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Ser cético é a posição mais fácil. Assim como o tráfico de drogas e a corrupção, a criminalização do jabá não acabará com ele do dia para noite. Para dar um exemplo, nos EUA, onde as leis "pegam" mais do que por aqui, o jabá (payola) é criminalizado e mesmo assim cada vez mais é praticado.
Tornar crime o jabá pode ajudar a combatê-lo. Quem sabe algum empregado insatisfeito não resolve dar com a língua nos dentes e colocar seu chefe na cadeia? Isto pode acontecer mesmo que não haja fiscalização. O jabá sendo crime, não se poderá dar notas fiscais para uma música tocar na rádio. De qualquer maneira, será mais arriscado praticá-lo, dificultando sua prática.
O mais importante da lei é mostrar o repúdio da sociedade brasileira a tal prática. Um dos problemas é que hoje em dia pouca gente sabe que o jabá acontece. Se um jornal e uma TV tem os memos donos, o jornal fará reportagens sobre o jabá que emissora cobra? É preciso denunciar tal prática. O projeto serve pelo menos para denunciar a existência do jabá. Quem faria uma lei contra algo que não existe? Lembre-se que a aprovação não será fácil, pois boa parte dos deputados e senadores são donos de estações de rádio.
Este projeto pode ser um importante primeiro passo para se discutir outras formas de promoção da diversidade musical nos meios de comunicação. Que tal termos mais rádios públicas, universitárias e sem fins lucrativos?
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