Grande Fifi!
Gostei muito de seu artigo, mas, infelizmente, ele é curtinho. Um aspecto que eu gostaria de conhecer mais a fundo (e ninguém mais indicado para fazê-lo, amado mestre:-)), é: teria o sete cordas influenciado a própria estrutura do samba? Digo em termos de estrutura de composição mesmo, em alguém passar a pensar na música como a ser feita para agregar elementos só presentes no sete cordas.
Pode parecer meio devaneante, mas pense em como Corelli, o homem que deu forma às cordas da orquestra como a conhecemo e o primeiro compositor a escrever para violino. A partir de Corelli, a Música erudita se modificou, a fim de agregar (infelizmente aqui não tem itálico) essa nova linguagem, esses novos elementos (você consegue imaginar Vivaldi sem cordas? E os concertos de Brandemburgo?). Por que com o samba isso não teria se dado?
Assim como o sete cordas, instrumento que, ao que eu saiba, só possui relevância, em termos de execução, no samba e no choro, este dois últimos são exceções, formas musicais que só ocorrem cá por essas plagas. Teria a linguagem do instrumento influenciado na feitura de composições dos gêneros citados?
Penso que isto seria assunto para algumas ginjinhas no Capela e muitas pesquisas de ordem etílico-epistemológica...
Um forte abraço de seu amigo,
Fernando Toledo
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