Tenho colecionado nos últimos anos algumas reportagens e artigos falando de jabá. Acho que a publicação destes links enriquecerão a discussão. Ei-los.
A Folha de São Paulo é quem mais cobre o jabá, especialmente em reportagens de Pedro Alexandre Sanches e Laura Mattos. Veja Gil apóia lei anti-jabá e Jabá passa por "profissionalização". Esta entrevista com os presidentes das grandes gravadoras é ótima para ver a cara de pau desta turma. Deixo a pergunta: será que a Folha faz esta cobertura mais intensa por ser o único grande jornal do país a não ter emissoras de rádio e TV?
Uma excelente matéria mais ou menos recente foi escrita pelo jornalista Tom Cardoso no jornal Valor Econômico, com o título de Suborno Branco. O subtítulo é legal: "A indústria do jabá tornou-se tão megalomaníaca, que, ironicamente, começa a prejudicar a si mesma."
Este não é o primeiro projeto de lei sobre o assunto, mas a criminalização do jabá voltou a ser temas de discussão a partir desse artigo de Luís Nassif. O texto é bem legal, falando de como a música brasileira é um produto mal aproveitado economicamente pelo país.
Jabá foi um dos principais temas em debate na fundação da Associação Brasileira de Música Independente, veja a reportagem no CliqueMusic.
Em 1999 o jornalista Mauro Dias já denunciava o jabá no jornal O Estado de São de Paulo no artigo "Um massacre cultural sem precedentes". No mesmo jornal, Ruy Castro reclama da "falta de futuro da música brasileira".
Na revista Isto É o presidente da Sony assume timidamente a existência do jabá, um bom passo, já que a posição das grandes gravadoras sempre foi negar sua existência.
Essa é boa. No RS um músico desesperado sequestrou uma rádio para poder tocar sua música sem pagar. Veja a reportagem do Último Segundo.
Nos EUA, jabá é chamado de payola e é crime. Mesmo assim sua prática tem crescido assustadoramente, como pode-se ler neste artigo da revista Salon (em inglês). A grande responsável por isto foi a desregulamentação das normas de propriedade de emissoras de rádio. Cada vez mais poucos são donos de quase todas as rádios. Vale a pena também ler a excelente série de reportagens da mesma revista sobre a rede de rádios Clear Channel. É um bom exemplo de que a batalha pela diversidade da música brasileira está mesmo é na democratização dos meios de comunicação.