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Zé menezes

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Viola, violão, violão tenor, guitarra, banjo, cavaquinho e bandolim não têm segredo. Zé Menezes já tocou com quase toda a MPB, músico consagrado desde os oito anos, o cearense de Jardim, nascido em 1921, era considerado o prodígio de Juazeiro. Atuou em dupla com o virtuose do violão Garoto durante o período áureo da Rádio Nacional, integrou o quinteto do rigoroso Radamés Gnattali e reforçou os primeiros discos de Roberto Carlos tocando guitarra. A música de abertura do programa Os Trapalhões, de sua composição, tornou-se sucesso imediato. Zé Menezes é assim: onipresente em várias gerações e estilos da MPB.

Aos oito anos apresentou sua primeira composição Meus Oito Anos para o lendário Padre Cícero, que o incentivou e profetizou seu sucesso. Aos 11 anos foi descoberto e contratado pela Rádio Mayrink Veiga, passando, mais tarde, para a Rádio Nacional, sua grande escola, onde concretizaria seu trabalho ao lado de Garoto e do Quinteto Radamés Gnattali.

Excursionando pela Europa Zé Menezes acumulou experiências e, com sua inventividade típica, criou o Velhinhos Tranviados, grupo bem-humorado dos anos 60 que recriava sucessos da época com versões satíricas que incluía Beatles e solos de Zé Menezes na guitarra. Com reconhecido talento para os instrumentos de corda e com a versatilidade que os domina, Zé Menezes realizou parcerias com Tom Jobim, Meira, Baden Powell, Raphael Rabello e Roberto Carlos dentre tantos outros...

Dentre inúmeros trabalhos, Zé Menezes visita a obra do antigo parceiro em homenagem brilhante e precisa, que respeita, antes de tudo, o desejo nunca inteiramente satisfeito do homenageado de pôr, em disco, seu instrumento à frente de uma orquestra de câmara. E de quebra por um homem-orquestra, o gênio modesto Zé Menezes.


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