Meu caro Roberto Moura,
Brilhante, gostoso, comovente, lúcido o seu texto. Chorei em alguns momentos. Pela alegria de ver você defendendo o que precisa e deve ser defendido e pela utopia que você defende - mais necessária do que nunca. Temos de acreditar no verso de Thiago de Mello "faz escuro mas eu canto porque o amanhã vai chegar". E é bonito de se ver ( e constatar ) também que é, muitas vezes, de onde menos se espera que as coisas acontecem. Quem poderia imaginar que viria da anacrônica e exdrúxula Liga a permissão para que as escolas pudessem reeditar sucessos e trazer para a Avenida as belezas que deixaram de ser criadas porque os talentos foram afastados do processo dando lugar a armações, debilidades mentais, arranjos imbecis de letras que não diziam nada com música que diziam menos, criando monstrengos "samba-enredistas". E então tivemos alguns momentos de glória, de brilho, de resgate que você, Roberto Moura, tão bem defende e coloca no seu texto. Parabéns e obrigado por você existir. Abraços do amigo e admirador, de longa data, Isnard Manso Vieira.
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