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Aberto edital nacional para participar do Projeto Pixinguinha |
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O dinheiro é bom, para cada apresentação serão pagos R$1.600,00 para o artista principal e R$360,00 para cada músico acompanhante. Independentemente disto, é uma oportunidade única de levar sua arte aos mais diversos cantos do país. Serão shows em 27 capitais e 12 cidades do interior, com ingressos não custando mais do que R$5,00. Criado em 1977 por Hermínio Bello de Carvalho, o projeto Pixinguinha foi o mais importante e mais bem-sucedido projeto público de difusão musical e formação de platéias do nosso país. Junto com a reformulação das leis de incentivo (tão criticada por artistas famosos), finalmente podemos ver ao que veio o ministério da cultura do novo governo. Patrocinado pela Petrobrás, é um exemplo de como o Estado e empresas públicas podem direcionar democraticamente a produção cultural do país. Após anos submissos aos humores do mercado, parece que finalmente temos uma Política Cultural com letras maiúsculas. Vale até a pena ler o discurso do ministro da cultura. Pra melhorar, só se o ministro resolvesse contrariar seu outro patrão e investisse contra a prática do jabá. Um terço dos selecionados será indicados pelas secretarias estaduais de cultura de cada estado. Essa turma ganha menos por show, mas talvez você tenha mais chance de entrar disputando somente com seus conterrâneos. Vale a pena investigar como se inscrever localmente. Dicas para preparar sua inscriçãoEm 2001, participei da comissão que selecionou os músicos que se apresentariam na Sala Funarte do Rio de Janeiro. Foi uma experiência interessante que me possibilita dar preciosas dicas exclusivas de como funciona um processo de seleção. Lembre-se que você sempre pode agradecer tornando-se um Amigo do Samba-Choro e ajudando a manter nosso trabalho.Tenha em mente que avaliar é uma tarefa difícil. Milhares de artistas disputam contigo, é impossível que a comissão ouça sua música com atenção. Ninguém vai ler seu bem escrito e longo release. Qualquer pretexto pode servir para te desqualificar. Vamos às dicas.
O projeto está maravilhoso, só há duas críticas a fazer. Uma é a necessidade de se estar associado à OMB. Músicos de todo o Brasil têm contestado judicialmente a entidade. Esta exigência deixa de fora um bom número de músicos que brigam por seus direitos. Tomara que alguém entre na justiça contra isto. Outra limitação questionável é a de seis músicos acompanhantes. Isto deixa de fora interessantes projetos coletivos. Não será desta vez que verei um show dos paulistas A Barca, ou dos pernambucanos do Samba de Coco Raízes do Arcoverde.
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Comentários dos leitoresProjeto Pixinguinha: Edital
O presente Edital tem por objetivo estabelecer o regulamento de inscrições, seleção dos participantes e o funcionamento do PROJETO PIXINGUINHA, série de caravanas musicais a ser realizada pela FUNARTE nos períodos de setembro a novembro de 2004 e abril a novembro de 2005. DA HABILITAÇÃO Art. 1º Podem participar do processo seletivo músicos - cantores e/ou instrumentistas - brasileiros natos ou naturalizados portadores de registro profissional e em dia com as anuidades da Ordem dos Músicos do Brasil e do Sindicato dos Músicos de sua localidade; Art. 2º Estão aptos a se inscrever os cantores e/ou instrumentistas individualmente e os grupos musicais compostos por até seis pessoas. Art. 3º Serão aceitas somente inscrições de músicos ou grupos musicais que apresentem trabalhos no âmbito da música popular brasileira, em toda a sua diversidade. Art. 4º Não participarão do processo seletivo os músicos acompanhantes. A seleção destina-se àqueles que se apresentam como atração principal (música instrumental inclusive). Art. 5º Serão aceitas somente inscrições de pessoas físicas. I - Ficha de inscrição (disponível no site http://www.funarte.gov.br) devidamente preenchida e assinada pelo candidato – a ficha também poderá ser retirada na Coordenação do PROJETO PIXINGUINHA (Rua São José 50 / sobreloja, Centro – Rio de Janeiro); II - Cinco CDs ou fitas cassete claramente identificados de igual teor contendo gravações de no mínimo 6 (seis) músicas interpretadas pelo candidato – o material sonoro que estiver inaudível ou identificado de forma confusa impedirá a avaliação por parte do júri; III - Cópia autenticada de procuração firmada em cartório, caso a ficha de inscrição seja assinada pelo procurador do candidato;
I - Os materiais de inscrição enviados por carta registrada deverão ser postados até 28 de JUNHO; II - Os materiais de inscrição enviados por SEDEX deverão ser postados até 9 de JULHO.
Parágrafo único: Serão desconsideradas as inscrições postadas fora do prazo e aquelas cujo material estiver incompleto.
Parágrafo único: A Comissão levará em conta a qualidade artística dos candidatos, bem como a diversidade dos trabalhos apresentados, buscando eleger representantes de vários gêneros e movimentos musicais.
DA CONTRATAÇÃO Art. 11 O período da prestação do serviço será comunicado aos selecionados no ato da efetivação da contratação, não sendo superior a 1 (um) mês.
Art. 12 Os músicos acompanhantes também serão contratados devendo, para isso, apresentar a mesma documentação referente à contratação das atrações principais.
Parágrafo único: A proporção será de duas atrações deste Edital para uma dos selecionados a partir das indicações dos Estados e Municípios. Art. 15 Os artistas indicados pelas Secretarias de Cultura também passarão pela seleção da Comissão Julgadora, sendo que os aprovados deverão apresentar a mesma documentação exigida aos demais artistas componentes das caravanas.
Art. 19 A indicação dos músicos acompanhantes por parte dos candidatos selecionados está sujeita à aprovação da Comissão Executiva do PROJETO PIXINGUINHA, que estabelecerá o número máximo de componentes de cada conjunto de acompanhantes, de acordo com a configuração do show e o orçamento pré-determinado.
Art. 20 A atração impossibilitada de participar da caravana não poderá indicar substituto. Parágrafo único. Caberá à Comissão Executiva do PROJETO PIXINGUINHA indicar o novo integrante da caravana, tendo como base a classificação dos inscritos segundo a Comissão Julgadora. Art. 21 As caravanas deverão partir da cidade do Rio de Janeiro, onde se concentra a produção do PROJETO PIXINGUINHA, com destino às cidades incluídas nos respectivos roteiros.
Art. 22 Os artistas selecionados neste Edital e os artistas indicados pelas Secretarias, assim como os músicos acompanhantes, deverão se apresentar à produção do PROJETO PIXINGUINHA 2 (dois) dias antes do início dos circuitos, na cidade do Rio de Janeiro, em dia e hora pré-determinados e comunicados pela Comissão Executiva do PROJETO PIXINGUINHA. Parágrafo primeiro. A apresentação do artista na data estabelecida é obrigatória, pois neste período serão realizados um ensaio (com presença obrigatória de todos os artistas) e toda a preparação burocrática para o início das viagens. Parágrafo segundo. Pelo ensaio o artista não receberá qualquer remuneração.
Art. 23 Correrão por conta da produção do PROJETO PIXINGUINHA somente as despesas com diárias de hospedagem, alimentação (três refeições / dia), passagens aéreas e traslados internos nas cidades incluídas no itinerário do Projeto.
Parágrafo único. A produção do PROJETO PIXINGUINHA não se responsabilizará por despesas em hotel (serviço de quarto e telefonemas, entre outros), lavanderia, lanches e demais gastos pessoais não previstos neste Edital.
Art. 28 O material de divulgação produzido ou disponibilizado para o PROJETO PIXINGUINHA e os registros das apresentações (em foto, vídeo e áudio) ficarão à disposição da FUNARTE como material institucional sem qualquer custo adicional por prazo indeterminado - não podendo este material ser comercializado sem autorização expressa dos músicos participantes da gravação. É uma pena que o Tio Samba não possa participar deste projeto (tem onze integrantes). Mas desejo boa sorte a esta iniciativa do Ministério da Cultura e espero assistir a shows de grande qualidade.
Maravilhosa a notícia do ressurgimento do Projeto Pixinguinha. Só enxergo virtudes na iniciativa - com duas pequeninas exceções. A primeira, como já se apontou aqui, é a obrigatoriedade de os músicos estarem em dia com a anacrônica e mercenária OMB, que já não tem o menor respaldo da categoria. A outra é oferecer um cachê baixo em termos de mercado. Claro, dirão alguns, a questão é relativa. Muitos não ganham os 360 reais na maioria dos shows de que participam. Quem toca em dias nobres nas casas de sucesso da Lapa, no Rio de Janeiro, chega a tirar o dobro, por exemplo. Já outros músicos, ao acompanhar artistas de sucesso, podem tirar por show três ou quatro vezes esse valor. Se, afinal, o pessoal do Pixinguinha optou por endossar a mão de ferro da OMB, porque não respeitar as tabelas de cachês mínimos dos sindicatos? O Sindmusi, aqui do Rio, prevê um cachê mínimo de 605 reais. Sabemos que, segundo as leis do capitalismo tropical, muitas vezes o piso salarial vira teto, mas este não é um valor irreal em termos de mercado, muito pelo contrário. De qualquer modo, vale repetir, a iniciativa é mais que oportuna, vai empregar bastante gente, ajudar a formar público para a boa música brasileira, promover intercâmbio entre músicos e técnicos de várias regiões do país, se me convidarem eu vou. :-) Mas nunca é demais lembrar: em termos de mercado, ainda mais em se tratando de viagens, a grana é curtinha. Não é, mais-velhos?
Só gostaria de saber se ás músicas para a seleção devem ser inéditas ou não....?alguém tem esta informação?
Obrigado, Alexandre Também gostaria de saber como derrubar a exigência da OMB e Sindicato também porque a filiação é opcional em qualquer categoria. Já emeiei prá Funarte e não tive retorno.
Quero salientar que a exigência de estar em dias com a OMB (ela que nunca esteve em dias com a categoria)é muito estranha e não é, como o meu querido Luis Felipe Lima diz, "pequenina exceção". Há inclusive jurisprudência constituída porque não se pode impedir, a princípio,quem quer que seja, de exercer seu ofício. Quero sugerir que a lista de assinaturas que tem circulado em apoio à extinção dessa exigência, via OMB, seja encaminhada à FUNARTE e , além disso, encaminhada aos demais órgãos de comunicação (jornais, TVs, etc).
Abraços em todos, Luiz Otávio Braga Tenho um grupo de choro chamado Chorando aos Prantos, mas 2 integrantes não possuem a carteira da OMB.Como poderia estar enviando a ficha de inscrição?
Essa coisa da OMB ser obrigatória também acho balela! Eu por exemplo que estudo música, canto e poderia participar, não posso, porque não sou "profissional". Oras! Que bobagem!!!
Completamente de acordo com o email do Luís Filipe de Lima.
Estou em dia com a ordem pelo simples fato de ter de faze-lo...(e para me ver livre deles ate o proximo ano).... mas realmente soa muito "suspeito" essa obrigatoriedade principalmente se compararmos a nao utilizacao dos valores de caches indicados pelo Sindicato dos Musico (vide mais uma vez o email acima citado). De qualquer modo, seja benvindo "Projeto Pixingunha" e boa sorte a todos. Só uma informação que não está no texto principal: o pessoal da Funarte, que está produzindo, também é contra a obrigatoriedade da OMB. A própria Ana Bernardo, que está à frente do projeto, foi uma das primeiras a assinar o abaixo assinado contra a OMB. A questão é que por enquanto a obrigatoriedade ainda é lei e o governo tem que seguí-la, concordando ou não. O único jeito dos músicos se livrarem disto é tomarem as medidas judiciais cabíveis. O espaço aqui está aberto para vocês se organizarem.
Entendo isso, Paulo, e não duvido nem um pouco das intenções da equipe que está pondo de pé a nova versão do projeto. Basta ver a lisura do pessoal da Funarte naquele episódio "Portela versus Gaviões da Fiel", muito entre aspas. O problema, acredito, é o lobby da OMB em Brasília, ainda muito poderoso, que faz lembrar a necessidade de o músico estar em dia com os cofres da entidade. Mas me pergunto: quantas "obrigatoriedades que são leis" não são observadas em nosso país, mesmo pelo poder público? Quantas são as leis, mesmo consideradas justas pelo senso comum, que "não pegam"? Vá lá, mesmo que levando a ferro e fogo a tal obrigatoriedade, hoje já formalmente contestada por dezenas de músicos brasileiros, que ganharam na justiça o direito de não mais pagar as extorsivas anuidades da Ordem, creio que fiscalizar a adimplência dos músicos em relação à OMB seja um problema da própria OMB, e não da Funarte ou de qualquer empregador. É preciso, afinal, que os empregadores - aqueles que precisam dos músicos, assim como os músicos precisam de trabalho - despertem para esta questão e se posicionem do lado de nossa categoria profissional, e não de uma excrescência dos tempos da ditadura que tem, na prática, apenas a função de impedir o trabalho de quem não lhe é filiado ou de quem lhe deve as anuidades.
Ora, por que tanta repugnância com a Ordem dos Músicos?
Afinal ela "luta" pelo músico brasileiro, "distribui" passagens aéreas para o músico que precisa, "pega no pé" do Ministério da Cultura para criar leis para os artistas que não são da mídia, "pede" ao Ministério das Comunicações que crie uma lei obrigando as TV´s e Rádios do país a terem uma programação cultural musical de qualidade, etc, etc..... Sabe o que eu acho? Bin Laden estava certo! Só errou o alvo! Ah gente,
Esqueci de dizer: Parabéns aos organizadores do Projeto pela iniciativa. Acho que a gente precisa de mais gente fazendo isso no Brasil. Só não vou me inscrever porque acho que vou mudar de profissão: Como aqui já tem, vou morar em outro país e criar uma OMB e me tornar presidente! Tchau, depois mando notícias, ok? Hoje estou super bem humorado!!! E o mais engraçado é que a OMB reajusta os valores da tabela de cachês pelo menos umas duas vezes por ano, embora receber uma tabela por show tenha se tornado uma coisa quase impossível... Só reajustar preços é mole. Quero ver é garantir que sejamos pagos com esses preços.
Mas há um engano aí, Lucas, aliás muito comum entre nós músicos: a famosa "tabela" não tem nada a ver com a Ordem, mas sim com os sindicatos de cada estado (ou município), que a estabelecem e reajustam. É a chamada Tabela de Cachês Minimos para Músicos Autônomos, que pretende determinar pisos de remuneração para os músicos em várias situações: shows, gravações de disco, gravações para tv ou cinema, etc. A tabela não tem a menor força de lei, e é apenas um instrumento da categoria, representada pelo sindicato, que tenta impor ao mercado parâmetros de cachês. Ora, sabemos que em muitas situações os 605 reais de cachê de show (que representam a tabela de show do Sindmusi-RJ) deixam de ser piso e viram teto. Mas este valor está longe de ser irreal. Vários artistas e bandas no Brasil pagam a seus músicos por show não apenas a tabela, mas uma tabela e meia ou até duas. Para ficar na área do samba, lembro de Martinho da Vila, Zeca Pagodinho, Alcione, Jorge Aragão e de outros que se dividem entre o samba e outras praias, como Ney Matogrosso, Simone, Elymar Santos e Emílio Santiago. Mesmo na noite é possível ganhar mais que uma tabela. Nas mais concorridas casas noturnas da Lapa, no Rio de Janeiro, não é difícil tirar mais que os 605 reais, em dias nobres. Tudo bem, são mesmo situações de exceção para a maioria dos trabalhos - e para a maioria dos músicos. Mas a tabela é, antes de tudo, uma posição a ser marcada pela categoria. Ela ajuda, e muito, na hora de uma negociação, em que você sabe que o contratante não vai ter a tabela pra dar a cada um dos músicos, mas você lembra a ele seu valor e quase sempre acaba puxando pra cima o valor da proposta. Também já pensei como você, Lucas, que os valores da tabela são muito altos e representam uma situação de exceção no mercado - e isso ainda numa época em que a tabela tinha maior peso, "valia" mais para os contratantes. Outros músicos que conheço também pensam assim, acham que a tabela, para ser piso de fato, deveria apresentar valores mais baixos. A questão é que os valores da tabela e sua política de implementação são detrminados pelos sindicatos em assembléias das quais fazem parte a categoria - quer dizer, justamente nós... Ora, se não concordamos com essa política, é só comparecer, opinar, debater e votar de acordo com nossa convicção. Quem sabe não muda? As assembléias são abertas e divulgadas pelos jornais e sites dos sindicatos. E o sindicato é feito por nós. Os estatutos são claros, qualquer filiado pode participar de discussões ou mesmo ser eleito. Ao contrário - e aí voltamos ao ponto x - da OMB e seus conselhos regionais, cujos estatutos parecem cabeça de bacalhau: não conheço qualquer pessoa que já os tenha visto. A diferença entre a Ordem e os sindicatos é que os sindicatos fazem pouco, mas só não fazem mais porque nossa categoria é desmobilizada e desunida, enquanto a Ordem nada faz além de impedir o acesso ao trabalho de quem não está em dia com ela e, pior, cria uma série de barreiras para que nós, profissionais atuantes, possamos controlá-la.
Adorei a idéia e muito mais os comentários de todos os músicos. Uma pena que a maior parte dos grandes talentos anônimos ou não muito conhecidos, ficarão de fora.
Deveriam existir pelo menos dez projetos simultâneos como esse, para músicos de todo o País pudessem fazer o seu trabalho. Um grande abraço a todos e parabéns pela iniciativa. Acho o projeto excelente, contudo gostaria de deixar a minha indignação quanto a obrigatoriedade da anuidade da OMB, uma vez que esta ordem é totalmente ausente da vida profissional da classe, além de considerá-la mercenária.
Por favor...
Alguém pode responder? Quando sai o resultado da seleção do projeto Pixinguinha? Geralmente são divulgados os nomes que compõem o juri? o resultado da seleção do Projeto Pixinguinha encontra-se a disposição no site da funarte (www.funarte.gov.br) , assim como os nomes da comissão julgadora.
Oi galera da Funart:
Já saiu o resultado das bandas classificadas no Projeto Pixinguinha? Aonde eu posso verificar via Internet? Obrigada pela atenção Lucia Lopes |
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