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Infelizmente a Prefeitura do Rio só divulga a programação no último segundo. Até agora não responderem meu pedido de informações.
Quando chegar mais perto, veja se eles já
tomaram vergonha e publicaram alguma coisa no
sítio da Prefeitura
e torça para que as informações sejam algo melhores do que o
erradíssimo guia de blocos deles.
Se tiver algo para comentar das nossas dicas abaixo, faça-o ao final desta notícia.
- Terreirão do Samba
O Terreirão, logo ali ao lado do Sambódromo, já foi das coisas mais bacanas do carnaval.
Era o ponto de encontro da turma das escolas e o samba era quente. Hoje
em dia é uma tremenda furada. Tá certo que passarão pelo palco nomes como
Xangô da Mangueira, Wilson Moreira, Monarco, Almir Guineto, Nelson Sargento e Luis Carlos da
Vila, mas não vale o sacrifício de ter que aturar horas de
alguns dos piores grupos do planeta para ouví-los
cantar por minutos. De qualquer maneira, até hoje ainda é -- especialmente no sábado -- um ponto de encontro da turma da velha guarda.
- Baile Popular da Cinelândia
Esse é um barato. Só ver uma velhinha da Associação Marlenista segurando
um cartaz para homenagear sua ídola já vale a viagem. Orquestras e
cantores da velha guarda do rádio se revezam. As apresentações são irregulares (ficando às vezes até bem chatinho), mas vale
conferir a programação ver os dias que se apresentam nomes Roberto Silva (o
maior cantor brasileiro), o grande Roberto Paiva,
Ademilde Fonseca, Carmem Costa,
Nadinho da Ilha, João Roberto Kelly e suas marchinhas, Ataulfo Alves Jr.,
Paulo Marquez, Violeta Cavalcanti, Carlos José e, claro,
Marlene. O preço é aquele nosso favorito: grátis.
A única coisa que estraga são
os camelôs que cada vez tomam mais o espaço do público.
- Rio Folia (Lapa)
Todo ano, por volta de meia-noite tem um grande show de samba na Lapa. A programação costuma ser irregular, com uma incompreensível insistência
em colocar umas bandinhas de quinta categoria para
tocar pop/rock/eletrônico. A partir das 0h30 costumam se apresentar sambistas de primeiríssima, como Monarco, Wilson Moreira,
Walter Alfaiate, Xangô da Mangueira e Luis Carlos da Vila. Pena que
cada um só
cante duas ou três músicas. Muita gente vai para
lá após os blocos diurnos, é a grande
pedida de samba de terreiro no carnaval. É grátis!
Se liga que, por incrível
que pareça, eles costumam ser pontuais.
- Rio Branco
Todo dia na Rio Branco tem bons eventos. Pena só que as escolas que antes saíam domingo na Rio Branco desfilarão na Sapucaí. No sábado
há o maravilhoso Bola Preta, e segunda e terça são vários os blocos, como o Cacique de Ramos e o Bafo da Onça. A percussão deles coloca no chinelo qualquer bloco da Zona Sul. Tem segurança e
é grátis. Vá para lá quando não souber o que fazer. É sempre um programa bacana.
- Escolas de samba dos grupos C, D e E
Uma pouco conhecida faceta do carnaval é o desfile das escolas de samba dos grupos de base C, D e E que acontece em Campinho. A escola granhadora do grupo C tem, no ano seguinte, direito a desfilar no grupo B, na terça de carnaval na Sapucaí. As escolas dos grupos de A a E são filiadas à Associação das Escolas de Samba da Cidade do Rio de Janeiro. Os desfiles em Campinho são uma festa bonita e popular que não aparece na TV e vale a pena dar um jeito de conhecer. É grande o número de agremiações dos grupos de base. A diversidade também é impressionante, com cada uma com seu estilo de bateria e de contar um enredo. Dá um gosto de como devem ter sido as escolas de samba atuais em seus primórdios.
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