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Elton Medeiros lança seu quarto disco solo (como comprar)

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Por Paulo Eduardo Neves
Publicada em 10 de Julho de 2001 
Assunto: CDs

Finalmente chega às lojas um novo disco solo de Elton Medeiros. Aos 71 anos, Elton está no auge da forma como cantor e compositor, se reafirmando como um dos maiores melodistas da MPB. As participações especiais foram escolhidas a dedo, seu parceiro Paulinho da Viola, a melhor cantora do Brasil Zezé Gonzaga e a integrante do Quarteto em Cy Regina Werneck. O disco é da gravadora Rob Digital, para ser um dos primeiros a tê-lo (e colaborar com a Agenda), compre-o aqui.

A ansiedade pelo novo disco se justifica. Elton tem estado super-ativo, participado de diversos projetos coletivos com Nelson Sargento, a cantora Márcia, Zé Renato e Mariana de Moraes, mas este é apenas seu quarto disco solo. Todos já foram lançados em CD, mas são difíceis de encontrar. O primeiro teve um lançamento relâmpago pela EMI e saiu quase imediatamente de catálogo. Seu disco de 1980 é mais fácil, tendo sido relançado há pouco. Já o "Mais Feliz" de 1995 teve uma distribuição tão pífia pela gravadora Leblon Records, que ficou sendo conhecido como "Mais Infeliz":-) Este novo disco vem em boa hora.

No repertório estão quatro regravações de músicas que não tinham registro em sua voz, como a divertida "Psiquiatra" (parceria com Zé Ketti) e a belíssima "Pra Fugir da Saudade" (com Paulinho da Viola). Completando o disco estão 10 inéditas. Tirando a instrumental "Azulzinho", são todas em parcerias. E que parcerias! Se houvesse um campeonato mundial de compositores, os parceiros de Elton fariam uma seleção imbatível. Deixariam envergonhados aqueles que se dizem jogadores de futebol e atualmente vestem a camisa canarinho. Veja a escalação: Cacaso, Delcio Carvalho, Zé Ketti, Salgado Maranhão, Afonso Machado, Paulinho da Viola, Eduardo Gudin, Roberto Roberti, Paulo Cesar Pinheiro, Paulo Vanzolini, Regina Werneck, Clóvis Beznos e Hermínio Bello de Carvalho. Vale notar a curiosidade nas duas parcerias com o Paulinho. Eles trocaram os papéis, com o Elton fazendo a letra e o Paulinho a música, isto até na bonita música que compuseram na hora dentro do estúdio.

Os instrumentistas também não ficam atrás, devidamente capitaneados pelo bandolinista e produtor musical Afonso Machado, que já havia sido responsável pelo ótimo disco do Delcio Carvalho. Lá estão nomes como Wilson das Neves na bateria, Márcio Almeida no cavaquinho, Dininho no baixo e Paulão nos violões, e ainda temos participações do Galo Preto, Maurício Carrilho (7 cordas), Cabelinho (surdo), Celsinho Silva (percussão), Marcelo Bernardes (flauta), Paulo Guimarães (flauta) e Dirceu Leite (sax). Uma diversão a mais é tentar identificar a autoria dos arranjos, eles foram divididos por cinco músicos da pesada, o próprio Afonso, Cristóvão Bastos, Maurício Carrilho, Chico Moreira e Paulão 7 Cordas. Cada um tem seu estilo próprio, sem comprometer a unidade do disco.

Vendo os discos que já saíram e o que está prometido por aí (Dona Ivone, Jair do Cavaquinho, etc.) não vai ser mole escolher o melhor disco do ano. Fácil só afirmar que este daí é um sério candidato. Na página de compra você pode ver o nome das músicas, o release da gravadora e vamos também colocar links para as críticas à medida que forem saindo.

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Comentários dos leitores

Maravilhoso o novo disco do Elton. Brilhante também o seu show ontem no Sesc Pompéia. A nota triste é o meu arrependimento por ter adquirido ou melhor, ter sido descaradamente roubado na porta do espetáculo com o preço de R$ 25,00 por cada CD e ainda por cima ter de ouvir de sua empresária que aquele era o preço de mercado. Fui testemunha que várias pessoas presentes lamentaram não poder levar o CD devido a esse assalto ocorrido em pleno espaço cultural de trabalhadores. O Elton não merece isto,tampouco os seus admiradores. Pergunto a voces como poderemos divulgar a nossa música se somos desrespeitados dentro de nossas casas. Aqueles que forem ao show,não cometam o mesmo erro que eu,pois o preço da Agenda, R$ 15,00, é muito mais em conta e assim estaremos colaborando com essa resistência da cultura brasileira. Parabéns ao Elton pelo CD, tenho certeza que ele não tem culpa de nada disso. Parabéns a Agenda pelo brilhante trabalho.
Emerson de Paula
10 de Julho de 2001 #

O sítio no. rotulou o disco como Elton Definitivo.
Paulo Eduardo Neves
11 de Julho de 2001 #

Fui ao SESC Pompéia no sábado e o show foi simplesmente maravilhoso!! Musicos impecáveis devidamente armados com partitura e o Elton Medeiros esbanjando simpatia, ginga no pé e sensibilidade.
Para falar a verdade cheguei a me emocionar várias vezes, tamanha a beleza de suas composições!
Saí de lá com uma leveza na alma tão grande, que paguei o preço "salgadinho" de 20,00 pelo CD.
Antes tivesse comprado na Agenda, mas agora já foi e valeu à pena. O trabalho está lindo e quem estiver em dúvida, se resolva logo e compre na Agenda por 15,00.
Ah, nem mesmo o furo que o Eduardo Gudim deu , ofuscou a beleza do show! O Elton Medeiros mesmo cantou as parcerias que fez com o EG, que faria uma participação especial. Sei lá pq, não foi...
O Elton se desculpou pela falta do amigo e mandou samba!!
Ione
Ione Cunha
11 de Julho de 2001 #

Há também uma reportagem do Jornal do Brasil, acompanhada de uma crítica do Tárik de Souza.
Paulo Eduardo Neves
12 de Julho de 2001 #

Eu fui ao show no SESC Pompéia no domingo, e concordo com a Ione: foi lindíssimo! O Gudin apareceu :-) e foi uma participação especialíssima. O CD estava sendo vendido por absurdos R$25,00 na porta, por sorte eu não tinha essa grana na hora, senão poderia ter comprado.
Nivaldo Vieira de Andrade Junior
13 de Julho de 2001 #

Também conferi a apresentação do Élton sábado, no SESC Pompéia. Impressionantes as melodias das suas composições (que ele afirma conceber via de regra ao cavaquinho). Mais impressionante ainda é ele ter declarado ao jornal Folha de S. Paulo, às vésperas dessa apresentação no SESC, que não tocaria cavaquinho pois não dispunha de técnica suficiente para empunhá-lo publicamente. E então a gente se curva à extrema humildade do Élton que, não obstante pertencer ao primeiro time da nossa música, revela imenso contraste entre si mesmo e diversos "artistas" projetados pela nossa "mídia-chapéu-na-mão". Tais "artistas", banalizando a real acepção do termo "músico", não se vexam e tomam pela mão quaisquer instrumentos sem o menor vacilo. Num eventual descuido nosso, e eis que aparecem sem cerimônia em nossa TV. Minha reverência e admiração ainda maior e mais bem fundamentada, Élton Medeiros!
Gérson Guerrero
13 de Julho de 2001 #

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