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Oscar bolão

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OSCAR BOLÃO (*)
(Oscar Luiz Werneck Pellon, RJ- 06/02/1954)


Iniciou-se profissionalmente em 1974 no conjunto Coisas Nossas, realizando extensa pesquisa sobre a música brasileira dos anos 20 e 30 e, em particular, sobre a obra de Noel Rosa. Teve sua formação orientada por Luiz Anunciação e Luciano Perrone, acumulando ao longo de sua carreira uma ecletíssima experiência, trabalhando com artistas tão diversos quanto Marília Batista, Aracy de Almeida, Marlene, Emilinha Borba, Elizeth Cardoso, Miúcha, Ademilde Fonseca, Doris Monteiro, Cristina Buarque, Elza Soares, Zezé Gonzaga, Nara Leão e ainda Moreira da Silva, Roberto Silva, Nelson Cavaquinho, Elton Medeiros, Monarco, Wilson Moreira, Nei Lopes, Nelson Sargento, Braguinha, Lucio Alves, Walter Alfaiate, Lenine, Luis Melodia, Eduardo Dusek, Sérgio Ricardo, Jards Macalé e Zé Renato. Na década de 1990 foi contratado pela Rede Globo de Televisão para atuar nos programas "Estados Anísios de Chico City" e "Chico Anísio Show". Em 2001 e 2002 foi o baterista do grupo de Nei Matogrosso no espetáculo "Batuque", realizando inúmeras apresentações no Brasil e no exterior.

Ex-integrante da Orquestra de Música Brasileira, criada e regida por Roberto Gnattali, da Camerata Universidade Gama Filho, dirigida por Paulo Sérgio Santos, e da Orquestra de Cordas Brasileiras, Oscar Bolão é o baterista da Orquestra Pixinguinha, dirigida por Henrique Cazes, que tem, desde 1988, remontado os arranjos originais do mestre do choro. Integra o Novo Quinteto, grupo formado nos mesmos moldes do célebre Quinteto Radamés Gnattali e que tem se apresentado com arranjos inéditos do maestro. É, também, o baterista da Banda de Câmara Anacleto de Medeiros. Apesar de fortemente ligado aos estilos tradicionais de música brasileira, tem atuado em trabalhos de música contemporânea de autores como Ronaldo Miranda, Ricardo Tacuchian, Tato Taborda e Tim Rescala, que lhe dedicou duas peças: "Concerto para dois pandeiros e cordas" e "Drummer drama", para bateria e bateria eletrônica.

É considerado o único seguidor do estilo de bateria brasileira criado por Luciano Perrone, fundamental a muitas obras de Radamés Gnattali. Por esse motivo, tem sido convidado a participar de eventos como a primeira audição da cantata "Operário em construção" e a remontagem de outras obras de Gnattali como o "Bate papo a três vozes".

Atua, eventualmente, como percussionista convidado da Orquestra Sinfônica Brasileira, Orquestra Pró-Música do Rio de Janeiro e Orquestra Sinfônica Nacional. Participou como músico e ator da montagem da ópera infanto-juvenil “A Orquestra dos sonhos” de Tim Rescala e da opereta “A noiva do condutor”, de Noel Rosa. Já atuou com a Orquestra Jazz Sinfônica de São Paulo e em fins de 1998, integrou, como baterista, a orquestra formada para as comemorações dos 190 anos do Banco do Brasil. Regida pelo pianista Nelson Ayres, a orquestra acompanhou artistas como Nana Caymmi, Elba Ramalho, João Bosco, Dominguinhos, Paulinho da Viola, Martinho da Vila e Moraes Moreira. Nesse mesmo período, esteve em Porto Alegre, participando de um espetáculo em homenagem a Radamés Gnattali. Na oportunidade, foi executada a “Suíte Retratos”, sendo solista o bandolinista Joel Nascimento. Em novembro de 2000 foi convidado pelo compositor Francis Hime a participar do naipe de percussão da orquestra formada especialmente para a primeira audição da sua“Sinfonia do Rio de Janeiro de São Sebastião”. Em sua trajetória profissional, Oscar Bolão tocou, também, com grandes instrumentistas como Altamiro Carrilho, Paulo Moura, Raul de Barros, Guinga, Chiquinho do Acordeon, Leandro Braga e Wagner Tizo.

É integrante dos grupos instrumentais PifeMuderno, que obteve enorme sucesso em suas apresentações no festival de jazz de New Orleans em fins de abril de 2000, tendo seu CD, inclusive, indicado ao Grammy latino desse mesmo ano e Coreto Urbano, ambos dirigidos pelo saxofonista Carlos Malta. Integra o trio do clarinetista Paulo Sérgio Santos e tem feito inúmeros concertos com a pianista Maria Tereza Madeira, inclusive o "Samba em três andamentos", de Radamés Gnattali.

Devido ao seu conhecimento dos diferentes estilos e das variadas épocas da nossa história musical, fruto de suas pesquisas, tem sido convocado a participar de inúmeros espetáculos biográficos sobre autores e intérpretes da nossa música, tais como: "Dolores", sobre Dolores Duran; "Começaria tudo outra vez", sobre Gonzaguinha; "Metralha", sobre Nelson Gonçalves; "Meu Ary brasileiro", sobre Ary Barroso; "Rosa", sôbre Noel Rosa; "Somos irmãs", sobre Linda e Dircinha Batista;"Pixinguinha" e "Crioula", sobre Elza Soares. Em fins de 2000, participou da montagem do musical "Atlântida - o reino da chanchada", que retratava este período do cinema brasileiro.

Na área didática, Oscar Bolão é autor do livro "Batuque é um privilégio" e estuda cada vez mais a adaptação de ritmos brasileiros, praticados originalmente com percussão, à bateria. Em 1998, 1999, 2000 e 2001 dirigiu as oficinas de percussão popular do 18º, 19º, 20º e 21º Festivais de Música de Londrina. Em janeiro de 2000 dirigiu as oficinas de pandeiro e bateria brasileira na 8ª Oficina de Música Popular Brasileira em Curitiba.

Discografia - entre participações em gravações com instrumentistas e intérpretes como Elizeth Cardoso, Radamés Gnattali, Dorival Caymmi, Nei Matogrosso, Henrique Cazes e outros, destacam-se: "Sempre Nazareth", com Maria Tereza Madeira e Pedro Amorim (Kuarup Discos); "Carlos Malta e Pife Muderno" (Rob Digital); "Leva meu samba", com Elizeth Cardoso e Ataulfo Alves Jr. (Eldorado); "Orquestra Brasília" (Kuarup Discos); "Sempre Anacleto", com a Banda de Câmara Anacleto de Medeiros (Kuarup Discos) e "Batuque", com Nei Matogrosso (Universal); "Gargalhada", com Paulo Sérgio Santos(Kuarup Discos) e "Volta por cima", com Roberto Silva (Universal).

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(*) Este texto é usado como material de divulgação.
Outras informações no sítio virtual oficial de Oscar Bolão.


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