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Silas de andrade

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SILAS DE ANDRADE :
trajetória de um artista brasileiro

1 PRIMEIROS PASSOS NA MÚSICA

Silas Paula da Fonseca, menino franzino e humilde, como tantos outros, carioca, nascido em Vaz Lobo, em 22 de agosto de 1944, sempre apreciou participar das rodas de samba, reuniões de sambistas, que aconteciam em seu bairro e em Madureira.

Foi assim, ouvindo e admirando grandes nomes da nossa poesia popular, como Silas de Oliveira, Mano Décio da Viola, Aloísio Machado, Antonio Damasceno, Malaquias, Nina Rodrigues e outros, que começou a compor e a cantar.

Incentivado por amigos, em 1966, e após ser sabatinado pelos bambas acima, conseguiu ingressar, na ala dos compositores do Grêmio Recreativo Escola de Samba Império Serrano, onde por sua pouca idade (contava apenas 22 anos e era o componente mais jovem da ala) e modéstia, seus companheiros o chamavam carinhosamente de Silinhas ou Silas II ( em alusão ao já então famoso, Silas de Oliveira).

Ao defender suas músicas, na quadra, foi notado pela diretoria da escola e convidado para, junto com Antonio Damasceno, tornar-se o puxador de samba ou crooner oficial da verde e branca de Madureira, função que exerceu de 1966 a 1970.

Fez várias viagens com a escola, e adquiriu o respeito e a amizade dos imperianos mais tradicionais, como Mestre Fuleiro, Mulequinho, Alcides Gregório, Itacy e outros.

2 A CONCRETIZAÇÃO DE UM SONHO

Nessa época, o samba não era tão prestigiado, o que inspirou a primeira composição de Silas e de seu amigo de infância, Aimoré Cassano de Almeida - o Café - Brasileirinho no Samba, constitui também uma homenagem a Waldir Azevedo.

Silas procurou, ainda, outros artistas que gravassem suas músicas e integrou um grupo de samba – Os Pagodeiros do Ritmo – como solista, ritmista e compositor, tendo gravado, com o grupo, dois discos independentes.

Sua parceria com o amigo Café rendeu outra composição – Fruto da Raiz – mais que um samba, uma verdadeira declaração de amor, onde ambos exaltavam a Serrinha.

Mas foi só em 1983, com Brasileirinho no Samba, cantada por Café, que a dupla obteve o tão sonhado reconhecimento da mídia. Estimulado por comunicadores do porte de Adelzon Alves, Arlenio Livio e Reginaldo Terto, Silas gravou um tape, interpretando Fruto da Raiz, em 1984.

A execução simultânea das duas músicas ( Brasileirinho no Samba e Fruto da Raiz) tornou ainda mais conhecida a dupla Silas e Café. Surgiram então, convites e propostas de trabalho as mais diversas, entre elas a da gravadora Continental, para participar de um disco, reunindo vários artistas, que vinham se destacando, nos meios musicais, com produções independentes, entre eles, Nei Lopes, Carlão Elegante, Flávio Miranda, Marinho da Muda.

Nesse vinil, Sambas e Pagodes no Botequim do Império (v.1), Silas foi lançado, em 1984, com o nome artístico de Silas de Andrade, cantando Fruto da Raiz e Senhores da Guerra.

A repercussão desse trabalho superou as expectativas e Silas foi convidado a integrar o cast da Continental, gravando, logo em seguida, o seu primeiro disco solo – Fruto da Raiz.

Concretizava-se, assim, o sonho que Silas acalentava há tanto tempo, pois a música título era, justamente, aquela de exaltação à Serrinha.

A seleção das composições para o disco, foi feita com todo critério, sob a supervisão de Hailton Ferreira, incluindo autores de peso, como: Monarco e Ratinho (Minha Adoração), Nei Lopes e Wilson Moreira (Mironga do Mato), Franco e Arlindo Cruz (Amor Perfeito), Dida e Dedé da Portela (A Força do Samba), entre outros.

No entanto a música que despontou foi Minha Cigana (de Neném do Cavaco, Iran Silva e Carlinhos Madureira).

3 RETORNO ÀS ORIGENS

Silas voltou a ocupar o microfone da escola do seu coração em várias ocasiões, fazendo questão que os seus discos fossem lançados, na quadra imperial, onde compareceu, não mais como Silinhas ou Silas II, mas como Silas de Andrade. No entanto, o carinho que lhe dispensavam tinha a mesma intensidade dos velhos tempos e o retorno à ala dos compositores só não aconteceu por impedimentos profissionais.

O artista recebeu, inclusive, uma homenagem de seus companheiros de ala, quando ofereceram-lhe uma linda placa de prata. A velha guarda compareceu em peso e, enquanto Silas de Andrade cantava, colocou-se à sua volta, no palco, em um gesto simbólico de reintegração. A emoção estampada nos rostos de cada uma daquelas sumidades do mundo do samba, garantiram a Silas de Andrade a certeza de ser realmente, fruto da raiz.

4 TRILHANDO OUTROS CAMINHOS

A esta altura, a música Minha Cigana era bastante executada, o que originou um convite da tevê Globo, onde Silas mostrou ao público de um programa de grande audiência - o Fantástico- seu talento. A este seguiram-se outros convites, da mídia local e de outros Estados, destacando-se a homenagem recebida da Rádio Princesa (RS).


A gravação do segundo disco solo, em 1986, Fogo de Saudade, deu continuidade ao trabalho cuidadoso de divulgação de composições condizentes com seu estilo romântico, coincidindo com uma época de grande repercussão da música popular brasileira mais autêntica. Portanto, foram selecionadas músicas compostas por Adilson Vitor, Sombrinha, Jorge Aragão, Alceu Maia, Mauro Diniz, Ratinho e outros.


Problemas com a gravadora, levaram à rescisão do contrato, o que dificultou a divulgação do seu trabalho que, no entanto, continuou sendo, tocado, embora esporadicamente, nas emissoras de rádio.

A explosão comercial de um gênero de música, diferente daquela a que se acostumara, levou Silas de Andrade a dedicar-se, por algum tempo, apenas aos seus estudos e composições musicais. Consciente de que, passada a euforia desse tipo de música, os sambistas de raiz sempre retomariam o seu espaço, Silas de Andrade preparou sem pressa e sem pressões, seu primeiro CD, uma coletânea de composições dos 2 discos anteriormente lançados em vinil, que está sendo divulgado, atualmente, nas emissoras que não se impuseram somente a veiculação de música comercial.

5 DISCOGRAFIA

1973 – gravações com os Pagodeiros do Ritmo

1983 – compacto independente Brasileirinho no Samba

1984 – tape Fruto da Raiz e LP Sambas e Pagodes no Botequim do Império , v.1

1985 – disco solo Fruto da Raiz

1986 – disco solo Fogo de Saudade

2002 – CD Seleção de Silas de Andrade

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Silas de Andrade - Web Site
http://geocities.yahoo.com.br/silasdeandrade/

E-mail: silasdeandrade@yahoo.com.br


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