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Formando público para o futuro
Publicado por Fernando José Szegeri em 25/03/2004 às 17h53
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Este artigo pretende debater a atual fase de expansão do público do samba e as perspectivas futuras, traçando desse ponto de vista um paralelo entre as rodas de samba de São Paulo e do Rio de Janeiro.

"Ninguém aprende samba no colégio"
(Feitio de Oração, samba de Vadico e Noel Rosa)

O samba vive um momento privilegiado no que tange a visibilidade para o público em geral, o que implica em incremento do consumo (de discos, shows, rodas etc.) e conseqüente oferta de trabalho para músicos, autores etc. , salutar por todas as formas. Os que vivemos o dia-a-dia desse mundo, sabemos que assim foi em outras épocas, o que não impediu que sobreviessem fases de ostracismo e dificuldades. Com efeito, o samba nunca foi tratado pelos porta vozes da "oficialidade" como o patrimônio cultural fundamental do povo brasileiro que realmente é, muito pelo contrário. Aproveitam dele quando interessa e "dá retorno" depois encostam no canto até precisarem de novo, no melhor estilo "só na hora da sede é que procuras por mim" (salve Monsueto!). Afortunadamente, a fonte é tão caudalosa e arraigada no seio do nosso povo, que mesmo nos tempos de seca os cursos d'água minguam, mas não chegam a secar.

Essas fases de expansão do samba no mercado cultural, portanto, coincidem com uma aproximação maior das elites com o mundo do samba. Foi assim na década de 30, quando as classes médias passam a consumir o samba "dos morros" pelo rádio e pelo disco e impulsionam a explosão da popularidade das escolas de samba no carnaval. Foi assim na década de 60, quando o estreitamento do espaço cultural pela repressão e vigilância política impele a juventude da Zona Sul para as casas de samba e terreiros de escola no centro da cidade e nos subúrbios. Está sendo assim na explosão das rodas de samba pelas adjacências da Lapa carioca, pelo grande afluxo de público a casas "temáticas" voltadas para o samba na cidade de São Paulo, pelo enorme aceitação de Zeca Pagodinho até mesmo nas classes altas etc.

Mas, como dito acima, o "sucesso" nunca garantiu ao samba o reconhecimento efetivo e perene que ele merece enquanto expressão maior da especificidade musical brasileira. Ou seja, a expansão do consumo dos produtos musicais ligados ao universo do samba, por si só, nada garante relativamente ao histórico descaso e à marginalização marcadamente ideológica relativa ao gênero - comumente associado às classes baixas e à cultura negra (pejorativamente), quando não à malandragem e à marginalidade -, se não refletir uma efetiva formação de platéias aptas a compreender essa forma da arte musical popular do povo brasileiro como expressão maior de toda uma cultura, que traduz formas específicas de sociabilidade, comportamento, ética, visão de mundo etc.

Como sempre lembra mestre Nei Lopes, o samba é um saber iniciático, no que espelha inequivocamente, aliás, a matriz cultural africana. Não se compreendem seus significados, suas regras e sobretudo seus mistérios, se não se progride na experienciação paulatina desta ampla gama de sutilezas que permeia as relações, os rituais, os ambientes em geral desse universo.

Portanto, para que o samba possa aumentar o número de seus adeptos cativos, insusceptíveis aos ventos efêmeros dos modismos, é preciso que se ofereça a este publico que se aproxima do "produto final" do mundo do samba a procura de mero entretenimento condições para que ele compreenda os diversos outros elementos a envolver esta expressão cultural tão singular.

Talvez seja difícil precisar, no âmbito estreito da discussão que aqui colocamos, quais especificamente sejam estas condições, mesmo porque abrangem sutilezas cujo entendimento também pressuporia um grau de iniciação. Mas é possível identificar com maior facilidade, por exemplo, onde comparativamente estas condições estão mais presentes. Com efeito, nas rodas de samba que em São Paulo formaram-se em torno dos movimentos de valorização do samba tradicional, marcados duplamente pelo culto fiel às tradições e à memória do samba, por um lado, e pela valorização de novos compositores, por outro, observa-se a formação de verdadeiras comunidades, marcadas por laços de identidades sociais e geográficas, sim, mas sobretudo de devoção ao nosso ritmo maior.

Some-se a isso o espírito que tem norteado novas (e outras já não tão novas) iniciativas no circuito do samba paulistano e observaremos um cenário mais promissor, segundo a óptica que aqui buscamos adotar, do que no carioca, o que pode constituir curiosa inversão de uma tendência histórica. Ao circular por um circuito que ainda atrai, relativa ou absolutamente, um público maior do que em São Paulo, não tenho sentido predominar na mesma proporção as condições para formação de platéias que atravessem as meras tendências de momento. É sabido que as umbilicais ligações histórico-geográficas da cidade com o universo do samba, a identificação do ritmo como expressão natural e privilegiada do modo carioca de ser, o contato permanente com as tradições representadas pelos baluartes dessa cultura específica etc. facilita enormemente as coisas. Mas é essa mesma naturalidade que pode, paradoxalmente, vir a tornar mais difícil a percepção a que me refiro, isto é, da ausência de condições para um envolvimento mais substancioso e, por conseqüência, mais perene com o gênero.

Como se trata de uma percepção subjetiva difícil de justificar precisamente, só o tempo a confirmará ou desmentirá. Alertando, estou tão somente buscando cumprir mais fielmente meu papel de elo transmissor da tradição que recebi dos antigos e pretendo legar aos que vierem depois. Compreender-me-ão os iniciados.

O poeta da Vila | Maravilha de Cenário X Sublime Melodia  >

 

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Re: Formando público para o futuro
por valdir mengardo em 13/04/2004 às 09h48 #
Caro Fernando,
Em primeiro lugar acho que o seu artigo levanta alguns pressupostos interessantes não só para o entendimento da formação de público do samba, mas para a apreensão, por parte do público,de outros bens culturais.
Sem entrar na pinimba Rio/São Paulo, creio que a chave da discussão está na sua afirmação " a expansão do consumo dos produtos musicais ligados ao universo do samba, por si só, nada garante relativamente ao histórico descaso e à marginalização marcadamente ideológica relativa ao gênero - comumente associado às classes baixas e à cultura negra (pejorativamente), quando não à malandragem e à marginalidade -, se não refletir uma efetiva formação de platéias aptas a compreender essa forma da arte musical popular do povo brasileiro como expressão maior de toda uma cultura, que traduz formas específicas de sociabilidade, comportamento, ética, visão de mundo etc."

Em primeiro lugar o que significa "público" numa sociedade como a nossa? Na minha opinião o público hoje é muito mais observador do que participante. Muito mais dançarino do que ouvinte. Numa roda de samba pouca gente presta atenção nas letras, melodias, preferindo "curtir" o som gostoso que é produzido pelos músicos.
Isso não é casual, mas está relacionado com a forma de divulgação cultural própria do capitalismo. Não se trata de divulgar, na maioria das vezes, bens culturais capazes de modificar os hábitos e a percepção do povo, mas sim de perpetuar produtos descartáveis capazes de cumprir objetivos mercantis imediatos.
É evidente que não é o caso das rodas ou dos shows aos quais você se refere, onde rolam música e músicos de qualidade, compromissados com a divulgação da música como um bem cultural. Mas a relação da maioria do público com estes repertórios é, até onde consigo enxergar, fluida, atemporal.(Em algumas rodas mais pagodeiras que frequento, costumam-se cantar músicas de Monarco, Ataulfo ou Noel, quase todas elas já gravadas por Zeca Pagodinho ou algum outro grupo mais exposto à mídia).
Enfim o que gostaria de falar é que uma mudança de hábitos no público atual só acontecerá de maneira parcial visto que a educação formal a que as pessoas têm acesso, o tipo de informação cultural a que estão expostos, são, via de regra, viciados.
Ainda assim, não deixo de ver com bons olhos esta expansão do "hábito" de ouvir samba. Creio que da quantidade floresça a qualidade.

Abraços,

Valdir
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  • Re: Formando público para o futuro
    por Fernando Szegeri em 13/04/2004 às 15h43 #
    Caro Valdir,

    Você, como de hábito, capta o cerne da questão com muita sensibilidade. O que eu busco chamar a atenção justamente é para esta relação descomprometida do público com a arte do samba que vejo abundar nas atuais rodas, tanto lá como cá. Isso é, como acertadamente você afirma, produto de uma cultura consumista. Mas eu creio que o mundo do samba dispõe de mecanismos para contrapor-se a esse superficialismo, pois a história do samba é a história da rsistência da cultura popular, uma história única onde os tradicionalmente excluídos são os verdadeiros protagonistas. Tenho tido um retorno muito positivo com iniciativas simples como sempre mencionar o nome dos compositores, contar breves histórias relativas ao mundo do samba, usar instrumentos atualmente em desuso, exibir alguns vídeos nos intervalos etc. Claro que sempre haverá a parcela do público que se relaciona com o samba só como entretenimento, mas tenho-me impressionado com o interesse das pessoas em saber mais histórias, conhecer outros sambas, entender um pouco mais desse universo.

    Infelizmente, porém, o que vemos em muitos casos é uma mercantilização pura e simples das rodas de samba, tratando o gênero como um produto musical a mais que está em boa fase de ser vendido. Intencionalmente ou não, reproduzem-se as mesmas estruturas tradicionais de dominação dentro de um espaço que poderia ser de resistência à colonização imposta pela lógica pura do capital. Isso é, além de um desserviço à cultura do samba, um tiro no próprio pé, pois não se está plantando hoje o potencial público consumidor de amanhã.

    Abraço grande.
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Re: Formando público para o futuro
por Wallace Farias em 13/04/2004 às 10h15 #
Fernando,

Quando li sobre as "sutilezas" que envolvem a formação do público de samba, fiquei na dúvida se vc estava realmente tratando da formação de público ou da formação de agentes, de fomentadores deste universo cultural que é o mundo do samba.

Não sei se estou sendo claro, mas quando falo de fomentadores, estou procurando distinguir músicos, compositores, produtores (ou seja, todo o pessoal envolvido na produção de discos, shows e rodas) de um público que não consegue sequer marcar um ritmo no tamborim (meu caso...), mas que se permite sensibilizar pelas expressões artísticas produzidas por este universo cultural amplo que é o samba, um universo que vai muito além da expressão artística.

Acredito que a formação de um público para o samba seja influenciada por sutilezas distintas daquelas que influenciam na formação dos tais fomentadores a que me referi. Sem considerar esta distinção, estaríamos afirmando que o destino final de todo aquele que gosta de samba é se tornar sambista; é um compromisso que se impõe ao público de outras expressões artísticas não voltadas ao consumo imediato, acrítico e descartável.

Um abraço,
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  • Re: Formando público para o futuro
    por Fernando Szegeri em 13/04/2004 às 15h52 #
    Caro Wallace,

    Sua observação é perfeita. Não se trata de transformar todas as pessoas que apreciam o samba em sambistas, no sentido de criadores, de protagonistas dessa cultura. Mas trata-se de que estas pessoas tenham condições de perceber algo além da simples expressão sonora evidente.

    Ouvir uma bela melodia com versos bem construídos e um ritmo bem marcado é muito bom. Poder perceber que uma determinada forma de executar um samba é diferente neste ou naquele músico, nesta ou naquela "escoa, é ainda melhor, mais enriquecedor. Agora, poder compreender (não somente no sentido intelectual, mas no sentido estético, de sentir mesmo) que aquela pulsação fala de toda uma história, que aqueles versos falam da condição de um povo e das relações pessoais e estruturais que o envolvem etc., etc. é ainda mais enriquecedor, não acha? Ou seja, é importante para o samba que as pessoas deixem-se envolver pela sua magia, pelas suas simbologias, pelos seus significados, mas é importante sobretudo para esse público, que tem a oportunidade de compreender e vivenciar um universo humano todo particular.

    Um abraço!
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Re: Formando público para o futuro
por Wallace Farias em 13/04/2004 às 10h22 #
Fernando,

No último parágrafo do meu comentário anterior omiti uma palavra:

"...é um compromisso que NÃO se impõe ao público de outras expressões artísticas não voltadas ao consumo imediato, acrítico e descartável.

Um abraço



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Re: Formando público para o futuro
por Sandra Magalhães em 13/04/2004 às 11h58 #
Caro Fernando,

Sou produtora de eventos e sempre que posso, boto o samba na minha agenda e consequentemente na agenda do público. Acredito que a formação de público para o samba se dá assim também.
Estou confiante que essa "onda" em torno do samba signifique que a música de boa qualidade sempre retorna com força redobrada e com isso, novos compositores, músicos e produtores dão continuidade a história do samba.
Estive no Rio em fevereiro último e fiquei impresionada com a quantidade de rodas de samba formadas por jovens instrumentistas a cultuar os antigos compositores, arriscar e riscar em novas composições. E Sampa? Fonte do meu entusiasmo: numa sexta feira de verão mais de 300 jovens cantando e dançando ao som do batuque dos Inimigos do Batente na Barra Funda...e Morro das Pedras...e Samba da Vela...e Baixada Sambista....e Ouro Verde...ah, não vi "modismo" algum nesses lugares e sim a confirmação de que, o que é bom é pra sempre. E a indústria fonográfica, a mídia e as grandes casas de show? Que corram atrás da gente.
Beijo grande,
Sandra Magalhães
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  • Re: Formando público para o futuro
    por Fernando Szegeri em 13/04/2004 às 16h43 #
    Cara Sandra, tenha certeza que eu tento compartilhar sempre do teu otimismo. Porém, acho que é função da gente estar constantemente debruçado e atento a tudo o que acontece nesse universo que tanto nos encanta. Então, é natural que no âmbito dessas nossas reflexões surjam algumas inquietações que nos cabe levantar e discutir. Sem dúvida, o momento é promissor, mas temos sempre que estar cercando pelos sete lados, porque a história nos ensina que nuitas vezes a água escorre pelos dedos.

    E se vc esteve vendo os Inimigos do Batente na Barra Funda, talvez tenha reparado num barbudo na mesa enaganando nuns sambas, que vem a ser este que vos escreve!

    Grande abraço e apareça!
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Re: Formando público para o futuro
por Mestre Affonso em 13/04/2004 às 17h30 #
Na verdade o samba vem tomando conta de todo o país. O que causa preocupação, pelo menos aqui em Belo Horizonte, é que pouco ou quase nada os verdadeiros sambistas ganham com essa situação. Os cachês são irrisórios, a maioria dos donos de casas só visam o lucro, os grupos que mais aparecem são aqueles ligados à mídia, e o público que se dane, na ótica dos "promotores" de eventos. Com toda essa proliferação do samba, hoje adotado por todas as classes sociais, ainda existem profissionais que não recebem o menor respeito por parte de quem os contrata. Ainda tem gente, com anos de carreira, que sequer consegue levar o frango de domingo para sua familia. É preciso rever a matéria e mudar conceitos. Os Zecas, Aragões e outros poucos, são raridades. O que está existindo com muita freqüencia é gente mamando nas tetas da cultura popular.
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Re: Formando público para o futuro
por Salvador Lacerda Falcão em 13/04/2004 às 19h43 #
Outro aspecto que considero relevante é que talvez o público jovem encontre nas rodas uma proximidade com os artistas (músicos, cantores, coro), o que não acontece nos mega-eventos, sem contar, é claro, com a excelência do repertório, tornando a sua participação muito mais ativa nos encontros regados a samba. Acredito, pelo que tenho visto, que as novas gerações estão cantando samba não por modismo e sim por sentir a força dessa manifestação cultural.
Salvador
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Re: Formando público para o futuro
por maria de lourdes vieira silva em 13/04/2004 às 21h29 #
Caro amigo, concordo em parte com o seu artigo, mas, não posso comungar com a sua idéia quando se refere ao samba paulista.
Samba que é samba tem de possuir raiz. Nós sabemos o que chamamos de samba, porque conhecemos a marcação de um surdo ritmado com as batidas de nosso coração. É estilo único e exclusivo da velha guarda carioca. O que paulista tem, com a devida "vênia" em comparação ao que seja o samba verdadeiro, são meros rascunhos
de alegrar bobo, que somente cresce na tolice.
Não existe nem comparação.
Um grande abraço de Lurdinha
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  • Re: Formando público para o futuro
    por Fernando Szegeri em 15/04/2004 às 16h19 #
    Cara Lurdinha,

    Aqui não é espaço para a discussão a respeito das origens do samba paulista, que são diferentes do samba carioca.

    Apesar da diferença o samba que se faz majoritariamente na cidade de São Paulo hoje é o samba nascido no Rio de Janeiro e trazido para cá desde o tempo em que o velho Dionísio Barbosa circulava com seu pai pelas casas das tias baianas na “Pequena África” carioca, nos anos 10 do século passado.Depois, pelas ondas do rádio ou pelo disco, incorporando um certo sotaque paulista na divisão e na batida. Mas saiba você que essa matriz carioca aqui adaptada desenvolveu-se muito, gerando uma geração de maravilhosos sambistas infelizmente quase ou totalmente desconhecidos do grande público, como Germano Mathias, Caco Velho, Jorge Costa, Talismã.

    Hoje em dia, porém, talvez você não saiba, mas o público das rodas de samba em São Paulo é não só fiel e ativo, mas tem um envolvimento e um respeito pelas origens e matrizes culturais do samba que eu sinto maiores que na maioria das rodas do Rio. Mas isso é só uma impressão de quem circula bastante nos ambientes de samba nas duas pontas da Dutra. Tenho certeza que se você der uma volta pelas rodas de samba da paulicéia vai mudar o teu conceito. Pergunte à Beth Carvalho, ao Luiz Carlos da Vila, ao Wilson Moreira, ao Jorge Simas, à Tia Surica. O mais bobo aqui pega peixe com luva de box...

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Re: Formando público para o futuro
por Joana em 29/04/2004 às 16h55 #
Concordo com seu artigo. Posso falar apenas do que percebo nas rodas aqui no Rio. As rodas de samba (tirando àquele público fiel, que faz do Samba de certa forma, ao me ver uma "filosofia de vida" pessoas que realmente se indentificam se comprometem e não é necessário ser sambista) aqui no Rio vem sendo frequentado por uma "galera" que antes quando a moda era frequentar o Forró, todos eram forrozeiros arretados, pois ,a moda passou, agora a moda é ir "pro samba" azarar, beber, usar chapeuzinho no melhor estilo sambista sangue bom etc. canso de ouvir isso. Para essas pessoas com certeza vai passar, mas para nós amantes da boa música, da nossa cultura, não vai passar. Cresci ouvindo samba, gosto, entendo, respeito, tenho uma tia que é sambista, e o universo do samba é único. Mas aproveitando, aqui no Rio existe uma outra discussão em relação as pessoas que frequentam o samba, que é pertinente...

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