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"No Princípio, era a Roda", livro de Roberto M. Moura |
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Mais uma leitura interessante para o verão. Está saindo pela Editora Rocco o livro "No Princípio, era a Roda" (ISBN 85-325-1790-0) do pesquisador Roberto M. Moura. O livro é fruto de sua tese de doutorado, em que coloca a roda -- tão ignorada pelos pesquisadores de nossa música -- como o núcleo motriz do Samba. Concordo plenamente. Estou ansioso para lê-lo, mas como ainda não o fiz, a melhor descrição fica por conta do autor em texto que reproduzo abaixo:
Voltar para Manchetes de Dezembro de 2004
Comentários dos leitores"Amigos da Samba-Choro. Eu já comecei a ler o livro e é uma delícia. Pelo que percebi neste início de leitura, o Roberto Moura aproveita a sua própria trajetória de cidadão carioca envolvido com o Samba para contar a história deste universo. Quando eu acabar de ler o livro elogiarei mais (rsrs).
Aproveito o embalo para desejar a Paulo Eduardo, sua equipe e todos os assinantes e amigos da Samba-choro um feliz natal e um ano novo cheio de alegrias. Que em 2005 tenhamos força e inspiração para metermos a mão na roda no sentido de resolvermos os problemas que tanto pertubam nossas vidas brasileiras. Convido a todos a darem uma lida na mensagem de natal que deixei em meu blog (http://nasrodasdosamba.festim.net). Beijos em todo mundo." Amigos,é engraçada essa história das origens,seja do samba ou de qualquer coisa;essa nova formação academicista de jornalistas preocupados com o imediatismo das notícias prá atender a velocidade do mundo global,sem aprofundamento(vejam como as notícias sao as mesmas em todos os canais),e o pouco espaço dado aos verdadeiros Jornalistas,contribuem pra a omissao de verdades que o tempo se encarregará de mostrar...no Maranhao,mesmo,nas 45 diferentes formas rítimicas,temos 2 tipos de Samba:um q lembra o antigo samba da Portela,dos anos 40 com alguma pequena diferença e um, executado pelos "Blocos de Rítimos",típico,de onde há até uma estória de q o Olodum teria "chupado"e posto os timbales encima pra dar uma disfarçada...rs...numa certa época,bati fortemente,contra umas idéias de imitaçao do Samba carioca,das escolas de samba(q hj parece mais marcha,pela velocidade),num Projeto apoiado pelo Minc prá ensinar as crianças a imitar o Rio;ora pra que tal desperdício,se temos 2 formas nossas,maranhenses de tao belo vigor?Chega,já é hora de mostrarmos outras formas ,tantas deste País desconhecido(dizem q o Amazonas tem mais de 200 formas rítimicas desconhecidas).Espero,q um dia essa centralizaçao do "sul Maravilha"possa se estender ao Brasilzao e revelar quanta coisa linda ainda está escondida de todos!!!Aproveito prá agradecer a bela contribuiçao e dedicaçao do Paulo Neves à nossa Mpb e lhe desejar,bem como a todos um FELIZ NATAL e q tenhamos a consciência voltada para o verdadeiro significado do Natal:o nascimento de Jesus,o nascimento de possibilidades espirituais maiores e melhores,dentro de nós!!!Abraços e felcidades a todos!!!Ubiratan Sousa.
Amigos do Samba e Choro,
Tb já comecei a ler o livro (em meio à confusão das festas de fim de ano) e estou gostando muito. Por enquanto o que eu destaco no livro é o uso das categorias "casa" e "rua" desenvolvidas por Roberto Damatta para estabelecer a comparação entre a roda e a escola de samba. Espero que, ao longo da leitura, esta comparação nos permita refletir sobre a profissionalização do carnaval e suas consequências; e sobre a riqueza social e cultural que o samba carrega com toda a sua diversidade. Pegando carona neste comentário, aproveito para desejar ao Paulo Neves, aos editores e amigos do Samba e Choro um Feliz Ano-Novo repleto de saúde e paz, e com um pouco de dinheiro no bolso também (que é sempre bem vindo). Um grande abraço, Wallace Ainda não tive a oportunidade de comprar esse livro,mas talvez possa ser um otimo livro.
Possuo um livro do Roberto Moura,sobre o divino Cartola é simplesmente um dos melhores livros de pesquisa de um sambista,que já li. Um abraço e que o samba(o verdadeiro samba),nunca saia dos nos coraçoes. é o cacique de ramos lembrar neoci,beto sem braço,tio helio,fuxico o cacique de agora tem :banana (neto do joão da bahiana e filho do neoci uns fundadores do funde quintal,marcio vanderlei,fabio filho do birany,marcinho,renatinho é a renovação viva o samba viva o cacique de ramos.
Já li o livro e achei sensacional, mas acho que o Roberto Moura que escreveu o livro do Cartola é outro, a quem inclusive o Roberto M. Moura faz várias referências nesse trabalho.
"No Princípio, era a Roda" é um belíssimo livro!!! Pena que a editora foi relaxada na revisão, pois há erros na numeração das notas e algumas nem sequer existem ao final do livro. Mandei um e-mail para a editora Rocco fazendo este comentário, mas nem se deram o trabalho de responder. Gostaria que alguém que já leu o livro todo, me confirmasse este erro.
Abraços. Caro Paulo, o livro do Roberto, como eu previa, é um estouro. Bem escrito e fundamentado. Recomendo. Gostaria de lembrar que no meu livro "Batuque na cozinha" (Casa da Palavra/Senac Rio, 2004), lançado ano passado, as tias da Portela (Doca, Eunice, Dona Neném e Surica)defendem com ardor a mesma tese, que as rodas não só são a matriz como o núcleo de resistência do nosso samba. Todas elas protagonizaram - e ainda protagonizam, graças a Deus! - rodas memoráveis. Também recomendo a leitura! Um abração.
Aproveito para concordar com os comentários do Marcelo Costa. A edição do livro foi uma tristeza. Notas no final do livro já são um saco, com a numeração errada então tornam-se totalmente inúteis.
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