Olá a todos!
A discussão está quente. Antes de mais nada, uma introdução: até hoje, copiei apenas um CD: um disco do Karnak fora de catálogo. No entanto, já copiei várias músicas, criando coletâneas para amigos em fitas e CDs (sim, porque as fitas de antigamente não são muito diferentes dos CDs). E fiz isso sem peso na consciência porque isso é divulgação da música brasileira. Além disso, tenho em média 10 CDs meus emprestados para amigos, para os quais sempre instruo: se gostar, compre, porque esse artista merece.
PRIMEIRO PONTO
Daí surge um problema: comprar. Por quanto se compra um CD hoje? Dez, 15, 20, 30 reais? Mas quem pode pagar por isso? PLIM! Surge a pirataria. Não a boa e velha cópia e divulgação, mas o tráfico. Sim, pirataria é crime e, nos níveis atuais, muito bem organizado (comprar CD pirata não é muito diferente de comprar maconha).
Acho que é claro para todos que se trata de um círculo vicioso: as gravadoras aumentam os preços, porque os discos são pirateados, daí a venda 'oficial' diminui, e as gravadoras aumentam os preços... Como todo círculo vicioso, existem várias pontos para quebrá-lo. Mas analise a situação: quem está realmente em condições de quebrá-lo diretamente? Quem está com o cú atolado de dinheiro? Ouvi alguém dizer 'gravadoras'? BINGO!
SEGUNDO PONTO
Mas sendo um círculo, podemos também concluir que TODOS os envolvidos tem certa culpa (e todos tem como contribuir para a quebra do vício). E qual é a nossa parte? Incentivar a produção de grupos puramente comerciais, ouvindo suas músicas, é o nosso papel mais importante. Nesse ponto, não importa se você compra CD pirata ou não. Basta ouvir para contribuir para a disseminação da cultura-lixo.
(É óbvio que cada um tem o seu gosto musical. Mas estamos falando de música. Música não é só cultura. Música tem que ser arte. E arte é muito mais do que a maioria das coisas que se ouve por aí atualmente.)
TERCEIRO PONTO
O artista é o terceiro envolvido nesse círculo. Mas como? Exemplo prático: eu não tenho nenhum CD do Arnaldo Antunes, porque ele insiste em manter contrato com uma grande gravadora, vendendo seus CDs a 25 reais!! Minha contribuição a ele se restringe à minha presença em seus shows (nos SESCs; aliás, salve SESC!).
CONCLUINDO
Somos três os envolvidos: consumidores, artistas e gravadoras. O que podemos fazer para reverter a situação? É aqui que surge o que acredito ser minha contribuição para essa discussão. Sugiro um BOICOTE ÀS "GRANDES GRAVADORAS"!! O preço de um disco depende, basicamente da gravadora, do selo e da distribuidora. Quanto você está disposto a pagar? Eu pago geralmente 12 reais por CD (no máximo 15, quando estou na fissura). Não comprando NADA mais caro que isso, forçamos uma queda nos preços. E de quebra ainda podemos persuadir nossos artistas preferidos a gravar com gravadoras mais bacanas (no instrumental brasileiro, temos, por exemplo, o Núcleo Contemporâneo, a Kuarup e a Acari).
Então é isso: CDs originais, só se for por 12 reais!
(o resto é imitação...)
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