Aqui de Beagá, como faço há décadas, me preparei para assistir na telinha os desfiles principáis do carnaval carioca. Aos 55 anos, não posso culpar só a idade pelos cochilos, até pelo sono solto, que andam fazendo do desfile uma colcha de retalhos em minha memória. A vibração emocionada de outros tempos foi se tornando contemplação rotineira. Amo o samba, admiro as escolas (agora, tamém, algumas paulistanas), mas o tesão antigo foi se esvaecendo. O que seria? Será que a enxurrada horrorosa de pagodes de segunda estaria matando o amor pelo samba. O artigo do Roberto Moura me emprestou uma lanterna potente para iniciar a investigação nos cantos mais escuros de meu desgosto.
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