Construindo uma bibliografia básica de MPB |
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Publicado por Egeu Laus
em 08/03/2002 às 20h18
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| Esta é um Panorama da Produção Editorial sobre Música Popular no Brasil, o início da construção de uma bibliografia básica da música brasileira. Faça seus comentários e ajude a tornar esta bibliografia o mais completa possível. |
Os interessados em pesquisar música popular brasileira, encontram alguma dificuldade em se informar sobre o tema, principalmente pela falta de dicionários bibliográficos mais amplos que organizem as informações sobre o assunto. Nossa maior fonte de documentos é a Biblioteca Nacional através de sua Divisão de Música e Arquivo Sonoro - DIMAS com uma coleção geral de aproximadamente 220 mil peças com cerca de 10 mil discos (78, 33 e Cds) além de livros, partituras, revistas, periódicos e obras raras. Em forma de banco de dados também é notável o trabalho realizado na Academia Brasileira de Música com a Bibliografia Musical Brasileira, sob a coordenação de Mercedes Reis Pequeno, e que já conta com oito mil itens. De todo modo, um panorama cronológico geral e abrangente com uma visão de conjunto do que foi publicado, parece ainda não ter sido realizado, excetuando-se a Bibliografia musical brasileira (1820-1950) de Luiz Heitor Correia de Azevedo em 1952 (colaboração de Mercedes Reis Pequeno e Cleofe Person de Matos), a Bibliografia da Música Popular Brasileira (20p.) de Lúcio Rangel, em 1976 no Rio de Janeiro, a Bibliografia da MPB (90p.) de Alceu Schwab, Curitiba, 1984 e a Bibliografia da Música Brasileira 1977-1984 (276p.) organizada por Irati Antonio, Rita de Cássia Rodrigues e Heloísa Helena Bauabe, em São Paulo, 1988.
Divulgando este pequeno guia, produzido por Egeu Laus, a AMAR-SOMBRÁS (Associação de Músicos, Arranjadores e Regentes - Sociedade Musical Brasileira) espera estar colaborando e incentivando pesquisadores com vistas a esse objetivo, neste 6º Encontro Nacional de Pesquisadores de Música Popular Brasileira. (Rio de Janeiro, outubro/2001)
Fins do século 18 e início do século 19
Os primeiros escritos sobre música brasileira por um brasileiro parecem estar situados em fins do século 18, quando é publicado, ainda em Portugal, o livro Viola de Lereno de Domingos Caldas Barbosa (dito Lereno Selenuntino). O primeiro volume das suas modinhas sai a público em 1798 com edições sucessivas em 1806 (não confirmada), 1813 (na Bahia), 1819 e 1825. O segundo tomo seria publicado já no século 19 em 1826, seis anos depois de sua morte. A primeira edição brasileira de suas poesias, enfeixando os dois volumes, aconteceu em 1944 e a Civilização Brasileira lançou em 1980 uma boa edição.
Domingos Caldas Barbosa (ca.1740-1820), nunca é demais lembrar, mulato brasileiro, era poeta, violeiro, compositor e cantor e foi o primeiro grande artista popular urbano a ser reconhecido como tal, fazendo sucesso tanto em Portugal quanto no Brasil, naquele final de século 18. As modinhas e lundus de Caldas Barbosa foram cantadas por todo o interior do Brasil por mais de 100 anos e se tornaram peças de domínio público com o passar do tempo.
Na primeira metade do século 19, com as modinhas em seu auge, após D. João em 1808, serão as partituras de óperas, além de sonatas e peças por ele encomendadas a Marcos Portugal e ao Padre José Maurício Nunes Garcia (1767-1830), que farão parte do principal material musical a circular no Brasil.
1823 - É publicado pela Tipografia Silva Porto, do Rio de Janeiro, aquele que é considerado - possivelmente - o primeiro livro sobre música editado no Brasil: Arte de muzica para o uso da mocidade brasileira, por um seu patrício, tratando de rudimentos da teoria musical.
1842 - Aparece o que, segundo seu autor, seria o primeiro Dicionário Musical escrito em língua portuguesa, por Rafael Coelho Machado, editado pela Typografia Francesa do Rio de Janeiro.
Segunda metade do século 19
Na segunda metade do século 19 vão aparecer alguns guias, compêndios e cartilhas sobre música, produzidos em torno da Sociedade Beneficiência Musical depois Conservatório de Música (fundada em 1833 por Francisco Manuel da Silva (1795-1865) ), e em seguida também já algum material biográfico sobre Carlos Gomes (1836-1896), considerado o maior compositor do período imperial, além, é claro, da edição de populares lundus e modinhas.
1853 - Francisco de Paula Brito, na sua famosa Tipografia da Praça Tiradentes edita o seu lundu A Marrequinha de Iáiá, também conhecido como Lundu da Marrequinha, em parceria com Francisco Manuel da Silva (1795-1865), autor do Hino Nacional.
A Tipografia de Paula Brito foi reduto importante e ponto de encontro e cruzamento entre músicos populares como Laurindo Rabello e Xisto Bahia e os poetas românticos produzindo parcerias em inúmeras modinhas, já como um embrião da música popular urbana que tomaria as ruas do Rio de Janeiro nas primeiras décadas do século 20.
1878 - Editado pela Livraria Garnier sai em 3 volumes A Cantora Brasileira, de Joaquim Norberto de Souza e Silva, com uma coleção de modinhas, lundus, canções, hinos e recitativos.
1879 - Aparece o Cancioneiro Popular Brasileiro que focalizando o Império e as Regências (1822 e 1840). Lista grande número de modinhas e lundus.
1883 - Sylvio Romero (1851-1914) coleta um enorme número de modinhas por todo o nordeste publicando o seu Cantos Populares do Brasil, em dois volumes (a segunda edição de 1897, segundo Câmara Cascudo é bem superior).
Sylvio Romero escreveu sobre todos os assuntos e é o primeiro a pesquisar e recolher cantos, contos e poesias populares no Brasil, praticamente iniciando os estudos etnomusicológicos. Publicou mais de 90 livros incluindo em 1888 a Poesia Popular no Brasil. Pode-se dizer que estudos folclóricos (folk-lore, palavra formada em 1846) musicais no Brasil, com exceções, começam com Romero.
1888 - É editado pela Garnier um livro importante para a pesquisa da música brasileira: Festas Populares do Brasil por Mello Moraes Filho (1844-1919). Médico, foi cronista e também compositor e tem obra extensa de pesquisa e coleta de tradições populares brasileiras. Alguns de seus livros: Cancioneiro dos ciganos (1885), Ciganos no Brasil (1896), Festas e Tradições Populares do Brasil (1901), Cancioneiro Fluminense, Artistas do meu tempo (1905), etc.
Em 1902 publicou Serenatas e Saraus, 3 volumes com modinhas e lundus.
Mello Moares Filho com Sylvio Romero são os dois intelectuais que mais pesquisaram tradições musicais brasileiras em fins do século 19 e início do 20.
Libretos de óperas continuaram a ser produzidos e, entre 1870 e 1885, saem vários livros sobre Carlos Gomes, ex-aluno do Conservatório de Música e autor do Guarany (concluída em 1868 e estreada em Milão em 1870).
Virada do século 19 para 20
Começa a ser editada a produção de modinhas do poeta Catulo da Paixão Cearense, autor dos versos de Luar do Sertão (com música de João Pernambuco) em livros como Lyra de Apolo (1905), Cancioneiro popular de Modinhas (1908), Lira Brasileira (1908).
1908 - Surge talvez o primeiro livro historiográfico sobre música brasileira: A Música no Brasil - desde os tempos coloniais até o primeiro decênio da República, de Guilherme Teodoro Pereira de Melo (com 2ª edição em 1947).
1910 - Uma curiosidade: O trovador Marítimo de José Embarcadiço, com o subtítulo: "modinhas, recitativos, lundus, canções, cançonetas, poesias, tangos e fadinhos marítimos e populares, escritos e colecionados uns, e utros apanhados diretamente da tradição oral...", da Editora Quaresma (que também editou boa parte da obra de Catulo).
Também nesses primeiros anos o músico, compositor, cantor e palhaço de circo, Eduardo das Neves irá lançar o Trovador da malandragem (1902) e Mistérios do Violão (1905). Eduardo das Neves é autor do célebre verso "a Europa curvou-se ante o Brasil" da música que fez em homenagem a Santos Dumnont (quando deu a volta a Torre Eiffel com seu balão nº 6 há 100 anos).
Não esquecer que, durante todo esse período, desde o século 19 até as primeira décadas do século 20, estarão nas ruas os vendedores de modinhas cantando para os compradores a sua mercadoria (os folhetos com letras), assim como também as lojas editando partituras de piano, vendidas para um público de maior poder aquisitivo. Ancestrais das editoras, que permanecem até hoje (vide Irmãos Vitale e congêneres). Um mercado que permaneceu próspero mesmo depois do aparecimento do fonógrafo e do disco com a primeira gravação brasileira na Casa Odeon de Fred Figner em 1902, registrando o lundu de Xisto Bahia (Isto é Bom) e várias modinhas com grande sucesso de vendas - um século depois de Caldas Barbosa. Em 1911 e 1914 são gravados discos de samba e em 1917 faz sucesso Pelo telefone. As músicas de carnaval também são amplamente divulgadas e a cena teatral do Rio de Janeiro também é pródiga com 12 teatros funcionando e produzindo operetas, vaudevilles, revistas, etc.
João do Rio publica em 1904 As Religiões do Rio onde comenta sobre Tia Ciata (Assiata) e em 1910 sai A Alma encantadora das ruas, com descrições do ambiente musical do Rio de Janeiro.
1911 - Artistas Baianos, de Manoel Querino, editado em Salvador focalizando a música e os artistas baianos da época.
1914 - João de Souza Conegundes lança pela Ed. Quaresma Serenatas - "Novíssima coleção de modinhas e recitativos, lundús, canções e cançonetas, fadinhos, tangos e fandangos, monólogos, etc; colecionados de diversos autores".
1916 - A Bahia de Outrora (vultos e fatos populares), também de Manoel Querino, focalizando festas populares baianas (reeditado em 1922).
Década de 1920
O folclore paulista e o interior do Brasil começam a ser estudado por vários pesquisadores. Em 1922, por ocasião do Centenário da Independência, sai Ensaio sobre a música brasileira de Renato Almeida (musicólogo e floclorista) pela Ed. do Almanaque Laemmert. Em 1925 sai Manual do Flautista, de Pedro de Assis, com notas históricas sobre o instrumento. Catulo e outros continuam lançando suas coleções de modinhas.
Com o movimento modernista, os escritores começam a se interessar por música popular, embora a maior parte das pesquisas ainda estejam voltadas para o folclore. Em 1924 Manuel Bandeira escreve sobre a Literatura do violão na revista Ariel. Em 1923 surge a primeira emissora de rádio, a Rádio Sociedade e em 1924 a Rádio Clube do Brasil. O carnaval se torna um elemento polarizador. Destacam-se as comédias musicais nos teatros. No final da década aparecem os primeiros trabalhos de Mario de Andrade (1893-1945). Em dezembro de 1928 surge a revista O Violão (1928/29). Alguns livros lançados no período: - Ao Som da Viola, Gustavo Barroso, 1921.
- Música de pancadaria, Julio Reis, 1921.
- Modinhas brasileiras, Pedro Sinzig, 1921.
- História da Música Brasileira, Renato de Almeida, 1922 (outra edição em 26).
- Ban! ban! ban! - Orestes Barbosa, 1923 (pela editora de Benjamin Costallat).
- Nova edição do Trovador da Malandragem de Eduardo das Neves em 1926.
- Histórico do Cavaquinho de Ouro, de Alvaro Cortez de Andrade, 1928.
- Ensaios sobre a música brasileira, Mario de Andrade, 1928 (1962 e 1972).
- Compêndio de História da Música, Mario de Andrade, 1929 (1933).
Década de 1930
Com Getúlio Vargas em 1930, inicia-se todo um um período de pesquisas com apoio estatal e incentivo a cultura nacional. Institui-se o Canto Orfeônico nas escolas sendo publicado vários manuais. Em 1935 é publicado, com prefácio de Roquette-Pinto, o material do Primeiro Congresso Afro-Brasileiro, realizado em Recife em 1934. Em 1937, editado pela Secretaria de Educação e Cultura do Rio de Janeiro, sai um relatório de Villa-Lobos sobre O Ensino popular da música no Brasil. Em 38 o Departamento de Cultura de São Paulo publica os Anais do Primeiro Congresso da Língua Nacional Cantada, realizado em 1937.
É lançado o livro de Mario de Andrade Modinhas imperiais em 1930 (novas edições em 1964, 1980). Saem também mais de uma dezena de livros sobre Carlos Gomes. Começa a circular a revista A Voz do Violão em 1931. Outros livros lançados na década: - A Música contemporânea (fala sobre o Brasil), Israel Pelasfsky, 1932
- Na Roda do samba - Vagalume, 1933
- Música (História da música no Brasil), Luiz Gonzaga Aires Mariz, 1933
- História da música contada à juventude - Francisco Mignone, 1935/36
- A música e a canção populares no Brasil - Mario de Andrade, 1936
- O Choro - Alexandre Gonçalves Pinto, 1936
- O Fado, canção dos vencidos (sobre sua origem brasileira ) - Luis Moita, 1936
- Francisco Alves - Minha Vida (biografia escrita por Orestes Barbosa e Mário Cordeiro)
- Brasil Sonoro - Mariza Lira, 1937
- Negros bantus, Edison Carneiro, 1937.
- Dois pequenos estudos sobre folclore brasileiro, Luiz Heitor de Azevedo, 1938.
- Costumes Africanos no Brasil, Manoel Querino, 1938.
- Chiquinha Gonzaga - Mariza Lira, 1939
Década de 1940
Embora pouco se tenha escrito sobre música popular urbana, a produção de folclore e tradições brasileiras foi bastante razoável. Em 1940 o DIP edita trabalho de Villa-Lobos sobre a importância da música nacionalista de Getúlio Vargas. Ainda nesse ano Arthur Ramos lança O Negro Brasileiro com um capítulo sobre dança e músicas dos candomblés. Em 1942 Renato Almeida lança a sua segunda edição de História da Música Brasileira, revista e ampliada. Mário de Andrade lança em 1941 dois estudos sobre a Música do Brasil, editados em Curitiba. Com a fundação da Academia Brasileira de Música por Villa-Lobos em 1945 são editados vários trabalhos sobre música erudita focalizando Villa-Lobos, Lorenzo Fernandes, Francisco Mignone, etc. A Escola Nacional de Música através de sua cadeira de folclore imprime vários trabalhos em 1943/44. Em 1945 Raimundo Nina Rodrigues lança pela Cia. Editora Nacional Os Africanos no Brasil dedicando um capítulo as danças e outro a música. Renato Almeida lança em 1948 uma edição revista e ampliada do Compêndio de História da música brasileira. Sai também a terceira edição de Festas e Tradições Populares do Brasil de Mello Moraes Fº. O Centro de pesquisas folclóricas Mario de Andrade de São Paulo edita vários trabalhos focalizando jongo, congadas, moçambiques, folia do Divino e outras tradições musicais brasileiras. É editado em Portugal História breve da música no Brasil, por Gastão de Bettencourt em 1945. Outros lancamentos da década: - Antologia do carnaval, coordenação Wilson Lousada, 1945
- Compêndio de História da Música - Mario de Andrade, 1942
- Música popular brasileira - Oneyda Alvarenga, 1947
Década de 1950
O Centro de Pesquisas Folclóricas da Escola Nacional de Música edita vários trabalhos de Luiz Heitor Corrêa de Azevedo. Sai nova edição de Música popular brasleira de Oneyda Alvarenga em 1950. Nesse ano sai a Antologia do negro brasileiro coordenada por Edison Carneiro, Mário de Andrade e Manuel Diégues Júnior, focalizando tradições musicais principalmente paulistas e nordestinas. Acontece o Congresso Internacional do Folclore em agosto de 54. Na segunda metade da década a produção de livros sobre música e notadamente popular será bastante expressiva. Jaci Pacheco lança Noel Rosa e sua época em 1955 e O Cantor da Vila em 1958. Pequena biografia sobre Patápio Silva em 1953 de Cícero Menezes. Em 1954 sai nova edição de Cantos Populares do Brasil de Sylvio Romero, notas de Câmara Cascudo. É editada a Revista de Música Popular por Lúcio Rangel. Outros títulos lançados na década de 1950: - Zequinha de Abreu: vida artística e boêmia, Ayres da Cruz/Luiz Schiliro, 1950
- Música e Músicos do Brasil, Luiz Cosme, 1950
- A Vida de Vicente Celestino, 1951 por Gilda de Abreu.
- Bibliografia musical brasileira (1820-1950) de Luiz Heitor, Mercedes Reis Pequeno e Cleofe Person de Mattos, 1952
- Carmen Miranda, vida, glória, amor e morte - Queiroz Junior, 1955
- 150 Anos de música no Brasil (1800-1950), Luiz Heitor C. de Azevedo, 1956.
- As canções na vida de Vicente Celestino por Gilda de Abreu, 1956.
- Dicionário Musical - Luiz Cosme (da Academia Brasileira de Música), 1957
- História do carnaval carioca - Eneida, 1958
- A canção brasileira (músicos eruditos e populares) - Vasco Mariz, 1959
- Perfil de Caubi Peixoto, por Flor da Noite (?) em 1959.
Década de 1960
Dois livros fundamentais são lançados logo no início da década: Sambistas e chorões por Lúcio Rangel, em 1962 e No Tempo de Noel Rosa, por Henrique Foréis Domingues, o Almirante, em 1963. Em 1962 é tirada a Carta do Samba na realização do Congresso Nacional do Samba. Acontece também a estréia de Ary Vasconcelos em livro, paralelamente ao seu trabalho de crítico de música popular iniciado em 1955 na revista O Cruzeiro. Ary estreou com Panorama da Música Popular Brasileira, em 2 volumes, em 1964. Outro debutante: José Ramos (dito Tinhorão) estreante com Música Popular: um tema em debate, em 1966, depois de ter publicado no Jornal do Brasil sua Contribuição à Bibliografia da Música Popular Brasileira, com a qual iniciou suas pesquisas sobre o assunto. Será uma década bastante farta em edições sobre música popular. Eis uma lista básica: - Ensaio sobre a música brasileira, Mario de Andrade, 1962.
- Música, doce música, Mario de Andrade, 1963
- Música de feitiçaria no Brasil, Mario de Andrade, 1963
- A Modinha e o Lundu do século 18, uma pesquisa histórica e bibliográfica - Mozart de Araujo, 1963 com reproduções de partituras.
- Esses populares tão desconhecidos, Bricio de Abreu, 1963.
- Adagiário musical brasileiro, Gumercindo Saraiva, 1963
- Antologia da Canção brasileira, Gumercindo Saraiva, 1963
- Aspectos da Música Brasileira, Mario de Andrade, 1965.
- Dicionário Biográfico de Música Popular - Sylvio Tullio Cardoso, 1965.
- O Carnaval carioca através da música - Edigar de Alencar, 2 volumes, 1965.
- Ameno resedá, o rancho que foi escola - Jota Efegê, 1965.
- Carnaval carioca e outros flagrantes do Rio, Martins Gomes, 1965
- Poesias completas de Laurindo Rabelo, o Lagartixa - Antenor Nascentes, 1965
- Historinha do desafinado, Ramalho Neto, 1965
- A música na cidade do Rio de Janeiro, Silvio Solema G. Ribeiro, 1965.
- Chico Viola, David Nasser, 1966
- A vida trepidante de Carmen Miranda, David Nasser, 1966
- Do modernismo à bossa nova, Jomard Muniz de Britto, 1966
- Francisco Manoel da Silva e seu tempo - 1808-1865 - Ayres de Andrade, 1967
- A modinha cearense, Edigar de Alencar, 1967
- Ernesto Nazareth na música brasileira - Baptista Siqueira, 1967.
- A canção popular brasileira em 3 tempos, Gumercindo Saraiva, 1968
- Nosso Sinhô do Samba - Edigar de Alencar, 1968.
- Sua excelência o samba, Henrique Losinskas Alves, 1968
- Cinquenta anos de samba, Lúcio Rangel, 1968 (editado pela Pirelli)
- Balanço da Bossa, Augusto de Campos, 1968
- Música popular Brasileira, Claribalte Passos, 1968
- 3 vultos históricos da música brasileira, Baptista Siqueira, 1969.
- Chacrinha é o desafio, Abelardo Barbosa, 1969
- Escolas de samba em desfile - Amaury Jório e Hyram Araújo, 1969.
- O samba agora vai... a farsa da música popular no exterior - JR Tinhorão, 1969
- Memórias do Café Nice: subterrâneos da música popular e da vida boêmia do Rio de Janeiro - Nestor de Holanda, 1969
- História Social do Frevo, Rui Duarte, 1969.
Década de 1970
Uma década também pródiga em lançamentos com vários títulos de Tinhorão e Ary Vasconcelos. O Museu da Imagem e do Som do Rio de Janeiro lança seu caderno de depoimentos com As Vozes desassombradas do museu: Pixinguinha, Donga e João da Bahiana com prefácio de Ricardo Cravo Albin. Sérgio Cabral lança em 1974 As escolas de samba: o que, quem, como e por que. Sai a Enciclopédia da música brasileira, erudita, popular e folclórica, pela Art Editora, em 1972, o trabalho mais extenso até aquele momento realizado. Sob a supervisão de Ary Vasconcelos são reeditados pela Funarte em 1978 O Choro, de Alexandre Gonçalves Pinto (de 1936), Na Roda do Samba, de Vagalume (de 1933), Chiquinha Gonzaga, de Mariza Lira (de 1939)e Samba, de Orestes Barbosa (de 1933). Ary lança também Panorama da música popular brasileira na Belle époque em 1977. Lista básica do período: - Ary Barroso, um turbilhão, Dalila Luciana, 1970
- A pioneira Chiquinha Gonzaga, Geysa Boscoli, 1971
- Música popular, de índios negros e mestiços - JR Tinhorão, 1972
- Música popular, teatro e cinema - JR Tinhorão, 1972
- Vultos e temas da música brasileira, Claribalte Passos, 1972.
- Rock, o grito e o mito - Roberto Muggiati, 1973
- Música popular e comunicação, C.A. Medina, 1973.
- Maxixe, a dança excomungada - Jota Efegê, 1974 (houve uma tentativa de Hermínio Bello de Carvalho de editar a segunda parte desse livro pela Funarte. Os originais - inéditos - foram doados a Biblioteca Nacional.)
- Rio Musical 1894-1974 - orquestras em desfile e pequenos conjuntos, Homero Dornellas, ed. do autor, 1974
- O palácio do samba, Maria Julia Goldwasser, 1975
- Heitor Villa-Lobos e o violão, Turíbio Santos, 1975.
- Natal, o homem de um braço só, Amaury Jorio e Hiram Araujo, 1975.
- A história do jogral, Marcus Pereira, 1976.
- Música popular: os sons que vem da rua - JR Tinhorão, 1976
- História da música brasileira, dos primórdios ao início do século 20, Bruno Kiefer, 1976.
- Do batuque a escola de samba, J. Muniz Jr., 1976.
- Música Popular Brasileira, Zuza Homem de Melo, 1976.
- O Som do Pasquim, entrevistas de MPB coord. por Tárik de Souza, 1976.
- Bastidores do Rádio, Renato Murce, 1976.
- A modinha e o lundu - Bruno Kiefer, 1977
- Escola de samba, ritual e sociedade, José Savio Leopoldi, 1977.
- Música popular, de olho na fresta, Gilberto Vasconcelos, 1977.
- O coro dos contrários: a música em torno da semana de 22 José Miguel Wisnik, 1977.
- As escolas de samba, Erika Franziska Herd e Ary Araujo, 1978.
- Pequena história do samba, Sergio Cabral, 1978.
- Escola de samba, árvore que esqueceu a raiz, Candeia e Isnard, 1978
- Samba e resistência, Ismael Silva e Luiz Fernando de Medeiros, 1978.
- Carmen Miranda, a cantora do Brasil, A. Cardoso Jr., 1978
- X9, escola pioneira, J. Muniz Jr., 1978.
- Música popular brasileira e moderna poesia brasileira, Afonso Romano de Sant'anna, 1978.
- O Fabuloso e harmonioso Pixinguinha, Edigar de Alencar, 1979
- Anos 70: música popular, José Miguel Wisnik e Ana Maria Bahiana, 1979.
- ABC do Sérgio Cabral, Sergio Cabral, 1979.
- Tropicália, alegoria alegria, Celso F. Favaretto, 1979.
- Waldemar Henrique, compositor brasileiro, Ronaldo Miranda, 1979.
- Samba, o dono do corpo, Muniz Sodré, 1979.
- Rostos e gostos da música popular brasileira, Tárik de Souza e Elifas Andreato, 1979.
Os Anos de 1980: (com a produção da Funarte incluindo a do final dos 70)
Sob a coordenação de Hermínio Bello de Carvalho que lá permaneceu de 1977 a 1989, a Funarte, através do concurso de monografias Lúcio Rangel, realizou um trabalho de proporções inéditas até aquele momento, quer pela qualidade quer pela quantidade de livros lançados sobre música popular. Entre seus títulos estavam: - Patápio Silva, músico erudito ou popular - Sinclair Cechini e outros, 1983.
- Figuras e coisas da música popular - vol. 1 - Jota Efegê, 1978
- Waldemar Henrique, o canto da Amazônia - Claver Filho, 1978
- Pixinguinha, vida e obra - Sergio Cabral, 1978
- Filho de Ogum Bexiguento - Marilia Barboza e Arthur Oliveira Fº, 1979
- Recordações de Ary Barroso - Mario de Moraes, 1979
- Figuras e coisas da música popular - vol. 2 - Jota Efegê, 1980
- Paulo da Portela - Marilia Barboza e Lygia Santos, 1980
- Nosso Sinhô do Samba - Edgar de Alencar, 1981 (reedição)
- Trá-lá-lá, Lamartine - Suetônio Valença, 1981
- Silas de Oliveira - Marilia Barboza & Arthur Oliveira , 1981
- Discografia da música brasileira em 78rpm (tudo: 1902-1964) em 5 vol. 1982
- Figuras e coisas do carnaval carioca - Jota Efegê, 1982
- Garoto, sinal dos tempos - Irati Antonio e Regina Pereira, 1982
- João Pernambuco, arte de um povo - José de S. Leal e Arthur L. Barbosa, 1982
- Cartola, tempos idos - Marilia Barboza & Arthur de Oliveira, 1983
- Um certo Geraldo Pereira - Nelson Sargento e outros, 1983
- Tia Ciata e a pequena Africa no Brasil - Roberto Moura (cineasta), 1983
- Jararaca e Ratinho - Sonia Calazans Rodrigues, 1983
- Aracy Cortes, linda flor - Roberto Ruiz, 1984
- Meninos, eu vi - Jota Efegê, 1985 (com prefácio de Carlos Drummond de Andrade)
- São Ismael do Estácio - Maria Thereza Mello Soares, 1985.
- Orlando Silva, o cantor das multidões - Jonas Vieira, 1985
- Wilson Batista - Bruno F. Gomes, 1985
- Custódio Mesquita, prazer em conhecê-lo - Bruno Ferreira Gomes, 1986
- Capitão Furtado - J.L. Ferrete, 1987
- Adoniran, um sambista diferente - Bruno Gomes, 1987
- Yes, nós temos Braguinha - Jairo Severiano, 1987
- Radamés Gnattali, o eterno experimentador - Valdinha Barbosa e Anne M. Devos.
E mais Jacob do Bandolim, Assis Valente, Herivelto Martins, Capiba, Candeia, Carlos Cachaça e outros...
Inicia-se também na década de 80 o trabalho de Almir Chediak a frente da Lumiar Discos e Editora (antes disso lançando o Dicionário de acordes cifrados: harmonia aplicada à música popular, ainda pela Irmãos Vitale, em 1984). Chediak apresenta o primeiro livro editado no Brasil sobre técnica de improvisação e harmonia funcional para música popular: Harmonia & Improvisação. Depois lança Escola Moderna de Cavaquinho de Henrique Cazes, e o Livro do Músico de Antonio Adolfo. Em seguida lança os Song-books de Caetano Veloso (o primeiro), Bossa Nova, Tom Jobim, Rita Lee, Cazuza.Trabalho que continua na década de 1990 lançando todos os grandes nomes da música popular brasileira e vários outros livros de técnicas musicais, além de biografias.
Além dos citados, foram lançados ainda vários livros por outras editoras, entre os quais notaram-se: - Nova edição de Modinhas Imperiais de Mario de Andrade, em 1980.
- Música, humana música, Nelson Motta, 1980.
- Por trás das ondas da Rádio Nacional, Miriam Goldfeder, 1980.
- Nada será como antes: MPB anos 70, de Ana Maria Bahiana, 1980
- Fala Mangueira, Marilia Barboza,m Carlos cachaça e A.L. Oliveira, 1980.
- O Samba na realidade, Nei Lopes, 1981
- Serra, serrinha, serrano - Raquel e Suetônio Valença, 1981.
- Carnavais, malandros e heróis, Roberto da Matta, 1981.
- Música popular: do gramofone ao rádio e TV - J.R. Tinhorão, 1981.
- Acertei no milhar: malandragem e samba no tempo de Getúlio, Claudia Neiva de Matos, 1982.
- Brasil, brasileirinho, Antonio Epaminondas, 1982.
- Noel Rosa: de costas para o mar, J. Caldeira, 1982.
- Música: o nacional e o popular na cultura brasileira, José Miguel Wisnik e Enio Squeffe, 1982.
- Chico Buarque, análise poético-musical, Gilberto de Carvalho, 1982
- Geteulio Vargas e a música popular, Jairo Severriano, 1983.
- O Som nosso de cada dia, Tárik de Souza, 1983.
- Salgueiro, academia de samba, Haroldo Costa, 1983.
- Parceiro da glória: 45 anos da música popular, David Nasser, 1983.
- Música popular brasileira, da cultura de roda a música de massa, Valter Krausche, 1983.
- Chiquinha Gonzaga, uma história de vida, Edinha Diniz, 1984.
- Claridade e sombra na música do povo, Edigar de Alencar, 1984.
- Samba negro, espoliação branca, Ana Maria Rodrigues, 1984.
- Registro sonoro por meios mecânicos no Brasil, Humberto Franceschi, 1984.
- Cultura brasileira e identidade nacional, Renato Ortiz, 1985.
- A nova música da república velha, Ary Vasconcelos, 1985.
- O som dos negros no Brasil, J.R. Tinhorão, 1988.
- Pequena História da Música popular: da modinha ao tropicalismo, J.R. Tinhorão, 5ª edição, 1986.
Anos de 1990
A produção editorial voltada para a música popular nos anos 1990 é gigantesca se comparada aos anos anteriores. O levantamento dos títulos do período, mesmo uma lista básica, demandaria muito mais espaço e tempo de pesquisa do que aqui nos propusemos. Como a produção é recente, a grande maioria dos títulos continua ainda em catálogo nas editoras.
É importante, no entanto, destacar o trabalho já citado de Almir Chediak à frente da Lumiar Discos e Editora, com mais song-books de Noel Rosa, Gilberto Gil, Vinicius de Moraes, Carlos Lyra, Dorival Caymmi, Edu Lobo, Ary Barroso, Djavan, Marcos Valle, João Donato, Chico Buarque, e grande quantidade de cadernos técnicos e mais biografias de Ari Barroso, Elisete Cardoso, Pixinguinha e Antonio Carlos Jobim (todas escritas por Sergio Cabral).
Outro destaque é a Editora 34 iniciando em 1995 sua produção editorial voltada para a música lançando o livro A divina comédia dos Mutantes, de Carlos Calado, na coleção Ouvido Musical dirigida por Tárik de Souza transformada depois em Coleção Todos os Cantos.
Dois livros importantíssimos da editora são os dois volumes de A Canção no Tempo, escritos por Zuza Homem de Mello e Jairo Severiano.O primeiro mapeando a produção musical brasileira de 1901 a 1957 e o segundo volume de 1958 a 1985.
A Editora 34 lançou ainda: - Mario Reis, o fino do samba - Luis Antonio Giron
- O violão vadio de Baden Powell - Dominique Dreyfus
- Do frevo ao mangue-beat - José Teles
- A trama dos tambores - Goli Guerreiro - prefácio de Capinan
- Jovem Guarda, em ritmo de aventura - Marcelo Fróes
- Sepultura, toda a história - André Barcinski e Silvio Gomes
- O eterno verão do reggae - Carlos Albuquerque
- Música caipira, da roça ao rodeio - Rosa Nepomuceno
- Choro, do quintal ao Municipal - Henrique Cazes
- Vida do viajante: a saga de Luis Gonzaga - Dominique Dreyfus
- Tropicália - Carlos Calado
- B Rock, o rock brasileiro dos anos 80 - Arthur Dapieve
- Anos 70: novos e baianos, Luiz Galvão
- Dorival Caymmi: o mar e o tempo, Stella Caymmi
- Punk: anarquia planetária e a cena brasileira, Silvio Essinger
- Paralamas do sucesso, Jamari França
- O pop brasileiro, Bia Abramo Jackson do Pandeiro, Fernando Moura
- Heavy metal: guitarras em fúria, Tom Leão
- A era dos festivais, Zuza Homem de Mello
Em 1990 saiu a importantíssima e extensa biografia de Noel Rosa por João Máximo e Carlos Didier. Outros livros importantes de José Ramos Tinhorão foram lançados na década como: História social da música popular brasileira, em 1990, e A música popular no romance brasileiro, em 1992.
Foram ainda lançados nos anos 90: - No tempo de Almirante, Sergio Cabral, 1990
- O Negro no Rio de Janeiro e sua tradição musical, Nei Lopes, 1992
- O Encontro entre Bandeira e Sinhô, de André Gardel, 1995,
- Chega de Saudade, Ruy Castro, 1995.
- O mistério do samba, por Hermano Vianna, em 1995.
Em 1998 saiu também a nova edição da Enciclopédia da Música Popular, Erudita e Folclórica, revista e ampliada.
Conclusão
Esta listagem é sabidamente superficial, cheia de falhas, omissões e lapsos que esperamos sanar com a contribuição de todos os interessados. Contribua fazendo seus adendos, comentários e correções abaixo deste texto. É apenas ponto de partida para um trabalho que, sabemos, só pode ser realizado com o apoio de muitos. Sinta-se à vontade para reproduzir esta lista e acrescentar todos os outros títulos que achar convenientes.Para isto basta clicar em "Comente este texto" no final desta página.
O sítio virtual Agenda do Samba mantém endereço oficial deste documento em: www.samba-choro.com.br/debates/1015629510. Utilize-o quando quiser se referenciar a ele.
Egeu Laus, Outubro de 2001
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Re: Construindo uma bibliografia básica de MPB
por Letícia Vidor de Sousa Reis
em 11/03/2002 às 14h18 #
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Parabéns pelo trabalho! É de fôlego! Há alguns acréscimos que sugiro abaixo:
Sandroni, Carlos. Feitiço decente: transformações do samba no Rio de Janeiro (1917-33). Rio de Janeiro, Jorge Zahar Editor/UFRJ, 2001.
Moraes, José Geraldo Vinci de. Metrópole em sinfonia: história, cultura e música popular na São Paulo dos anos 30. São Paulo, Estação Liberdade/FAPESP, 2000.
______. As sonoridades paulistanas. A música popular na cidade de São Paulo (final do século XIX – início do século XX). Rio de Janeiro/São Paulo, Funarte/Ed. Bienal, 1997.
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Re: Construindo uma bibliografia básica de MPB
por Márcio Braga Contreiras de Almeida
em 12/03/2002 às 10h54 #
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Muito boa a iniciativa da bibliografia sobre música brasileira. Faço apenas uma pequena correção: o livro "Chega de Saudade" (Ruy Castro, Companhia das Letras) é de 1990, não de 1995. Aviso depois, se me lembrar de algum livro não mencionado. Um abraço
Márcio
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Re: Construindo uma bibliografia básica de MPB
por Andre Luiz Lace Lopes
em 16/12/2003 às 16h24 #
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Prezado Sr. Egeu Laus,
Excelente esse seu trabalho.
Minha dúvida é quanto a data exata da publicação do livro Festas e Tradições Populares do Brasil, de Mello Moraes Filho. Se o autor morreu em 1919, como a obra foi publicada em 1946 (não que não seja possível). Caso seja uma coletãnea de artigos, como poderei saber a exata data de criação de cada capítulo d obra?
André Luiz Lacé
Leblon, RIO
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Re: Construindo uma bibliografia básica de MPB
por Egeu Laus
em 16/12/2003 às 17h30 #
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Prezado André,
O belissimo trabalho do website Jangada brasil na ediçao de dezembro de 1999 traz um artigo que acho esclarece a sua pergunta:
"Creio ter sido Melo Moras Filho quem, em nosso país, mais e melhor coligiu, passante de meio século, os costumes e produções em verso do nosso povo a propósito da comemoração do nascimento de Cristo, fixado pela Igreja no dia 25 de Dezembro, e da Epifania, celebrada a 6 de Janeiro. Dera a lume os trabalhos intitulados: Festas populares do Brasil – Tradicionalismo (1888), Costumes e tradições do Brasil – Festas do Natal (1895), assuntos de que tornou a tratar em artigos do Arquivo do Distrito Federal (tomos I, II, e IV, 1894 a 1897), reunindo posteriormente todos esses seus escritos no suculento e hoje raro volume denominado Festas e Tradições Populares do Brasil.
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Re: Construindo uma bibliografia básica de MPB
por Egeu Laus
em 27/02/2005 às 19h16 #
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Adquiri recentemente este livro em um sebo. É a 3a. edição. de 1946. A editora é F.BRIGUIET & CIA. Rio de Janeiro. Não há indicação que seja uma coletânea de artigos.
Espero que tenha ajudado com esta informação.
A propósito da listagem das obras, gostaria de fazer uma pequena retificação. O livro MÚSICA E MÚSICOS DO BRASIL(1950), é de Luiz Heitor, o mesmo autor do 150 ANOS DA MÚSICA NO BRASIL.
Aproveito para parabenizá-lo pelo belo trabalho de pesquisa.
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Re: Construindo uma bibliografia básica de MPB
por Christiane de Assis Pacheco
em 29/06/2004 às 11h49 #
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PEREIRA, João Baptista Borges - Cor, profissão e mobilidade (o negro e o rádio de São Paulo) - São Paulo: Livraria Pioneira/Edusp, 1967 (ISBN 85-314-0585-8).
LENHARO, Alcir. Cantores do Rádio - A trajetória de Nora Ney e Jorge Goulart e o meio artístico de seu tempo. Campinas, SP: Editora da UNICAMP, 1995.
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Re: Construindo uma bibliografia básica de MPB
por Áurea Lúcia Campos de Pinho Borges
em 26/04/2005 às 21h44 #
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Muito legal a iniciativa, as informações são preciosas.
Aproveito para indagar se existe algum livro/texto e/ou site onde eu pudesse pesquisar sobre as músicas que foram sucessos ("hit parade") a partir de 1985, a exemplo dos livros "A Canção No Tempo" do Jairo Severiano e Zuza Homem de Mello.
Áurea Lúcia
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