Agenda do Samba & Choro

Sexta-feira tem Barracão do Samba no Clube da Imprensa

Google
Web samba-choro.com.br
 Página principal » Notícias » Notícias antigas

Assine grátis nosso informativo:


Exemplo | Cancelar | Trocar email Notícias enviadas às terças e sextas.
Assine em um leitor de notícias

Se você gosta de nosso trabalho, nos apóie se tornando um Amigo do Samba-Choro.

Por Sonia Palhares Marinho
Publicada em 17 de Maio de 2008 
Estado: DF 
Assunto: Shows e Rodas

Dia 23(6ªfeira) novamente acontece o Barracão do Samba no Clube da Imprensa. O primeiro evento recebeu um bom público segundo os organizadores e terá continuidade todas as sextas-feiras.

A roda de samba é comandada por George Lacerda (voz e pandeiro), Wilson Bebel (voz e violão), Breno Alves (voz e percussão), Kadu Nascimento (percussão), Nelsinho Serra (cavaquinho), Rafael dos Anjos (violão), Dinho (percussão), Tito Silva (cavaquinho) e Marcelo Trompete (trompete). O evento ocorre no Clube da Imprensa - Vila Planalto (Setor de Clubes Norte, trecho 1, lote 1 - próximo à Concha Acústica, ao lado do restaurante Retiro dos Pescadores).

Serviço:
Local: Clube da Imprensa (Vila Planalto/Setor de Clubes Norte)
Horário: a partir das 22:30 h
Preço: R$ 7,00 (masculino ou feminino)
R$ 3,00 (estacionamento interno optativo)
Informações: WB Produções- 9245-5112 ou 8149-1373
Contatos e-mail: wbebel@gmail.com

Aproveito para postar aqui mensagem enviada pela diretora social do Clube da Imprensa dando sua versão dos fatos que envolvem o Barracão do Samba.


"A respeito da parceria que possibilitou o projeto Barracão do Samba e da roda de samba que acontecia esporadicamente desde o final do ano passado, como diretora social do Clube da Imprensa tenho a esclarecer o seguinte:

1 - Desde o primeiro contato com o Bruno Gaspar, que nos foi apresentado pela Sônia Palhares, o Clube da Imprensa tentou firmar uma parceria mais efetiva com o grupo da Roda de Samba, no sentido de estabelecer uma periodicidade que permitisse a divulgação do evento para os nossos associados e um retorno financeiro efetivo para a entidade. Ele me colocou que não seria possível estabelecer um cronograma para a realização do evento, pois algumas pessoas que faziam o samba, por compromissos profissionais, se ausentavam de Brasília de tempos em tempos. Também colocou que o grupo de maneira nennhuma aceitaria cobrança de ingresso (propusemos inclusive um valor simbólico, três reais, apenas para que pudéssemos arcar com as despesas com água, luz, segurança entre outros). Diante da negativa tentamos "passar o chapéu" para arrecadar qualquer valor que fosse, mas o valor arrecadado foi tão irrisório (além do constrangimento de rodar a sacolinha), que abandonamos a idéia. Após negociação com o arrendatário do Bar do Clube, acertamos um percentual da venda de bebidas durante o evento.

2 - A partir daí, acertamos com o Bruno que o grupo comunicaria a intenção de realizar a roda com uma antecedência mínima de uma semana. Caso não houvesse nenhum evento marcado para aquela data, o Clube cederia o espaço com satisfação. Todas as vezes que o Bruno ligava, e ele pode atestar isso, eu verifcava se o barracão não estava alugado e depois retornava liberando o espaço. Vale ressaltar que os eventos realmente não tinham nenhuma periodicidade, às vezes era quinzenal outras mensal outras não acontecia. Sempre deixei claro que, diante dessa falta de programação, o aluguel para eventos teria prioridade.

3 - Logo após a realização da última roda, fui comunicada pelo administrador do clube que naquela noite o Ecad tinha aparecido no local e ameaçado aplicar uma multa. Ele também colocou que as despesas com o evento estavam ultrapassando o valor repassado pelo bar.

4 - Antes dessa última roda, fomos contactados por telefone pelo produtor Wilson Bebel, que estava interessado em um espaço para a realização de um samba manifestou interesse em conhecer o espaço do clube, e esteve na roda de samba a convite de Sônia Palhares. Manifestamos todo o interesse, afinal o Clube da Imprensa enfrenta dificuldades financeiras, como de resto boa parte dos clubes em Brasília enfrentam, e já havíamos tentado parcerias para ocupar o espaço nas sextas-feiras, mas não haviam vingado. Solicitei que ele fosse ao local para ver o espaço e que depois conversássemos.

5 - Uma semana depois, Wilson Bebel me procurou, disse que tinha gostado muito do espaço e que achava que seria possível firmar uma parceria. Disse que não gostaria de tomar o espaço da roda, e que uma sexta-feira poderia ser destinada ao grupo. Eu expliquei que isso não seria possível porque o grupo não tinha qualquer periodicidade na realização do evento.

6 - Com a evolução das negociações para a parceria, entrei em contato com o Bruno Gaspar, relatei o episódio do Ecad, dos custos e comuniquei a decisão de fazer a parceria com o produtor. Disse também que o Clube estava aberto à negociações com o grupo, e resolvido o problema do Ecad e dos custos, se eles quisessem qualquer outro dia da semana,dentro do mesmo esquema, também estaríamos dispostos a dialogar. Ele me disse que estava um pouco afastado da organização e perguntou se poderia repassar o meu telefone para o Gustavo para que ele entrasse em contato comigo. Falei que não haveria problema algum, pelo contrário, gostaríamos de conversar porque afinal de contas o evento realizado por eles era muito agradável e samba nunca é demais.

7- Não fomos procurados pelo Gustavo e demos prosseguimento à negociação com a produção do Wilson Bebel, que, diga-se de passagem, agiu com absoluto profissionalismo, apresentando custos de cada item do projeto, discutindo e debatendo em várias reuniões um contrato de parceria que fosse vantajoso para ambas as partes.

8 - O projeto Barracao do Samba foi pensado e idealizado não exclusivamente pelo Wilson Bebel. Faz parte de um projeto maior de inserir a entidade novamente na agenda cultural da cidade e fortalecer a cultura do Distrito Federal, como é a tradição do Clube. E é claro, para dar retorno financeiro. Não vemos nennhum mal nisso. Desde que a atual diretoria assumiu, em mandato delegado pela categoria, assumimos o compromisso de revitalizar o clube, que já foi um espaço de resistência cultural importante na cidade, mas que estava em quase insolvência financeira. Mas para isso, é claro, dependíamos de recursos (ninguém vive num mundo capitalista sem o vil metal, muito menos uma entidade de classe). Muito antes do primeiro contato com o Bruno já idealizávamos a possibilidade de fazer uma sexta-feira de samba, e antes mesmo da roda tentamos parcerias que pelos mais diversos motivos não vingaram. Ao ceder o espaço de forma informal para o grupo do Bruno e do Gustavo acreditávamos que, se não tínhamos um projeto ideal de ocupação do espaço, pelo menos estávamos movimentando o clube com alegria e boa música. Mas sempre deixamos claro que o espaço seria cedido somente se o clube não tivesse nada agendado, pois convenhamos, a ausência de compromisso em ter um calendário, a recusa sistemática em cobrar um valor mínimo que fosse, a informalidade que marcava todo o processo, não permitiria que o clube, por exemplo, priorizasse o samba em detrimento de evento organizado por um associado do clube, por exemplo.

9 - Por fim, lamento que as manifestações a respeito do assunto neste site tenham sido feitas de forma tão desrespeitosa à pessoa do Wilson Bebel, que apenas propôs um evento com retorno financeiro, periodicidade certa, ampla divulgação e que venha a dar lucro para a produtora e para o clube. Lamentamos as ofensas e agradecemos a todos que direta ou indiretamente participam deste momento histórico de revitalização do Clube da Imprensa de Brasília, em especial à Sonia Palhares, que sempre torceu por isso e que nos apresentou de maneira transparente, tanto o grupo da roda de samba quanto o Wilson Bebel. Aproveito a oportunidade para convidar a todos para o evento de logo mais à noite e renovar a confiança no sucesso da parceria que acabamos de firmar com a WB Produções, bem como reiterar que continuamos abertos ao diálogo com todos os produtores culturais da cidade.

Júnia Lara - diretora social do Clube da Imprensa"

Voltar para Manchetes de Maio de 2008

Enviar por email | Imprimir

Comentários dos leitores

Creio que todas as versões já foram apresentadas, e cada um pode tirar suas próprias conclusões. Para não continuar ocupando o espaço da agenda com a polêmica, tiro meu time de campo e vou fazer meu samba em outro lugar. Antes, porém, queria fazer alguns esclarecimentos.

Como a própria Júnia disse acima, foi-nos "comunicada" a decisão de fazer a parceria com o Bebel, ou seja, fomos informados unilateralmente de que não poderíamos mais fazer o samba nas condições em vínhamos realizando. Isso não é negociação, nem é uma maneira digna de tratar quem conseguiu, de fato, e sem cobrar um tostão, criar um espaço de samba no Clube, que antes não existia.
Lamento profundamente que todo o esforço e todo o carinho que investimos, assim como nosso papel no "momento histórico de revitalização do Clube da Imprensa de Brasília", não tenham sido reconhecidos pelo Clube de maneira condigna.

Quanto ao Bebel, como músico que é, deveria ter discernimento para perceber que você não é recebido em uma roda de samba e logo depois negocia a ocupação do espaço em que você foi recebido sem conversar com os responsáveis pela roda. Agir dessa forma configura, sim, uma séria pisada de bola, e ao agir assim ele estava sujeito a receber a reação que recebeu.

Por fim, só uma nota sobre o ECAD: o fiscal só bateu lá porque, conforme soubemos depois, alguém do Clube resolveu divulgar a Roda no Correio Braziliense, sem nosso conhecimento.
Gustavo Pacheco
17 de Maio de 2008 #

Retificação:

Nesta próxima sexta-feira, dia 23 de maio, o samba será comandado por Nelsinho Felix (voz e pandeiro), Wilson Bebel (voz e violão), Fernando Cesar (violão sete cordas), Rafael dos Santos (bateria), Lula Molusco (cavaquinho) e Kadu Nascimento (percussão). O evento ocorre no Clube da Imprensa - Vila Planalto (Setor de Clubes Norte, trecho 1, lote 1- próximo à Concha Acústica, ao lado do restaurante Retiro dos Pescadores).
Sonia Palhares Marinho
20 de Maio de 2008 #

o samba é grande e é um canto de arte, paz e hamonia, é coisa de coração para coração, tudo se resolve cantando um bom samba. sucesso na empreitada.
Paullo Galvão
20 de Maio de 2008 #

esse bebel é sim um grande safado. muito fácil pegar o circo armado e botar o dinheiro no bolso. quero ver se ele é macho de criar uma roda de samba sozinho, coisa que ele nunca fez.

digo isso pois no arena ele fez a mesma coisa. já havia uma roda por lá e ele chegou tomando conta.

bebel, respeite seus amigos meu cumpadi. ninguem te aguenta como musico. seja pelo menos boa gente.
satchmo
23 de Maio de 2008 #

Sensacional a participação da Velha Guarda da Mocidade Independente de Padre Miguel na última edição do Barracão do Samba. Não sei quem teve a idéia de convidá-los, mas foi simplesmente fantástico. Parabéns!!!
Sonia Palhares Marinho
27 de Maio de 2008 #

Índice
Manchetes de Maio de 2008

<< Anterior
Contando a História através de sambas no Museu Histórico Nacional

Próxima >>
Grupo Moenda Velha quinta no Bar Porto das Confrarias, em Niterói


» Envie esta notícia para um amigo

» Imprima esta notícia


Notícias | Casas com música | Artistas | Tribuna Livre | Artigos e debates | Fotos | Partituras | Compras | Amigos do Samba-Choro | Busca

Receba notícias sobre samba e choro por email:

Contato | Privacidade | Sobre este sítio
©Copyright 1996-2008
Samba & Choro Serviços Interativos LTDA
(Todos os direitos reservados).