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No Caraça |
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No Caraça Duo Barbieri-Schneiter R$ 19.50 Ano: 1996 Selo: Rob Digital Peso: 115g Clique aqui para ver a capa ampliada |
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Em 1987, o baiano Fred Schneiter e o carioca Luis Carlos Barbieri juntaram as forças de seus violões. A música brasileira só ganhou com o Duo Barbieri-Schneiter, composto por dois grandes compositores e intérpretes, no campo popular e erudito. O Duo Barbieri-Schneiter lançou em 95 seu primeiro CD, No Caraça, gravado no Santuário do Caraça, em Minas Gerais. Em 97, veio o segundo álbum, 10 Anos. Apesar da qualidade dos discos, por serem produções independentes, não ganharam a atenção merecida. Agora, com distribuíção do selo carioca Rob Digital, esses CDs têm mais possibilidades de penetração no público apreciador da música instrumental. No Caraça é um disco basicamente de choros, com composições próprias e temas dos violonistas João Pernambuco, Dilermando Reis e Garoto. Barbieri e Schneiter interpretam peças como Sons de Carrilhões(João Pernambuco), Magoado (Reis) e Lamentos do Morro (Garoto). Com espetacular entrosamento, Barbieri e Schneiter desfilam a técnica dos grandes instrumentistas, com um mergulho no sabor todo brasileiro dos choros, inclusive nas composições do Duo, as suítes Nº1, de Schneiter, e Traços, de Barbieri. No CD 10 Anos, Barbieri e Schneiter visitam o repertório dos barrocos Vivaldi e Scarlatti, com a perfeição formal que a execução de obras de primorosa riqueza melódica e instrumental do barroco exigem. Luis Carlos e Fred também tocam Tango del Angel e La Muerte del Angel, do argentino Astor Piazzolla. As melhores surpresas do disco, contudo, são as peças Interiores, de Barbieri, e Fantasia 521 (Homenagem a Ary Barroso), de Fred Schneiter. Dividida em três partes, Interiores chama a tenção pelos desenhos cromáticos nitidamente influenciados pelo impressionismo. Já em Fantasia521, os dois viram o violão ao avesso, explorando e abusando das possibilidades sonoras do instrumento. Usam o violão de forma percussiva, mudam a afinação enquanto tocam e utilizam harmônicos. Surpreendente. Coisa de louco.