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Brasileirinho, a alma do choro em filme |
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O interessante da abordagem do filme é que mostra as mais diferentes facetas do choro. Vê-se a diversidade de estilos, de líricas valsas à sacolejante gafieira. Uma música do instrumentista dedicado e virtuoso, mas que mantém a informalidade das reuniões de amigos das rodas. Está lá o prazer de os músícos tocarem juntos, todos em comunhão. Encontros onde o virtuosismo não ofusca o aspecto coletivo, em que o solista tem que saber tocar com o resto do grupo. Mostra-se a reverência pela tradição e por mestres como Pixinguinha, Paulo Moura e Joel Nascimento, e também a renovação com a nova geração que desponta. Vemos uma música nacional, interpretada por artistas cariocas, baianos, gaúchos e brasilienses. O choro dançante que está sendo recuperado pelas novas gerações, com a garotada saindo de noite para dançar música instrumental. O choro aparece como a grande escola dos instrumentistas brasileiras, influenciando todos nossos principais músicos, de Villa-Lobos a Tom Jobim. O filme não chega a ter muita história. É um bem costurado passeio pelo mundo do choro e por lugares bacanas do Rio de Janeiro. O Trio Madeira Brasil é o anfitrião. Eles estão organizando um grande encontro de chorões para comemorar o Dia do Choro no Teatro Municipal de Niterói. Depoimentos pontuam o filme recheado de maravilhosas cenas musicais. É divertido ver o Joel Nascimento no Instituto Médico Legal relembrando o tempo que trabalhou lá, Marcello Gonçalves e Yamandú Costa se encontrando na manicure, a conversa dos pandeiristas Jorginho do Pandeiro, Marcos Suzano e Celsinho Silva, a garotada nas aulas da Escola Portátil de Música, Jorginho relembrando a primeira vez que tocou profissionalmente e a sincera admiração do jovem trombonista Everson Moraes por Zé da Velha. Em alguns momentos, especialmente quando entra a narração, chega a ser didático. Tá certo que algumas das cenas são improváveis demais, como a roda de choro em pleno Centro do Rio, na praça em frente ao Real Gabinete Português de Leitura, com maquiados dançarinos evoluindo por trás. O pessoal já está brincando dizendo que este é um "documentira". Todas as cenas foram armadas especialmente para o filme, nada aconteceu ao acaso. Fazendo a inevitável comparação com o mais conhecido filme de "música-exótica-e-quente-de-país-sub-desenvolvido", o Buena Vista Social Club, não há nenhuma mentira cabeluda como a de que o Ry Cooder descobriu grandes músicos abandonados e os reuniu para gravar. Talvez uma classificação melhor para o filme fosse simplesmente de "musical". A música foi toda interpretada ao vivo, sem truques nem estúdio. Isto é o mais importante de tudo, a música é verdadeira. Belas cenas musicais desfilam pelo filme. O Trio Madeira Brasil, formado por Ronaldo do Bandolim, o violonista Zé Paulo Becker e o sete cordas Marcelo Gonçalves, abre tocando Santa Morena (Jacob do Bandolim). Yamandú Costa toca João Pernambuco e Ernesto Nazareth. Zezé Gonzaga interpreta Falando de Amor (Tom Jobim). Teresa Cristina e Pedro Miranda na Comuna do Semente cantam Calo de Estimação (Zé da Zilda e Zé Tadeu). Guinga toca e canta sua Senhorinha. Zé da Velha e Silvério Pontes fazem ventar com O Bom Filho à Casa Torna (Bonfiglio de Oliveira). Carlinhos Leite toca Dilermando Reis com Yamandú, que depois toca Carinhoso (Pixinguinha e João de Barro) acompanhado do coro da platéia. Paulo Moura com uma super banda bota a Estudantina para dançar. Os baianos Edson 7 Cordas, Fred Dantas (trombone) e Joatan Nascimento (trompete) quebram tudo no Centro do Rio. Ainda passam pelo filme Joel Nascimento, Mauricio Carrilho, Hamilton de Holanda, Henrique Cazes, os Garotos de Cordeiro, Ademilde Fonseca, Luciana Rabello, Alexandre Maionese, Rogerinho 7 Cordas, Camunguelo e muitos outros. Tudo com um som de primeiríssima qualidade e gravado ao vivo. A direção musical ficou por conta de Marcello Gonçalves, do Trio Madeira. O filme já começou sua carreira internacional. Estreou numa mostra do Festival de Berlim e lotou as quatro sessões, com gente sentada até nas escadas. Dentre os 4.000 filmes do festival, agradou tanto ao público que foi um dos seis selecionados para ser reexibido no final. O filme já foi vendido para quase 20 países, dentre eles França, Itália, Alemanha e Espanha. Quanto ao Brasil, infelizmente por enquanto não há previsão de exibição Estou doido mesmo é para que um dia saia em DVD, afinal foram filmadas mais de 50 horas e o filme mostra apenas 90 minutos. Tomara que façam um DVD triplo! A carreira internacional explica-se por ser produção da Finlândia, Suíça e Brasil. A história de como resolveram fazer o filme é engraçada. Após 10 anos passando mais tempo no Brasil que na Finlândia, o diretor Mika Kaurismäki fez um roadie-movie de música brasileira intitulado Moro no Brasil. Durante um debate após a apresentação do fime na Suíça, um sujeito da platéia perguntou porque não tinha choro no filme. Mika respondeu que o Brasil tinha tantos estilos musicais que não dava para incluir todos em um só filme, e que o choro mereceria um filme exclusivo que pretendia fazer um dia. Então o sujeito, o suíço Marcos Forster, se ofereceu para produzir o filme, coisa que nunca havia feito antes. Este lado internacional, junto à alta qualidade musical, fará com que muita gente, aqui e lá fora, tome contato com nosso som pela primeira vez. E o que não falta são jovens bons músicos surgindo para atender à nova demanda. É a hora de aproveitar enquanto a turma do filme não está ganhando em euros e dá para assistí-los por aqui pagando couverts baratinhos. Abrindo novos mercados, Brasileirinho tem tudo para se tornar um marco na história do choro.
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Comentários dos leitoresViva o choro e as boas ideias para divulga-lo... O choro mais vivo do que nunca... Parabens pelo filme e parabens a todos os musicos...
Tá certo que faltou muita gente no filme, mas é impossível colocar todos, certo!? Eu achei fantástico o filme, espero que quando o assista eu continue com a mesma impressão.
Desculpem, eu vi em alguns lugares na Internet dizendo que o filme seria exibido em alguns festivais do Brasil. O produtor me escreveu e disse que isto não era verdade.
Aproveito para dar mais algumas referências. Tem esta crítica de um sítio português, uma entrevista com o diretor (PDF) em inglês e alemão, uma reportagem do Jornal do Brasil sobre a exibição em Berlim. Fiquei super feliz com a realizacao desse documentario. Sei que e extremamente complicado abracar a todos, mas sempre vale lembrar que muita gente foi esquecida, muitas referencias do chora brasileiro nao foram lembradas. Mas os que la estao, ja mostram o que e o nosso CHORO.
QUE BOM QUE SE LEMBRARAM, NESTE FILME, DO MARAVILHOSO TROMBONISTA DE SALVADOR-BAHIA FRED DANTAS QUE EU CONHEÇO DE PERTO. GENIAL!!!
ABRAÇO DO SAXOFONISTA/CLARINETISTA CHORÃO, URBANO MEDEIROS Fico muito feliz ao ver um movimento em filme, com esta pleiade de artistas valorizando o choro, o músico brasileiro e por que não dizer uma mostra de sentimento nacionalista do que há de mais puro em termos de música popular brasileira
Bom.... que bom que as pessoas gostaram do filme...
que muitas pessoas amam choro... e se importam com a cultura do nosso País!!! beijoss!!! Em Macaé estamos esperando com ansiedade o lançamento do filme que irá mostrar as grandes feras do choro e pessoas que estão iniciando e são grandes artistas como "Os Matutos" chamados de meninos de Cordeiro. Só faltou o Jean da flauta que é um senhor instrumentista... talvez no próximo!
Olá:
[Este comentário foi postado por mim em 25 de março de 2005. Apaguei-o sem querer] Confesso que fiquei um pouco "de pé atrás" com o filme a partir do que Paulo (sempre muito pertinente e equilibrado em suas colocações) escreveu. Fui ao sítio oficial e a primeira coisa que encontro escrita é: "Choro is Brazilian jazz, many people say". Embora seja um tremendo anacronismo, recheado de aculturação anglo-saxã, tenho de admitir: eles têm razão. Até Sivuca falou. Ouvi-o dizer em uma entrevista certa vez: "o choro é jazzístico..." Agora, filme sobre chorinho feito por finlandês... Vou ter de lutar contra os meus preconceitos para me dispor a assistir. Tomara que consiga. Interessantíssima esta referência sobre o Brasileirinho. Precisamos ser mais brasileirinhos com as nossas raízes culturais. Parabéns.
fico muito feliz com um trabalho lindo como este,e são coisas assim que faz o caracão do nosso povo grita, eu tenho orgulho de ser brasileiro.
O BRASILEIRINHO E UMA OBRA PRIMA, E QUANDO TEM PESSOAS QUE LUTA PARA VER UM TRABALHO COMO ESTE TÃO BONITO,REALIZADO CHEGA A MEIXER COM OS NOSSO SEMTIMENTO E TAMBEM COM A CULTURA E RAIZES DO NOSSO POVO. PARABÉNS.
Como faço para fazer a aquisição deste DVD, aqui um Roraima as coisas chegam com muita dificuldade ou depois de algum tempo já lançado nacionalmente.
Aguardamos as respostas. Marco Aurélio Bacana , vi o filme Morro no Brasil
com Repentistas , Antonio Nobrega , Seu Jorge esse cara e um grande ! Viva Mika Kaurismäki !!!!!!!!!! Sylvain O engraçado dessa história é que o diretor musical tocou no conjunto do Deo Rian e nem teve a gentileza de convidá-lo. E cá pra nós um filme de choro sem falar do Época de Ouro é no mínimo um absurdo !!!! Também com esse amador fazendo a direção Musical só podia dar nisso mesmo !!!!
Pô pessoal, vamos falar sério! O filme é um olhar sobre o choro, não é uma enciclopédia. Não há qualquer obrigação de mostrar todos os bons músicos de choro existentes. Se fosse fazê-lo, cada um tocaria uma só nota e encheríamos os 90min do filme. Criticar o filme porque fulano ou sicrano não aparece é sacanagem.
Teve gente que não entrou no filme porque a agenda não coincidiu, porque cobrou um cachê caro demais (casos de Paulinho da Viola e Hermeto Pascoal), ou que foi filmado mas ficou de fora na seleção das 50h filmadas. Como fã de choro afirmo: não há nenhum músico mais ou menos no filme, ninguém está lá apenas por ser amigo de alguém, só tem fera. Vi o filme, gostei, me emocionei e recomendo a todos. O fato do filme ser feito por um estrangeiro não é bom nem ruim, apenas uma indicação de como o bem subsidiado cinema nacional ignora a arte maior do povo brasileiro, nossa música. Já era para terem feito pelo menos uma dúzia de filmes nacionais em que o choro fosse, no mínimo, a trilha sonora. Só que parece que o único critério para se fazer filmes é usar atores globais. Que papo furado é esse. Você que é dono desse site já devia saber que O Época de Ouro, Deo Rian, Isaias Bueno, Marco de Pinna, jamais cobrariam cachê para participar de uma coisa dessas. Você pode até falar isso para esses caras que visitam teu site que não conhecem nada da choro.
Com presenças e ausências, o importante é não deixar morrer a chama da verdadeira música brasileira.
Enquanto muitos brasileiros estão por aí valorizando as músicas estrageiras, e os lixos comerciaias que estão a todo momento na mídia, devemos ao menos aplaudir em pé a iniciativa dos produtores deste filme, pois sabemos muito bem que esse tipo de documentário aqui em nosso país é pouco valorizado e o retorno financeiro para quem o produz não é considerável tanto quanto deveria.... Parabéns ao diretor que pelo sobrenome tem raiz estrageira e sabe valorizar a cultura brasileira, e ao site samba-choro e nos manter informados dos valores raros que o nosso pa´si ainda produz. eu fico impressionado como um trabalho desse ainda naum foi apresentado aos brasileiros.Existe uma necessidade de um trabalho bem feito de divulgação para que seja acessível a toda e qualquer pessoa que adimira o chorinho.
É uma pena ler críticas a essa iniciativa sob uma ótica bairrista e mesquinha, tipo "este cara não entrou, fulano não foi convidado...". Se não foi, dançou, outros foram e representaram muito bem o cenário do choro, tenho certeza. Agora, o importante mesmo é que esses estrangeiros fizeram pela nossa cultura o que os tubarões das gravadoras no Rio e em São Paulo jamais fariam: pensaram um pouquinho só na cultura e nem tanto no $$$$$$...
Celso, releia meu comentário. Vou reescrever para ver se você entende: por diversos motivos é impossível colocar todo mundo. O filme não é uma seleção dos maiores do choro.
parabens para a garotada de cordeiro por estar mandando muito bem e parabens para NEM DE CORDEIRO.AI MULEQUE TA MANDANDO BEM MAS CUIDADO COM O PAPACURASTEIRO.
Paulo Eduardo,
Pera lá... Acho um pouco contraditória a sua posição, ou melhor, posição não, digo argumentação: por um lado acha um absurdo não haver mais filmes no país sobre o choro, reclamando justamente da exclusão "dessa genuína expressão da música brasileira" da mídia, etc, etc, etc... Por outro lado, não entende como alguém pode criticar o filme pelos que "faltaram". Percebe que é a mesma linha de raciocínio? Se for razoável (como penso mesmo que é) fazer críticas sobre a falta de espaço do choro, é perfeitamente compreensível que se critique a ausência de alguns dos grandes chorões num documentário de choro. Não entro aqui no mérito se fulano ou beltrano deveria ter entrado, mas sim que é um ponto válido. um abraço, "`música-exótica-e-quente-de-país-sub-desenvolvido`, o Buena Vista Social Club..." Por que os comentários nesse site, invariavelmente, resvalam na xenofobia? Por que será?
Pô,gente,tô com o Paulo Eduardo,muito coerente a sua opinião. Criticar porque foi estrangeiro que fez o filme, porque vários chorões ficaram de fora, isso aí não leva a nada.O filme tem defeitos? provavelmente. Ficou muita gente boa de fora? certamente, mas querer perfeição logo num primeiro trabalho desse tipo,principalmente com estrangeiros tomando a iniciativa de exaltar a nossa música, divulgando em outros países o que nem aqui é devidamente divulgado,é querer demais. Quem sabe nossos cineastas não se animam e comecem a fazer algo sobre o gênero?
Super ideia do filme "brasileirinho".Po, logo no Brasil o filme ainda nao chego? Tudo bem eu aguardo anciosa p ver o filme, que deve ser muito bom! Bjoks Marina
Raul Motta, leia de novo o texto e tente captar a ironia da frase "música-exótica-e-quente-de-país-subdesenvolvido". Não tem nada de xenofobia, obviamente está incluindo neste mesmo grupo o samba e o choro, apenas reproduzindo a ótica sob a qual, normalmente, os estrangeiros vêem a música latina/africana.
Ainda nao vi o filme mas ja estou muito grato pela iniciativa dos produtores. Moro no exterior e por aqui a falta de material do choro e muito grande, nao se acha nada por aqui. Este filme com certeza me ajudara a divulgar ainda mais o Choro por aqui (Australia). O mau dos brasileiros e a critica destrutiva, deveriam usa-la em outras areas especialmente a politica corrupta.
Também não gosto da idéia de um finlandês dirigir um filme deste porte, afinal, estamos falando de nossas raízes...infelizmente me parece que o nosso povo está cada vez mais acomodado e, com isso, deixando espaço pra gringo trabalhar e produzir onde nós deveríamos atuar.
O filme é muito bonito, fiquei emocionadíssima em vários momentos, principalmente quando o Zé da Velha e o Silvério Pontes chamam ao palco os meninos de Cordeiro, foi demais!
Eu lamento não haver, por exemplo, nenhum chorão de SP, mas foi selecionado um time e fizeram o filme com esse time, realmente não dá pra mostrar todo mundo e eles não têm essa obrigação. Tomara que sirva de inspiração e exemplo pra que outros patrocinadores/diretores façam registros semelhantes com chorões do país todo, quem sabe. Quero parabenizar toda a equipe responsável pelo filme, eu adorei. Juliano:
No meu comentário, não me referia a um possível olhar do articulista sobre a música cubana, mas sim - e justamente - comentava a "saída", muitas vezes fácil, de desqualificar um olhar (no exemplo, o do diretor do filme "Buena Vista" ) sobre uma determinada manifestação cultural simplesmente por ele ser "estranho"/estrangeiro ao meio que enfoca. Acho isso muito curioso, principalmente vindo de um brasileiro, na medida em que nascemos e vivemos em um país de dimensões continentais como o Brasil, caracterizado por diferenças regionais, em termos de cultura, que muitas vezes tornam os próprios brasileiros "estrangeiros" uns aos outros... Também não vi o filme ainda, mas quero dar uns pitacos nesse convescote. Primeiro para discordar de Paulo Eduardo Neves, quando ele disse no primeiro texto que no filme não há "mentiras cabeludas" de que Ry Cooder teria "descoberto" os músicos do Buena Vista Social Club. Ora, valorizar nossa cultura, deveria ser dever de todo brasileiro de sã consciência, mas fazê-lo enxovalhando com um viés xenófobo outras culturas, é uma bobagem. Não sei quem disse a Paulo Eduardo, que Ry Cooder teria "descoberto" os velhinhos cubanos para gravar. Não vi isso em lugar nenhum e não está muito menos na película. O que o guitarrista norte-americano fez foi nada além de se deparar com uma cultura riquíssima (tão legítima e histórica quanto o nosso chorinho, por exemplo) caindo pelas tabelas (como tudo em Cuba, e continua) e gravá-la, antes que aquelas velhinhos morressem, como já vem acontecendo, aliás e infelizmente. E pensar que Paulo Eduardo elogia um gringo sem muita familiaridade com o chorinho que documentou... Não digo isso contra o diretor gringo, pelo contrário, acho que essa discussão de nacionalidade do autor uma bobagem. Além do mais, o cara me parece ter feito o que os produtores cariocas deveriam ter feito há anos e não o fizeram. Será por que ? "Falta incentivo do governo" ou das "gravadoras que ignoram ou dilapidam nossas mais genuínas tradições". Prevejo nessas aspas as desculpas de sempre.
Não é o fato do diretor ser gringo que é grave (Ry Cooder o fez com muita competência, viu Paulo Eduardo), grave são falhas como a que levantou o leitor Celso Machado. Ora, fazer um filme sobre chorinho e não citar Época de Ouro, é mais ou menos como falar de forró e ignorar Gonzagão. Problemas de produção ? cobranças de cachês impagáveis (o que também duvido muito) ? Qualquer dessas desculpas mereciam ser remediadas com uma boa nota coberta do grupo por exemplo. No mínimo, esses buracos merecem uma explicação plausível. Mas a iniciativa de forma alguma dever ser desmerecida. Abraços, EW Falta muita gente, é verdade, assim como tem gente que não tem nada a ver com choro (penso em Guinga e Yamandu, por exemplo). De qualquer modo, tá valendo.
Filme sobre choro sem citar o Época de Ouro, é muita pretensão.O conjunto Época de Ouro se confunde com a história do choro.Quando falam da volta do choro nos anos 70, foi com o Época de Ouro.O solista era Déo Rian.Não foi falta de um músico do bairro tal, foi falta de músicos que fizeram e fazem o choro.Não podemos tampar o sol com a peneira.Falar de choro sem Época de Ouro só pode ser intencional.Incrível é que o Jorginho do Pandeiro, Carlinhos e o Ronaldo estão no filme.Parece que esses músicos não tiveram nenhuma ligação com o Época de Ouro, fizeram uma carreira independente e depois foram para o Época de Ouro...Quanto ao Jorge Silva , tudo bem, mas o Ronaldo e o Carlinhos tiveram suas vidas musicais dentro do Época de Ouro.Contra fatos não há argumentos.
"...Moro na roça ia ia / nunca morei na cidade / compro o jornal da manhã / pra saber das novidades..." rsss... Como eu faço pra assistir ou comprar esse filme em Cps? Essa cidade está muito fraca de samba...
Amigos,boas colocacoes foram feitas e com muitas razoes...os erros ,em sua maioria,sao nossos,sao históricos e decorrem do nosso nível de consciëncia ainda pequeno;sempre fomos colonizados pelos gringos q tëem o Poder da grana e compram consciëncias,através do Jabá perpetuam-se, fazendo a lavagem cerebral em nosso povo ainda deseducado...somos o maior celeiro musical do mundo(de música popular)e temos a pior Mídia,a mais ignorante do mundo,onde a inversao de valores é a tönica...se nós nao fazemos,alguém haverá de explorar essa lacuna e ,em nao conhecendo o assunto, faz de forma incompleta.Mas,pode ser um início e cabe a nós,da próxima vez auxiliarmos esses Gringos ou entao fazermos tal producao,cobrando do Minc,por exëmplo tal feitura,através de um projeto via Mecenato por exëmplo.Injusta,uma colocacao feita a Guinga e Yamandu,como nao choroes,eles ultrapassam...o Brasil nao conhece o Brasil e,como foi dito,serao precisos mais uns mil filmes desse tipo pra se demonstrar a adversidade de nossa cultura.Nem tudo é mal,e um novo tempo se avizinha,uma demonstracao disso é a queda das Gravadoras e uma Lei contra o Jabá já sendo votada em 1 instäncia,bons sinais...espero novos filmes e quero ao menos ajudar, carregando os instrumentos de tantos possíveis ~~Yamandus~~q existem neste País de meu Deus...abracos a todos!!! Ubiratan Sousa.
Concordo com todos os comentários feitos sobre o "Brasileirinho", mas uma coisa é certa : o filme e´ muito bonito.Não é definitivo pois o tema "Choro" não se esgota e muito mais filmes hão de ser feitos. Assim espero. Parabéns a todos que ajudaram a produzir esta singela e linda homenagem ao Choro.
Com todo respeito a Yamandú Costa e ao Guinga, mas quando o assunto é choro, o Época de Ouro tem uma participação maior dentro dos eventos do choro.Prefiro acreditar que a produção deste filme tenha conhecimento do trabalho nocivo da mídia e do quanto o Epoca de Ouro foi importante nas lutas para preservar o nosso Choro.Ressalto que produção não foi inteiramente gringa,tem brasileiro na direção musical.Não basta apenas "melhorar" a produção num próximo filme,é preciso contar a história como ela é.Não existe história do choro sem o Época de Ouro.É bom bater nesta tecla, para não aparecer um filme sobre samba que não cite o Cartola.
Parabéns ao diretor, aos produtores e todos os músicos que participaram deste projeto de suma importância cultural !!!!! Só queria ressaltar que fiquei um pouco decepcionado por não ler na resenha o nome de um chorão e músico genial,que infelizmente já nos deixou, cujo nome do filme é uma música de sua autoria. Waldir Azevedo !!!!
Caros, este não é um filme sobre a história do choro. Ponto. É apenas um olhar sobre o mundo do choro.
Acho que ninguém está falando de história do choro.O fato de um grupo se confundir com a história do choro é uma outra questão.Resolver as questões com um PONTO ...
Acho que ninguém está falando da história do Choro.O fato de um grupo fazer parte da história do choro é outra coisa. Bem argumentar com PONTO...
Bem, não vou levantar mais questões a serem discutidas. Pode parecer engraçado, mas acho que concordo com todos. Pois todos têm suas razões.
Só que vale a pena enfatizar que, todos aqueles que são como eu, ou seja, se arrepia, te salta lágrimas aos olhos, te emocionas quando entras em uma roda de choro então bata palmas!!! Nunca ninguem fez pelo choro (no âmbito cinematográfico) o que este "gringo" fez. E sei que os chorões que ficaram de fora dessa (talvez por excesso de opções e não por esquecimento) não estão tão sentidos quanto vcs críticos estão. Acho que a falta do Época de Ouro sempre será percebida, mas a ausência dos novos talentos com certeza retardam o processo evolutivo do nosso querido Choro (e não "chorinho"). Por isso eu disse que concordo com todos. Um grande abraço a todos que promovem nossa música. Não vi o filme ainda, mas já gostei, só pelo que o Paulo comentou. Pô, um filme com esse conteúdo e esses músicos só pode ser ótimo, com todas as possíveis faltas.
Para quem acha que o filme não presta porque foi feito por um gringo e faltou esse ou aquele grande músico: Façam ou incentivem nossos grandes diretores a fazer outros filmes sobre o assunto, com outros grandes músicos. Esse não precisa ser o único, tomara seja apenas o primeiro. Se houvessem muitos poderíamos fazer críticas com mais sentido. Abraços, Wagner Não sou especialista em choro, apenas gosto de música, logicamente de boa música, todavia, acho completamente despropozital e estéril esta discussão de quem entrou, de quem faltou, de quem foi injustiçado, etc. etc.
Acredito que temos que analisar se o filme é bom ou não. Se prestou um serviço ou desserviço ao choro. Acredito até que esta iniciativa, levará, com certeza ao aparecimento de outras. O resto é blá, blaá, blá. DIVALDO MELO O grande problema desse site é que o dono não entende absolutamente nada de choro como a maioria da imprensa que se mete a escrever sobre choro. Todos são uns amadores. O finlandês e o Suiço não tem culpa de colocar a direção musical para uma pessoa que conheceu choro sentada num banco de faculdade. Excelente iniciativa falar sobre o choro mas todos sabem que não é só isso. O Filme ficou prejudicado por importantes ausências !!!!
Concordo em gênero, número e grau com o colega Celso Machado. Realmente é lamentável o fato de que um "playboy" qualquer que gostava de música (como todos gostam), que adquiru "sentado" todo seu conhecimento apenas teórico do que é o Choro, achar-se suficientemente capaz de participar de uma investida assim tão importante para nós brasileiros. Se as faltas existem, acho que já estão explicadas.
É, dá pra perceber que o produtor musical e o dono do site gostam mesmo é de música eletrônica, aliás dedicam a vida a isso! Esse negócio de tocar choro, gravar CD, pesquisar e manter um site especializado é só sacanagem, passa-tempo pra acabar com o tédio da vida vazia de playboy. Fala sério, minha gente!! Pra que transformar esse espaço num rosário de mágoas e agressões gratuitas? Podemos fazer algumas ressalvas ao filme (depois de vê-lo, claro), podemos lamentar algumas ausências importantes, mas daí a sair agredindo todo mundo, sem saber os motivos reais dessas ausências, é desonestidade! Como já disseram, o filme não se propõe a ser a história do choro ou sua enciclopédia definitiva. Vamos louvar o trabalho dos produtores, diretor etc. e esperar que surjam outros filmes (e peças, discos, documentários, exposições...). Por que vocês, que estão reclamando, sentadinhos em casa, não começam a fazer "o" filme definitivo, já que se acham tão capazes, tão experts? Mas não, é mais fácil meter o pau em quem foi a luta e fez (algo muito bom por sinal!).
É verdade. O Brasil não conhece o Brasil. Agora a crítica e os iniciados serem mais ignorantes que a plebe é grave. O choro é nossa mais completa tradução. Representa nossa índole como povo, nossa mais profunda potencialidade: rico, intricado, barroco, vanguardista, popular,erudito, tudo o que se pensar de uma arte soberba e sofisticada, pulsando em vários e inusitados andamentos, síncopas e quiálteras. Só explicável como resultante da mescla de povos com enorme e pesada herança histórica, transportados a ferro e sangue em porões fétidos, massacrados e assasinados em suas próprias ocas, enganados mercenariamente a virem ocupar a terra prometida d'além mar, durante mais de três séculos de opressão e arbitrariedades. Estes povos, unidos no trabalho, no sofrimento e na esperança, fundiram-se em lágrimas, suores e sangue e, de norte a sul, pulsam seus bandolins, cavacos, violões, flautas, gaitas, pandeiros, sanfonas, como uma sinfonia caleidoscópica inusitada a mostrar o que que o Brasil tem. Por isto, tantos gringos chegam, deslumbrados com toda esta riqueza. Uns querem tocar, outros filmar, muitos a estão vindo de mala e cuia. O choro é patrimônio nacional e será absorvido pela humanidade como a mais completa tradução de nooso povo. Sabemos disto? Poucos sabem. Um povo que produz arte tão sofisticada deveria ser melhor cuidado, oportunizado e incentivado. A criatividade, inteligência e raciocionio rápidos e precisos são qualidades indispensáveis e fortemente desejáveis para um povo que se defronta com uma competividade global. Temos o diferencial. O brasileiro que possui todas as caracterísitcas do choro, precisa ir para a escola, tocar com os instrumentos da educação e logo e logo, teremos virtuoses do bandolim, defendendos tese de quimica fina, panderista, dando aulas de economia rural, trombonista, lecionando biologia quântica. O filme Brasileirinho soma muito mais que mil laudas xenóbas. Nenhuma obra é acabada ou completa. Precisamos fazer com o choro o que já foi feito com Villa-Lobos, Chiquinha Gonzaga. Uma boa pedida seria um filme sobre o Época de Ouro. Ou sobre o Jacob, Pixinguinha, Ernesto Nazaré. VAmos ter muitos filmes, a saga de nosso povo se alastrará pelo mundo. Precisamos estudar mais sobre nós mesmos. Um olhar é um olhar. Um ponto de vista é apenas uma vista de um ponto. VAmos ser menos mesquinhos e mais abertos ao saber. Dá trabalho. Precisa de estudo,leituta plural, diversa e crítica.
Ao ler a maior parte dos comentarios que antecederam o meu, cheguei a ficar com nojo de ser musico, de tocar por musica 8 instrumentos, por ter feito 3 conservatorios, por ter tocado piano em orquestra por 5 anos etc, pois não interessa se o filme foi feito por um estrangeiro,se participaram este ou aquele grande instrumentista, se foi deste ou daquele estado, se faltou este ou aquele grande nome. O que interessa é ser um filme sobre uns dos ritmos brasileiros, o choro e ter qualidade como afirmam os que ja assistiram. Meus cumprimentos ao Mika por o ter realizado. Qual brasileiro que teve a ideia de produzi-lo?
Lembrem-se ``O Brasil é grande de verdade e não é só num filme que todos os chorões cabe. Chega de infantilidade, chega de papo furado. Vamos, como chorões, assistir ao filme. Isso é o que na verdade interessa. Eu também acho esse violonista que é produtor musical deste filme um músico fraco e sem talento.Vamos por parte:
1.Concordo com a critica à falta do Epoca de Ouro neste filme. 2.Como este academico tem seus fãs, poupo minhas críticas, pq existe uma patrulha do choro feito pelos "novos". 3.Para mim, não ver este filme é uma opção, assim como não ter o disco do TRIO MADEIRA BRASIL. É malhar em ferro frio, tem patrulha. O Celso tem toda razão. Eu também não me proponho a fazer filmes.Tenho outra profissão. O que mais me espanta nas críticas e agressões sem sentido escritas aqui,é que vêm de pessoas que NÃO viram o filme. E um filme é para ser visto, um filme não é música, um filme pode ser ótimo independente de ter ou não música, de o diretor entender ou não de música (se não os filmes de guerra teriam que ser feitos por generais, e assim por diante). Pode-se fazer um grande filme com um conjunto de choro obscuro de Madureira, do Capão Redondo, ou de qualquer outro lugar. Qualidade dos músicos não significa qualidade do filme nem vice-versa. Além disso, para mim parece óbvio que para criticar um filme deve-se vê-lo primeiro, assim como para criticar um CD deve-se ouví-lo.
Incrível como é fácil falar mal. Tom Jobim tinha razão: sucesso, no Brasil, é uma ofensa pessoal. Em tempo: nesta sugestão não vai qualquer malediscência contra Waldyr Azevedo e o seu "brasileirinho", mas se a idéia foi batizar o filme com um nome de choro, bem, não vejo como fugir à idéia de que deveria ser o nome de um choro de PIXINGUINHA. Creio que nada soaria melhor que "Carinhoso".
Não vi o filme, ainda. Pretendo assistí-lo porque tudo que diz respeito ao choro me interessa, somente depois é que estarei em condições de opinar sobre
ele, porém o que mais me chamou a atenção nessa polêmica toda é a lamentável constatação do fato de, neste site, ter uma opinião divergente da opinião do outro é quase sempre tomado como uma ofensa pessoal. Vá entender! Axé!!! Não consigo entender um filme sobre choro que não tenha NENHUM solo de flauta durante quase 2 horas.
REPITO NNNNNNNNNENHUMMMMMMMMMMMMM Caro Edgar,
vc ja assistiu o filme? Eu assistí e sei que tem flautas, será que está faltando um flautista amigo seu? Luiza Maria MAS QUANTO BLA,BLA,BLA...ATE PARECE CHORO..BLA.BLA.BLA,,BLA.BLA.BLA.BLAA...SALVE-SALVE PATRIA AMADA....SALVE-SALVE MEU BANDOLIM!!ABRAÇOS A TODOS...UHUUU!!!
sou amante ao chorinho , a todos sucesso nos desenvoveres desta arte , que encanta a mim e aqueles que sabem apreciar uma bela musica trabalhada
Achei muito legal a idéia de fazer esse filme,parabéns a seu idealizador!!!
A boa música deve ser divulgada não só em filmes como também na TV no rádio!Temos que batalhar para que a mídia pare de poluir nossas mentes com "músicas de plástico"!!! Quando o filme vai ser exibido no Brasil?Quando vai estar à venda?Por favor informem-me!!!!Um abraço!!!!! Ainda não assisti ao filme, mas espero que esteja razoável.Isso por ter faltado muita gente importante, porém lá estão as caras novas e talentosas como meu antigo professor-Rogerinho Sete Cordas e muitos outros.
Acho uma vergonha o filme ter sido produzido no Brasil e não termos nem previsão de poder assistí-lo! Prezada Luiza Maria.
Eu vi o filme na seção especial para músicos, de manhã há 3 semanas atrás no Espaço Unibanco, em Botafogo. Quando eu digo que não havia nenhum solo de flauta, por favor entenda: Solo de flauta é quando o instrumentista fica em primeiro plano, executa a música em solo (sozinho, mas com os devidos acompanhantes), e desenvolve o tema. Solo de flauta não é aparecer no fundo um ou dois flautistas de coadjuvantes, sem que se ouça nada, ou um bando de alunos. O instrumento solista mais importante que participa do choro desde o seu início, no século XIX é a flauta. Desde Joaquim Callado, que compos Flor Amorosa. Quanto à sua abservação de que "será que está faltando um flautista amigo seu?" é verdade. Não só "um amigo", mas também algum dos maravilhosos flautistas que eu admiro que foram esquecidos, ou aqueles que aparecem lá no fundo tocando na Igreja da Penha sem que solem por um compasso ao menos. De toda forma, agradeço a sua jocosa observação, torço para que você saiba distinguir SOLO de flauta. e resalto que gostei muito do filme. Cordialmente, Edgard No dia 24 de abril o filme Brasileirinho vai ser apressentado no Festival de Cinema Independente em Buenos Aires. Os chorões de Buenos Aires ficamos muito contentes por isso. Eu ainda não assisti, mas concordo com as críticas. Para mim, o nome do filme devia ter sido Carinhoso o qualquer outra música de Pixinguinha. Não posso acreditar que o conjunto Epoca de Ouro não esteja no filme. E o Paulinho da Viola está? Com certeza muitas críticas serão feitas. Mas também tem que ser dito: é o primeiro filme sobre choro. E do mesmo jeito que aconteceu com os cubamos e Buena Vista Social Club, foi necessário que um estrangeiro fizesse o filme. Apesar de tudo, temos que resgatar que o filme vai ajudar para que o mundo conheça mais um pouco deste maravilhoso género musical brasileiro. Para mim, o mais brasileiro de todos. Um abraço para todos os chorões e Viva o choro!!
o choro e a alma de todo brasileiro q sabe o q e bo a muisica e o brasileirinho e um a obra de arte tenho muita vontade de aprender essa arte de tocar cavaco.... sei q isso e minha vida pois cresci escuntando o chorinho mas comecei a conhecer o instrumento q emitia aquele som maravilhoso faz pouco tempo............
Não ví o filme, mas acredito que é muito bom. Como tudo na vida tem quem goste e quem não goste. Não falar do Época de Ouro foi um furo, mas e o lado bom ? mostrar a nossa cultura no mundo todo. E se tem cenas montadas para os gringos entederem ?
É assim que funciona, eles não tem nossa cultura musical, o que interessa e que o Choro está rodando, e através desse filme muito chorões vão rodar o mundo para mostrar ao vivo o que estava gravado. Parabéns pelo filme, quando vai passar ? Abraços. Congratuções a Lino Lopes, Roberta Valente, e principalmente a Celso Machado pela lembrança de meu nome. Independente de tudo isso, concordo e dou todo o meu apoio.
Lino, me desculpe, V. também lembrou-se de mim. Eu ja estou meio velho, embora me sinta um garotão. Eles devem ter pensado que eu morrí.
Ola, LINO LOPES DE REZENDE. Só agora é que eu ví o seu recado de 27/03 passado. Muito obrigado pela lembrança. Mas entenda,- é que estou meio velho, embora me sinta um garotão, e eles devem ter pensado que eu morrí,(se é que eles lembraram). Porém continuo vivo tocando choro de verdade assim como outros que também não foram convidados, dando preferencia a alguns instrumentistas (por sinal ótimos),que até sabem tocar choro, sem no entanto serem chorões.
Quanto àquela questão da xenofobia, acrEdito que um pouquinho de xenofobia faria, sim, muito bem ao povo brasileiro e ao Brasil. Somos excessivamente XENÓFILOS desde 1500 e, se assim não fosse, talvez nossa história hoje fosse outra...
Agora sim. Já vi o filme, então posso falar. Inclusive vou assitir novamente amanhã no Festival Internacional de Cinema Independente que acontece em Buenos Aires. Eu gostei, simplestemnete porque gosto do choro, sou chorão e o filme está bem feito. Os músicos são todos muito bons. Mas eu acho que no filme tem uma presença permanente o Trio Madeira. São músicos maravilhosos, Ze Paulo, Marcelo Gonçalves e Ronaldom são feras. Porém, se o filme que contar a história do choro, não posso entender a ausência de Época de Ouro. Aparece só o maravilhoso Jorginho, e uma fotografia de Dino, mas isso não alcança. E outra inexplicable ausência é a de Paulinho da Viola. Na história do choro, o Paulinho teve uma importância que é uma cita obrigatória. O cd Memórias Chorando, o impulso que le deu ao choro na década do 70, os choros compostos por Paulinho são de uma qualidade incrível. Nesse sentido eu fiquei decepcionado. Ao meu modo de ver a participação de Mauricio Carrilho e Luciana Rabello teriam que ser mais importantes. Enfim, eu sei que é dificil conformar todo mundo, mas faço questão: no filme tem ausências difíceis de compreender.
Feliz Aniversario do choro para todos amigos da agenda!! Embora esteja curiosa, eu ainda não tive a oportunidade de assistir o filme. Também não tive fôlego para ler todos os comentários, mas, como a discussão central gira em torno da ausência do Época de Ouro, concordo com aqueles que sabem que não dá para resumir a história do Choro em 90 minutos, mesmo que o filme não tenha o objetivo de contá-la. Se há alguém incomodado com a falta que o grupo fez, bem, aí está um motivo para alguém arregaçar as mangas e nos dar essa contribuição, pois acredito que todos estariam de acordo que um conjunto como o Época de Ouro mereceria um filme à parte, com 90 minutos dedicados somente a ele.
E outra: mesmo ficando mais satisfeita se um brasileiro tivesse a idéia de documentar o Choro, não há tanto problema em um gringo fazer um filme sobre uma coisa nossa. Sinceramente, fiquei feliz por saber que o exterior não vê a cultura brasileira resumida à Bossa Nova, pois é fato que a grande maioria dos gringos, ao falar de mpb, o primeiro nome que vem à mente é Tom Jobim, e não Pixinguinha ou Luís Americano. Não tenho nada contra a Bossa Nova - aliás, gosto muito desse gênero -, mas acho que já tinha passado da hora de o mundo saber que a nossa música vai muito além da Bossa e do samba-enredo de escola de samba. É isso aí, Suelen! O Clube do Choro de Brasília há tempos vem registrando em fotos, áudio e vídeo todos os shows que acontecem naquele espaço além de recolher depoimentos de freqüentadores bem como dos artistas convidados visando produzir um filme sobre a história do Clube e do choro em Brasília. Com certeza o Conjunto Época de Ouro estará presente assim como todos os grandes do choro que passaram por aquele palco nos últimos 10 anos. Axé!!!
Não me lembro de ter visto no nosso site um assunto com tão grande número de comentários (82), mas falar de um filme sobre chorinho, principalmente com o titulo de Brasileirinho já era de se esperar.
Lendo e relendo todos eles cheguei a conclusão que poucos são realmente dignos de nota. Nos, musicos brasileiros,devemos ser mais humildes. Reclamar menos, tocar mais. Mostrar mais nosso dom instrumental aos leigos atravez de apresentações, sem pensar tanto em remuneração. Vamos nos lembrar tambem que por maior que seja um musico em seu instrumento sempre, um dia, haverá alguem a suplanta-lo. Lembro da frase dita por um, se não o maior, cientista do seculo passado que quando uma fã lhe disse. Voce é o maior, voce sabe muito, ele respondeu na sua humildade: ``Todos dizem que eu sei, só eu sei, que sei, que não sei nada´´. Vamos, nós instrumentistas, se mais humildes. Bem-Concordo com alguns colegas quando falam que faltou participar no filme grupo como por exemplo O CONJUNTO ÉPOCA DE OURO, e eu ainda vou mais adiante, com todo respeito a direçáo do filme, não é possivel fazer um filme que fale em Choro, que site o nome do mestre HORONDINO JOSÉ DA SILVA O PELÉ DAS 7 CORDAS. Mas de qualquer forma divulgar o choro sempre é válido e foi necessário um ESTRANJEIRO, vir ao Brasil para faze-lo. EDSON SANTOS 15/07/2005.
UMA RETIFICAÇÃO NO MEU COMENTÃRIO, QUANDO FALO SOBRE O MESTRE DINO - QUERO DIZER QUE (NÃO ~E POSSIVEL FAZER FILME QUE FALE DE CHORO SEM CITAR ONOME DE HORONDINO JOSÉ DA SILVA-DINO O PELÉ DAS 7 CORDAS. EDSON SANTOS L5/07/2005.
Gostaria de saber se o Celso Machado é o mesmo violonista brasileiro, do Conselho de Paris. Podem me passar o seu e-mail por favor?
obrigado |
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