Release - Willian Nazário
O INÍCIO, A COMUNIDADE SAMBA DA VELA:
Nascido em Paranavaí, região norte do Paraná, no dia 22 de março de 1979, filho de D. Iracema Nazário, foi criado pela mãe nas periferias de São Paulo. Em 1996, Willian Nazário mudou-se para sua cidade natal, onde conheceu o pai aos 17 anos. Em 2000 ele retornou para São Paulo. Entre uma batucada e outra, em 01 de julho de 2002, o amigo Aritana resolve levá-lo num já famoso samba de Santo Amaro. Acabara de conhecer então O SAMBA DA VELA, uma roda de samba de compositores que reúnem – se, todas as segundas-feiras na Casa de Cultura de Santo Amaro, em torno de uma vela e enquanto a chama estiver acesa eles cantam seus belíssimos sambas. Foi encanto à primeira vista, Serginho Poeta, um dos grandes amigos que ele fez na comunidade, disse certa vez: “engraçado o Nazário foi um cara da comunidade que bateu e ficou”. A vontade de compor tomou conta de si e lá ele fez grandes amizades, destaques para Graça Braga e Edvaldo Galdino. Eles o levaram em todos os bons sambas de São Paulo. - “muito edificante a companhia de Graça e Galdino em minha trajetória. O aprendizado quase que diário fez com que eu repensasse muito dos meus conceitos seja do samba, seja da vida. A Vela foi minha escola onde aprendi o que sei do samba”. Nessas indas e vindas Willian “trombou” com muita gente bamba entre eles com Emerson Urso, freqüentador assíduo dos grandes sambas de São Paulo. – “Sou muito grato ao Emerson, esse que tem um coração tão grande que nem o nome Urso, mesmo com todo seu tamanho, comporta. Foi ele que descobriu o compositor que havia em mim e começou a esmiuçar o meu eu até encontrar em meus escritos a inspiração para suas Jobinescas melodias, dignas de menestréis. Mesmo ele sendo parceiro de tanta gente boa do samba ele não abre mão da nossa parceria”.
COMPOSIÇOES & PARCEIROS:
Willian Nazário e Emerson Urso compuseram o primeiro dos muitos sambas da parceria em Dezembro de 2002, com título TRIBUTO AOS VELHOS BAMBAS. Na quarta obra a primeira grande surpresa, em junho de 2003, o samba de terreiro, ALIANÇA, é escolhido para integrar o seleto caderno do Samba da Vela. – “Não consigo expressar com palavras a emoção que foi cantar meu samba, agora, na minha Comunidade da Vela, junto com outras trezentas pessoas que estavam presentes, ao lado da madrinha BETH CARVALHO. Aquele coro ensudercedor, dos que cantavam meu samba, penetrou em mim pra nunca mais eu esquecer”. Até o mês de agosto do mesmo ano eles haviam feito seis sambas, só no mês de setembro foram sete, com destaques para O ALVORECER, um samba de roda na linha do Martinho da Vila e AR PUERIL, um belíssimo samba canção. Ambos estiveram presentes no repertório do show “Marquinho Dikuã interpreta Emerson Urso”, em abril de 2004, no CLUBE ETÍLICO MUSICAL acompanhado pelo Gr. Na Dose, com destaque para o arranjo do MAESTRO KANECO no samba AR PUERIL, esse excelentíssimo pianista que tocou por mais de vinte anos na Europa. Show produzido por Willian Nazário e Marquinho Dikuã, seu mais recente amigo e parceiro.
OS PRIMEIROS SAMBAS GRAVADOS:
Marquinho Dikuã ainda proporcionou ao Nazário mais uma das muitas alegrias dele até aqui como compositor ao gravar, no inicio de 2005, em seu disco, o samba UM HOMEM SÓ, parceria deles com Mário Leite, contemplada em janeiro de 2004. APRENDIZ um disco que dispensa comentários conta com as participações especialíssimas do seu Jair do Cavaquinho, Luís Carlos da Vila, Nei Silva e Délcio Carvalho. Nesse inicial ciclo de gravações, o sambista MÁRCIO PRATA, grava com primazia, também no ano de 2005, o samba de roda O ALVORECER.
PROJETO FILOSOFIA DO SAMBA:
Em maio de 2004, Willian retornou para o Paraná e em outubro do mesmo ano, no bangalô de D. Iracema Nazário junto a outros amigos fundou o PROJETO FILOSOFIA DO SAMBA. -“O projeto é meio que uma escolinha do samba da antiga, então a cada apresentação a gente faz tributos a sambistas como: NOEL ROSA, ADONIRAN BARBOSA, CARTOLA... e por aí vai. No ambiente da gente rola a maior descontração por que é sempre entre amigos e familiares”. O jornalista e amigo Benedito Praxedes Jr. afirma, “UM MARCO NA CULTURA LOCAL!!! Assim eu classifico o projeto Filosofia do Samba. Uma demonstração de que a boa música pode ser de qualquer gênero, quando feita com a paixão que vocês transmitem em suas apresentações. Continuem fazendo da música uma forma de mostrar o belo”.
OS FESTIVAIS:
Em 17, 18, 19 de novembro de 2005, Nazário têm os sambas MAZELA DA NAÇÃO, parceria com Quexinho e Wágner Marinho, e UM HOMEN SÓ classificados para o festival de música de Paranavaí – FEMUP 2005. UM HOMEN SÓ caiu nas graças do povo e ganhou o 2º lugar na categoria música nível nacional dentre as 168 inscritas. A barriguda, troféu do FEMUP, fez a alegria de Willian Nazário e seus Parceiros Mário Leite e Marquinho Dikuã, que além de parceiro no samba foi também o intérprete no festival. E no dia 24 do mesmo mês, no FUM, festival universitário de música, promovido pelo DCE da FAFIPA, Nazário ganhou os prêmios de melhor música e melhor intérprete com o samba de roda O ALVORECER. Em 24 de maio de 2006, o samba UM HOMEN SÓ, mais uma vez, proporciona uma baita alegria ao sambista Willian Nazário ao ser classificado para o FEMUCIC, festival de música cidade canção (Maringá – PR). Um samba de melodia impar e difícil divisão que Nazário só conseguiu cantá-lo no palco do teatro CALIL HADDAD. “Apesar de eu ser um dos compositores do samba, quem fez a melodia foi meu parceiro Marquinho Dikuã numa divisão quase que única. Como não foi possível a presença do Dikuã no festival então tive que aceitar o desafio de cantar meu samba. Mas só o consegui em sua plenitude no palco do Femucic. Parece brincadeira né?”. Segundo o jornal O Diário de Maringá do dia 26.05.2006, "Willian Nazário e grupo, de Paranavaí, com figurino caprichado, foi quem mais conseguiu levantar o público. “Um homem só”, samba em homenagem ao mestre Cartola, encerrou muito bem a primeira noite de apresentações".
PRÓXIMOS PASSOS:
Hoje com mais de 50 composições, Willian Nazário já está com repertório pronto para, no segundo semestre de 2006, entrar em estúdio e gravar seu primeiro disco e assim contemplar o primeiro ciclo como compositor. – “a idéia deste disco veio devido à angústia de ver tanta coisa boa trancafiada na gaveta. Será mais uma etapa das muitas que se seguem na vida do compositor”. Faz parte também do projeto deste sambista um programa de rádio semanal com o melhor dos sambas e choros de todos os tempos. – “é uma idéia que venho semeando já algum tempo. Porque como diria CANDEIA, “o samba veio do povo e tem que voltar para o povo” e nada mais bacana do que um programa de rádio voltado a essa mentalidade”.