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Ernesto Pires

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“O samba de raiz que parecia sufocado pelo pagode brega, recebe mais um reforço com o desembarque de Ernesto Pires, dono de respeitável suingue e sotaque do ramo...” - Tarik de Souza – Jornal do Brasil.

“Um novo cantor de samba chega, com voz seca, divisão rítmica muito peculiar, puladinha. Ernesto é também compositor dos bons...” - Mauro Dias- O Estado de S. Paulo.

“Nessa geração de novos talentos da Música Popular Carioca, desponta um sambista que sabe tudo “. É bom cantor, bom compositor, bom de ritmo e malandragem, além de excelente astral...” - Luís Pimentel – Revista Bundas.


Ernesto Pires não é apenas dono de uma das melhores vozes que o samba nos tem apresentado nesses últimos tempos. É intérprete. Desses que não surgem toda hora. Tem suingue. Tem bossa. Tem malandragem e sotaque de samba. Tem o timbre encorpado de quem jamais perde a ternura da afinação.
Carioca de Copacabana, Mangueirense, Fluminense fervoroso, Aquariano, 46 anos, não tarda, Ernesto inscreve o nome na antologia do samba. Podem apostar. Não é à toa que, sem qualquer apoio da chamada indústria cultural, já tenha conseguido reunir em seu primeiro disco – Novos Quilombos, lançado em 2000 pela Rob Digital – preciosidades de compositores como Wilson Moreira, Serginho Meriti, Jurandir da Mangueira, Barbeirinho, Zé Luiz, Bandeira Brasil, Alcino Corrêa (o Ratinho), e até um tesouro perdido do mestre Heitor dos Prazeres, cedido pelo herdeiro do maestro, Heitor dos Prazeres Filho.
Esse escrete de bambas conhecia sua voz e sua interpretação. Nenhum deles pensou duas vezes, portanto, quando soube que Ernesto estava à procura de inéditos para Novos Quilombos. E olha que muita gente boa – e conhecida – ficou de fora na seleção do repertório.
Ernesto também é compositor. Um de seus sambas de terreiro já vem se tornando lugar comum nas melhores rodas do Rio de Janeiro. Chama-se Terreiro de Iaiá e faz lembrar os bons tempos de pagode no Cacique de Ramos, onde o Rio viu surgir Zeca Pagodinho, Almir Guineto, Luiz Carlos da Vila e tantos outros.
Engenheiro químico por formação, Ernesto, na verdade, é um arquiteto da divisão melódica, da poesia cantada do samba tradicional. Convive com a arte desde menino. Com 7 anos, tocava em bateria de escola de samba, no Rio. Logo depois, iniciava os estudos de violão no exílio de Brasília, para onde foi com a família e ficou até os 12.
De volta, viveu a adolescência no Rio Comprido, com sua profusão de tipos bem cariocas e blocos de rua. Tocou em todos do “eixo Saens Peña-Largo do Estácio”, como ele mesmo diz.
Na universidade, foi a música que entrou de vez na vida de Ernesto. Participou de festivais, começou a fazer shows, até que, aos 19 anos, com outros jovens artistas, entrou com alma e coração num movimento espontâneo de música popular surgido no ambiente da faculdade. Não parou mais. Cantou nos pagodes do Pé de Salsa, do Nêga Fulô e da Sacopã, entre outros.
O destino o poria entre Rio, São Paulo, Belo Horizonte e Salvador. Em todos esses lugares, cumpria jornada dupla – de dia, na química; de noite, em bares e teatros.
Em 1997, Ernesto voltou ao Rio para ficar. Na mesma Copacabana em que nasceu, conheceu o Bip Bip, botequim de Alfredo Melo, o Alfredinho, trincheira do samba. Lá, reencontrou amigos como Paulão 7 Cordas e Henrique Cazes, e passou a conviver com talentos como Cristina Buarque, Elton Medeiros e Walter Alfaiate. Desde então, é voz constante nas rodas do Bip.
De lá para cá, Ernesto já dividiu palcos Rio afora com mestres como Monarco, Wilson Moreira, Dona Ivone Lara, Nelson Sargento, Luiz Carlos da Vila e Nei Lopes, entre outros. Em São Paulo, já marcou presença na Fnac, no projeto “Samba de Bamba”, no concorrido ”Prata da Casa”, do Sesc Pompéia e em shows pelo interior.
Que para o samba Ernesto siga cantando, para o aplauso de muita gente boa, como se viu lá em cima, no início deste modesto relato de um fã.
Marceu Vieira, abril de 2002.

Ernesto Pires (Tel: 21 2527 1938 Cel: 21 8111 7889) Email:ernestopires@aol.com)


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