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Mais vivo do que nunca, Moreira da Silva faz show na Barra |
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Durante sua carreira ele superou bandidos do velho oeste, espiões inimigos e até mesmo o Demônio em pessoa. Para deleite de nós, seus fãs, Kid Morengueira acaba de dar um drible em seu, até então, mais terrível adversário: uma articulista da Folha de São Paulo. Apesar do esforço de Walnice Nogueira Galvão que tentou matá-lo em um artigo, Moreira da Silva se apresenta com o show "Quase 100" neste sábado, 15 de abril, às 23h na Casa de Cultura da Estácio de Sá. A casa fica na Av. Érico Veríssimo, 359 - Barra da Tijuca. Tel: 494-1023. Ingressos a R$15.
Voltar para Manchetes de Abril de 2000
Comentários dos leitoresNa Folha de São Paulo do dia 2 de abril de 2000, Walnice Nogueira Galvão escreveu o artigo "Veteranos, Virtuoses e Valorosos" sobre o ótimo filme do Win Wenders sobre a Velha Guarda Cubana. No artigo, compara músicos brasileiros e cubanos e escreve a seguinte frase (grifo meu):
Até há pouco ainda estavam vivos artistas impecáveis, com perfis carismáticos, como Pixinguinha, Nelson Cavaquinho, Cartola, Clementina de Jesus, Moreira da Silva, Carlos Cachaça, para só falar dos mais recentes. Segundo o próprio Morengueira afirmou pela vida afora, ele tinha "Habeas Corpus" preventivo até o ano 2000. Tomara que prorroguem a validade "sine die".
Agora, amigos, não esperem grande coisa do show em si, musicalmente falando. Vale muito mais como homenagem merecidíssima à figura legendária e grande intérprete que é Moreira da Silva. Assisti um show dele já faz uns cinco anos e o homem já esquecia a maior parte das letras, mais enrolava do que qualquer outra coisa. Bem ao estilo da velha malandragem. De qualquer forma, a oportunidade é histórica. Mais uma coisinha. A nossa prima aí de cima, além de matar indevidamente o velho Moreira, ainda fez um belo balaio de gatos. "Até pouco ainda estavam vivos" gente como Pixinguinha ( morto há 27 anos ), Cartola, Nelson e Clementina ( mortos há uns vinte ) e Carlos Cachaça ( morto no ano passado ). Aliás é sempre assim, quando se fala de sambista não se tem a menor preocupação em se checar dados, com exatidãao da notícia. Ano passado o Estadão matou Jair do Cavaquinho. A revista Palavra, numa reportagem de capa com um monte de confete, simplesmente trocou o nome do Monarco de Hildemar para Hildebrando Diniz. E por aí vai.
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