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Teresa Cristina brilha em CD tributo a Paulinho da Viola

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Por Paulo Eduardo Neves
Publicada em 15 de Novembro de 2002 
Assunto: CDs

  ampliar Divulgação/2002  
Teresa Cristina, grupo Semente, Paulinho da Viola e Paulão
Teresa Cristina, grupo Semente, Paulinho da Viola e Paulão
Sem dúvida um dos melhores presentes que Paulinho poderia ter ganho no dia de seu aniversário: a estréia em disco do grupo Semente e Teresa Cristina, dos grandes responsáveis pelo renascimento das noites de samba da Lapa carioca. Uma estréia em alto estilo pela Deck Discos: CD duplo, fotos de Walter Firmo, desenho do Elifas Andreato, encartes com cifras das músicas e participações especiais do próprio Paulinho da Viola, Elton Medeiros, Época de Ouro e Velha Guarda da Portela. Para garantir a parte musical, eles fizeram o que todo grupo estreiante em estúdio deveria fazer, chamaram um produtor experiente e competente. Como a estréia é de luxo, chamaram nada menos do que o melhor produtor de samba da atualizadade: Paulão Sete Cordas.

Gravar um tributo ao Paulinho é uma ousadia. Cantado só conheço o disco da Célia e do Zé Luiz Mazziotti, instrumentais também são poucos, como o dos chorões Galo Preto e o do violinista Jerzy Milewski. As cantoras Gal Costa e Leila Pinheiro já anunciaram que gravariam discos só com repertório do Paulinho e desistiram. Tenho uma teoria para um compositor do porte e da importância do Paulinho ser tão pouco gravado. O "problema" é que ele também é um maravilhoso cantor e instrumentista. As pessoas ficam constrangidas em gravar e serem comparadas com o original. Para gravá-lo é preciso antes de tudo personalidade.

Personalidade é o que não falta a Teresa Cristina. Sempre escolheu exatamente o que fazer em sua carreira, nunca fez concessões. Continua a cantando tímida, de olhos fechados e concentrada. Por seu jeito contido chegou a ser apelidada de "Paulinho da Viola de saias", mas nem por isto deixa de dar broncas no público quando estão atrapalhando a música. Essa integrante da ala de compositores da Portela sempre cantou o que quis, mantendo uma profunda reverência aos mestres do samba e de sua escola. No disco, seu jeito manso de interpretar casa perfeitamente com as canções de Paulinho.

Escolher o repertório de um disco só com músicas do Paulinho é uma dádiva e um pesadelo. Dádiva pois não há a menor chance de se escolher uma música ruim. Pode-se fazer a seleção até jogando uma moedinha para o alto que terminará com um repertório primoroso. Pesadelo, pois sempre ficarão músicas maravilhosas de fora. Deve ter sido por isto que fizeram um CD duplo, para poderem escolher mais músicas. O disco -- surpresa! -- começa com uma música que não é do Paulinho, mas de seu repertório, "Meu mundo é hoje", um verdadeiro manifesto de Wilson Batista. Depois entra um choro letrado e pouco conhecido, "Coração Imprudente", com um arranjo que tem até tuba. Só então vem uma música mais conhecida: "Coração Leviano". O repertório segue misturando sucessos do Paulinho com pérolas menos conhecidas, cobrindo praticamente toda sua carreira, de "Coração Vulgar" do primeiro disco com o grupo Voz do Morro a "Quando Bate uma Saudade" de seu penúltimo disco de estúdio. Pedrinho Miranda também canta algumas músicas. Para manter a fama de gravar músicas machistas (já o fez nos discos do Samba É minha Nobreza e de Gallotti), fez a façanha de garimpar uma assim do elegante Paulinho: "Responsabilidade", lançada no segundo LP do Voz do Morro.

Há que se destacar a maturidade musical dos jovens instrumentistas do grupo Semente: João Callado (cavaquinho), Ricardo Contrim (surdo), Pedro Miranda (pandeiro e voz) e Bernardo Dantas (violão). Eles não só tocam muito bem, como foram responsáveis por praticamente todos os arranjos dos discos. Para completar o time, eles chamaram vários músicos de primeira: Marcus Esguleba (que toca em quase todos os sambas), Pedro Amorim, Kiko Horta, Paulinho do Pandeiro, Roberto Marques, Maurício Almeida, Ovídio Brito, Eduardo Neves, Rui Alvim, Eliezer e Ivan Machado.

O disco deve ser encontrado nas "melhores casas do ramo". Estou colocando como comentário desta notícia os textos bacanas de Aldir Blanc e Adilson Pereira que mandaram só para a imprensa e que é legal divulgar mais. Vários jornais fizeram críticas do disco, ei-las: O Globo, Estadão, Folha, Estado de Minas e A Crítica. Links cortesia do sempre excelente sítio BMTH.

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Comentários dos leitores

Texto de Aldir Blanc

Este começo vai soar meio estranho, mas Teresa Cristina é um exemplo para a crise que assola o futebol carioca. Explico: ela tem todo o jogo de cintura do mundo e entra duríssimo quando é pra defender nossas cores. Vascaína, dedicou dois Cds antológicos a outro ilustre navegador (de rios do Rio) cruzmaltino: Paulinho da Viola. Os integrantes de bom gosto das outras torcidas do samba são bem-vindos pra essa primeiríssima comunhão, envolvendo três dezenas de hóstias cariocas, morenas, bem temperadas. Ao invés do vinho luso, cerva e limão-da-casa. Como escolher entre ?Tudo se transformou?, ?Pra não contrariar você?, ?Coisas do mundo, minha nega?, ?Moema morenou?, no meio de tantas jóias?

Então vamos falar da intérprete. Trata-se de uma voz entre a amarelinha riscada no chão e a pipa no alto ? sem cerol. Nada mais moderno do que as suaves interpretações que ouvimos nesses discos, e nada mais antigo. Na linha de passe entre passado e futuro, a bola do presente não cai, e os ouvintes saem ganhando. Há uma espontaneidade de banho de mar a fantasia, mas o traje da porta-bandeira não desmancha. Aquilo que não se aprende na escola evolui ? dez! nota dez! - brilhando nos vários quesitos, sem atravessar, deslumbrando desde a dona de casa suburbana ao obsessivo fotógrafo japonês.

E foi bom falar em fotografia: há muitos instantâneos aqui, bondes, chapéus de palhinha, orvalho sobre bandolins, o Ameno Resedá, o sarrabulho do Filho de Ogum Bexiguento na Gamboa, um passeio magistral pela outra orla, aquela que vai de Ramos à Praça Mauá.

Por paradoxal que pareça, esse cantar profundamente urbano, de um momento pra outro, transfigura-se e altera a paisagem: onde havia um pagode no buteco da esquina surge a savana, um baobá solitário, a silhueta de animais selvagens recortada contra um imenso sol avermelhado. O banzo de mãos dadas com a alegria ancestral nos envolve o coração: estamos na África.

Com as sutilezas da música ultrapassando as leis da física, ficamos com um ventrículo pulsando em cada continente, harmonia negra, mestiça, orgulhosa como as mantas de lá, colorida como os cocares que enfeitam os multicantos de Teresa Cristina.

Relise do disco, por Adilson Pereira

Quando Teresa Cristina era criança, com seus 3 anos, passava noites ajudando o pai feirante a preparar saquinhos de limão que seriam vendidos no dia seguinte. Nessas ocasiões, era embalada por três discos, os únicos que o chefe de sua família possuía: um de Candeia, outro do também sambista Roberto Ribeiro e um terceiro de Gal Costa. Teresa e a irmã acabaram decorando todas as letras, mas confessa, hoje, que não entendia o universo daqueles intérpretes. "Ríamos do meu pai", diz, num tom que não tem nada de arrependimento mas que ao mesmo tempo deixa claro que o riso não era maldoso. Hoje, depois de mais de duas décadas, ela entende não só daquilo, mas de tudo que o samba tem de bom. Tanto que com isso ajudou no que pode ser chamado de "renascimento da boa e velha Lapa". Foi nesta região do Centro, cantando num bar, que a moça se transformou num ícone musical carioca. Quem freqüenta ou não a noite está ganhando agora o primeiro registro de Teresa em disco, um duplo em que ela interpreta (com o Grupo Semente) a música de Paulinho da Viola.

Teresa acha que entrou tarde no mundo do samba. "Foi aos 26, 27 que comecei a compor", lembra ela, referindo-se à pérola que fez botando letra numa melodia pela qual era apaixonada, a do ponto de macumba da Vovó Cambinda. Pode-se dizer que o fato de Teresa ser uma umbandista praticante também a ajudou a manter contato com o mundo dos baticuns. O fato é que o som com conotação religiosa virou "Demora não", (sua primeira) música que entrou no repertório do grupo Acorda Bamba e que rendeu elogios à autora. "As pessoas gostaram e, aí, começaram a perguntar a respeito. Você vai ao colégio e só toca música estrangeira. E eu ia ao Olaria e ao Social Ramos Clube na época da discoteca... Depois é que começou a ter espaço para quem curtia música brasileira. Alceu Valença, A Cor do Som e Ednardo foram meu caminho de volta para a nossa música", explica, deixando claro que tem uma formação musical que não é restrita aos terreiros e discotecas.

Uma formação complexa e variada, digamos, termos que também podem ser aplicados à sua vida profissional pré-Lapa. Antes de ser do samba, Teresa Cristina foi manicure, auxiliar de escritório, vendedora, secretária do Diretório Central dos Estudantes da Uerj e prestadora de serviços de vistoria ao Detran. "Ser manicure foi ótimo porque desde os 13 anos eu podia ir ao cinema, tinha um dinheirinho. Como vendedora de margarinas, visitei muita padaria e percebi que tinha talento para lidar com gente. Na Uerj, montamos uma rádio pirata na qual tive com um amigo um programa. Foi como um reencontro, só tocávamos música brasileira", lembra.

Foi na Uerj também que ela absorveu dois ingredientes que seriam determinantes para suas composições no futuro: José Saramago e Gilberto Freyre. "Li os dois quando estava no primeiro período da faculdade. Tenho certeza de que me influenciaram na composição de diferentes músicas. Sabia que fazer faculdade não era fundamental para ser boa compositora. Mas processei aquelas informações. Eu não digo que fui sambista a minha vida toda", declara, de um jeito sério mas que não deixa fugir a entusiasmada serenidade com que pauta uma conversa. Teresa teve acesso a Saramago e Freyre quando começou um curso de Letras na Uerj. Os planos dela eram de se especializar em português e inglês. A pouca fluência no idioma do Tio Sam, no entanto, fez com que ela acabasse trocando o inglês pela literatura para formar o binômio que ditaria os termos de sua graduação no circuito acadêmico. A universidade deu a Teresa mais do que figurões para ler. Deu um reforço no engajamento político que a faz comemorar a vitória de Lula com bastante alegria. Teresa participou ativamente do movimento estudantil em sua passagem pela universidade. Talvez venha um pouco daí, ou tenha se reforçado aí, tanto faz, a manha para o trato com o público. Uma manha tímida, mas manha de qualquer jeito.

A estréia no palco veio por acaso. Rolava um projeto no Planetário da Gávea em que estavam participando grupos como Boato e Acorda Bamba e ela foi chamada para cantar por conta do que havia escrito para este último grupo (do qual um dos integrantes é seu marido, o violonista Bernardo Dantas, também integrante do Grupo Semente). "Eu só tinha três músicas", recorda, parecendo reviver um pouco do temor que a fez ir em frente na época. Santo temor. Daí para ser convidada por Chacal, para participar de um evento produzido por ele, foi um pulo. Teresa Cristina tem uma história que parece provar que talento e boa sorte não podem ser dissociados. A sambista foi ganhando terreno aos pouquinhos. A chance de cantar no Semente, bar na Lapa onde ela começou a conquistar sua legião de fãs, veio porque um integrante da Velha Guarda da Portela que havia sido convidado para animar o lugar precisou recusar a chamada.

Teresa conheceu o pessoal da Velha Guarda da Portela, sua escola do coração, depois de ter ido a um show deles. Lembra ela que chorou durante toda a apresentação, tendo o produtor do espetáculo chegado a perguntar se havia algum problema. Era só emoção mesmo, a sensação de reencontro com uma cultura que havia resistido ao tempo e a tudo. Foi levando bastante em conta a emoção que Teresa montou o repertório para se apresentar com o Grupo Semente. "Fez muita diferença no meu trabalho a escolha destas canções. Músicas como 'Não deixe o samba morrer' e 'O amanhã' eram sucessos antigos que eu cantava e as pessoas amavam. Acho que foi tudo bastante gradativo, como a vitória do Lula. Quando comecei a cantar, aquilo para mim era um emprego. É difícil ver um lugar em voga por quatro anos. Sinto orgulho disso. Tentava e tento fazer cada noite de um jeito diferente", rebobina.

Os sucessos e outras não tão conhecidas entraram no repertório devagarinho. Fruto de pesquisa, uma outra provável - e saudável - herança/necessidade da época da faculdade. Tudo indica que Teresa não vai parar por aí. "Ano passado, descobri o samba de roda da Bahia. Às vezes penso: 'Legal estar compondo.' Mas também é bom trazer música de volta do passado. As retomadas são bacanas. É ótimo, por exemplo, ver hoje os jovens saindo para dançar forró", teoriza, tomando cuidado de não se colocar no romântico mas às vezes pretensioso papel de uma personagem que mostra o que é de ontem aos que são de hoje.

Teresa está muito mais para romântica do que para pretensiosa, por falar nisso. "Tento ficar tranqüila. Não invento nada. Não estudei canto. Tenho recursos na voz que não uso por não saber usar. Não me programo", diz, sem parar por aí as negações. "Insistem dizendo que tenho que fazer expressão corporal e abrir o olho", segue, referindo-se a uma marca sua, a de cantar muitas vezes com os olhos fechados, mergulhada na emoção que permeia seu universo. "Já se passaram quatro anos, eu não abri os olhos e estou aqui. Se eu for fazer o que a Clara Nunes fazia, vai ficar artificial. No (bar) Semente, as pessoas ficam muito perto. Se percebo que tem alguém me olhando, fecho os olhos. Fico sem graça", resume, parecendo desafiar os marqueteiros de plantão.

O jeito um tanto tímido é um dos motivos que a gente encontra para fazer uma ligação entre ela e Paulinho da Viola. Ligação formalizada agora com o lançamento deste disco duplo, "A música de Paulinho da Viola". "Paulinho não tem pose, não faz tipo nenhum. Até hoje, não sei qual é o tipo de Paulinho da Viola, porque ele não mostra. Ele não desperdiça idéias. É perfeito. E está o tempo todo tentando provar que não é isso que a
gente acha", diz, sem disfarçar o aval de seu lado fã. A lembrança mais antiga de contato com a música do mestre vem da primeira versão da novela "Pecado capital". "Eu era criança, muito influenciada pela cultura americana. Mas entendia aquilo. Eu ouvia e
gostava."

Foi também por acaso que Teresa Cristina se descobriu uma grande fã de Paulinho. Por acaso, não, pela matemática. Foi ela começar a contar e alistar as músicas que sabia cantar para descobrir que tinha muita, muita coisa de Paulinho da Viola. A grande maioria. Característica tomada tanto por críticos quanto por fãs, a, digamos, erudição com que Paulinho defende seu samba é vista com muitos bons olhos por Teresa Cristina. Azar o de quem critica isso ou coisas como a mudança que a sambista (ah, vá, Teresa, você pode ser chamada de sambista, sim) experimentou, da Vila da Penha para o Leblon. "Nunca estive tão perto da Vila da Penha quanto aqui, no Leblon. Esse discurso de que samba tem que ser feito no subúrbio por negros... Isso é preconceito. Não existe proximidade entre samba e vida miserável", ressalta, antes de voltar a Paulinho da Viola. De lá, vai até Ella Fitzgerald, que descobriu no início desse ano e tem ouvido sempre que dá tempo. Se isso vai mudar seu jeito de interpretar? Ela não sabe. Diz que pode enriquecer sua vida melódica.

Vida que já é rica. Tanto que João Augusto, da Deckdisc, convidou Teresa para gravar este CD duplo. "Foi como um presente", conta a moça. "Achei sonho demais. Fiquei tão encantada, deslumbrada. A ficha só caiu depois." O trabalho foi gravado entre agosto e
setembro de 2002, com direção artística de João Augusto e produção de Paulão Sete Cordas. Teresa foi acompanhada pelo fiel Grupo Semente: Bernardo Dantas (violão), João Callado (cavaquinho), Pedro Miranda (pandeiro) e Ricardo Cotrim (surdo). Houve ainda participações para lá de especiais: Velha Guarda da Portela em "Coisas banais" e "Perdoa", Conjunto Época de Ouro em "Samba do amor" e "Para ver as meninas",
Elton Medeiros em "Tudo se transformou" e ele, Paulinho da Viola, em "Depois de tanto amor".

Com o disco, Teresa espera atingir um público que goste de Paulinho. Ela sabe que o mercado não é mole mas acha que tem espaço para o que sabe mostrar. Se a vida da moça vai mudar, com o sucesso? "A Lapa eu não penso em deixar pra trás. Conheço todo mundo de rosto. Se eu passo na rua, sei quem vai ou foi me ver. Mesmo de olho fechado...". Sensibilidade é isso aí.


Adilson Pereira Novembro/2002
Paulo Eduardo Neves
15 de Novembro de 2002 #

Oooba!!! Sem ouvir,eu já gostei!!Sendo "mulé" no Samba,melhor ainda!!
Desejo muio axé,Parabéns antecipado e MUITA LUZ,nêga!!!!! A hora eé essa!
beeijo Mart'nália
Mart'nália
15 de Novembro de 2002 #

Assisti ao lancamento do CD da Teresa Cristina ( sem o CD ), fiquei vivamente impressionado com a festa, com a vibracao do publico, com a alegria esfuziante da galera. Realmente e um trabalho lindo, fantastico, gratificante que enriquece a nossa MPB. Nos comentarios que rolam por ai, sinto a falta de citarem o Centro Cultural Carioca - que vem sendo um incentivador da nossa musica de boa qualidade e que apostou nesta historia de que o bom vale a pena, da resultados, deve ser perseguido. No momento em que vivemos este processo predador, imediatista, cheio de concessoes ao mais facil, o Centro Cultural Carioca preferiu um caminho mais dificil, mais demorado, menos lucrativo mas que vale a pena ser perseguido. Acho que merecia um pouco mais de divulgacao, ate pelo fato da Teresa Cristina, do Grupo Semente e da Gravadora o terem escolhido como cenario para este evento. Enfim....
Isnard Manso Vieira.
Isnard Manso Vieira
16 de Novembro de 2002 #

Além de ser sempre muito bom termos um lançamento de outros intérpretes do mestre Paulinho da Viola, que sempre valorizou enormemente outros sambistas com suas brilhantes interpretações, saúdo esse trabalho num aspecto particular: o de conter o encarte das letras com as cifras das harmonias. Sempre que vou a qualquer show que eu tenha oportunidade de encontrar o artista, ou mesmo os músicos, insisto nessa sugestão. Saibam que muitos violonistas e cavaquinistas amadores que cantam com os amigos, muitas vezes se vêem frustados de não cantarem uma determinada música por não conseguirem pegar no ouvido determinadas passagens harmônicas, algumas vezes muito bem sacadas pelos músicos, bastante sutis, ou mesmo quando melodia e harmonia são elaboradas, de condução não convencional.
Saibam que isso tem um alcance imenso e também nos dá o prazer de acompanharmos com o disco.
Esperamos todos que as cifras sejam aquelas usadas nos arranjos.Acharemos Ótimo!!!.
Parabéns à nova cantora, aos músicos e convidados e vamos encher o saco da MPB FM para que ela programe várias faixas do CD.
Márcio Cazelli
16 de Novembro de 2002 #

ainda não pude encontrar aqui em fortaleza o cd,ele tb é vendido atraves da agenda do samba e choro ?Tô louco prá escutar,já conhecia a tereza cristina e o pessoal do semente do cd ö samba é minha nobreza,um dos melhores cds de samba das últimas décadas,e teve a sorte de assistir na tv cultura o especial da tereza,muito lindo,agora,será que terei oprtunidade de vê-los por aqui,ao vivo? ou terei de ir ao rio para isso? emfim,parabéns,pela estréia impecável e boa sorte prá todo mundo. j.guilherme.
joao guilherme da silva júnior
18 de Novembro de 2002 #

Há um perfume no ar, primaveril! Cheiro
de alfazema delicada, daquela que a gente guarda com medo de acabar...
Pra mim, música tem cheiro. E quando é boa, então!... Só que com música, ao contrário do perfume inexoravelmente finito, a gente tem vontade de oferecer, apresentar, repartir, por saber que sendo boa é pra toda vida. É assim que eu vejo.
E esse disco de Teresa Cristina e Grupo Semente já nasceu axalando esse perfume que é bem delicado como delicado é o mestre que o inspirou: Paulinho da Viola, da Lapa, da Portela, do Rio, do Brasil, paixão dos corações de todos nós, amantes do samba, do choro, das nossas mais genuinas raízes. Ou seriam Sementes?!
Estamos todos felizes.
Vai Teresa, espalha esse divino aroma pela cidade, pelo país, e ensina pra todos que de olhos fechados a alma vê melhor.
Beijos.

Didi(Cantor/ Grupo "Feitio de Oração)
18/11/2002
Didi
18 de Novembro de 2002 #

Tenho ido escutar Teresa na Lapa há umas duas sextas-feiras seguidas. Eu disse duas! E não consigo pensar em outra coisa. Passo a semana contando os dias, as horas, os minutos, esperando as sextas-feiras as 23:00 para escutar a voz feminina mais linda, suave e talentosa do samba.
Por isso, e pela humildade que a artista - e Teresa se comporta como "artista"? É ruim, hein! - demonstra, a simplicidade com que age, falando com pessoas que não conhece e, ao mesmo tempo conhece, como ela mesmo declara, e é o meu caso (ela me conhece e não conhece!) todos os méritos, elogios e (boas) críticas que receber cantando Paulinho, nunca serão suficientes para a enorme, imensa figura que é.
Rodrigo Pinto de Oliveira Santos
20 de Novembro de 2002 #

Lapa, Rio,em cada esquina o ressoar dos cânticos negros da nossa história.
Viva o samba viva o choro em tantas vozes cantado,chorado.
Chiquinhas,Teresas,Cristinas,princesas e rainhas,Salve.
Por esse mesmo caminho,uma peregrinação se faz ritual estamos lá quartas,sextas e sempre.E somos todos conhecidos!!!
Iara Rocha
23 de Novembro de 2002 #

Primeiramente, gostaria de parabenizar a iniciativa deste querido site de divulgar a boa música brasileira. Quanta coragem e ousadia frente ao lixo musical que impera nos dias de hoje. Não sou do meio musical, apenas uma espectadora leiga e apaixonada por nossa MPB (lato sensu). Mas vamos ao que interessa: Teresa Cristina e grupo Semente são fenomenais. Acompanho-os a pouco mais de dois anos nas noites da Lapa e cada vez que vou assistí-los é uma nova emoção. Como são talentosos! Quando soube do CD com canções do lírico Paulinho da Viola, pensei: eis um novo clássico. Ainda não ouvi o Cd, mas pelo que ouvi no Palco MPB da rádio de mesmo nome, ( Parabéns também a esta rádio. Vida Longa!)tenho certeza que é "pura Lapa". Para os da minha faixa etária (24 anos), vai um conselho: vamos treinar nossos ouvidos com boa música, vale a pena. ( Sou prova de que escutar boa música transforma uma pessoa. Na adolescência, eu escutava funk!!!). Enfim, desejaria que muitos jovens como eu pudessem sentir a emoção (poesia) contida nos versos do chamado "samba de raiz". Tenho esperanças!
P.S. Uma flor para Pedrinho Miranda, o homem mais sexy e encantador da Lapa!
Clarisse Azevedo
24 de Novembro de 2002 #

Quem não estiver encontrando o disco, pergunte para a gravadora no email deckdisc@decknet.com.br.
Paulo Eduardo Neves
25 de Novembro de 2002 #

Música boa não tem idade,basta sensibilidade e lá está ela,linda faceira com mil acordes encantados, também não tive uma formação privilegiada mas quando me descobri envolvida já era tarde. Hoje trabalho para a democratização da boa música como qualquer outro tipo de manifestação artística.Somos hoje, símbolo de resistência e temos o dever de implantar ao currículo escolar,música, teatro e muita leitura "literatura" nessa nova geração que tem tanta informação globalizada, e no entanto morre de inanição cultural.Não conhece sua própria história e tão pouco produz seus heróis com exceção do futebol é claro!
No mais é muita luta e samba e choro prá frente!!!
Iara Rocha
26 de Novembro de 2002 #

Quando eu conheci Teresa Cristina foi através de uma música dela que o grupo Acorda Bamba tocava: " tem um recado seu moço, demora muito não, é complicado seu moço, demora muito não..."

Pois é, demorou muito não, e ela vem com sua simplicidade acompanhada do perfeito grupo Semente para fazer história com esse Cd do Paulinho da Viola.

Desejo muita sorte para Teresa Cristina, Bernardo, Pedrinho, João, Ricardo e Paulinho.

Nano
Nano Ribeiro
26 de Novembro de 2002 #

Maravilha! Praticamente impossível ser melhor. O produto físico, embalagem,encarte,fotos, tudo perfeito. O produto cultural uma das coisas mais lindas que existem. Muito bom começar com o samba do Wilson Batista. Os versos " tenho pena daqueles que se agacham até o chão enganando a si mesmo,por dinheiro ou posição, nunca tomei parte nesse enorme batalhão" são perfeitos para mostrar a trajetória digna do mestre do samba e do choro que vem fazendo cultura pensando no futuro não esquecendo o passado de uma tal forma que quem beber dessa àgua não terá mais amargura. É uma beleza acompanhar Teresa Cristina e Grupo Semente há mais de dois anos e não cansar de ficar cada vez mais alegre e esperançoso sempre que os vejo exercendo o ofício nobre de cantar/tocar o que há de melhor nesse nosso Brasil.É empolgante ver Teresa Cristina, Pedro Miranda, João Callado, Ricardo Cotrim, Bernardo Dantas, Paulão, Esguleba, Paulinho do pandeiro, Pedro Amorim, Pedro Paulo, Mariana Bernardes, Cristina Buarque e todas as outras feras (só tem fera do tipo das do João Saldanha) produzindo esse disco magnífico. E além de tudo saber que o que vai perdurar é essa cultura de verdade.
Arnaldo Miceli
26 de Novembro de 2002 #

Quando a gente ouve Paulinho da Viola pelo proprio Paulinho, pensa que nao pode ouvir nada melhor nessa vida. Ledo engano. Teresa Cristina, com sua interpretacao divina,consegue algo inacreditavel, pois torna a poesia irretocavel de Paulinho em algo que vai alem da beleza sublime do samba, alem da propria arte de cantar. E quase sacro. Que bom porque Paulinho existe para nos trazer lindos sambas, e melhor ainda porque existe Teresa Cristina para canta-los.
marcos neves
26 de Novembro de 2002 #

Mando um beijão musical para todos os
"Sementes". Não me canso de ouví-los e de sambá-los com meus pés agitados e os meus olhos também fechados. O coração e os ouvidos atentos , dão conta do recado.
Mas quem quer olhar , olha , porque a "Gal" do "Semente" é tudo de bom de admirar como anfitriã.
Aproveitem para ouvir nas quintas, o Samuel(sax), Sérginho(pandeiro) e Filipe (violão), o Henri, o francês, os visitantes...É um arraso total para qualquer alma musical!!!
Obrigado TEREZA e a quem está por vir!!!
maristela trindade
27 de Novembro de 2002 #

Conheci Teresa Cristina em 2001, quando dirigia as filmagens do documentário sobre Paulo da Portela. Por indicação de Luis Carlos Magalhães e João Baptista Vargens fui ao Semente vê-la cantar. Combinamos um set, no próprio Bar Semente, junto com Cristina Buarque, para registrarmos alguns sambas do Paulo. Fiquei impressionado com a delicadeza e a firmeza de uma nova cantora, intérprete que não conhecia.
Após alguns takes, cheguei ao seu ouvido e falei: Teresa, porque você fecha tanto os olhos quando canta?
A camera amplia muito qualquer detalhe,
e me preocupava o close de um rosto que mantinha olhos fechados por algum tempo durante a canção.
Ela me respondeu timidamente: Eu canto assim.
E lá está ela, num dos trechos musicais no documentário, cantando "Serei teu Iô Iô" de Paulo da Portela, acompanhada do Grupo Semente, com toda sua sensibilidade e talento.
Parabéns, Teresa, pelo disco.
Agora é a nossa vez de fechar os olhos para ouví-la.
Dermeval Netto
Dermeval Netto
30 de Novembro de 2002 #

A Teresa foi a um programa de rádio e você pode ouvir suas músicas e ver fotos nesta página.
Paulo Eduardo Neves
1 de Dezembro de 2002 #

Bom, díficil dizer alguma coisa depois de tanta coisa, dita.
Não conheço as mumunhas da Lapa como Aldir, não sou do Rio, conheço pouco a tradição do samba local (moro em: São José dos Campos), mas tive o prazer de ir ao Centro Cultural Carioca da Gema.
Encantei-me com uma garota magra, de voz doce embalando meus sonhos: ouvir um samba bom, em sua forma mais delicada, pungente e ritmada que se pode ouvir. Fui agraciado com encantamento e gingado. A voz dessa moça: Tereza Cristina. Oxalá, a tenha.

Aprendi que o rio é capital do Samba, é sua artéria principal, é preciso que a Lapa se abra, esse estandarte do bom samba, para combater esse pagode michuruca que assola aas fms.
É preciso navegar além esse nevoeiro, devagar como um velho marinheiro, para chegar na avalon do samba, resistir e residir no samba bom.
Recomendo: Teresa Cristina, jóia de Ogum, que a bença de todos os sambistas de peso recaiam sobre você!!
edson martins de melo
5 de Dezembro de 2002 #

Vinha eu pela vida, desiludido de tudo, quando nesse final de ano tive duas baitas alegrias: a eleição do Lula e os dois discos de Teresa Cristina cantando a música de Paulinho da Viola! Só faltou o meu Vasco (e da Teresa e do Paulinho) ser campeão! Que discos belíssimos! Há três dias não escuto outra coisa! Que leveza! Que sintonia! A voz da Teresa Cristina... Taí, creio que a Teresa Cristina é a grande sucessora (que faltava!) da enluarada Elizete Cardoso. A enluarada Teresa Cristina! A meiga Teresa Cristina!
Com o Lula na presidência e a Teresa Cristina cantando na minha "vitrola" voltei a acreditar no Brasil! Coisas do mundo, minha gente!
Ronaldo Conde Aguiar
Ronaldo Conde Aguiar
9 de Dezembro de 2002 #

Salve.Habemus uma nova papisa do samba.Teresa Cristina veio agitar esse modorrento final de 2.002. Disparado o melhor CD do ano.É de emocionar.
Luiz Moyses
9 de Dezembro de 2.002.

9 de Dezembro de 2002 #

Teresa Cristina é o Paulinho de saia.
A mesma timidez no palco. Completam a cena: a perfeita dicção, a voz melodiosa e a contida simpatia.
E claro!!! O excelente repertório.
Teresa Cristina é da safra "Acorda Bamba", de onde só sairam craques.
Guilherme Guimarães (hoje em Barcelona); Lucas Amorim (em Paris); Rodrigo Sebastian, Breno Poubel, Jean Philippe, Alexandre Bittencourt e Bernardo Dantas. Sendo que Bernardo é a fera que acompanha (no violão) Teresa Cristina desde o tempo do Semente (Lapa).
Aliás, o grupo Acorda Bamba estará completando no próximo ano, 10 anos de estrada.
Fica a sugestão: uma apresentação apoteótica-comemorativa para marcar o evento.
A cultura desse país merece e precisa disso.
Murilo Antonio Rodrigues de Andrade Filho
10 de Dezembro de 2002 #

Teresa Cristina e grupo Semente!
Um disco digno, elegante e feliz !
VIDA LONGA A TODOS!
joão josé caramez
11 de Dezembro de 2002 #

Só hoje, sábado 14/12, tive a bênção de ouvir os 2 CDs da Teresa Cristina e continuo em estado de absoluto deslumbramento! Gravações como essas resgatam o que de melhor temos em nossa música, de A a Z, passando pela voz e a interpretação da cantora, as músicas e as letras simplesmente inesquecíveis, e a fantástica qualidade dos músicos. Esses discos deveriam ser distribuídos pelos governantes nas escolas e universidades deste país, para mostrar às novas gerações que resistir é preciso e que temos um acervo musical que tem que ser preservado a qualquer preço. Santa Teresa Cristina!!
Vasco Soares da Costa
14 de Dezembro de 2002 #

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Manchetes de Novembro de 2002

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