Totalmente apoiado. Acrescento apenas que não podemos esquecer a possibilidade de um mundo artístico com menos intermediários, além de nós, consumidores, nós, artistas, também devemos estar conscientes nessa luta.
A época áurea dos intermediários na Indústria Cultural foi o século passado, graças às inovações técnicas que permitiram o registro de áudio e vídeo. Isso moldou e alterou radicalmente as relações entre artista e sociedade, entre objeto artístico e autor, entre a Arte e o Homem. E, em que pese não ter vivido os séculos passados :-P, arrisco dizer que muito se perdeu nessa relação, a Arte ficou dividida em dois níveis desnecessariamente separados, a arte "erudita" e a "pop". E ambas perderam sua força, seu impacto, sua razão de ser no fundo. E o Artista nunca esteve tão limitado e desorientado (ou mau orientado) quanto hoje.
Mas o futuro parece belo. Começa com a decadência dos intermediários. Voltar a ter o que falar, o que transmitir à sociedade será fundamental para o Artista. A divulgação solidária e "autônoma-livre" democratizará o acesso à Arte. O Artista voltará a ser ouvido de fato, e não mero embelezamento pré-fabricado.
Bem, voltando ao início, Artistas, pensem bem no mundo novo que estamos construindo, cuidado com armadilhas como essa que agora ameaça não só os consumidores mas a longevidade de sua própria obra. Enfim, Artistas, voltem a pensar sem limites.
Abraços,
Luis Alberto.
Luis Alberto Garcia Cipriano - lagc
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