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Seo lili

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SEO LILI

Luiz Fernandes, mais conhecido como
“Seo Lili”, nasceu na cidade de Santos/SP em
11/06/1917. Morou no bairro do Marapé toda a
sua existência (quase 79 anos), vindo a
falecer em 13/06/1996.

Era filho, assim como Rute (a mais
nova) e Romão (o mais velho), de Pedro Luiz
Fernandes, natural de Cabo Verde, na África e
Francisca Angela Pinto, uma mineira de muita
fibra.

Em 12/12/1946 casou-se com Carolina
Alves Fernandes, com quem manteve matrimônio
por quase 50 anos e tiveram 03 filhos Cléia e
Cleide (gêmeas) e Luiz.

Aposentado da Companhia Docas do
Estado de São Paulo – CODESP, onde trabalhou
42 anos como Ajustador Chefe.

Era exímio violonista (7 cordas),
tendo aprendido sozinho, aliás muito a contra
gosto de seu pai, que mais tarde rendeu-se às
suas habilidades. Tinha como sentido de vida
a música que se materializava nas rodas de
choro promovidas em seu chalé, no qual a
referência era um grande bambual ao fundo,
próximo ao curvão do Canal 1.

Por seu espírito agregador trazia para
perto de si os grandes músicos da cidade que
formavam blocos carnavalescos tais como “Vai
quem Quer” (1937); “Os Aborrecidos”;
“Cantinho do Céu”; “Turunas do Marapé”;
“Bloco do Urso” e outros.

Manteve por muitos anos o seu próprio
conjunto musical com o nome de “Regional do
Lili” que era formado por Joãozinho
(clarinete); Vadico (Violão); Zequinha
(Cavaquinho e Bandolim”; Moraes (Pandeiro);
Didi (Timba) e os cantores Jumba e Lutero.

Nos anos 50 acompanhou vários
artistas que apresentavam-se em rádios e
clubes da cidade, como Silvio Caldas; Orlando
Silva; Jamelão e muitos mais.

Quando de férias, em seu trabalho na
CODESP, ia regularmente ao Rio de Janeiro com
seus parceiros inseparáveis Toninho Barbeiro
e Nene. Lá freqüentavam a Rádio Nacional;
Tupy e Mayrink Veiga, com programas ao vivo e
com participação de grandes artistas da
época. Numa dessas viagens, foi convidado
para tocar na Rádio Mayrink Veiga, mas por
sua família; seu trabalho; seus amigos, em
fim, por sua cidade acabou declinando desse
convite, que certamente, o elevaria ao status
de um dos maiores músicos do país.

Em 29/09/1992, recebeu como homenagem
do então Prefeito de Santos, Sr. Osvaldo
Justo e do cantor Luiz Américo, (de quem foi
professor, assim como o foi também do filhos
desse cantor, Luizinho e Sandro), um lindo
violão. Este evento foi realizado nocurvão do
Canal 1, defronte ao “Vila Henedina”, um dos
clubes mais tradicionais do Marapé.

Foi homenageado pela Secretaria de
Cultura da Prefeitura Municipal de Santos
quando da realização da “Rua do Choro e da
Seresta”, no dia 28/05/1995, em frente ao
Ouro Verde F.C.

Recebeu diploma da Sociedade de
Proprietários e Moradores Unidos do Marapé –
SPMUM, como um dos moradores mais antigos do
bairro.

Recebeu homenagem “in memoriam” do
G.R.C.E.S. União Imperial, no dia 12/03/1997.
Recebeu também, homenagem dos
“Chorões Santistas“ em 11/11/1979.

Foi homenageado ainda por todos os
seus amigos, muitos dos quais ex-alunos da
“Roda de Samba do Ouro Verde”.

Das diversas atividades em que se
empenhava, a que mais o empolgava, sem a
menor dúvida, era a de lecionar violão ou
cavaquinho aos aspirantes a músico. Durante
muitos anos lá estava “Seo Lili” dando aula
em sua casa, quando, invariavelmente, estas
aulas terminavam em festa com rodas de choro
e seresta.

Por essas qualidades, além de grande
músico da cidade, por seu carisma e
liderança, ainda hoje, “Seo Lili” é lembrado
com respeito e carinho, tanto por seus
familiares quanto pelos que com ele
conviveram.

TEXTO - TINOCO


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