Cara Themis e demais participantes,
discordo de que esta seja a luz no fim do túnel. O modelo de artista-intermediário-consumidor não tem mais razão de existir, com a tecnologia que se faz disponível hoje.
Acho que a luz no fim do túnel para os artistas não é se submeterem às gravadoras capitalistas, que ditam as direções, produzem música enlatada e não repassam o lucro para os artistas.
A pirataria está presente porque os discos são caros. Ponto. Como já disseram, como alguém que ganha dois salários mínimos vai comprar um CD que custa 20 ou 30 reais? Por outro lado, os artistas não conseguem sobreviver com sua música. Ou seja: todos estão prejudicados, os consumidores e os produtores do objeto cultural. Porque? As gravadoras são um distorção do sistema como um todo, e estão fazendo tudo para evitar que estes dois extremos da cadeia de produção, percebam e possam mudar isso.
Os artistas têm hoje o meio para disseminar sua música, através da Internet. Sim, a música seria muitas vezes copiada sem que fosse pago nada a eles, mas é necessária uma mudança de cultura: se as pessoas tivessem que pagar 50 centavos por música que baixassem diretamente do artista, ou ainda, se houver um sistema através do qual seja fácil de se transferir pagamento para os artitas, tenho certeza que estas pessoas, como você, que vêm como interessante e justo remunerar os artistas, o fariam. Além disso, a popularização da música e os show continuariam a funcionar da mesma forma.
Sou completamente contra este e qualquer outro mecanismo que venha a tirar a liberdade dos consumidores. O próximo passo é cobrar por cada vez que você ouvir a sua música, travando o seu CD player até que você pagasse mais.
A necessidade é de uma mudança na forma de distribuição de música, que não tem razão de seguir este modelo em que as gravadoras controlam o que é gravado e ficam com todo o dinheiro.
Espero ter-me feito claro.
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