11 Música desenho nas escolas - somos homens aos pedaços
Há provas, pelos desenhos nas cavernas, que as mais remotas culturas humanas desenharam, ou esculpiram. Tais provas não poderiam existir para a música, mas indiretamente, por estudos das chamadas "sociedades primitivas", sabe-se que quase todas, ou mesmo todas, têm algum tipo de música integrando sua vida coletiva, religiosa(ou mística).
As escolas, na cultura ocidental, já tiveram a música como disciplina no mesmo patamar das matemáticas e das humanidades. Mas a escola de hoje, não só abanou a música e o desenho, criaram uma escola instrumental, para servir a alguma coisa, no caso, produzir mão-de-obra para o capitalismo. E para isso fragmentou o homem, matou linguagens historicamente essenciais ã integridade do homem. A escola de hoje deforma o ser humano, fazendo-o em pedaços.
Mas a historia, como se pregasse uma peça, pôs, neste momento, a escola no centro, como a ponte do homem para o futuro. Se pegarmos o mundo medieval, o órgão centralizador das vontades, tanto política, como cultural, econômica, militar, era a Igreja. A Igreja era o centro na Europa medieval. Com o capitalismo este órgão centralizar das vontades vai transferir-se para o Estado.
Com a Globalização acelerada, com a criação de um império único, os Estados Unidos, há um degradação veloz do papel do estado e das suas instituições. Há mesmo o um falência quase completa dos órgãos que lutam para ter parte ou dominar os estados nacionais, como partidos e sindicatos. E vivemos um mundo fragmentado, onde não há vontade coletivas, onde o individualismo é plenamente vitorioso, onde a violência descontrolado e crescente toma a face do mundo e dos países atrasados, em particular, onde o tráfico de armas e drogas é o negócio mais emergente, etc. etc. O quase paradoxo é que um órgão estatal, no meu ponto de vista, deve ser o centralizador das vontades coletivas. Mesmo porque a educação passou a ser o grande motor do desenvolvimento econômico, o diferencial dos países. E é preciso fazer um esforço para pensar a educação deste o pré- primário até À universidade.
Muitas das deformações das universidades, a vitoria do pensamento instrumental contra o pensamento humanitário se deve a deformações que parecem incuráveis, pois começou na mais tenra idade.
Daí a proposta de pensar a escola como o grande centralizar das vontades coletivas, da cultura popular e erudita, um órgão centralizar da visão laica contra o galopante crescimento do fundamentalismo religioso no mundo todo (o que Marilena Chauí chamou de fim do político, que coloca em risco a própria civilização).
Acho que não devo me alongar, e por isso, partirei para algumas propostas sem justificá-las, mas que, acho, estão em sintonia com minha visão da Escola.
Proposta:
Música e aprendizagem de instrumentos em todos os níveis escolares, no mesmo nível de exigência e importância de outras linguagens
Desenho como uma linguagem à mesma altura das outras linguagens
Outras propostas (que merecem e terão no futuro textos explicativos, se o debate fluir).
Derrubar os muros das escolas abri-la à população (literalmente)
Chamar para dentro das escolas todos os excluídos dela(independente de idade).
Um escola integrada, que sirva para ensino de informática, escolas profissionais, escola de governo , turismo, etc. - voltado para trazer todos jovens e adultos de volta ã escola.
Uma escola voltada para abordar na prática a questão da segurança Pública.
Um escola palco da cultura popular (teatro, música, mamulengos, contadores de história, Tc)
=PS NÃO ESQUECER QUE TUDO ISTO SE LIGA AO TEMA Universidade e os outros textos que escrevi sobre.
LEMBRETE: TEXTOS DE APOIO EM "ARQUIVOS"
1 . Ciência e Música de Eliane Leão
2 . Música matemática e linguagem
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