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Leilão de discos Mangueira, Sambas de Terreiro e Outros Sambas |
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Já noticiamos aqui o disco que a prefeitura do Rio produziu com sambas de terreiro da Mangueira. É um disco duplo com 59 músicas! A produção é de Hermínio Bello de Carvalho. Os dois CDs vêm dentro de um libreto que conta um pouco da história da Estação Primeira e tem 28 pequenas biografias de mangueirenses ilustres (de Cartola a Xangô, de Geraldo Pereira a Padeirinho).
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Comentários dos leitoresO jornal Estado de São Paulo publicou um artigo falando deste disco. O nome do artigo é CD resgata preciosidades da Mangueira. Nele se fala mais detalhes dos discos.
O preço dos discos no leilão está subindo, Confira! Desejei fazer um lance,mas como sou analfabeto em computação não acertei como fazer. A ajuda do Yahoo vem em inglês.Não entendi lufas. Como tinha uma secção em portugues pergunte a a quem está fazendo o leilão eu mandei dizer na pergunta que estou disposto a pagar R$ 150,00 pelo disco, mandei o endereço e fone.aguardo resposta.Acho que o disco vale a pena os 150 surreais.
Sinceramente, não me pareceu uma boa saída a idéia do leilão. Primeiro, que esse negócio de leilão para mim sempre soou como uma das formas mais privilegiadas de império do poder econômico. Vale dizer, fica com o objeto leiloado quem pode pagar mais, independetemente do valor da cosia em si, quando a lógica normal deveria ser que se pague sempre o preço justo por qualquer coisa. Esse disco, para mim, não é só raridade e curiosidade. É praticamente necessidade, como material de pesquisa e referência musicográfica. Mas eu não sou rico, tenho família pra sustentar e sei quanto me custa ganhar o tal do dinheiro. Acho simplesmente inconcebível pagar 130 paus por um disco, principalmente quando sei que esse absurdo se deve à estultice dos nossos "dirigentes" culturais. Tudo bem, 59 músicas equivalem a uns 3 ou 4 CD's, 60 ou 70 reais estava muito bem pago. Pode-se ver a coisa por outro lado: é justo quem quer que seja ( e eu conheço a pessoa em questão que comigo sempre foi muito correta e legal ) levar 600 ou 700 paus em cima de cinco discos, seja qual for a forma pela qual se teve acesso a eles?
"Nosso" site é um bastião da resistência cultural, além de ser um espaço super democrático, disposto a acolher a opinião de qualquer um, doa a quem doer. Acho que seria melhor, por exemplo, fazer-se como sempre: as pessoas se inscrevem e promove-se um sorteio para obter-se o direito de preferência na aquisição dos discos, com um determinado prazo para o exercício dessa preferência. Esgotado o prazo, a preferência passa para o próximo da lista. Aí se estabeleceria um preço justo para quem está vendendo e para quem está comprando, além das pessoas que se inscreverem poderem saber de antemão o preço cobrado. Não lhes parece mais democrático? Caro Paulo,
Lembro-me que conversamos na Cobal, logo após o show do Wilson Moreira (eu e alguns amigos saímos de São Paulo e fomos ao Rio só pelo show), e Vc me disse que a idéia era leiloar os discos e reverter o dinheiro arrecadado para os músicos da Velha Guarda da Mangueira. Espero que Vc tenha meios para fazer (ou controlar que o façam) com que esse dinheiro realmente suba o morro. Acho que R$ 150,00 é uma exorbitância e digo a todos os pesquisadores, musicólogos e amantes do samba autêntico que cópias piratas (de ótima qualidade) já estão circulando por São Paulo. A sua idéia do leilão foi ótima, parabéns pela iniciativa mas cuide para que o dinheiro chegue até aqueles que o merecem e precisam dele. Um abraço! Gian Se a idéia é reverter o dinheiro para a VGM, a coisa muda de figura, retiro o que escrevi acima. Porém, em nenhum momento isso foi mencionado aqui no site. Acho que o Paulo deveria pronunciar-se a respeito.
A simples existência desse leilão é um absurdo. É claro que haveria um forte interesse em adquirir o CD e os produtores do disco sabiam disso muito bem, porque são do meio. O mais correto seria fazer uma edição extra que pudesse chegar ao mercado e ter sua renda de venda revertida para a Velha Guarda, caso fosse essa a nobre intenção. Mas o que se vê é quase um contrabando de exemplares obtidos sabe-se lá de que forma e um leilão suspeitíssimo pela Internet. Se esse CD, que é mesmo uma obra-prima, estivesse colocado no mercado para que todos pudessem comprar, não só o destino da renda seria mais transparente como também a arte da Velha Guarda seria mais difundida.
O leilão acabou. Os CDs saíram ao absurdo preço de R$155. Ai! Eu nunca pagaria isto por um CD duplo, por mais raridade que fosse. A idéia do leilão surgiu com dois objetivos. O primeiro, dar condições a leitores da Agenda de adquirirem os discos. O segundo era criar um fato político. Mostrar como existe um mercado para estes discos. Como há pessoas dispostas a pagar tão caro (não imaginei que seria tanto) por apenas dois discos. Um disco que não é lançado comercialmente, pois aparentemente não há mercado.
A prefeitura do Rio bancou o lançamento deste disco. Infelizmente não se dispôs a bancar o pagamento dos direitos como explica a carta do prefeito que colocamos como comentário da notícia original. Claro que eu acho que a prefeitura gastaria seu dinheiro muito melhor bancando os direitos do que patrocinando torneios de giugitisso, mas só lançar este disco já é louvável. Vejam que a prefeitura promete disponibilizar os fonogramas para interessados em lançar o disco comercialmente. O principal culpado deste disco não estar no mercado, é o cartel das editoras/gravadoras que deturpam o conceito de direitos autorais para controlar o mercado e reduzir a concorrência. Falamos rapidamente disto ao noticiar o lançamento do site da Eldorado, que se aproveita disto para atuar como distribuidora. As editoras cobram pequenas fortunas de quem quiser lançar um disco e não faça parte de seu cartel. Por causa deste cartel, até hoje não vimos o disco Jacob do Bandolim produzido pelo MIS, o disco do Walter Alfaiate demorou mais de um ano para sair (noticiamos de antes de março de 88 a a março de 99), e várias pequenas gravadoras têm que se sujeitar à péssima distribuição da Eldorado. A única maneira justa de vender os discos é colocá-los à venda normalmente. Leilão ou sorteio serão sempre injustos. Esta caça ao tesouro é uma palhaçada. Como está lá na notícia original para quem quiser ler, vários exemplares foram distribuídos aos músicos a título de direitos autorais. Quem consegue exemplares, normalmente o faz diretamente com os músicos. O Luizinho diz que conseguiu seus exemplares com músicos e que dará uma parte do que ganhou a eles. Claro que não tenho como comprovar isto. Minha (não muito grande) expectativa é que este leilão tenha alguma repercussão. Será que conseguiremos ver este CD nas lojas? Alguma novidade sobre estes cds? Será que eles serão lançados comercialmente um dia?
Gostaria de saber se alguem que os possui estaria disposto a vender por um preço razoável cópias em cd ou cassete de boa qualidade. Gostaria de saber o mesmo que o Guilherme: se alguém que tem esses discos poderia gravá-los (de preferência em CD). Pagaria o preço justo.
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