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Nicanor Teixeira

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Capa do disco, clique para ampliar Nicanor Teixeira
Galo Preto
Nicanor Teixeira
Egberto Gismonti
Guinga
Turíbio Santos
E outros
R$ 19.50
Ano: 2001
Selo: Rob Digital
Peso: 115g

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Repertório
1. Carioca 1
2. Olhos Que Choram
3. Canção Terna
4. Auto-Retrato
5. Romaria de Bom Jesus da Lapa
6. Concertante 3
7. Prelúdio 1
8. Prelúdio 2
9. Estudo 3
10. João Benta no Forró
11. Procissão
12. Mariquinha Duas Covas
13. Elegia
14. Te Enxerga, Muié
15. Estudo 2
16. Estudo Brilhante
17. Cantiga
18. Cateretê Das Farinhas
19. Velha Lembrança

14 de janeiro - João Rabello de Faria e Alexandre Gismonti - 16 anos cada um - são os convidados para gravar o Cateretê das Farinhas e a valsa Velha Lembrança, respectivamente. João é filho de Paulinho da Viola, sobrinho de Raphael Rabello e neto de César Faria. Seu pai vai buscá-lo ao final do dia e ao ouvir o resultado, entre surpreso e orgulhoso, comenta: "Nicanor, sua música não vai morrer nunca." Quase ao mesmo tempo toca o telefone. É o Egberto chamando o Nicanor para elogiar a qualidade e a beleza da valsa que seu filho tocara e querendo tocar também. Mais um sinal de que este é um disco para ficar na história.

22 de janeiro - Turíbio Santos grava o choro Carioca 1 com toda a sua elegância e sabedoria. Chega o Guinga. A Canção Terna foi escolhida a dedo para ele. Em meio aos preparativos de gravação, dos estudos para um melhor posicionamento dos microfones, Guinga aquecendo os dedos, para por um momento de tocar a canção e diz: "Agora, bateu!". E chora de emoção. Naquele momento, com certeza passou pela sua cabeça toda a beleza da história que tem o violão brasileiro. A história de Quincas Laranjeiras que ensinou a Levino da Conceição que ensinou a Dilermando Reis que ensinou a Nicanor e a Jodacil, que ensinou a Turíbio, a Guinga e ao Léo, que ensinou a Maria, Farina, Luiz Otávio, Llerena, Nicholas, Graça, Vera, Cláudio, Nélson, Luciana, Ferrer, Filipe, Chuang e a Bartholomeu, que ensinou a João e Alexandre. Quatro gerações do violão brasileiro participam deste disco. Tudo sob as bênçãos e o olhar atento e feliz do mestre Nicanor, do alto dos seus setenta anos.

Durante os três meses de gravação das músicas de Nicanor Teixeira passaram pelos estúdios da Blue Light, pilotado pelo Alexandre Freitas, nada menos que 28 músicos, dos quais 21 violonistas. Cada um com seu estilo, sua formação, seu toque, sua emoção.

Mas quem é este Nicanor Teixeira respeitado por todos grandes nomes do violão brasileiro?

Nasceu em 1928 na cidade da Barra, na época um lugarejo com 25 casas, situada na bacia do rio São Francisco, alto sertão da Bahia. Foi para o Rio de Janeiro em 1948. Durante quatro anos teve aulas com Dilermando Reis, com quem aprendeu leitura e escrita musical, além da técnica violonística. Passou então a conviver com músicos, como Oscar Cáceres e Jodacil Damaceno, e fez diversos cursos de música, estudando harmonia e se aperfeiçoando no violão. Participou de programas de rádio (Nacional, Roquete Pinto, etc.), além de atuar em inúmeros concertos.

Nicanor Teixeira, compositor respeitadíssimo por todos os que se dedicam ao estudo do violão e possuidor de uma obra enorme é reconhecido internacionalmente pela sua importância, consistência, criatividade, beleza e ainda brasilidade, constatada na edição de suas obras por editoras estrangeiras. Também pesquisador, suas peças abrangem uma imensa variedade dos nossos gêneros: lundus, batuques, cateretês, ponteios, choros, sambas, valsas, modinhas, temas nordestinos, baiões, frevos, etc. Suas músicas já foram gravadas por Sebastião Tapajós, Turíbio Santos, Waltel Blanco, Cláudio Tupinambá, Bartholomeu Wiese e Afonso Machado.

Aos 71 anos, sua obra pela primeira vez é registrada em CD. Um lançamento inédito e histórico da gravadora Rob Digital.

"Nicanor Teixeira representa para o violão brasileiro a síntese exata de uma erudição musical aliada à mais pura tradição popular do violão no Brasil. Seu virtuosismo como intérprete lhe permite, seguindo o exemplo de Agustin Barrios e João Pernambuco, uma grande liberdade de criação em seu instrumento. A sua obra tanto interessa ao estudante de violão como ao concertista, pela riqueza técnica e inventiva musical."
Turíbio Santos (Paris - novembro de 1977)

"Quatro gerações do violão brasileiro participam deste disco. Tudo sob as bênçãos e o olhar atento e feliz do mestre Nicanor, do alto dos seus setenta anos."

Afonso Machado

"Nicanor, sua música não vai morrer nunca."
Paulinho da Viola

Intérpretes

1.Carioca 1 - Turíbio Santos e Galo Preto
2.Olhos Que Choram - Nicanor Teixeira
3.Canção Terna - Guinga
4.Auto-Retrato - Marcos Farina e Luíz Otávio Braga
5.Romaria de Bom Jesus da Lapa
Nicanor Teixeira, Maria Haro, Bartholomeu Wiese e Nelson Caiado
6.Concertante 3 - Bartholomeu Wiese
7. Prelúdio 1 - Jodacil Damaceno
8. Prelúdio 2 - Jodacil Damaceno
9. Estudo 3 - Jodacil Damaceno
10.João Benta no Forró
Marcus Llerena, Chuang Yu Ting, Vera Andrade e Felipe Freire
11.Procissão
Maria Haro, Bartholomeu Wiese, Marcus Ferrer e Luciana Requião
12.Mariquinha Duas Covas
Afonso Machado, Bartholomeu Wiese e André Boxexa
13.Elegia - Léo Soares
14.Te Enxerga, Muié - Maria Haro e Rodolfo Cardoso
15.Estudo 2 - Cláudio Tupinambá
16.Estudo Brilhante - Nicholas de Souza Barros
17.Cantiga - Graça Alan, Vera Andrade e Nelson Caiado
18.Cateretê Das Farinhas - João Rabello de Faria
19.Velha Lembrança - Alexandre Gismonti e Egberto Gismonti

Críticas

O jornal O Globo publicou uma crítica super elogiosa ao disco.

O sítio virtual CliqueMúsica também publicou uma crítica


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