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Luciano Perrone

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Luciano Perrone
( 1908 - 2001 )

Um dos expoentes da percussão no Brasil, e considerado
por muitos o pai da bateria brasileira, Luciano Perrone é
um músico de muita personalidade. Sua maneira de tocar o
samba é peculiar e inconfundível. Nascido no Rio de Janeiro
em 1908, aos 14 anos começou a tocar profissionalmente no
antigo cinema Odeon. Nessa época, a bateria ainda não era
como hoje a conhecemos: resumia-se a uma caixa colocada
sobre uma cadeira e um prato pendurado na grade que
separava os músicos da platéia. Em 1924, ao atuar em bailes
acompanhando pianistas de renome, como Osvaldo Cardoso
de Menezes, seu prestígio aumentou muito e, a partir daí,
percorreu diversos cinemas e teatros, tocando em variadas
orquestras e jazz-bands. Em 1929, atuando no Cassino Éden,
em Lambari, MG, conheceu Radamés Gnattali, de quem se
tornou amigo e com quem tocaria por toda a vida. Alguns
anos depois o maestro, inclusive, lhe dedica duas peças:
"Samba em Três Andamentos" e "Bate-papo a Três Vozes",
onde a bateria de Luciano tem lugar de destaque como
solista.

No dia 12 de setembro de 1936 participou do programa
inaugural da Rádio Nacional e passou a integrar as diversas
orquestras e conjuntos da emissora. Texto publicado na
revista Carioca, em outubro desse mesmo ano, diz ter sido
Perrone “o primeiro a oferecer ao público um concerto
de bateria, o que aconteceu na Rádio Cajuti, e ter sido o
primeiro a gravar este instrumento em discos”. E
conclui: “Sonha ele com uma orquestra bem organizada
e bem ensaiada, que possa levar ao mundo, em interpretações
perfeitas, a magnitude da nossa melodia e a riqueza
incomparável dos nossos ritmos...” Em 1939 participou
da histórica gravação de "Aquarela do Brasil" , na voz de
Francisco Alves e arranjo de Radamés Gnattali. A essa
altura, Luciano Perrone se tornara o dono da bateria no
Brasil. Uma legenda de fotografia publicada em uma revista
da época diz: “Luciano Perrone é, sem favor, o mais
completo "bateria" do nosso broadcasting. Homem dos sete
instrumentos, dispondo de uma agilidade extraordinária, as
suas atuações constituem um verdadeiro espetáculo.

Em 1960, com Radamés e Aída Gnattali, Edu da Gaita,
Chiquinho do Acordeon, José Menezes, Vidal e Luis
Bandeira
, integrou a 3ª Caravana Oficial da Música
Popular Brasileira, que excursionou pela Europa,
apresentando-se em Portugal, França, Inglaterra e Itália.
Nessa excursão, segundo Ary Vasconcellos “o baterista
brasileiro recebe as melhores referências da imprensa e da
crítica do Velho Mundo, às quais a vibração das platéias
diante dos nossos ritmos parece ter-se comunicado.”
Luciano continuou atuando com freqüência até 1994, quando
foi homenageado, em outubro, pelos seus setenta anos de
atividade, resolvendo, então, aposentar as baquetas.
Faleceu em 13/02/2001.

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Artigo escrito com elementos retirados da biografia de
Perrone, ainda inédita, assinada por Ary Vasconcellos.


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