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Festival de Choro reúne grandes nomes Armazém 6 (sorteio)

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Por Paulo Eduardo Neves
Publicada em 22 de Outubro de 2004 
Estado: RJ 
Assunto: Shows e Rodas

  ampliar /2004  
Festival Rio Choro
Festival Rio Choro
Correção: o festival mudou de nome para Festival do Choro. Veja o porquê nos comentários

Uma maratona musical. Esta é a melhor descrição do Festival do Choro. Dez grupos de choro se apresentarão nos dias 5 e 6 de novembro, às 20h, em um grande evento no Armazém 6 do Cais do Porto. A cada noite serão pelo menos cinco horas de música, com quatro grupos consagrados junto com um grupo da nova geração. Saca só a programação de primeira:

Dia 5 de novembro - 20h
Época de Ouro
Trio Madeira Brasil
Regional Carioca
Maria Teresa Madeira
Sexteto de Mauricio Carrilho

Dia 6 de novembro - 20h
Turíbio Santos
Tira Poeira
Henrique Cazes e Marcello Gonçalves
Água de Moringa
Altamiro Carrilho

Aqui ficamos torcendo que os músicos se animem e promovam algumas promiscuidades musicais. Já pensou que beleza reunir a Maria Teresa com o Trio Madeira? Ou o Altamiro Carrilho com o Turíbio Santos?

Pra os que não são nossos leitores assíduos e desconhecem algum dos grupos, estou publicando nos comentários desta notícia um pequeno texto sobre cada uma das atrações.

O Festival promete ainda mais do que música. Quem passar pela passarela do Armazém 6 do Cais do Porto encontrará um ateliê, onde um luthier mostrará o processo de construção, afinação e manutenção de um instrumento. Haverá, também, um painel fotográfico com imagens históricas, e uma livraria especializada em choro, samba e MPB. E, pra completar, serão vendidos os CDs dos conjuntos que participam do Festival.

O legal é ver o choro ocupando patrocinado por uma grande empresa e ocupando um local enorme, normalmente dedicado apenas à música pop. Promete ser uma grande festa da música brasileira, reunindo um monte de gente bacana. Nestes dois dias o Armazém 6 se tornará provavelmente o maior botequim do mundo! Ei, não se esqueça que no domingo seguinte, acontecerá o aniversário da Agenda do Samba & Choro na quadra da Portela. Boa oportunidade para a turma dos outros estados fazer uma viagem cultural.

Ingressos a R$18,00. Comprando para os dois dias saem a R$30,00. Estudantes e idosos pagam meia. Assinantes do O Globo tem 20% de desconto. Proibida a entrada de menores de 18 anos. O Armazém 6 do Cais do Porto fica na Avenida Rodrigues Alves.

Tem sorteio! Estamos sorteando 5 pares de ingressos para os Amigos do Samba-Choro. Concorra aqui.

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Comentários dos leitores

PRIMEIRO DIA - 5 DE NOVEMBRO, SEXTA-FEIRA

ÉPOCA DE OURO

É o mais tradicional grupo de choro. Concebido por Jacob do Bandolim, em 1966, conta com Dino Sete Cordas - que estará representado por seu filho Dininho - César Faria, violão de 6; e Jorginho, no pandeiro, os remanescentes da formação original.Completam o grupo Toni, violão; Ronaldo, bandolim, e Jorge Filho, cavaquinho.

TRIO MADEIRA BRASIL

Seus integrantes são agentes multiplicadores de talento, tamanha a qualidade que exibem e influência que resulta de cada show, de cada gravação. Zé Paulo Becker, violão; Ronaldo, bandolim; e Marcello Gonçalves, violão de 7 cordas, gravaram em 1997 o primeiro disco cujo repertório compreendeu chorões de vários estilos e origens - de Ernesto Nazareth, Jacob do Bandolim e Egberto Gismonti a Manoel de Falla e Scott Joplin, não faltando, evidentemente, Pixinguinha e Benedito Lacerda.

REGIONAL CARIOCA

Fundado há dois anos, é outra revelação e tem um objetivo específico: dar continuidade ao trabalho dos conjuntos Época de Ouro e Regional do Canhoto. O grupo é defensor da forma mais tradicional de se tocar choro, já participou de inúmeras apresentações e acaba de finalizar o primeiro CD, pela Acari Records. Na sua formação estão Tiago Souza, bandolim; Ivan Mendes, clarinete e sax; Fabiano César, violão de 7 cordas; Alfredo Del Penho, violão; Ana Rabello, cavaquinho; e Eduardo Silva, pandeiro.

MARIA TERESA MADEIRA

Ela está sempre a receber bênçãos de Chiquinha Gonzaga, Carolina Cardoso de Menezes e Tia Amélia, pianistas históricas da canção brasileira. De rara sensibilidade e técnica apurada, Maria Teresa esbanja uma alegria contagiante ao tocar seu instrumento: o piano. Ao repertório moderno, ela confere excelência; ao repertório tradicional, revitalização.

SEXTETO MAURÍCIO CARRILHO

Com uma experiência de 27 anos de carreira e passagem por importantes grupos, como a Camerata Carioca e O Trio, Maurício Carrilho apresenta uma nova safra de choros de sua autoria. A originalidade de sua formação instrumental, a liberdade de improvisação e a linguagem polifônica dos arranjos demonstram a riqueza da produção contemporânea do gênero e evidenciam a qualidade dos músicos que integram o sexteto, criado em 2002: Marcelo Bernandes, flauta; Pedro Paes, clarinete; Rui Alvim, clarone; Pedro Amorim, bandolim; Celsinho Silva, pandeiro; e Maurício Carrilho, violão e arranjos.

SEGUNDO DIA, 6 DE NOVEMBRO, SÁBADO

TURÍBIO SANTOS

Músico superlativo, chorão que harmoniza e convive com os mais diferentes gêneros musicais. Mais ainda: é um dos responsáveis pela preservação e continuidade da obra de Villa Lobos. Exímio violonista, é professor e responde pela formação de músicos de várias gerações. Costuma realizar concertos no exterior. É um artista atemporal, como a música brasileira e, particularmente, o choro. Pela primeira vez no Rio de Janeiro, Turíbio vai se apresentar ao lado de 15 villa-lobinhos – alunos da Escola de Música Villa-Lobos, referência no ensino de música no país.

TIRA POEIRA

Os cinco jovens instrumentistas revolucionaram o choro, incorporando novas técnicas, ousadias harmônicas e arranjos surpreendentes. Fizeram releituras magistrais das obras de Waldir Azevedo e Pixinguinha, com uma suave modernidade. É formado por Caio Márcio, violão; Henry Lentino, bandolim; Samuel de Oliveira, saxes soprano e alto; Sérgio Krakowski, pandeiro; e Fábio Nin, violão de 7 cordas. O primeiro disco do grupo, gravado pela Biscoito Fino, já é considerado um dos melhores instrumentais dos últimos anos.

HENRIQUE CAZES
(com Marcello Gonçalves)

Começou a tocar violão aos seis anos de idade. Autodidata, foi-se chegando para o banjo, violão tenor, violão caipira, bandolim e cavaquinho, instrumento que hoje é sua referência. Estreou em 1976 com o Conjunto Coisas Nossas, integrou a Camerata Carioca, em 1980, quando dois músicos o influenciaram em definitivo - Joel Nascimento e Radamés Gnattali. Além de instrumentista e produtor de discos, Henrique Cazes compõe trilhas sonoras para teatro, cinema e televisão e, em 1988, lançou o livro “Choro, Do Quintal ao Municipal”. Tem vários discos gravados, muitos com produção própria.
Marcello Gonçalves é um dos mais requisitados violonistas de 7 cordas da atualidade. Gravou pela EMI Classics inglesa o CD “Bach in Brazil”, com o qual realizou turneé por Portugal e Inglaterra. Com seu duo com Henrique Cazes no CD “Pixinguinha de Bolso”, já esteve na Finlândia e Venezuela.

ÁGUA DE MORINGA

Formado por virtuosos, exibe um repertório variado, mas de estilo indiscutivelmente chorão. Jayme Vignolli, cavaquinho; André Boxexa, bateria e percussão; Luiz Flávio Alcofra, violão; Josimar Carneiro, violão de 7 cordas; Marcílio Lopes, bandolim; e Rui Alvim, clarinete e clarone, gravaram o primeiro disco em 1994, “Água de Moringa”, indicado para o Prêmio Sharp. Em 1998, veio o reconhecimento e o grupo ganhou dois Prêmios Sharp - Melhor Grupo Instrumental e Melhor Arranjador (Josimar Carneiro). Hoje, já são três CDs gravados, sendo o mais recente, “As Inéditas de Pixinguinha”, pela Sony Music.

ALTAMIRO CARRILHO

Ele tornou-se uma das principais referências do choro brasileiro. Técnica, sensibilidade e clara alegria de tocar o seu instrumento - a flauta. Para muitos, é a “flauta mágica” do chorinho. Vale reproduzir um texto que Altamiro escreveu para o Almanaque do Choro, de André Diniz: “Aos cinco anos de idade eu vi o filho do vizinho estudar com um flautista amador, um carteiro que tocava em igrejas, em rodas de choro e em orquestrinhas da cidade. Depois comecei a estudar sério porque até então tocava meio de ouvido”. E mais adiante, conclui: “Não toco uma frase repetida, cada vez que eu toco é uma frase diferente”. Altamiro Carrilho é fluminense, de Santo Antonio de Pádua e, no dia 21 de dezembro, completa 80 anos. Ela será o último a se apresentar e receberá uma homenagem dos participantes do “Festival Rio Choro”.
Paulo Eduardo Neves
22 de Outubro de 2004 #

POIS ADOREI ARODA DE CHORO AS SEXTA POIS TERMINA EN OTIMO ORARIO NAÕ TEN CONFUSAÕ E TEN CONDUSAÕ PARA SA PESOAS IR EMBORA PARA CASA E O GRUPO DE CHORO TAM BEM E MUITO OTIMO
maycon rodrigues
22 de Outubro de 2004 #

Amigos,

Por acaso alguém sabe dizer se os ingressos estão sendo vendidos com antecedência ?

Um abraço,
Wallace
Wallace Roberto Santos de Farias
22 de Outubro de 2004 #

Me informaram que não haverá a promoção de comprar os dois dias a R$30. Somente vale o preço individual de R$18 para cada dia.
Paulo Eduardo Neves
22 de Outubro de 2004 #

Tudo maravilhoso, não fosse a obrigação de beber NOVA SKIN, única cerveja e...pior, única bebida do local , graças a um contrato de César Maia que vai durar 15 anos c/ essa m... de cerveja.
Cristina Cretton
22 de Outubro de 2004 #

Não poderia de tecer alguns comentários
para este grande evento.Primeiro estão se não os melhores do CHORO mas sim a nata dos CHORÕES da nossa cidade do grande RIO,SEI QUE SEMPRE FALTA ALGUNS COMO O GRUPO Sarau e outros, fico um pouco triste por que o nosso grupo ainda não é reconhecido no meio chorístico, mas estamos comendo pelas beradas e sei que um dia vão lembrar do nosso GRUPO CHORANDO BAIXINHO
formado por jovens com grande talentos que já está tendo grande prestígio por ex:na FEIRA DO RIO ANTIGO que acontece todo 1º sábado de cada mês na rua do Lavradio com senado,mas estamos no projeto Choros do Rio que está acontecendo toda sexta-feira na sala Guiomar Novaes onde fecharemos o projeto junto com o grupo Chorões do Villa no dia 21/11.
Dedico aqui meus parabéns aos IDEALISTAS
que colocaram e souberam colocar grandes nomes dos nossoS CHORÕES.
Abraço a todos que vão participar e muito sucessos para aqueles que prestigiam o CHORO E OS CHORÕES.
genivaldo Soares/Professor de Clarineta da E.M.Villa-lobos
22 de Outubro de 2004 #

Nesse festival nao vejo o nome de Hamilton de Holanda...
vittorio
22 de Outubro de 2004 #

Um esclarecimento p/Cristina Cretton: a cerveja é a Bohemia.
Cordialmente,
Jorge Roberto.
jorge roberto martins
22 de Outubro de 2004 #

Oi. O lide da notícia diz que o festival acontece nos dias 5 e 6 de SETEMBRO. Não entendi.
Renata Pereira Werneck de Freitas
23 de Outubro de 2004 #

O Festival vai acontecer dias 5 e 6 de novembro - Armazém 6 (Av. Rodrigues Alves). Aberto ao público a partir das 19 horas.
A abertura será com o Época de Ouro - 20 horas.
jorge roberto martins
23 de Outubro de 2004 #

Desculpem, o setembro na notícia saiu errado. Mudei no texto da notícia.
Paulo Eduardo Neves
23 de Outubro de 2004 #

Como é que num festival que reune grupos que fizeram e fazem a história do choro não está presente o grupo Galo Preto, que é um dos grupos mais antigos do choro e tem uma grande importância no choro.
Tiago Machado
23 de Outubro de 2004 #

não sei se estava escrito na publicação e eu não vi...enfim.... onde eu compro ingressos para os shows? é só lá no armazém?
Obrigada
Denize Rodrigues
24 de Outubro de 2004 #

Os ingressos (sem lugar marcado) serão vendidos antecipadamente pelo sítio www.ticketmaster.com.br. Veja que eles cobram uma taxa de entrega (R$9) e de serviço (R$2 por ingresso), isto é, se for comprar só um ingresso via internet pagará R$29. Meia entrada somente nos pontos de venda deles."
Paulo Eduardo Neves
25 de Outubro de 2004 #

Um evento nota dez, com essa programação de primeira, merece todo sucesso, claro! Gostaria de saber quem está fazendo a assessoria de imprensa desse evento?
Graça Asevedo
25 de Outubro de 2004 #

As vendas para o Festival já começaram !
POde-se comprar pele Ticketmaster 0300 789 6846 ou pelo sita deles.

Também terá venda no Armazém 6 nos dias do evento.

Parabéns pelo grande Festival !
Fábio
25 de Outubro de 2004 #

Graça,
o pessoal da Assessoria de Imprensa do evento é a Mônica Cotta e Camila Pereira.

A realização é da LR-Criação & Produção.
Fábio
25 de Outubro de 2004 #

Me lembro de um projeto com esse nome (Rio Choro) mas, criado e realizado em dois ou tres anos consecutivos pelo saxofonista Mário Seve. De qq maneira a iniciativa é válida.
Bilinho Teixeira
Bilinho Teixeira
26 de Outubro de 2004 #

Aqui em Campo Grande-MS, temos o grupo Pantachoro e eu mesma como única sambista do Centro-Oeste. Temos artistas e muita música de qualidade. Precisamos ampliar horizontes e iniciarmos um intercâmbio de choro e samba e sairmos um pouquinho só do eixo Rio-SP, com certeza isso ampliaria nosso mercado de trabalho.
O Brasil é riquissimo em artistas que por falta de oportunidades não conseguem mostrar o talento e assim engrandecer ainda mais nossa cultura.
Um beijão a todos os amigos,
Juci Ibanez
Cantora/Produtora Cultural
juci ibanez
26 de Outubro de 2004 #

Parab'ens,eventos como esse deveriam acontecer mais neste celeiro musical do mundo,o Brasil.Sei q haver'a renovaçao e outros grupos serao mostrados.Deixo a pergunta: pq menores de 18 anos nao podem entrar?Sucesso a todos q participarao,aos patrocinadores e aos organizadores!!! Ubiratan Sousa.
Ubiratan Sousa
27 de Outubro de 2004 #

Ao Tiago Machado: você questiona a ausência do Galo Preto no Festival de Choro. Eu também questionaria não apenas este conjunto mas outros tantos que, por contarmos apenas com dois dias para a realização do festival (5ª e 6ª de novembro),não foram incluídos. E não cabe aqui enumerá-los, porque tambem não teríamos espaço.
Confio no sucesso deste festival, o que viabiliza outras edições. E aí o festival envolverá não apenas conjuntos do Rio de Janeiro. O choro, como todos sabemjos, é hoje presente em todo o país,embora mantenha sua essência carioca.
Cordialmente,
Jorge Roberto Martins.
jorge roberto martins
27 de Outubro de 2004 #

Onde ficam os pontos de venda dos ingressos para o festival?
laura leite
28 de Outubro de 2004 #

O festival mudou de nome, agora é simplesmente Festival de Choro.

O nome Rio Choro é um evento da Rio Arte (órgão da prefeitura do Rio), produzido pelo Mário Sève, que tem acontecido há 5 anos. Às vezes é um pouco menor, como em 2004, outras vezes é um dos principais eventos musicais da cidade, como em 2003. Pelo menos resolveu-se esta confusão.
Paulo Eduardo Neves
30 de Outubro de 2004 #

Como amante do choro, já estou ansioso por este evento. Mas gostaria de saber do pessoal aí da Agenda se vocês sabem se os ingressos estão sendo vendidos antecipadamente, aonde, e através de que telefone?
Obrigado.
Julio
Julio Miranda Batista
3 de Novembro de 2004 #

Além dos postos de venda da Ticketmaster, posso comprar no dia do evento no próprio Armazem 6?
Silvana
4 de Novembro de 2004 #

Alguem sabe como entrar em contanto com a assessoria de imprensa do evento ou com alguem que possa dar mais informações sobre o Festival?

Abraços,
Luiza.
Luiza
5 de Novembro de 2004 #

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