Mais uma belíssima contribuição do mestre R.M. Moura. Como pensar a escola de samba sem o compositor, sem o espetáculo do passista, enfim, sem o samba? A ópera da rua é bonita, mas lhe falta o ingrediente fundamental. Vejam a Beija-Flor, que apresentou um bonito samba, embora não à altura dos quatro que foram revividos este ano. Como fica em primeiro lugar com problemas em carro alegórico? Não é o carro alegórico, hoje em dia, um dos principais elementos da festa? Coisa de maluco, não é? Eu também me iludi com a determinação da Liesa, até pensei que este ano significasse um momento de reflexão, que em 2005 teríamos Monarco fazendo o samba da Portela que ele enaltece 365 dias por ano, que teríamos Nei Lopes compondo o samba do Salgueiro, Zé Luiz fazendo o do Império, Luiz Grande o da Imperatriz e por aí vai. Como diziam os antigos, qual nada! Tirem cópias dessa pensata e deixem com o apontador do jogo do bicho pra que ele entregue ao patrão!
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