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Núbia lafayette

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NÚBIA LAFAYETTE - Açu (RN) 21/01/1937 / Niterói (RJ) 18/06/2007

À Nubia Lafayette, meu eterno carinho!
(Paulo Alberto Ventura - 2009)

“A Voz Sentimental”, “A Voz Romântica do Brasil” ou, ainda, “A Rainha da Seresta”, são alguns, dos títulos que lhe foram conferidos, ao longo de sua bela trajetória artística.

Idenilde de Araujo Alves da Costa, seu verdadeiro nome, nasceu no município de Carnaubais (RN), quando, este pertencia ao município de Açu (Assu) em 21 de Janeiro de 1937.

Sua ilustre filha, embora, tenha sido registrada em Açu, é orgulho do povo carnaubaense, cuja emancipação se deu em18 de setembro de 1963.

Em 2003, a cantora se apresentou em Carnaubais, pela última vez, num show memorável durante as comemorações de mais um aniversário do município.

Após, o seu falecimento (2007), a prefeitura local iniciou uma série de homenagens, que levam o seu nome, com destaque para o “Concurso Voz de Ouro Núbia Lafayette”, já integrado ao calendário anual.

A vocação musical de Núbia revelou-se muito cedo. Ainda, criança, já gostava de cantar; e ao mudar-se com a sua avó (materna) para o Rio de Janeiro, sua inclinação para a música desabrochou.

Aos 08 anos, começa a se apresentar em programas infantis, onde, gostava de cantar o repertório do tenor Vicente Celestino, seu ídolo na época.

Depois, já adolescente sua grande inspiração passou a ser Dalva de Oliveira, a máxima estrela da MPB, nos anos 50; e de quem, recebeu benéfica influencia musical; visível, no seu estilo interpretativo, na maneira de emitir as notas, bem como, a preferência pelas canções românticas e arrebatadas de paixão.

Mas, convém ressaltar, que, além, da iniciante Núbia, várias jovens cantoras, igualmente, buscaram o estrelato no rádio, no inicio dos anos 50, inspiradas pela estrela Dalva de Oliveira, que reinava absoluta.

Aliás, Núbia, sempre que se referia a Dalva de Oliveira, fazia questão, de dizer, que, tudo o que sabia na arte de cantar, aprendera com ela.

Porém, justiça seja feita, Núbia, foi uma aluna brilhante, em pouquíssimo tempo, se revelou uma intérprete singular, dona de um timbre muito pessoal, cujo leve vibrato, tornava seu canto extremamente pungente, emocionado; e com um toque marcadamente feminino. Núbia Lafayette, sabia imprimir sua marca, em cada canção que escolhesse interpretar.

O que fez dela, esta personagem tão importante na história da MPB; a partir de 1960, quando, a sua voz, se fez ouvir, nos mais distantes recantos do Brasil, cantando o mega-sucesso “Devolvi” (Adelino Moreira).

Ainda, nos anos 50, usando o nome artístico de Nilde Araújo, ela percorre todos os programas de calouros, das emissoras cariocas, acabando finalista em 1958, da penúltima edição do famoso concurso “A Voz de Ouro ABC”, que visava descobrir novos valores.

A vencedora, no entanto, foi a cantora paulista Maricenne Costa (ainda, em atividade); e segundo, Núbia, naquela edição, não houve classificações para segundo, nem terceiro colocado.

No entanto, após, sua participação, recebeu convite para gravar o seu primeiro disco na gravadora Polydor, cujo diretor artístico era o cantor Joel de Almeida; bem como, o empresário Jordão de Magalhães, um dos jurados do referido concurso, lhe contrata para cantar em sua boite Cave, na capital paulista.

Nesta época, Núbia, além, de cantar nos citados programas de calouros, em shows de circos, parques de diversões e clubes suburbanos, também, era funcionária das Casas Pernambucanas, pois, ainda, não era possível sobreviver somente de música.

O seu disco de estréia na Polydor (1959), foi um 78 RPM, contendo na face A, o samba-canção “Sou Eu” (Valdir Machado / Rubens Machado) e na face B, o samba “Vai de Vez” (Paulo Tito / Ricardo Galeno), mas, infelizmente, não resultou no êxito esperado.

No entanto, a sua temporada em SP, na boite Cave, lhe reservava uma grata surpresa; numa noite, enquanto se apresentava, foi vista, pelo compositor Adelino Moreira, que se fazia acompanhar, na ocasião, pelo grande cantor brasileiro Nelson Gonçalves.

Porém, ao contrário de Adelino, que se entusiasmou muito, com a voz e as interpretações de Nilde (Núbia), consta, que a reação de Nelson foi exatamente oposta, ele não gostou, nem um pouco de sua voz.

Felizmente, prevaleceu a opinião de Adelino Moreira, que lhe procurou, após, o show, e prometeu apresentá-la à direção da RCA Victor.

Adelino, não só cumpriu a promessa, como, lhe entregou duas músicas inéditas, para o seu primeiro disco no selo RCA Camden: “Devolvi” e “Nosso Amargor”, ainda, em 78 RPM (1960).

Finalmente, o sucesso aconteceu para a moça talentosa e sonhadora, que sempre desejou ser uma cantora de rádio; conquistando, ainda, para sempre, a admiração do próprio Nelson Gonçalves.

Esta sua primeira gravação, para a etiqueta Candem, colocou um ponto final, na carreira da cantora Nilde Araújo, mas, abriu espaço à promissora estrela Núbia Lafayette.

Sobre, a escolha do novo nome artístico, existem, controvérsias, embora, creditado a Adelino Moreira; há, quem afirme, ter sido uma sugestão do disck-joquey e compositor José Messias.

Também, a própria cantora, algumas vezes, teria afirmado, que a decisão foi dela mesma, por achar, Núbia, um nome diferente e bonito; quanto, ao Lafayette, ela teria retirado do tradicional Instituto Lafayette (antigo colégio da Tijuca no RJ).

Porém, o que importa, é que a escolha foi muito acertada, trata-se de um nome forte, com apelo artístico, e, que se incorporou, perfeitamente, a bonita e delicada figura da cantora, lhe trazendo, sorte, sucesso e muitos fans.

Em seguida, após, gravar mais um disco de 78 RPM (1961) com “Seria Tão Diferente” (Adelino Moreira / Tonio Luna) e “Quero Saber” (Adelino Moreira), a Candem, finalmente, lança o seu primeiro LP “Solidão” (1961).

Deste primeiro álbum, várias músicas tiveram execuções garantidas nas paradas de sucessos, em todo o país: “Prece a Lua”, “Solidão”, “Não Jures Mais” e “Devolvi”, consolidando a carreira de Núbia Lafayette.

Impulsionada, pelos êxitos, obtidos, com o primeiro LP, Núbia, começa a excursionar, por diversas cidades do Brasil. Também, aparece nos principais musicais de Televisão, enquanto, continua cantando nos famosos programas de auditórios de rádio, que, ainda, perduraram, até o inicio dos anos 70.

No decorrer das décadas de 60/70, Núbia, recebeu muitos prêmios importantes: Troféu Roquete Pinto, Troféu Revista do Rádio, Troféu Velho Capitão (Assis Chateaubriand), Buzina de Ouro (Programa Discoteca do Chacrinha) e etc.

Também, gravou muitos discos, entre 78 RPM, LPs, Compactos Simples e Duplos, pelas gravadoras: RCA Camden, RCA Victor, Philips, Chantecler e CBS.

Embora, pouco noticiado a cantora se apresentou com êxito, também, no exterior, cantando na Colômbia em 1976, conquista o 2ºlugar no Festival da Canção, defendendo a música “A Vida Tem Dessas Coisas” (César Sampaio); também, posteriormente, se apresenta no Uruguai, na Argentina, e no continente africano.

Núbia Lafayette, foi lançadora de muitos sucessos populares, alguns, chegaram a obter altos índices de vendagens e execuções radiofônicas: “Devolvi” (Adelino Moreira), “Solidão” (Adelino Moreira), “Seria Tão Diferente” (Adelino Moreira /Tonio Luna), “Nosso Amargor” (Adelino Moreira), “Ontem à Noite” (Adelino Moreira), “Devoção” (Adelino Moreira / Ramalho Neto) “Quem Foi” (Ribamar / Dolores Duran), ”Razão” (Adelino Moreira), “Madrugada e Amor” (José Messias), “O Que Dói Em Mim” (José Messias),
“Casa e Comida” (Rossini Pinto), “Concerto Para Um Verão” (Alain Morisod / Vers. Sebastião Ferreira da Silva e Tony Damito) e muitos outros.

Outro dado marcante, na carreira de Núbia Lafayette, acontece a partir de 1972, após, ingressar na gravadora CBS; quando, em seus novos lançamentos, prioriza a regravação de antigos sucessos de outros intérpretes.

E, ela, o faz, tão bem, com interpretações, tão impregnadas de emoção e personalidade, que, estes antigos hits, soam como novos, e vão sendo incorporados ao imaginário afetivo do grande público, como seus sucessos originais.

Podemos exemplificar, esta fase, citando: “Lama” (Aylce Chaves / Paulo Marques), “Fracasso” (Mario Lago), “Esta Noite Eu Queria Que O Mundo Acabasse” (Silvio Lima), “Pensando Em Ti” (Herivelto Martins / David Nasser), “Amor Quando É Amor” (Niquinho / Othon Russo), “Lagoa Serena” (Ataulfo Alves / José Batista), “Migalhas” (Lupicínio Rodrigues / Felisberto Martins) e muitas outras.

Porém, como o seu repertório, em grande parte, se constituia das chamadas músicas de grande apelo popular, (maldosamente, chamadas de bregas) poucos ficaram sabendo, que a cantora, também, gravou lindamente, músicas como: “Primavera” (Lupicínio Rodrigues), “Ocultei” (Ary Barroso), “Agonia” (Mongol), Bom Dia (Herivelto Martins / Aldo Cabral) “Chuvas de Verão” (Fernando Lobo), “Poeira do Chão” (Klécius Caldas / Armando Cavalcanti), “Terezinha” (Chico Buarque de Holanda) “Coração Condenado” (Stélio Valle / Graco / Fausto Nilo), “Aquarela do Brasil” (Ary Barroso) e muitas outras pérolas, que estão por merecer, o devido resgate em seus antigos álbuns.

Em Junho de 1994, ao comemorar 35 anos de carreira artística, Núbia Lafayette, apresentou-se no Teatro Rival (RJ), em duas noites inesquecíveis, com um show extraordinário, criação e roteiro do saudoso produtor e radialista Demétrio Ferreira, e direção de Luiz Sérgio Lima e Silva, com o título de “Cantando Estrelas”.

Neste espetáculo, que chegou a ser gravado, mas, lamentavelmente, jamais lançado comercialmente, Núbia, cantou como nunca, um repertório repleto de clássicos da MPB, com acompanhamento dos músicos: Agostinho Silva (Teclados), Roberto Fraga (Bateria) e Bival Farias (Baixo).

A respeito de sua vida pessoal, pouco, se pode comentar, pois, a querida artista, sempre muito discreta e reservada, jamais, se envolveu em escândalos, e não misturava vida profissional com particular.

Em 1963, casou-se com o radialista pernambucano Sálvio Costa, indo residir na Ilha do Governador (RJ), conforme matéria publicada na Revista do Rádio.

Porém, a união não dura muito tempo, nem deixa herdeiros; assim, após, a separação, Núbia, dá prosseguimento a sua carreira, até, conhecer o argentino Carlito; segundo, amigos mais íntimos, foi ele, o seu grande e verdadeiro amor.

Após, o segundo casamento e incentivada, pelo marido, Núbia Lafayette, resolve mudar-se para a região dos Lagos, indo residir na aprazível Maricá; cidade, que a acolheu com muito carinho, e onde viveu, por mais de 20 anos, até, o seu prematuro falecimento em 18/06/2007.

De sua confortável residência, Núbia, só saia, para cumprir os seus contratos artísticos, e, numa bonita entrevista, concedida ao saudoso apresentador Clodovil Hernandez (TV Manchete), ela, afirmou que passara a selecionar mais, os convites que recebia para cantar; pois, estava muito feliz ao lado de seu marido, e não gostava de ausentar-se de seu paraíso em Maricá (RJ) por muito tempo.

Nesta mesma entrevista, Clodovil, lhe perguntou se teria coragem de abandonar a carreira, caso, o marido Carlito, pedisse, ela muito emocionada, respondeu: “sim, pois outro marido, igual, ao meu, seria impossível encontrar”.

Lamentavelmente, esta feliz união, finda nos anos 90, com o falecimento do mesmo, deixando a cantora muito triste e abatida.

Núbia Lafayette, procura, então, dedicar-se mais ao trabalho, voltando a gravar e a viajar; afim, de cumprir novos compromissos artísticos, principalmente, nas regiões Norte e Nordeste, onde, jamais deixou de ser prestigiada e aplaudida.

Também, dedica-se a administrar o Centro Gastronômico Núbia Lafayette, de sua propriedade, no Centro da cidade de Maricá, onde, funcionavam 04 restaurantes temáticos.

Aos 70 anos, completados em janeiro de 2007, a cantora aparentava estar feliz, bem disposta, se exercitando numa academia em Maricá, fazendo caminhadas, enfim, cuidando de sua saúde. Não havia nenhum sinal, pelo menos, aparente, que, pudesse denunciar, que, mais adiante, em 20 de Março ela fosse sofrer o seu primeiro AVC hemorrágico.

Prontamente, socorrida, a cantora foi internada no Hospital das Clínicas, em Niterói, onde, medicada, reagiu muito bem, sem nenhuma seqüela visível, permanecendo internada, por alguns dias, inclusive, durante a internação, ela, concede, uma entrevista no dia 23/03, por telefone, ao comunicador Geraldo Freire, da Rádio Jornal (Recife), para o programa Primeira Página, onde, conversou normalmente, brincou, e fez planos para futuras apresentações.

Após, receber alta do HCN, a cantora demonstrando estar recuperada, viaja para Recife, onde, participa do famoso Festival da Seresta, no Recife Antigo, em 09 de Maio de 2007.

Aliás, Núbia, adorava participar desta festa, e orgulhosa, costumava dizer, que, apenas, uma vez, não pode estar presente.

Infelizmente, no dia 25/05/2007, volta a ser internada no mesmo HCN na cidade de Niterói, devido, a sérias complicações de um novo AVC.

Desta vez, submetida a uma cirurgia, entra em coma, para, finalmente, acontecer o óbito às 13h30min. em 18/06/2007.

A cantora Núbia Lafayette, foi velada na Câmara Municipal de Maricá (RJ), pelos seus familiares, pelo amigo José Augusto Branco (ator), e por muitos admiradores; e sepultada, no dia 19/06/2007 às 12h30min. no Cemitério de Maricá, sob aplausos emocionados dos fans, que, ela, em vida, soube conquistar.

Por ter sido, uma grande divulgadora da cidade de Maricá, onde, viveu, seus últimos anos, a inesquecível cantora, recebeu homenagem do Rotary Clube Maricá, com a inauguração do Espaço Cultural Núbia Lafayette, em 29 de Novembro de 2008 pelo ator Chico Anísio.

Nesta ocasião, estiveram presentes, a irmã da cantora a Sra.Izenilda Gance, e seus sobrinhos Henriette Gance e Cleber Barreto, que sempre receberam da tia Núbia, muito carinho e atenção, já, que ela, não teve filhos.

A cidadã Idenilde de Araújo, despediu-se da vida, no ano de 2007, mas, a querida cantora Núbia Lafayette, eternizou-se na constelação de astros e estrelas da MPB.

E a estrela, Núbia Lafayette, seguirá, vivendo, na memória e no coração do povo, que, tão bem, compreendeu e aplaudiu a sua arte.

Do mesmo modo, sua bela e afinada voz, seguirá emocionando, antigas e futuras gerações, através, dos discos que registraram suas inesquecíveis interpretações. (Autor: Paulo Alberto Ventura - Dezembro/2010)


Anexo:
DISCOGRAFIA - Núbia Lafayette
(Discos de Carreira)

• 1959 – Polydor - 78 RPM
Lado A: Sou Eu (Valdir Machado / Rubens Machado)
Lado B: Vai de Vez (Paulo Tito / Ricardo Galeno)
• 1961 – RCA Camden – LP – Solidão
• 1962 – RCA Camden – LP – Devoção
• 1962 – RCA Camden – LP – Núbia, Diferente
• 1963 – RCA Camden – LP – Eu, Núbia Lafayette
• 1964 - RCA Camden – LP – Triste Madrugada – BBL-1280
• 1965 – RCA Victor – LP – Noites Sem Fim
• 1966 – Chantecler – Compacto Simples
Lado A: Vida, Vida, Vida (Adelino Moreira)
Lado B: Eu Fui Água (Adelino Moreira)
• 1967 – Chantecler – Compacto Simples
Lado A: Amor Na Eternidade (Rubens Machado)
Lado B: Ave Maria dos Revoltados (Silvino Neto)
• 1969 – Philips – LP – V Festival da Record
Faixa: Primavera (Lupicínio Rodrigues)
• 1970 – Philips – LP – Nem Eu, Nem Tu, Ninguém
• 1971 – CBS – LP – Núbia Lafayette
• 1972 – CBS – LP – Casa e Comida
• 1974 – CBS – LP – Núbia Lafayette
• 1975 – CBS – LP – Abandono Cruel
• 1976 – CBS –LP - Núbia Lafayette
• 1977 – CBS – LP – Núbia Lafayette – 104394
• 1978 – CBS – LP – Núbia Lafayette - 104423
• 1979 – CBS/Epic – LP – Soro
Faixa:. Coração Condenado (Stécio Vale / Gracho / Fausto Nilo)
• 1980 – CBS – LP – Núbia Lafayette
• 1981 – CBS – LP Os 20 Anos Artísticos de Núbia Lafayette
• 1985 – RCA Victor - LP - Por Amar Demais
• 1992 – FENAB – CD (Duplo) – 90 Anos de Ary Barroso
• 1992 – Colúmbia – LP - Série Academia Brasileira de Música – Vol. 10
• 1994 – Independente – CD – Cantando Estrelas - Ao Vivo
• 1997 - Albatroz – CD – Tributo a Dalva de Oliveira
Faixa: Lencinho Branco
• 1998 – Polydisc – CD - Núbia Lafayette Canta Dalva de Oliveira
• 2007 - Polydisc – CD - Núbia Lafayette – Ao Vivo


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