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Dois do Samba lança CD segunda no Palácio das Artes |
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O Dois do Samba, formado pelo mineiro Dudu Nicácio e pelo carioca Rodrigo Braga, lança seu primeiro cd nessa segunda-feira no projeto Música Independente, no Teatro João Ceschiatii do Palácio das Artes. Eles se apresentam acompanhados por Warley Henrique (cavaquinho), Tiago Delegado (sete cordas), Rogerinho Sam (surdo e cuíca), Ricardo Acácio (pandeiro) e Petersom (percussão).
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Comentários dos leitoresO SAMBA É O REI DO PALÁCIO
Depois de percorrer as favelas de BH e casas de shows importantes do País, Dois do Samba chega ao Palácio das Artes para o lançamento de seu 1º CD Em plena turnê de lançamento de seu CD de estréia, com apresentações em casas importantes do país, como o Estrela da Lapa, no Rio, e o SESC Pompéia, em São Paulo, Dois do Samba invade o principal – pelo menos oficialmente - centro cultural da cidade para um show com ingressos populares que promete muita alegria e irreverência para o início da semana do público mineiro. Responsáveis pelas rodas de samba do projeto “Do Morro ao Asfalto”, que têm revitalizado o samba em boa parte dos aglomerados de BH, Dois do Samba, encontro das águas do mineiro Dudu Nicácio com o carioca Rodrigo Braga, é a atração do “Música Independente”, na próxima segunda-feira, dia 01 de setembro, às 19h, no Teatro João Ceschiatii, do Palácio das Artes. Projeto que resume, como nenhum outro, o espírito de compadrio e cumplicidade desses tempos, traz, na origem, o sentimento do samba como arte do encontro e do compartilhamento – a exemplo de dobradinhas clássicas como Baden Powell e Paulo César Pinheiro, Wilson Moreira e Nei Lopes, Moacyr Luz e Aldir Blanc. Artífices do que traduzem como a “aventura do cotidiano”, Dudu Nicácio e Rodrigo Braga fazem deste Dois do Samba um bate-bola criativo e bem-humorado com alto teor de vida real. Cronistas de seu tempo, eles extraem graça de tudo e todos – em nome da flor, da dor, do amor, do elevador. No repertório do show desta segunda, que será gravado pela Rede Minas e pela Rádio Inconfidência, sambas de Dudu Nicácio e Rodrigo Braga - destaque para Muqueca de Tubarão e Contrariedade - e clássicos como Nó na Madeira (João Nogueira), Caxambu (Almir Guineto) e Vá morar com o Diabo (Riachão). No palco, para engrossar o caldo destes Dois do Samba, Dudu Nicácio e Rodrigo Braga contam com o cavaquinnho de Warley Henrique, o violão de 7 cordas de Tiago Delegado, o surdo e a cuíca de Rogerinho Sam, o pandeiro de Ricardo Acácio e as percussões de Petersom. O Disco Dois do Samba, o disco, levou três anos para tomar corpo. Das cerca de 20 músicas criadas em conjunto, 10 foram registradas no CD. A única faixa “alienígena” é Tarzan, o Filho do Alfaiate, um pré-samba-de-breque-desenfreado de Vadico e Noel Rosa – referência constante, inevitável, até pelo ambiente em que o disco foi gravado, o estúdio Base A, em Vila Isabel. Dois do Samba é um disco cheio de atributos e participações, de músicos do Rio (presenças luxuosas como a de Dona Sú do Jongo e Casuarina) e de Beagá (do virtuosismo do cavaquinhista Warley Henrique à contundência do coro das Meninas de Sinhá – recém-ganhadoras dos prêmios Tim, Rival Petrobras e Cultura Viva/MinC). Um encontro geracional orquestrado pela produção do próprio Rodrigo Braga, numa dobradinha determinante com Tiago Mocotó – compositor de mão-cheia gravado por Mart´nália em seu último disco. Dois do Samba é um disco pra frente e pra cima. Pra frente, porque acolhe ao universo do samba uma nova geração, que o impulsiona de novo, com elegância, a partir do diálogo com o passado; pra cima, porque é difícil não se sentir à vontade, no boteco afetivo de cada um, e sair cantarolando refrões que caberiam com naturalidade na boca de Martinho da Vila ou Zeca Pagodinho. E basta um deles (do hit certeiro “Samba Morena”) para mostrar como os meninos são abusados: “Eu vou comendo quietinho/ como um bom mineiro/ com fé em Santo Antônio/ eu vou seguir solteiro”. Precisa falar mais? Breve Histórico
Dudu Nicácio e Rodrigo Braga resumem, em torno de si, uma confraria de afinidades. Dudu Nicácio, mineiro de Oliveira (cidade da cantora Titane, uma das mais vigorosas representantes da inquieta[can]ção nas Minas Gerais), radicado em Belo Horizonte, carrega no DNA um histórico familiar de relação com o meio artístico em geral e o samba em particular. Herança do pai, diretor de teatro e de duas escolas de samba (a mais tradicional e a mais abastada) em sua cidade natal – e o velho Nicácio, lá do firmamento, mantém-se ativo como inspirador, com o nome estampado no teatro municipal e na quadra de uma das escolas de samba de Oliveira. Ator, palhaço e músico por devoção, advogado por profissão, Dudu tem o engajamento dos defensores de pequenas causas e a malícia e o carisma da vida vivida – talhada musicalmente, desde a infância, em serenatas pelas ruas de sua cidade. Sorriso largo, carrega consigo o ímpeto do agitador cultural que, em pouco mais de um ano, esteve à frente (com parceiros sambistas como Mestre Jonas e Miguel dos Anjos] de projetos como Samba da Madrugada, Samba do Compositor e Do Morro ao Asfalto –este, uma roda de samba itinerante que gira os aglomerados de vilas e favelas da região metropolitana de Belo Horizonte. Rodrigo Braga, carioca de Campo Grande, aprendeu a marcar compasso na companhia do pai, maquinista do circuito Oswaldo Cruz > Madureira de trem. Pianista e diretor musical (dentre outros, do Jongo da Serrinha do saudoso Seo Darcy), compositor de mão cheia (parceiro de artistas como Seu Jorge), Rodrigo é um compositor e intérprete de malandragem inata, no jeito e na voz. Inquieto e versátil, Rodrigo carrega no currículo peripécias ao lado de figuras de circuitos variados e grande respeito no meio musical. É o caso da parceria com o (recém-finado) baterista Luis Carlos Batera, ex-integrante da histórica Black Rio, com quem temperou, em 2003, num disco minimalista, de piano e bateria, um saboroso quitute instrumental de acento samba-jazz. Estudante de composição da Uni-Rio, debutou em disco em 2000, como membro da banda Caixa Preta, no mesmo contexto cheio de suingue da cena musical carioca em que emergiriam Farofa Carioca e, portanto, Seu Jorge. Desde então, deitou os dedos sobre os teclados na retaguarda de artistas como Luis Melodia – o que faz hoje na banda de Serjão Loroza. |
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