Todos vamos concordar que as escolas de samba estão descaracterizadas, que não se dá mais valor ao sambista, a boa música, etcétera, etcétera. O texto do Roberto é perfeito neste sentido.
Mas eu só queria fazer um contraponto, com as impressões que eu tive desta história toda. Acho que o fato de ter um passado importante no mundo do samba não dá a Beth Carvalho um "direito adquirido" em nenhuma instituição.
Se você quer participar da escola e do desfile, tem que saber chegar, saber se aproximar, respeitar as pessoas que estão, hoje, mais próximas da escola, se dedicando, muitas vezes, gratuitamente pra fazer esse carnaval.
Agora, partir do princípio de que a escola se descaracterizou, que os sambas são péssimos, que só se valorizam os globais e, ao mesmo tempo reivindicar um lugar cativo para a Beth Carvalho me parece paradoxal. Neste sentido, respeito mais a posição de artistas como o Elton Medeiros que, diante desta situação, simplesmente não quer mais saber de escola de samba.
Não conheço a Beth pessoalmente mas já ouvi muita gente do mundo de samba reclamando das atitudes dela. Essa história de se auto-declarar madrinha de todo mundo, sinceramente...
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