Na realidade, a OMB nasceu de um pedido feito pessoalmente por Dilermando Reis (professor de violão do então Presidente J.K.) visando aposentar os músicos no futuro. Naquele momento, estava redigida a OAB e aí, JK mandou criar a OMB. Porisso que somente as duas são Ordens. O restante são CONSELHOS REGIONAIS (...de Medicina, de Engenharia, de Contabilidade, etc...etc...).
A "OMB" encontrou um problema que não esperava: a inadimplência da maioria dos músicos. Por quê?!
Os músicos que 'faturavam' eram os conhecidos carnavalescos que compunham orquestras de baile, eram de sopro e, consequentemente, militares e que já contribuíam obrigatoriamente com o (antigo) INPS, GBOEx, etc, descontados em seus soldos. Ainda por cima, eram autoridades e que não temiam a ninguem da OMB. Prá completar, veio o regime militar de 64. Durante todo este tempo, a OMB se valeu dos músicos 'de ouvido', seresteiros que executavam instrumentos de cordas em bares, esquinas, onde também, a remuneração era tão boêmia quanto a madrugada. Não tendo cachê nem contrato sério ou fixo, esses músicos (práticos) caíram da inadimplência.
Atualmente, com a evolução da tecnologia, o teclado (eletrorítmo)complicou mais ainda a situação. Além de facilitar a atuação de músicos 'de ouvido', dispensou a formação de grupos, deixando assim diversos profissionais a ver navios. Bateristas e contra-baixistas foram descartados, substituídos pelos recursos tecnológicos, sem falar nos solistas de sopro (sax, trumpete, etc...)
Conclui-se então que, a OMB já devia ter sido esquecida, e a Lei Federal 3.857 de 20.12.1960 cancelada.
Daí então, o INSS aposentaria o músico mediante suas contribuições, como acontece com qualquer outro profissional. E, prá quem não sabe, no Estado do Pará não existe SEQUER, UM SÓ músico aposentado pela OMB. Não preciso falar mais nada.
<limeira>
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