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Marcos cardoso

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Marcos Augusto Cardoso da Silva, Marcos Cardoso, Marquinhos Cardoso ou simplesmente Marquinhos, como é conhecido e chamado no meio artístico musical e pelos amigos, primeiro de dois filhos do casal Manoel Gomes da Silva e Lucéa Cardoso da Silva, nasceu no ensolarado e tórrido bairro de Bangu, Rio de Janeiro, no dia 16 de novembro de 1955 e aí mora desde o nascimento, na mesma casa, situada na rua 12 de Fevereiro, assim denominada em alusão à data em que a chaminé da famosa Fábrica Bangu passou a funcionar.

Formado em administração de empresas pela Faculdade Mário Henrique Simonsen em 1982, com cursos de extensão universitária em matemática financeira e mercado de capitais, realizados na Fundação Getúlio Vargas, Marcos Cardoso na realidade é músico por opção, atividade que iniciou aos 6 anos de idade, ao ganhar de Dona Guiomar, antiga cobradora do Bangu Atlético Clube, um acordeon de 80 baixos que ele, muito franzino, quase não conseguia carregar. Quando se diz que ele é músico entenda-se no mais amplo e profundo sentido que a palavra pode ter ou significar. Não é músico porque professa a arte musical, cantando ou compondo, como definido por Soares Amora em seu Dicionário da Lingua Portuguesa: inscrito na Ordem dos Músicos do Brasil desde 1972, sob o n° 14.122, é um musicômano, um musicólogo, um musicista. É perfeito. Pronto, não precisa mais!
Cursou o primário de 1961 a 1967 na Escola Martins Jr., uma escola da Prefeitura do Distrito Federal, anteriormente chamada de Escola Presidente Rodrigues Alves, situada na rua Fonseca, entre o Casino Bangu e a esquina da rua da Feira, escola esta que esteve fechada de 1918 a 1920 para servir de enfermaria para os doentes da gripe Espanhola, epidemia que assolou o mundo quase sessenta anos antes de surgir o infectologista Ângelo Fatorelli Neto. Maria Lúcia Filgueiras e Ângela Fortes foram suas primeiras professoras.
Fez o curso Ginasial no Colégio Henrique Magalhães e o curso Científico no Colégio Prof. Daltro Santos, ambos em Bangu.
Em 1977 frequentou o Curso Miguel Couto Bahiense e em 1978, após aprovado no concurso vestibular, iniciou o curso de Administração de Empresas, na Faculdade Mário Henrique Simonsem, concluído em 1982.
Da união com Jussara de Oliveira Araújo nasceu, em 13 de maio de 1998, o menino Marcos Gabriel Araújo da Silva, convertido pelo pai, por doutrina e por decreto, a torcedor do Botafogo sem direito a queixas, argumentos ou ponderações. Pelo menos foi Campeão da Taça Guanabara em 2006 e corre o risco de ser Campeão Estadual , o que ameniza um pouco o castigo do subjugado e indefeso inocente alvi-negro. Notem que o menino nasceu exatamente no dia 13 de maio, de nada tendo adiantado o exemplo da Princesa Isabel. Tem que ser Botafogo! Escravidão psisológica!
Durante algum tempo Marquinhos teve diversas atividades laborativas, algumas inclusive inerentes e correlatas ao curso superior de adminstrador de empresas ou ainda à matemática financeira, baseado nos conhecimentos adquiridos nos cursos de extensão universitária da Fundação Getúlio Vargas. Em nenhuma dessas atividades sentiu-se à vontade, satisfeito ou realizado. Pelo contrário: incomodava-se com qualquer ocupação profissional não ligada à sua vocação para a música, iniciada aos seis anos de idade nas aulas de um curso livre que freqüentou até os doze anos, ministrado pela professora Maria Antonieta em uma casa localizada na rua Santa Cecília, entre as ruas Bangu e Rangel Pestana, próximo ao Casino, clube tradicional da região.
Sua primeira apresentação em um palco aconteceu no Bangu Atlético Clube, no Salão Nobre, tocando acordeon na festa junina da escola Martins Júnior, no mesmo local em que escolheu para o show em comemoração aos seus 30 anos de carreira.
A partir dos doze anos de idade tornou-se autodidata, não parou de estudar, aprimorar e aprofundar seus conhecimentos, chegando ao nível de excelência, assim reconhecido por todos os que o conhecem, sejam amigos, críticos, músicos, artistas ou simplesmente ouvintes. É inigualável nos teclados e domina muito bem o violão cujos ensinamentos iniciais foram dados pelo amigo e vizinho Paulo Fabiano, atualmente vivendo numa das praias da Ilha Grande, depois de ter passado muitos anos na França.
Quando jovem formou um conjunto de bairro denominado “The Naps”, juntamente com os colegas Paulo César (guitarra solo), Carlito (baixo), Galo (bateria), Eduardo (guitarra) e o próprio Marquinhos (órgão). Dessa época até hoje apresentou-se em 20 países e fez parte de famosos conjuntos, com destaque para a Banda Vitória Régia que acompanhava o consagrado Tim Maia e da qual participou durante 9 anos como tecladista e arranjador, no período de 1981 a 1988. Durante este tempo, por várias vezes teve que sustentar vocalmente o show cantando como se fosse o próprio artista, face a imprevistos com o Tim durante as apresentações e já que conseguia manter o timbre, a tonalidade, musicalidade e o modo de cantar do próprio Tim Maia.
Durante as décadas de 60 e 70 atuou em conjuntos de baile e já no final dos anos 70 entrou no mercado fonográfico através da banda Super Bacana onde atuava como tecladista. Daí em diante, participou em discos de mais de 80 artistas da MPB e em alguns produtos Internacionais. Entre os artistas que Marcos gravou como músico estão: Zizi Possi, Fábio Jr., Joana (de 1989 a 1997), José Augusto, Alcione, Sandra Sá, Jorge Ben, Peninha, Sidney Magal, Mauricio Mattar, Trem da Alegria, Xuxa, Angélica, Vital Faria, Tim Maia, Carlos Dafé, entre outros.
A técnica aprimorada, os relevantes conhecimentos e a sensibilidade própria dos grandes mestres o conduziram à criação de belíssimas canções e requintados arranjos musicais, em parceria com Gilson Mendonça, Michel, Jota Ribamar, Wando, Ary de Carvalho, Tim Maia, Isolda, Carlos Colla e Michael Sullivan, facilitados pela tecnologia, a partir da década de 80, e fundamentados na reunião de seus conhecimentos de música, informática e da língua inglesa. Com mais de 60 obras gravadas, inúmeras de suas músicas foram sucesso, na voz de cantores e cantoras famosas como vários dos mencionados acima. Dentre elas podemos citar as Gravadas por Wando: ● Eu, ela e você (Marquinhos Cardoso e Gilson Mendonça) ● As muralhas do teu quarto são bem altas (Marquinhos Cardoso, Person e Gilson Mendonça) ● Faltando um abraço (Marquinhos Cardoso, Wando e Gilson Mendonça) ● Obsceno (Marquinhos Cardoso e Gilson Mendonça) ● Vem me ver (Marquinhos Cardoso e Michel) ● Motel (Marquinhos Cardoso e J. Ribamar) ● Quando um homem se apaixona (Marquinhos Cardoso e J. Ribamar) ● Amor pelo telefone (Marquinhos Cardoso e J. Ribamar) ● Depois da cama (Marquinhos Cardoso e J. Ribamar) ● Coisa de pele (Marquinhos Cardoso e J. Ribamar) ● Criador e criatura (Marquinhos Cardoso e J. Ribamar) ● Mandamentos do amor (Marquinhos Cardoso e Gilson Mendonça) ● Tchacumdum (Marquinhos Cardoso, Gilson Mendonça, Edu Ferreira e J. Ribamar).

Gavadas por Tim Maia: ● Bons momentos (Marquinhos Cardoso e Michel) ● Pudera (Marquinhos Cardoso e Michel) ● 03 - Onde está você (Marquinhos Cardoso e Michel) ● Pedra preciosa (Marquinhos Cardoso e Michel) ● Olá emoções (Marquinhos Cardoso e Beto Cajueiro) ● Parabéns (Marquinhos Cardoso e Tim Maia) ●
Gravadas por Joanna:
● Nosso orgulho (Marquinhos Cardoso e Joanna) ● O que é que eu faço (Marquinhos Cardoso) ● Morrendo de saudades (Marquinhos Cardoso e Ronaldo Malta) ● Um erro a mais (Marquinhos Cardoso e J. Ribamar) ●
Por teu amor (Marquinhos Cardoso e J. Ribamar) ● 06 - Meu jogo (Marquinhos Cardoso, Isolda e Joanna) ● Tente outra vez (Marquinhos Cardoso, Isolda e Joanna) ● Voce primeiro (Marquinhos Cardoso, Gilson Mendonça e Joanna) ● Apesar dos pesares (Marquinhos Cardoso e Gilson Mendonça) ●Armadilhas (Marquinhos Cardoso, Tony Bahia e Joanna)

Gravada por Xuxa:
O açúcar e o sal (Marquinhos Cardoso, Michael Sullivan e J. Ribamar)

Gravadas por Sandra Sá
Meu erro (Marquinhos Cardoso e Joanna)

Gravadas por Carlos Dafé:
Pra que complicar (Marquinhos Cardoso e Gilson Mendonça)

Se forem somadas as músicas não gravadas, as composições ultrapassam a duas centenas.
Fato curioso é que seu filho Marcos Gabriel, aquele botafoguense indefeso, trata-se com o Ronaldo. Nem o Ronaldo sabia que o Marquinhos era ligado à música e nem o Marquinhos tinha conhecimento de que o Ronaldo havia feito inúmeras composições, imaginava vê-las gravadas e que ele, Marcos, viria a ser a pessoa a viabilizar tudo isso, trabalhando no projeto durante cinco meses consecutivos e utilizando quase 250 horas de stúdio.
Marquinhos foi o terceiro a chegar no Encontro Marcado, reunindo-se aos dois primeiros exatamente no dia 12 de outubro de 2005. Diretor musical, tecladista e autor de quase todos os arranjos do CD, gravou “Abrigo”, em dueto com o autor, Kadu Santiago.

“Mulher, tu és primeira e adorada
És um vão na madrgada
Onde eu faço meu viver...”


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