Nestes tempos de eleições e de (teimosa) renovação de certas esperanças, os 35 anos de criação da gravadora Marcus Pereira parecem aferir a idade dos nossos sonhos - alguns deles, passíveis de realização, embora esquecidos; outros, sonhos de "gauche", impossíveis. E por isso mesmo, quando imersos em desprezo, muitas vezes letais.
Nestes tempos de (necessária) renovação, devemos e podemos esperar que à frente de um bom governo esteja um governante capaz de amar, prezar e cultivar o sonho de tantos Marcus, a flor de tantos Pereiras que, em vão, e justo quando tanta vida fervilhava neles, se mataram (ou foram mortos?) pelo Brasil.
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