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O violonista Jaime Florence, que assinava Jayme, mais conhecido como Meira, foi o mais respeitado violão de seis cordas de "regional". Nascido em Paudalho, Pernambuco, em 1909, aos 18 já era profissional em Recife, com o Voz do Sertão. Seu nome artistico veio do apelido de infância Jaimeira.
A vinda para o Rio, onde morava seu irmão Robson, cavaquinista, teve no início momentos muitos duros. Pouco tempo depois da chegada, Robson morreu tuberculoso e Meira, meio perdido, acabou pegando um navio e indo pra Europa, onde vagou por pouco tempo até conseguir voltar ao Brasil.
Em 34, Benedito Lacerda gravou seu choro "Primavera", mais tarde se chamando "Arranca Toco". Em 37, com o mesmo Lacerda, Meira passou atuar no regional de maior projeção da época, formando o melhor e unico trio de base da história dos regionais.
Apesar de ser chorão nato, seus maiores êxitos foram com a musica cantada. O sussesso de sua valsa "Quando a Saudade Apertar" (com Leonel Azevedo), em 42, do Samba "Aperto de Mão" (com Dino e Augusto Mesquista), em 43, e principalmente do samba-canção "Molambo" (Com Agusto Mesquita), em 56, deram a Meira uma razoavel estabilidade financeira, materializada na casa de vila que comprou na rua São Francisco Xavier, perto da Estação de Mangueira. Essa casa, onde morou até morrer em novembro de 82, tinha as grades do muro e das janelas em forma de clave de sol.
Diferentemente da maior parte dos chorões de sua geração, Meira tinha intensa atividade didática, tendo colaborado para a formação de centenas de violonistas, dos quais se destacaram Baden Powell, Mauricio Carrilho e Rafael Rabello.


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