Mona, tua colocação é sensata. A OMB foi uma conquista visionária de gente como Heitor Villa-Lobos; ela permite ao músico uma qualificação especial e privilegiada, a qual muitos setores gostariam de ver extinta. Nosso status e independência institucional só é comparável ao caso dos advogados, regidos pela OAB. Embora atualmente corrompida e degenerada, foi criada para dar proteção especial a uma classe cuja atividade, de natureza quase mítica, é, por sí, inqualificável. Nossa carteira de identidade (não a de trabalho que tem valor semelhante),tem tanta fé pública quanto as emitidas por órgãos como o Min. do Exército, dispensando, para todos os fins jurídicos e sociais, qualquer outra forma de identificação. Quanto à liberdade de exercício, como já foi dito, é uma garantia constitucional. Sempre atuei, mesmo em tempos de ditadura, de maneira independente e autocrática. Há vários meios de contornar a burocracia e, onde não há, recorro à desobediência civil. Só me espanta que pessoas inteligentes e contestadoras não tenham pensado em algo melhor do que criar outras formas de controle mais desqualificadas e institucionalmente mais fracas. Proponho outro caminho: VAMOS TOMAR O PODER NA ORDEM DOS MÚSICOS DO BRASIL.
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