![]() |
Você não pode comprar CD da Prefeitura com raridades da Mangueira |
|
| Página principal » Notícias » Notícias antigas | ||
|
Se você gosta de nosso trabalho, nos apóie se tornando um Amigo do Samba-Choro. |
|
Num ato louvável a Prefeitura do Rio está bancando o projeto Memória do Samba. O projeto consiste no registro em CD da história do samba dentro das escolas de samba, nas vozes dos protagonistas, seus descendentes e seguidores. A primeira escola escolhida foi a Mangueira, a próxima promete ser a Estácio de Sá. O disco é composto de sambas de quadra e terreiro lançados entre os anos 20 e 60. Tem músicas inéditas de Prego, Pondonga, Alfredo Português, Gradim, Mestre Gato e Arthurzinho. Gravações de Cartola acompanhado por Jacob do Bandolim (as mesmas do disco do MIS), Nelson Sargento, Carlos Cachaça e da Velha Guarda da Portela. E ainda Pedro Amorim, Zé da Velha e Elton Medeiros. O CD vem acompanhado de um livro com a história da escola e fotos de seus mais importantes integrantes.
Voltar para Manchetes de Novembro de 1999
Comentários dos leitoresCaros senhores,
A iniciativa de lançar CDs dentro do projeto Memória do Samba é assaz louvável. No entanto, fui informado de que, "da tiragem inicial de três mil exemplares, mil serão distribuídos entre os compositores e herdeiros, a título de direitos autorais, e que o restante destina-se à mídia, especialistas e pesquisadores, universidades e academias, a museus e instituições brasileiras e internacionais" (citado do texto de Paulo Eduardo Neves, da Agenda do Samba & Choro, www.samba-choro.com.br). O citado CD não poderia, então, ser comprado por nós, meros mortais apreciadores da melhor música popular do mundo, a menos que conheçamos pessoalmente os ditos herdeiros ou compositores. Em que premissa se baseia tal decisão? Na subestimação da Cultura do público consumidor? Na crença de que uma obra de tal calibre não encontraria NENHUM interesse do público consumidor? Creio eu que a proposta deveria ser administrada de maneira oposta à atual: a obra deveria constar de catálogo comercializável, e DIVULGADA amplamente, se não à toda a mídia (falada, impressa, televisionada, radiofonizada, internetizada, sólida, líquida e gasosa), pelo menos junto aos setores que, reconhecidamente, consomem Cultura de alto nível (por exemplo, leitores de revistas como Palavra, Bravo etc., frequentadores de locais como Candongueiros, Bip-Bip e Café das Artes, e outros setores que, naturalmente, são de seu conhecimento). Suponho que alguma acolhida esse projeto encontraria junto a membros desse segmento da sociedade. Não permitir o acesso do público interessado a qualquer obra cultural é negar, mesmo, a proposição de que um projeto de tal natureza venha a fazer parte da Cultura. Pode parecer apenas uma macumba para turista e um cala-boca para os sambistas. Afinal, toda e qualquer obra de Arte se baseia num tripé cosntituído de Autor-Público-Crítica. Como fazer um tripé com menos de três pés? Atenciosamente, Fernando Toledo fernandotoledo@hobeco.net Visite o nosso sítio: http://www.hobeco.net É, os amantes do samba ficou sem essa. O que poderia ser uma ótima venda em termos de discos de samba, não foi de nada. 3000 exemplares para herdeiros e parentes. E os outros que quriam comprar, como que fica? Esse pessoal do governo não deve pensar mesmo, esse é um dos motivos da cultura do samba estar diminuindo na cidade ou quem sabe no país.
Thiago - 14 anos Um de nossos leitores nos mandou a resposta que recebeu do próprio Conde (ou, mais provável, de um aspone):
O projeto Memória do Samba surgiu da necessidade de resgatar e registrar parte da cultura popular, que vinha se perdendo ao longo do tempo, para que os pesquisadores e interessados nos sambas antigos pudessem ter acesso a estas informações no Arquivo da Cidade. A produção desse trabalho, que envolveu dois anos de pesquisas, por questões jurídicas não pode ser comercializada. A tiragem tem que ser limitada e pequena para viabilizar o projeto. Mil exemplares pertencem aos autores dos sambas (ou seus herdeiros), que detém os direitos autorais e outros mil serão enviados a instituições culturais (nacionais ou estrangeiras) ligadas à musica, como faculdades, Museu da Imagem e do Som, Conservatório Brasileiro de Música etc., onde as pessoas poderão ter acesso ao trabalho. À Prefeitura da Cidade do Rio de Janeiro caberá tão somente cerca de mil exemplares que serão destinados à vários órgãos municipais de pesquisa, como o próprio Arquivo da Cidade. Depois do Estadão, a revista NO também publicou um artigo sobre o disco. O legal deste último é que tem trechos de duas músicas.
|
Índice
<< Anterior
Próxima >> » Envie esta notícia para um amigo » Imprima esta notícia |