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Orestes Barbosa

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Orestes Barbosa é carioca da Aldeia Campista, na região de Vila Isabel, nascido em 7.5.1893. Era de origem humilde, filho de militar. Depois de um curso de revisor no Liceu de Artes e Ofícios, exerceria a profissão em jornais. Mercê de seu esforço, subiria as mesas de redação de diversos periódicos. Em 1917, publica seu primeiro livro de poemas, Penumbra Sagrada. Poeta sensível, que se transfigurava na batalha diária e mal-remunerada do jornalismo, empreendia campanhas e não poupava de suas críticas, penetrantes e ácidas, quem quer que fosse. Essa conduta o levou pelo menos três vezes à prisão. Era, como se dizia, "um jornalista de combate".

Fazia também a crítica teatral e a crônica do rádio nascente, ainda nos anos 20. Seu mergulho na música popular, como letrista, foi a continuidade natural dessa ambiência e dessa paixão que trazia desde menino, quando dedilhava seu violão. Sua primeira composição gravada seria a valsa Romance de Carnaval, com melodia de J. Machado, cantada por Arnaldo Pescuma em disco da gravadora paulistana Arte-Fone, provavelmente em 1930. A segunda gravação na Odeon, em 1930, seria a cançoneta Bangalô, em parceria com Oswaldo Santiago, cantada por Alvinho.

No ano seguinte, 1931, já firmava seu nome com Carioca (com J. Thomaz), samba cantado por Castro Barbosa; Sergipana (com Eduardo Souto), fox-canção interpretado por Francisco Alves; Rosalina (com J. Thomaz), samba com Jonjoca; Flor do Asfalto (com J. Thomaz), samba com Castro Barbosa. Pode-se considerar o maestro J. Thomaz como o seu grande parceiro nessa fase primeira.

Orestes até experimentaria o gosto de ser cantor, gravando Nêga, Meu Bem, samba de Heitor dos Prazeres, em 1931, e As Lavadeiras, marcha sua com Nássara, em dueto de ambos, gravada em 1933.

No final de 1932, inicia sua parceria com Francisco Alves, que até 1934 resultaria em 14 composições gravadas, muitas das quais clássicos de nossa música popular. Orestes sempre foi exclusivamente letrista. Finda essa ligação musical com Francisco Alves, imediatamente enceta outra, não menos importante, com Sylvio Caldas, que duraria de 1934 a 1938 e resultaria igualmente em 14 composições gravadas, entre elas sua música mais conhecida, Chão de Estrelas.

De 1938 a 1945, Orestes praticamente se afastou da música popular. Quando voltou, em 1945, não foi com a mesma intensidade, mas seguramente com a mesma qualidade poética. E em sua casa da tranqüila Paquetá se quedaria o guerreiro Orestes em merecido repouso, até que a indesejada das gentes o viesse buscar, em 15.8.1966, aos 73 anos de idade, onze depois de sua última composição gravada.



Esta biografia foi publicada inicialmente
no site de um dos mais importantes projetos culturais
de preservação de nossa memória, o
Selo Revivendo




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