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Café Brasil 2 traz Época de Ouro e renomados músicos (sorteio!) |
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Grande notícia para os fãs de choro, o Época de Ouro, o mais antigo regional de choro em atividade, está lançando o CD "Café Brasil 2". Ano passado uma gravadora alemã encomendou um disco de choro para a Warner Music e o resultado foi o primeiro Café Brasil. Para surpresa da gravadora, foi um tremendo sucesso de vendas no Brasil e no exterior, com centenas de milhares de cópias vendidas. Sabemos que eles já têm outros discos semi-prontos, esperamos agora que o grupo mantenha o ritmo de um disco por ano.
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Comentários dos leitoresRepertório
Canta Brasil (Alcir Pires Vermelho e David Nasser) - Nó em Pingo D´Água Cegos de Luz (Ivan Lins e Aldir Blanc) - Ivan Lins Santo Forte (Dino e Pelado da Mangueira) - Arlindo Cruz & Sombrinha Nova Ilusão (Claudionor Cruz e Pedro Caetano) - Elba Ramalho Dino Pintando o Sete (Sivuca e Glória Gadelha) - Sivuca Chorando no Campo (Lobão e Bernardo Vilhena) - Lobão Uma farra na Ilha (Jorginho do Pandeiro e Cristóvão Bastos) ? Cristóvão Bastos Insensatez (Dino e Augusto Mesquita) - Moska Bom Jesus (Dino e Jorge Rocha) - Zeca Pagodinho Ana Carolina (Jorginho do Pandeiro e Paulo César Pinheiro) - Ney Matogrosso Aperto de Mão (Dino, Jaime Florence e Augusto Mesquita) - Beth Carvalho O Bandolim do Jacob (Moraes Moreira) - Moraes Moreira Desafinado (Antônio Carlos Jobim e Newton Mendonça) - Época de Ouro Texto de Sérgio Cabral: Café Brasil 2 é mais uma troca de abraços do conjunto Época de Ouro com alguns dos mais ilustres integrantes da grande família que forma a música popular brasileira. E é, sem dúvida, mais uma demonstração de que o choro coloca-se acima do tempo e da moda. Aqui estão gerações diferentes e diversos estilos, todos ao abrigo do mais antigo e importante conjunto de choro do Brasil (quase dizia que é o mais antigo conjunto de choro do mundo, o que seria verdadeiro, até porque se trata de um grupo internacional, como demonstrou o primeiro Café do Brasil, que vendeu mais de 70 mil exemplares em todo o mundo, além das 40 mil vendidas no Brasil). Eis as músicas do disco: Canta Brasil (Alcir Pires Vermelho e David Nasser) ? A primeira troca de abraço une os veteranos do Época de Ouro (dois octagenários entre eles: Dino, 84 anos, e César Faria, 82) e os jovens do magnífico conjunto Nó em Pinto D'Água., num clássico do chamado samba-exaltação. Cegos de luz (Ivan Lins e Aldir Blanc) ? Cristóvão Bastos fez o arranjo desse belo samba, mas o piano que acompanha Ivan Lins na abertura da música é do próprio Ivan. Depois, entra o Época de Ouro conferindo à faixa um pouco do sabor do choro e um pouco dos chamados conjuntos regionais. Santo forte (Dino e Pelado) ? Arlindo Cruz e Sombrinha são os intérpretes da parceria de um dos maiores músicos brasileiros de todos os tempos com um legítimo compositor de escola de samba, o saudoso Pelado da Mangueira. Nesta faixa, Dino (o grande personagem do CD) homenageou Sombrinha, cedendo-lhe o seu próprio instrumento, a pedido dele. E, honra seja feita, Sombrinha honrou o violão do mestre. Nova ilusão (Claudionor Cruz e Pedro Caetano) ? Foi a própria Elba Ramalho que escolheu este clássico da música popular brasileira, que nasceu de um pedido do cantor Sílvio Caldas, interessado num samba do estilo de Da cor do pecado, de Bororó. Pedro Caetano criou uma nova letra para a música de Da cor do pecado, enquanto Claudionor providenciou uma música para a letra escrita por Bororó. Dino pintando o sete (Sivuca) ? Convidado para participar do Café Brasil II, Sivuca escreveu esse choro dedicado a Dino. E a homenagem não se limitou ao título da música. A composição de Sivuca oferece todas as condições para Dino brilhar executando aquelas baixarias que são a sua especialidade. Chorando no campo (Lobão) ? Quem ouve essa música pela primeira vez pensa que Lobão compôs um choro. Mas a verdade é que tal choro é uma adaptação feita pelo próprio Época de Ouro para um dos clássicos do repertório de Lobão. O autor gostou tanto que fez questão de cantar. Uma farra na Ilha (Jorginho e Cristóvão Bastos) ? Jorginho do Pandeiro é o autor da primeira parte. Quando o Época de Ouro e Cristóvão Bastos estiveram em Portugal, Cristóvão compôs a segunda e a terceira partes. Por isso, Jorginho queria que o choro se chamasse Um choro em Lisboa, mas ficou Uma farra na Ilha, em homenagem ao próprio Jorginho, morador da Ilha do Governador. Insensatez (Dino e Augusto Mesquita) ? Música composta há muito anos (bem antes da xará bossa nova) e que é gravada pela primeira vez por esse magnífico cantor de sambas, que é Paulinho Moska. Bom Jesus (Dino e Jorge Rocha) ? Na faixa anterior, um magnífico cantor de sambas. Nessa, o próprio samba: Zeca Pagodinho. É ele que canta mais uma obra de Horondino José da Silva, o nosso Dino Sete Cordas, o compositor embaciado pela genialidade do instrumentista. Ana Carolina (Jorginho e Paulo César Pinheiro) ? Esta valsa nasceu de uma sugestão feita pela própria neta de Jorginho, Ana Carolina. O grande pandeirista e produtor deste disco não só caprichou nos mínimos detalhes da melodia como encomendou a letra a um dos maiores letristas brasileiros, Paulo César Pinheiro. O resultado é essa declaração de amor, que ficou ainda mais bonita pela interpretação de Ney Matogrosso. Aperto de mão (Dino, Jaime Florence e Augusto Mesquita) ? É a música mais conhecida do compositor Dino. Seu parceiro na criação da melodia é o companheiro, desde o tempo do Regional de Benedito Lacerda, Jaime Florence, o Meira. A letra ficou por conta de Augusto Mesquita, o letrista predileto tanto de Dino quanto do próprio Meira. E, sendo uma música de sucesso, só poderia ser interpretada por quem há tantos anos só tem merecido o carinho e a admiração do povo brasileiro, a grande cantora Beth Carvalho. Dino homenageou-a devolvendo-lhe o epíteto de ?goiabada cascão em caixa? (uma raridade) e cantando pela primeira vez num disco. Por sinal, cantou muito bem. O bandolim do Jacob (Moraes Moreira e Armandinho) ? Num disco do Época de Ouro, não poderia estar ausente o criador do conjunto, o imortal Jacob do Bandolim. Ei-lo na penúltima faixa, numa homenagem envolvendo um dos seus sucessores, Armandinho, e um dos nossos grandes compositores, Moraes Moreira, a quem coube a interpretação da música. Desafinado (Tom Jobim e Newton Mendonça) ? Assim como Jacob fez de Chega de saudade (Tom Jobim e Vinícius de Moraes) uma música de choro, o Época de Ouro fez o mesmo com outro ícone da bossa nova, o samba Desafinado. Nesta versão, o grande destaque, sem dúvida, é o show proporcionado por Jorginho com o seu pandeiro. P. S. ? Este disco foi gravado em 2002, 50 anos depois de o violonista Dino ter feito do violão de sete cordas um dos mais nobres instrumentos da música popular brasileira. É certo que, antes dele, o instrumento foi muito tempo tocado por Artur de Souza Nascimento, o Tute. Mas o casamento definitivo ocorreu entre Dino e o violão de sete cordas, no ano de 1952. |
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