nossa verdadeira música popular que sintonize a Educativa FM de Curitiba, aos sábados às 18 horas, ou aos domingos no mesmo horário, e procurem conhecer um programa que já está há mais de seis anos no ar, sempre cotado entre os melhores desta conceituada emissora, na opinião dos ouvintes de Curitiba, colegas e autoridades da emissora.Uma regra elementar de convivência social para se criticar alguma coisa é primeiro conhecer a coisa a ser criticada e depois enunciar a sua posição. Parabéns a ambos os Kriegers pela confirmação de seus preconceitos elitistas, quase um quarto de século depois, e parabéns ao povo do Rio de Janeiro que se viu livre de um autêntico "highbrow" desta estirpe que melhor faria se tratasse de dar sequência a uma obra musical sem dúvida relevante na História de nossa Música, tout court, e não ficasse badalando, se exibindo e pontificando em áreas musicais a que não pertence.Em tempo: a sistemática ou a ética da demissão do sr.Krieger é outro aspecto que estou muito longe de defender. Quis apenas dar um testemunho de uma experiência pessoal que deve servir,quando menos, para que se avalie melhor se uma pessoa preconceituosa assim, e de formação dita erudita, está qualificada para se envolver com um órgão público que lida com todas as modalidades musicais.Além do mais, se o maestro é tão qualificado assim em Música Popular já devia saber de antemão que "o pau comeu na casa de Noca, o pau comeu".
O site da Educativa é www.pr.gov.br/rtve
Ruy Maurício de Lima e Silva Neto
7 de Maio de 2006 #

Tá certo, seu Ruy Maurício. O senhor dizer que eu e meu pai somos preconceituosos em relação à cultura popular é patético demais para ser levado a sério. Não vou mais dar-lhe atenção neste debate. Caso queira falar comigo, encontre-me na Lapa, tradicional bairro carioca, onde, como já disse anteriormente, toco toda semana em meu violão de sete cordas: samba, choro e forró. Bem popular, não? Sei que poderá ter gente que gosta ou não de minha música, bem como da belíssima obra de meu pai. Mas não combina com nosso temperamente desafiar publicamente ninguém a ouví-las, como o senhor fez, arrogantemente, em relação a seu programa. A propósito, o senhor demonstrou tanta confiança na qualidade de seu programa que dei-me ao trabalho de ouví-lo neste sábado. "Retratos da MPB". Desculpe, seu Ruy, mas é bem ruinzinho. A seleção do repertório é boa, pois a MPB é muito rica, mas o programa não flui. Não prende a atenção. O texto é precário, a ordem das músicas não forma um gráfico que prenda a atenção. Mas eu já imaginava, só pela sua postura arrogante e equivocada. Tudo bem, valeu seu esforço, seu Ruy. Continue tentando. Eu vou continuar minha batalha em prol da valorização da boa música, seja ela popular, erudita, de massa, de câmara... sem preconceito, como meu pai, Edino, me ensinou.
Forte abraço!
edu Krieger
7 de Maio de 2006 #

Sensatez.

Agora parece que está explicado. Descobrimos através do Jornal "O Globo", que o Sr. Tim Rescala, um dos baluartes da cultura brasileira, e que escreveu lá em cima que "Todos sabemos que a Cultura, em nosso país, além de desprezada pelo Estado, é usada como moeda política", responsável pelo espaço Baden Powel, tem como assessora uma Krieger.
Alexandre Ribeiro de Carvalho
8 de Maio de 2006 #

Essa discussão é o retrato do Brasil. Canalhice, falta de ética, mediocridade, ignorância, estamos condenados a morte com os políticos que temos. E ainda vão manchar mais ainda a imagem do sambista com atitudes idiotas como essa.
João Carlos Braga
8 de Maio de 2006 #

Nunca vi tanta asneira como as de cima! O que é isso, sr. Rui? Utilizando um site de samba para fazer propaganda de seu programa em Curitiba? Como era mesmo o nome de seu programa aqui na Rádio MEC? Talvez alguém ainda deva lembrar dele. Quanta inveja de um homem como o compositor Edino Krieger que nunca se meteu com ninguém em tantos anos de vida pública. Os trabalhos que ele deixou como homem público, só para citar alguns, a fundação da Orquestra Sinfônica da Rádio MEC, as Bienais de Música Brasileira Contemporânea, um dos fundadores do conselho do Museu da Imagem e do Som quando este foi criado e teve como seu Presidente o Ricardo Cravo Albim e etc. etc. etc. e sua obra artística estão realmente muito acima de seu modesto programinha na rádio de Curitiba.E a D. Fátima, hein, parece que "conhece" bem os meandros do MIS já que fala em perseguições anteriores ou será que as perseguições começarão agora? O tempo dirá. O pobre Noca entrou de gaito na história, mas vê-se que está deslumbrado pelo cargo. E pelo amor de Deus, o que é isso de Geraldo Carneiro e D. Zilmar, que nem parece que sofreu uma dor tão forte de modo tão injusto e se colocar assim contra quem nunca lhe fez um mal, escreverem e-mails com endereços de outrem. Meu Deus, e "descobrirem" que o Tim Rescala, um baluarte da cultura brasileira, tem uma assessora Krieger. Que grande descoberta, anunciada na imprensa já há quase dois anos!
Depois querem que o país tenha jeito. Se misturam tudo, a falta de ética com tudo o que já foi escrito, então não tem jeito mesmo. Olha como seria bonito, o Noca chamar o Edino e dizer, Edino preciso do seu cargo é uma injunção política, tal e coisa, coisa e tal, pronto, Edino saía, passava o cargo para sua sucessora que já estava lá mesmo, como foi divulgado, e pronto, não ficava mais bonito???? O Noca começava bem, o Edino saía melhor ainda, e a cultura do nosso Estado se mostrava melhor do que nossos governantes.
Reflitam um pouquinho, antes de dizerem tanta bobice. Afinal todo mundo que escreve aqui, já é um pouco crescidinho...
Osvaldo silva e souza
9 de Maio de 2006 #

Boa noite.

Hesitei um pouco em escrever, mas falaram do fato de "uma Krieger" ter pedido a Tim Rescala que escrevesse sobre o maestro, o que é que isso tem de mais?

Um abraço,

Jorge Kaufmann

Ps: tenho sobrenome alemão mas descendo orgulhosamente de negors, índios, portugueses, turcos e austríacos, antes que me acusem aqui de pangermanismo.
Jorge Kaufmann
10 de Maio de 2006 #

É por essas e outras que é urgente a necessidade de um grupo Terrorista no Brasil !!! Seria tão bom um grupo nos moldes do Hamas aqui no Rio !!!! Não ia faltar trabalho
Alex Porto
18 de Maio de 2006 #

Então, tá. Valeu àqueles que entenderam todas as celeumas!!!!
Fatima Menezes-Advogada
20 de Maio de 2006 #

Pela direção do MIS já passaram pessoas respeitáveis como Haroldo Costa, na Vice-Presidência, Paulo Moura, Jorge Roberto Martins. Todos profissinais de renome, todos afro-descendentes, e só hoje, após ler toda essa baixaria escrita, me dei conta de que é inacreditável o rumo que esta discussão tomou. E o outro aí vem falar de grupos terroristas...
Bem, com o Governo Estadual que temos, não poderíamos esperar que na cultura, área tradicionalmente menos prestigiada, a coisa pudesse estar diferente.
Que Deus nos ajude!!!
Artur Clemente
23 de Maio de 2006 #

Como estudante, pesquisadora do "movimento Musica Viva" do qual fez pearte Edino Krieger, lamento demais o ocorrido. Definitivamente um desrespeito que preocupa todos os pesquisadores da música, posto que a atenção aos acervos nos é muito cara e perder um grande incentivador disto é triste. Eu resisto sempre que posso, mas é dificil digerir a forma como a cultura popular é avaliada e tratada pelos que mais se auto-proclamam representantes dela mesma. E, o crédito e confiança de que precisamos para investir na pesquisa e divulgação cultural?? Para onde vai, ou melhor, onde está, agora tudo isso???
É... o samba tropeçou na passada de perna...
Uma pena. Mas, que tudo dê certo! Ao trabalho!
PS: Fora isso, comentar que esse Ruy não bate bem da cabeça é inevitável!!
Martha Myrrha
23 de Agosto de 2006 #

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